Pandemia da COVID-19 2021

Exactamente o quê? Aquilo que acontece às nossas crianças entre Junho e Setembro quando não têm qualquer aula (nem presencial nem não-presencial)?
Entre junho e setembro não há aulas porque o calendário escolar assim prevê. Aquilo que pretendo alertar é para o impacto terrível a nível da saúde mental e física das crianças/jovens que o encerramento das escolas tem. Faço esta afirmação com base na minha experiência de pai e de professor. Metade dos meus alunos de 7.º ano não sabem ou têm dificuldade em trabalhar com o email e com plataformas LMS. Os do 10.º têm mais facilidade mas não conseguem trabalhar autonomamente (mesmo os alunos mais empenhados tem-se queixado de dificuldades de concentração). Já para não falar dos que, de todo, não têm acesso a nada e ainda dos que não querem. A questão das aprendizagens até será o que menos me preocupa, mas o encerramento está a deixar marcas que não sei como vão sarar... nas crianças/jovens, mas também em nós, adultos.
Não defendo um desconfinamento "à bruta"... mas parece-me que tem que se olhar para a abertura das escolas como uma prioridade das prioridades...
 
Entre junho e setembro não há aulas porque o calendário escolar assim prevê. Aquilo que pretendo alertar é para o impacto terrível a nível da saúde mental e física das crianças/jovens que o encerramento das escolas tem. Faço esta afirmação com base na minha experiência de pai e de professor. Metade dos meus alunos de 7.º ano não sabem ou têm dificuldade em trabalhar com o email e com plataformas LMS. Os do 10.º têm mais facilidade mas não conseguem trabalhar autonomamente (mesmo os alunos mais empenhados tem-se queixado de dificuldades de concentração). Já para não falar dos que, de todo, não têm acesso a nada e ainda dos que não querem. A questão das aprendizagens até será o que menos me preocupa, mas o encerramento está a deixar marcas que não sei como vão sarar... nas crianças/jovens, mas também em nós, adultos.
Não defendo um desconfinamento "à bruta"... mas parece-me que tem que se olhar para a abertura das escolas como uma prioridade das prioridades...

Tenho filhos de 1 e 3 anos. Estão na creche e pré-escola. Estou em teletrabalho, assim como a minha mulher. Tivemos que fazer turnos em casa para garantir que um de nós estava sempre com as crianças e tentar que o trabalho fosse pouco afectado. Isto para dizer que também sinto na pele o fecho das escolas. Eles não têm percepção do que é pandemia, além da brutal alteração de rotinas, inclusivé o momento em que o pai, estando em casa, tem que encostar a porta para se "isolar" e trabalhar. Por isso tenho tentado quanto possível trabalhar noite dentro enquanto dormem e menos durante o dia, quando estão acordados. O que temos tentado fazer é que no "mundo" deles continue tudo mais ou menos normal. Temos um grupo no zoom com vários míudos da escola do mais velho, e vêm-se periodicamente. Se os meus filhos fossem mais velhos, e tivessem mais consciência da realidade que os rodeia, a primeira coisa que fazia era desligar a televisão. Não para que ficassem alheados da realidade, mas que para parassem de ouvir o discurso consistentemente exagerado, desajustado, desequilibrado e desenquadrado de que estas semanas de ensino não-presencial vão irremediavelmente dar cabo da vida deles. Essa não é a realidade. Haverá míudos que sofrem mais que outros, certamente. Como há milhares de míudos que sofrem de bullying e para quem a ida à escola é fisicamente e psicologicamente dolorosa e o ensino não-presencial é a melhor coisa que lhes aconteceu. Para casos particulares, intervenções particulares e específicas. Por favor, acabe-se com os exageros e que cada um (estado e pais) cumpram o seu papel para que as coisas corram bem.

E concordo naturalmente que a abertura das escolas seja um prioridade. Ponderada com base em factos concretos e não em demagogia.
 
Também acho que o impacto de umas semanas dos miúdos sem aulas presenciais é sobre-valorizado, especialmente aqueles comentários do tipo "Eles não conseguem manter a concentração". Epá, eu tive aulas até há muito pouco tempo, e desculpem, mas a maior parte de nós não mantém a concentração durante as aulas presenciais, porque é que os adolescentes que passam as aulas no telemóvel haviam de ter um grande rendimento nas aulas online? A minha opinião é que é importante reabrir as escolas dos mais pequenos e permitir a muitos pais voltar ao trabalho, mas os miúdos não vão morrer por estarem 1 mês sem ir à creche... Isto falando em geral, claro que há aulas práticas que são importantíssimas e não estão a acontecer
 
Não defendo um desconfinamento "à bruta"... mas parece-me que tem que se olhar para a abertura das escolas como uma prioridade das prioridades...

E quem acha que isto é só um problema de falta de computadores e de tablets, não sabe do que fala. Também não defendo um desconfinamento irresponsável até porque a minha fé na nossa responsabilidade individual, que sempre foi baixa, está agora abaixo de zero mas que isto tem consequências sérias e duradouras principalmente para os miúdos mais desprotegidos, tem.
 
Com excepção do número de óbitos que, naturalmente, ainda reflecte a loucura do número de infecções de há poucas semanas, números favoráveis em (quase) toda a linha.
 
One in two South Africans has had COVID-19: estimates

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Health authorities in some European countries – including France, Germany and Sweden – are facing resistance to AstraZeneca’s COVID-19 vaccine after side-effects led hospital staff and other front-line workers to call in sick, Reuters are reporting.

Such symptoms, as reported in clinical trials for the AstraZeneca shot, can include a high temperature or headache and are a normal sign that the body is generating an immune response but symptoms usually fade within a day or so.

The other shots approved in Europe, developed by Pfizer and Moderna, have been linked to similar temporary side-effects, including fever and fatigue.

Apesar de tudo, parece que a vacina da AZ produz bem mais efeitos secundarios que a da Pfizer.
 
  • Gosto
Reactions: "Charneca" Mundial
Greece will Welcome Travelers with Negative Covid-19 Test or Vaccination Certificate

Vaccine passport plan could help Britons holiday in Greece

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À semelhança da Eslováquia e Czéquia, também os gregos implementaram confinamentos e usam muito os testes rápidos. Mas com resultados diferentes.

Serão os gregos um povo excecional que tem consciência do perigo do vírus e obedece às regulamentações das 'autoridades'? O mesmo povo que há uma década era acusado de permanente evasão fiscal, corrupção e de viver acima das suas possibilidades? Não é estranha essa teoria?

Gostava de comparar com os turcos. Mas não encontro a diferenciação.

Turkish scientists at Bilkent University's National Nanotechnology Research Center (UNAM) have developed a nanotechnology-based system that diagnoses COVID-19 in 10 seconds with 99% reliability without taking swab tests.

The high-technology Turkish product named Diagnovir is expected to replace PCR tests.

“A method that yields results only in seconds and can replace PCR has been developed. If positive, it yields the result immediately. When negative, it takes a little more time with the controls,” Bilkent University's Rector Abdullah Atalar told Anadolu Agency.