Pandemia da COVID-19 2021

Arronches é dos 3 concelhos a nível nacional que ainda está no risco extremamente elevado.
Em concelhos com poucos habitantes, principalmente, bastam alguns casos (no caso de Arronches são 7) para a situação no mapa de risco mudar radicalmente. No dia em que é revisto, pode não haver nenhum caso e nos dias seguintes surgir um surto, mas só passado 2 semanas é que é alterado daí não achar este mapa muito eficaz.
No início do ano, aparecemos na televisão como um bom exemplo, mas por essa altura já tinha surgido um surto num lar. No entanto, visto o mapa ser revisto de 15 em 15 dias ainda estávamos em risco moderado. Agora aparecemos como um dos piores, mas a situação parece estar controlada.

Atualmente há 18 casos ativos, menos 3 em relação a ontem. Aos poucos, vai melhorando!
 
Curiosamente não vi nenhum professor nessa lista (daqueles que estão na escola real do dia a dia).

Não contando com professores do Ensino Superior:

Ana Teresa Ribeiro dos Santos Morgado (Educadora de Infância),
Ariana Furtado (Professora do 1.º Ciclo e Coordenadora da Escola Básica do Castelo)
Aurora Cerqueira (Professora do Ensino Básico e Secundário em Aveiro)
Eloísa Cristiana de Faria Gonçalves (Professora na Escola Secundária de Carlos Amarante)
Filinto Lima (Professor e Diretor)
Helena Sapeta (Professora do 1.º Ciclo)
Inês Castro (Professora e Diretora do Agrupamento do Monte da Caparica)
Ines Maravic (Educadora de Infância)
Kristina Van de Sand (Professora de Música)
Manuel Martins (Professor, Presidente da CAP da E. S. Peniche)
Maria Alexandra Amaral (Professora do Agrupamento de Escolas Luís de Camões)
Maria Oliveira (Professora do Ensino Básico e Secundário)
Teresa Maria Cabral Vozone (Directora do Jardim de Infância O Pinhão)

Termino, dizendo que todos sabemos da importância da presença dos nossos alunos nas escolas. Mas, não a qualquer custo e com demagogia...pois ninguém pode garantir que ao sair do confinamento de qualquer maneira, não estejamos novamente daqui a uns tempos em confinamento. E isto, o país não aguentará.

Então quando é que os miúdos podem voltar ao ensino presencial? Sabendo-se que as novas estirpes vão-se manter por cá, que o risco de infecção nas escolas não vai diminuir muito mais do que o risco actual e que os miúdos só serão vacinados, se alguma vez o forem, no fim deste ano.
 
Quem sou eu para discordar? Opinião contrária posso ter, mas dizer com certezas absolutas que algo decidido após consulta dos especialistas, é um disparate, diria que não é muito aconselhável. Porque isso é o mesmo que dizer que a ciência e a especialização não servem para nada.

Nós podemos dizer o que quisermos e bem nos apetecer porque não temos responsabilidade nenhuma para além da correspondente ao nosso próprio comportamento e, muitas vezes, nem isso. Não é a nós que nos vão acusar de matar pessoas. Assim, com todas as letras. Apesar de o nosso comportamento irresponsável ter causado muitas mortes evitáveis.
 
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Não existe nenhuma confiança no comportamento das pessoas e com razão, diga-se. Logo, os políticos preferem pecar por excesso do que por defeito porque da última vez que facilitaram, o resultado foi de 200 e 300 mortos por dia vítimas de uma doença contagiosa, filas de dezenas de ambulâncias à porta de hospitais, serviços de saúde a rebentar pelas costuras em todo o país, necessidade de ajuda internacional e acusações de responsabilidade directa nessas mortes.



Peço desculpa por ser em Inglês mas foi assim que apanhei, por acaso, e agora estou sem tempo de procurar as declarações em Português.
 
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Obviamente estava a fazer referência à lista a negrito :). Isto para enquadrar a pensamento lógico virado apenas para o pessoal profissional em medicina.
Respondendo ao 2º ponto, julgo que se pode aprender com o passado. Há muitos países que mantém as escolas abertas e, provavelmente não fecharam pela 2ª vez, mas com regimes diferentes. Evitar muitos aglomerados nas escolas e turmas mais pequenas. Medidas que custam mais dinheiro, certamente. Mas, este confinamento deve custar bem mais ao país. Isto demonstra que apenas se confiou e não se planeou/antecipou.
Aqui o que se fez foi: ZERO testes de controlo nas escolas, professores com contacto direto com infetados ZERO testes, tudo o regime presencial. Podia continuar. Se o trabalho de casa tivesse sido feito como deve de ser, provavelmente não chegaríamos a este ponto de confinamento...e as escolas não teriam fechado.
Termino, reforçando: não se pode querer tudo aberto e de forma igual, como se tudo fosse a normalidade. Se assim fizerem, já se sabe o resultado.
 
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Respondendo ao 2º ponto, julgo que se pode aprender com o passado. Há muitos países que mantém as escolas abertas e, provavelmente não fecharam pela 2ª vez, mas com regimes diferentes. Evitar muitos aglomerados nas escolas e turmas mais pequenas. Aqui o que se fez foi: ZERO testes de controlo nas escolas, professores com contacto direto com infetados ZERO testes, tudo o regime presencial. Podia continuar. Se o trabalho de casa tivesse sido feito como deve de ser, provavelmente não chegaríamos a este ponto de confinamento...e as escolas não teriam fechado.
Termino, reforçando: não se pode querer tudo aberto e de forma igual, como se tudo fosse a normalidade. Se assim fizerem, já se sabe o resultado.

Concordo totalmente. Isso em nada colide com a defesa do início imediato do desconfinamento que teria que ser correctamente planeado. Daria jeito se o governo abrisse a discussão do como desconfinar a toda a população afectada e não andasse a fazer planos debaixo da mesa com medo que sejamos todos atrasados mentais e não os compreendamos.
 
Concordo totalmente. Isso em nada colide com a defesa do início imediato do desconfinamento que teria que ser correctamente planeado. Daria jeito se o governo abrisse a discussão do como desconfinar a toda a população afectada e não andasse a fazer planos debaixo da mesa com medo que sejamos todos atrasados mentais e não os compreendamos.

Não diria melhor :thumbsup:
 
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Nós podemos dizer o que quisermos e bem nos apetecer porque não temos responsabilidade nenhuma para além da correspondente ao nosso próprio comportamento e, muitas vezes, nem isso. Não é a nós que nos vão acusar de matar pessoas. Assim, com todas as letras. Apesar de o nosso comportamento irresponsável ter causado muitas mortes evitáveis.
Claro que podemos dizer o que nos apetecer. Mas também devemos ter a humildade suficiente para perceber que há quem saiba mais do que nós num tema que poucos estudaram (epidemiologia e saúde pública).
Ou não. A ver pelas redes sociais e por todo o lado, apesar de termos sido irresponsáveis, há por ai muitos profissionais de epidemiologia, saúde pública e conhecedores sábios sobre as alturas ideais de desconfinamento.
 
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'As mulheres lidaram melhor com a pandemia'

Será? -> https://spectator.sme.sk/c/22603907...ck-tier-no-room-for-lifting-measures-now.html

 
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Arronches é dos 3 concelhos a nível nacional que ainda está no risco extremamente elevado.
Em concelhos com poucos habitantes, principalmente, bastam alguns casos (no caso de Arronches são 7) para a situação no mapa de risco mudar radicalmente. No dia em que é revisto, pode não haver nenhum caso e nos dias seguintes surgir um surto, mas só passado 2 semanas é que é alterado daí não achar este mapa muito eficaz.
No início do ano, aparecemos na televisão como um bom exemplo, mas por essa altura já tinha surgido um surto num lar. No entanto, visto o mapa ser revisto de 15 em 15 dias ainda estávamos em risco moderado. Agora aparecemos como um dos piores, mas a situação parece estar controlada.

Atualmente há 18 casos ativos, menos 3 em relação a ontem. Aos poucos, vai melhorando!

A incidência por si só teria mais valor se fosse calculada com base numa abrangêngia geográfica de um determinado hospital de referência. Não sei qual o hospital de referência Covid de Arronches, mas imagino que seja o de Portalegre, pelo que todos os concelhos que estão na área de referência desse hospital deviam entrar para a mesma incidência. Para o cálculo do risco de infecção, a incidência por concelho provoca demasiadas distorções nos concelhos menos povoados e por si só vale muito pouco. Nesse caso é mais valioso olhar para taxas de crescimento mas sempre em contexto com os números absolutos. Aqui há umas semanas também os jornais regionais faziam machete a dizer que o Porto Moniz era um concelho de risco muito elevado ou extremo na Madeira, e tinham tido 13 casos em...14 dias.

Outro problema fundamental é comparar incidências de regiões com incidências de nações, como tenho visto a comparar a incidência da Madeira com a da Alemanha que tem 80 milhões de pessoas ou com o Reino Unido. A incidência na Alemanha neste momento está abaixo dos 50 mas há regiões de 300,000 pessoas na Alemanha que têm incidências superiores a 250...
 
Claro que podemos dizer o que nos apetecer. Mas também devemos ter a humildade suficiente para perceber que há quem saiba mais do que nós num tema que poucos estudaram (epidemiologia e saúde pública).
Ou não. A ver pelas redes sociais e por todo o lado, apesar de termos sido irresponsáveis, há por ai muitos profissionais de epidemiologia, saúde pública e conhecedores sábios sobre as alturas ideais de desconfinamento.

Lá está, podem fazê-lo à vontade, incluindo nas TVs porque nenhuma responsabilidade lhes será assacada. E sim, somos um país de tudólogos.