Prof BioGeo
Nimbostratus
Entre junho e setembro não há aulas porque o calendário escolar assim prevê. Aquilo que pretendo alertar é para o impacto terrível a nível da saúde mental e física das crianças/jovens que o encerramento das escolas tem. Faço esta afirmação com base na minha experiência de pai e de professor. Metade dos meus alunos de 7.º ano não sabem ou têm dificuldade em trabalhar com o email e com plataformas LMS. Os do 10.º têm mais facilidade mas não conseguem trabalhar autonomamente (mesmo os alunos mais empenhados tem-se queixado de dificuldades de concentração). Já para não falar dos que, de todo, não têm acesso a nada e ainda dos que não querem. A questão das aprendizagens até será o que menos me preocupa, mas o encerramento está a deixar marcas que não sei como vão sarar... nas crianças/jovens, mas também em nós, adultos.Exactamente o quê? Aquilo que acontece às nossas crianças entre Junho e Setembro quando não têm qualquer aula (nem presencial nem não-presencial)?
Não defendo um desconfinamento "à bruta"... mas parece-me que tem que se olhar para a abertura das escolas como uma prioridade das prioridades...