Pandemia da COVID-19 2021

Agora que parece que os critérios para a implementação de medidas de combate à propagação do vírus vão ser fixados e serão sempre função dos números de infectados recolhidos pela DGS torna-se ainda mais importante que os mesmos sejam fidedignos. Esta rábula da Madeira que já dura há meses tem que acabar imediatamente (e resta saber o que se passa nas restantes regiões em que não temos acesso tão facilitado aos dados para compará-los com os da DGS).

Seria também importante começar a separar no Boletim o número de infectados com sintomas e sem sintomas, pois com a percentagem de vacinados e naturalmente imunizados a subir bem é muito provável que o número de casos positivos sem haver doença disparem em flecha. Porque o mais provável que venha a acontecer nos próximos meses é que o número de sintomáticos comece a decrescer e o número de testes positivos a crescer (devido à maior incidência de assintomáticos que espalharão inadvertidamente o vírus e à prometida maior capacidade de testagem).
 
Agora que parece que os critérios para a implementação de medidas de combate à propagação do vírus vão ser fixados e serão sempre função dos números de infectados recolhidos pela DGS torna-se ainda mais importante que os mesmos sejam fidedignos. Esta rábula da Madeira que já dura há meses tem que acabar imediatamente (e resta saber o que se passa nas restantes regiões em que não temos acesso tão facilitado aos dados para compará-los com os da DGS).
Quando as outras regiões também publicavam dados as discrepâncias eram iguais ou piores
 
Nos últimos dias, os casos não decresceram tanto como noutras semanas por causa dos erros da DGS nos dados relacionados com a Madeira, contudo, se virmos apenas os dados relativos a Portugal Continental (que é também o único sítio confinado neste momento), vemos que a tendência de descida continua lá bem presente: :thumbsup:
29/1 - 12.319
6/2 - 6.005 (-6.314)
13/2 - 2.790 (-3.215)
20/2 - 1.468 (-1.322)
27/2 - 994 (-474)
6/3 - 710 (-284)

A meu ver, não faz sentido usar critérios nacionais para um confinamento que não é nacional. A incidência média de casos em Portugal Continental neste momento é de 107 e é esse o número que deveria ser usado nos critérios (e não os 127 nacionais). :wacko:
 
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O Passos está-se a tornar no Messias de alguns. Para outros, somos liderados por um génio.

Dados atualizados lá para o dia 26:

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Não vai ser fácil -> https://www.iata.org/contentassets/c8eaaaaa44e84da8a40f78abc8d1e187/2021-02-24-01-pt.pdf

O primeiro-ministro António Costa disse não antever para si mesmo “uma vida mais sossegada”, mesmo quando Portugal não registar mais casos de infeção por SARS-CoV-2. “No dia em que deixarmos de ter qualquer infetado, continuaremos a ter 400 mil desempregados, muitas empresas que, entretanto, faliram ou que têm muita dificuldade em cumprir o esforço remuneratório”, explicou o líder do Executivo numa entrevista ao Público.
 
Apesar do abrandamento ainda mais significativo do ritmo de descida nos últimos dois dias, não deixamos de ter baixado dos 800 casos na média semanal, valor mais baixo desde 4 de outubro

a 4 de outubro tinhamos 27 mil casos ativos.

hoje temos 62 mil casos ativos... não todos com capacidade de infetar outras pessoas.
é o mesmo número que tínhamos em dezembro.

até ao final do mês eu mantinha tudo em casa e pensaria em prolongar as coisas pra lá da páscoa.
 
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a 4 de outubro tinhamos 27 mil casos ativos.

hoje temos 62 mil casos ativos... não todos com capacidade de infetar outras pessoas.
é o mesmo número que tínhamos em dezembro.

até ao final do mês eu mantinha tudo em casa e pensaria em prolongar as coisas pra lá da páscoa.
As palavras-chave aqui eram "abrandamento da descida" (embora já tenham vindo dizer que pode ser apenas um efeito artificial dos acertos na Madeira). Não vale a pena termos um confinamento só porque sim se os casos não descerem significativamente
 
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Pelos vistos houve uma tentativa de fazer um protesto em forma de buzinão contra o confinamento que a polícia impediu sem qualquer razão aparente, desviando o trânsito de onde ele era para acontecer. No meio disto tudo, pessoas nos comentários da notícia a dizerem que fizeram muito bem para não espalharem a doença - como é que se espalha a doença fechado no carro a buzinar?
 
Pela primeira vez em 37 dias, o Algarve registou um crescimento ligeiro da incidência acumulada mas, segundo o que eu entendi, deve-se ao facto de terem sido adicionados 28 casos a mais no relatório, como uma correção de dados. Mesmo assim, a incidência no Continente continua a diminuir bem: ontem era de 107 casos por 100.000 habitantes e hoje é de 99 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias. :)

embora já tenham vindo dizer que pode ser apenas um efeito artificial dos acertos na Madeira
E em parte é... Ontem, dos 1007 casos registados, 288 foram na Madeira, o que é um valor bastante significativo. É mais que óbvio que o decréscimo de casos está a abrandar a cada semana, como se sabe e se estava à espera, mas o quase estancamento nos últimos dias é completamente artificial. De facto, só a Madeira faz subir a incidência nacional em quase 30 valores a incidência nacional, o que é bastante... :eek:
 
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com uma base de 62 mil ativos e um rt de 1,05 durante 15 dias, teríamos 130 mil ativos... eventualmente 10% de todos esses casos, situações graves de internamento...

se não desce... temos de perceber porque não desce.
 
com uma base de 62 mil ativos e um rt de 1,05 durante 15 dias, teríamos 130 mil ativos... eventualmente 10% de todos esses casos, situações graves de internamento...

se não desce... temos de perceber porque não desce.
Isso não faz sentido porque:
hoje temos 62 mil casos ativos... não todos com capacidade de infetar outras pessoas.