Pandemia da COVID-19 2021

Se a estratégia funcionava da mesma forma noutros sítios? Provavelmente não... Mas o papel deles, como governo da NZ, não é o de tomar a estratégia adequada à realidade deles? Que eu saiba sim. Não têm de tomar uma estratégia que funcionasse na Europa pois não? Então, se funciona quase na perfeição para eles, como podes dizer que a forma de combater parece de uma criança?

Resta saber se a coisa correu bem devido à estratégia adoptada ou se correria sempre bem, mesmo que não tivessem que confinar nunca, devido ao isolamento geográfico da NZ. Porque como já aqui foi dito, 3 dias de isolamento são irrelevantes. Portanto o mais provável é que o resultado fosse exactamente o mesmo sem qualquer dia de confinamento.

Isso é a nossa (europeia no geral), de achar que dá para adiar o inevitável, até não dar, e penalizar a triplicar. Isso sim, é de uma criança mimada e birrenta...

A forma de controlar a pandemia passa por identificar todos os infectados e rastrear os seus contactos. Caso se faça isso devem ser raros os casos que escapem ao controlo e exijam um confinamento. A verdade é que há países que não confinam desde maio passado e que não tiveram nenhum descontrolo durante o outono-inverno.
Volto a dizer, o confinamento é uma prática medieval e que só deve ser utilizada em condições de descontrolo como aquela que tivemos há um mês ou como a Espanha e a Itália tiveram em março de 2020. Há inúmeras medidas que permitem controlar a pandemia antes de se utilizar o confinamento, e em países organizados elas são simples de se colocarem em prática (provavelmente serão caras, mas certamente menos onerosas do que fechar tudo e indemnizar todos os prejuízos).
 
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-> https://www.health.govt.nz/our-work...ata-and-statistics/covid-19-case-demographics
 
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Sim, mas isso é a nossa "discussão académica" aqui no fórum. A NZ não tem culpa nenhuma disto que vou dizer, mas estou um bocado farto de ver pessoas a dizerem nós devíamos era ter feito como eles e agora estava tudo bem, incluindo nos últimos dias louvarem uma medida (a duração do confinamento agora de apenas 3 dias) que é para mim objetivamente má, porque se houver um número relevante de pessoas em incubação, 3 dias não irá resolver nada
É possível considerar a atuação do nosso governo no verão boa? O número de casos e mortes desceu e muito, apesar da trapalhada de ter aberto LVT quando os casos até estavam em subida, ou da total falta de controlo durante o verão
O que é certo é que, em agosto, os casos em Portugal eram muito poucos. Em muitos países da Europa, a segunda vaga começou logo no final de julho e por cá, nessa altura, a situação em Lisboa e Vale do Tejo estava a ficar mais controlada e os casos a nível nacional estavam a diminuir. Isto numa altura em que, tirando a questão das máscaras em espaços internos e em zonas mais movimentadas, grande parte do país vivia na mais completa normalidade - e isto com enchentes nas praias e nos centros turísticos algarvios. Muita gente esquece-se disto neste momento, mas o mês de agosto ao nível da COVID foi calmíssimo... A mudança começou a ocorrer em setembro com o aumento gradual dos casos ao longo do mês, e o outono a seguir apenas provou que o governo não se tinha preparado para outras vagas... :)

Digamos que o país teve sorte em março e abril, voltou a ter sorte no final de julho e agosto, e desde então tem sido o descalabro completo, sobretudo agora nos últimos 50 dias... :hmm:
 
Uma coisa é "beneficiar de..." outra é "tirar partido de..."

A Nova Zelândia é um exemplo claro de uma região que beneficia de... e tirou partido de...

Nem todas as regiões isoladas tiraram ou souberam tirar partido dessa circunstância. As Balerares nao tiraram nenhum partido do facto de não terem fronteiras terrestres com outros países. Canárias também não tirou partido, e quando as coisas apertaram mesmo tiveram medidas duríssimas de confinamento e controlo nos aeroportos. Malta também não tirou grande partido porque já teve que confinar algumas vezes. A Islândia tirou partido e é um dos bons exemplos de controlo muito apertado à chegada e uma relaxamento de restrições internas. Madeira e Açores estão algures no meio destes exemplos. Os Açores com desempenho sanitário melhor e com números muito baixos neste momento. Embora tenham tido medidas mais restritivas no que toca ao fecho de escolas e prolongamento de cercas sanitárias em relação à Madeira, se isso permitir menos mortos e uma reabertura da economia mais cedo, foi uma excelente decisão.
 
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Uma coisa é "beneficiar de..." outra é "tirar partido de..."

A Nova Zelândia é um exemplo claro de uma região que beneficia de... e tirou partido de...

Nem todas as regiões isoladas tiraram ou souberam tirar partido dessa circunstância. As Balerares nao tiraram nenhum partido do facto de não terem fronteiras terrestres com outros países. Canárias também não tirou partido, e quando as coisas apertaram mesmo tiveram medidas duríssimas de confinamento e controlo nos aeroportos. Malta também não tirou grande partido porque já teve que confinar algumas vezes. A Islândia tirou partido e é um dos bons exemplos de controlo muito apertado à chegada e uma relaxamento de restrições internas. Madeira e Açores estão algures no meio destes exemplos. Os Açores com desempenho sanitário melhor e com números muito baixos neste momento. Embora tenham tido medidas mais restritivas no que toca ao fecho de escolas e prolongamento de cercas sanitárias em relação à Madeira, se isso permitir menos mortos e uma reabertura da economia mais cedo, foi uma excelente decisão.

As Baleares estão a pouco mais de meia hora de voo do continente. E são prejudicadas, tal como Açores, Madeira e Canárias, por ser impossível subsistirem se cortarem totalmente o contacto com o continente. A Nova Zelândia, tal como a Austrália, pode fazer isso.
 
As Baleares estão a pouco mais de meia hora de voo do continente. E são prejudicadas, tal como Açores, Madeira e Canárias, por ser impossível subsistirem se cortarem totalmente o contacto com o continente. A Nova Zelândia, tal como a Austrália, pode fazer isso.

É exactamente o que estou a dizer. Se a Nova Zelândia depende tão pouco do exterior, seria só estúpido não tirar partido disso para ter uma performance sanitária excepcional que lhe permite ter a economia a funcionar. Em Portugal ganhou-se 3 dias para fechar 2 meses. Na Nova Zelândia perde-se 3 dias para poder estar completamente aberto durante 3 meses. Não tenho dúvidas de qual o método mais inteligente.
 
É exactamente o que estou a dizer. Se a Nova Zelândia depende tão pouco do exterior, seria só estúpido não tirar partido disso para ter uma performance sanitária excepcional que lhe permite ter a economia a funcionar. Em Portugal ganhou-se 3 dias para fechar 2 meses. Na Nova Zelândia perde-se 3 dias para poder estar completamente aberto durante 3 meses. Não tenho dúvidas de qual o método mais inteligente.

Mas 3 dias de confinamento têm algum efeito. Havendo apenas 3 casos e todos relacionados entre si, justifica-se o confinamento, seja ele de 3 dias, 1 mês ou 1 ano?
 
Mas 3 dias de confinamento têm algum efeito. Havendo apenas 3 casos e todos relacionados entre si, justifica-se o confinamento, seja ele de 3 dias, 1 mês ou 1 ano?

Sim, faz todo o sentido numa região onde não existem actualmente quaisquer restrições. É uma válvula de segurança. Foram detectados casos que aparentemente "escaparam" ao processo de quarentena obrigatória de viajantes. Fechou-se a válvula até ao processo de testagem estar concluído. Como já fizeram antes. Se todos os testes derem negativos, abre-se a válvula depois de amanhã, e a vida volta ao absoluto normal exactamente nos mesmos moldes que estava a ser feito até Domingo.

A alternativa seria não mandar confinar 3 dias para proteger os direitos, liberdades e garantias dos neo-zelandeses durante estes 3 dias. Daqui a 5 dias viriamos a saber que um contacto destes 3 que deu positivo tinha ido a uma festa (que de resto são permitidas na Nova Zelândia). As cadeias começariam a crescer porque, não havendo restrições, o vírus propaga-se mais rapidamente. Começariam a surgir as primeiras pessoas internadas no hospital. Discutir-se-ia eventuais restrições, mas os defensores dos direitos, liberdades e garantias diriam que "Não. Restrições não. Ok, só as festas". Restringiam-se as festas. Mas como tudo o resto continuava aberto, o vírus continuria a se propagar. Os números de internados aumentavam exponencialmente. Discutir-se-iam novas restrições como o fecho de sectores da economia. Os defensores dos direitos, liberdades e garantias diriam "não, não fecha nada. Ok restaurantes e centros comerciais pode ser". Mesmo assim, o vírus progagava-se e o número de internamentos atingia números críticos. Auckland pedia ajuda internacional para salvar doentes críticos. Discutir-se-ia mais restrições. Os defensores dos direitos, liberdades e garantias diriam "Ok, fecha tudo, mas só 2 semanas". Fechava tudo. Pessoas confinadas em casa. Os números começavam a baixar. Os defensores dos direitos, liberdades e garantias diriam "estão a ver, está a baixar devido à imunidade natural. Nunca foi necessário um confinamento". Desculpe,, mas já vi este filme tonto um pouco por toda a Europa e garanto que tontos não são os neo-zelandeses.
 
Sim, faz todo o sentido numa região onde não existem actualmente quaisquer restrições. É uma válvula de segurança. Foram detectados casos que aparentemente "escaparam" ao processo de quarentena obrigatória de viajantes. Fechou-se a válvula até ao processo de testagem estar concluído. Como já fizeram antes. Se todos os testes derem negativos, abre-se a válvula depois de amanhã, e a vida volta ao absoluto normal exactamente nos mesmos moldes que estava a ser feito até Domingo.
Se estes casos confirmados tivessem realmente escapado ao controlo neozelandês e houvesse atualmente um número significativo de pessoas em período de incubação, um confinamento de apenas 3 dias não serviria para nada, porque 3 dias depois a probabilidade de haver gente infetada a testar negativo era relativamente elevada. Para um confinamento funcionar, tem que durar mais tempo, para apanhar quem está a incubar, seja justificado ou não (isto é outra história). Como quase de certeza que aqueles casos já detetados são mesmo os únicos, vai correr tudo bem, mas isso também correria com zero dias de confinamento
 
Se estes casos confirmados tivessem realmente escapado ao controlo neozelandês e houvesse atualmente um número significativo de pessoas em período de incubação, um confinamento de apenas 3 dias não serviria para nada, porque 3 dias depois a probabilidade de haver gente infetada a testar negativo era relativamente elevada. Para um confinamento funcionar, tem que durar mais tempo, para apanhar quem está a incubar, seja justificado ou não (isto é outra história). Como quase de certeza que aqueles casos já detetados são mesmo os únicos, vai correr tudo bem, mas isso também correria com zero dias de confinamento

O confinamento ocorre 3 dias após a detecção dos casos positivos naquela família, não sei há quanto tempo as pessoas em questão eram contagiosas. O confinamento é decretado com base no pressuposto que pessoas que estiveram em contacto com estes casos possam já ter incubado. O "não serve para nada" é separado por uma linha muito ténue do "agora vamos estar os próximos meses a correr atrás do prejuízo".
 
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O confinamento ocorre 3 dias após a detecção dos casos positivos naquela família, não sei há quanto tempo as pessoas em questão era contagiosas. O confinamento é decretado com base no pressuposto que pessoas que estiveram em contacto com estes casos possam já ter incubado. O "não serve para nada" é separado por uma linha muito ténue do "agora vamos estar os próximos meses a correr atrás do prejuízo".
Há a outra alternativa de "Se é para confinar, vai ter que durar uma ou duas semanas, que é para apanharmos quem está a incubar", que é uma opção que há aqui quem vá considerar altamente exagerada, mas que é inegável que teria o seu efeito
 
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:rolleyes:
 
Despite a tough lockdown, the seven-day rolling average of daily deaths in Slovakia has risen from 1.68 deaths per 100,000 people on Feb. 1 to 1.78 deaths per 100,000 people on Monday, according to Johns Hopkins University figures issued Tuesday.

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Portugal, which had the world's highest rate of COVID-19 deaths among its population for more than three weeks, dropped to second place with 1.48 deaths per 100,000 people.

"The most significant factor that has prevented coronavirus cases from falling in Slovakia is a high occurrence of the variant that was found in Britain," Marek Majdan, a Slovak epidemiologist and vice rector of Trnava University, told The Associated Press.

Slovakia sees virus deaths soar, blames variant found in UK

Já abordei isto.

Os testes rápidos não aparentam ser uma solução tão eficaz como se pensa.

Slovakia tests a million people each week yet fails to contain coronavirus spread