Pandemia da COVID-19 2021

Obviamente estamos numa acalmia, depois do terrível pico de Janeiro. Certamente a junção do confinamento forte (e susto da população, funcionamos mt assim...) e de uma própria imunidade de grupo "parcial" temporária depois de tão grande pico.
Felizmente isso tem um reflexo muito benigno nos números atuais especialmente internamentos e mortos, finalmente.

Por outro lado... Infelizmente, dado o ritmo de vacinação e dados os sinais noutros países, parece-me um grande erro achar que isto é o fim. Na verdade, casa vez que vejo p.ex. os alemães (cumpridores por natureza) a "panicar" com números e casos... Soa-me logo o alarme! Números a ficar feios por lá e outros países novamente. Parece-me óbvio portanto que após este período benigno a coisa terá sempre de piorar. Resta saber até que nível.
Quase impossível ser ao nível de Janeiro, por uma série de motivos, desde o ponto de partida ter sido pior, todos os comportamentos da população, desleixo de autoridades e na comunicação, e a própria meteorologia. Agora, além de estarmos todos "escaldados" (a começar pelo governo), as restantes variáveis estão muito mais calmas.

Seja como for, e para variar, voltamos à conversa do costume... O quanto isto irá piorar eventualmente depende do bom senso de todos, em todas as vertentes... Já sabemos o que a casa gasta, e também já sabemos que não... Não nos costumamos escapar por milagre ao que começa noutros sítios primeiro, portanto... É bom que essa ideia esteja assimilada de uma vez por todas.

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Acho que existe é também um desfasamento na variantes. Portugal e a Irlanda foram talvez os primeiros países Europeus a serem afetados pela variante do RU. Ao contrário da Alemanha que está agora mais afetada. A vacinacao ainda nao está ao nível de desconfinamento total claro. Aliás, no RU os números de novos casos deixaram de cair, e nos EUA já voltaram novamente a aumentar.
 
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É pena que o portal oficial COVID da Índia seja péssimo.

Como abordei anteriormente (posteriormente censurado :D), cortar cabeças na Arábia Saudita aparentemente funciona :D

COVID-19 support desperately needed as second wave overwhelms Yemen

 
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Obviamente estamos numa acalmia, depois do terrível pico de Janeiro. Certamente a junção do confinamento forte (e susto da população, funcionamos mt assim...) e de uma própria imunidade de grupo "parcial" temporária depois de tão grande pico.
Felizmente isso tem um reflexo muito benigno nos números atuais especialmente internamentos e mortos, finalmente.

Por outro lado... Infelizmente, dado o ritmo de vacinação e dados os sinais noutros países, parece-me um grande erro achar que isto é o fim. Na verdade, casa vez que vejo p.ex. os alemães (cumpridores por natureza) a "panicar" com números e casos... Soa-me logo o alarme! Números a ficar feios por lá e outros países novamente. Parece-me óbvio portanto que após este período benigno a coisa terá sempre de piorar. Resta saber até que nível.
Quase impossível ser ao nível de Janeiro, por uma série de motivos, desde o ponto de partida ter sido pior, todos os comportamentos da população, desleixo de autoridades e na comunicação, e a própria meteorologia. Agora, além de estarmos todos "escaldados" (a começar pelo governo), as restantes variáveis estão muito mais calmas.

Seja como for, e para variar, voltamos à conversa do costume... O quanto isto irá piorar eventualmente depende do bom senso de todos, em todas as vertentes... Já sabemos o que a casa gasta, e também já sabemos que não... Não nos costumamos escapar por milagre ao que começa noutros sítios primeiro, portanto... É bom que essa ideia esteja assimilada de uma vez por todas.

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Concordo plenamente.
O ideal é mesmo sermos realistas, aliado à memória dos ultimos eventos e bom senso.
O exemplo que dás dos alemães é revelador. Se continuam com muitos cuidados, por alguma razão será. Não é de certeza uma medida populista ou com foco na vertente econômica. Todos querem sair disto o mais rapidamente possível.
 
Volta-se a notar uma subida na média a 14 dias, embora hoje ainda seja mais irrelevante (apenas mais 4 casos no total das 2 semanas). O número de mortes continua a descer, no entanto, o que faz sentido
 
A questão aqui nem é ser alarmista.
É perceber que tal como aquele desastre em Janeiro foi tudo menos normal (pelas razões amplamente discutidas), os números tão baixos atuais têm não são propriamente normais dada a situação internacional e o progresso das vacinas.
É óbvio que com progressiva abertura números vão piorar, especialmente com abertura total de fronteiras. Será normal e poderá ser razoavelmente controlado.
O verdadeiro problema aqui é cair na ilusão que os números atuais são o normal a partir de agora, qd são apenas a contrapartida do oposto que ocorreu no início do ano...

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A questão aqui nem é ser alarmista.
É perceber que tal como aquele desastre em Janeiro foi tudo menos normal (pelas razões amplamente discutidas), os números tão baixos atuais têm não são propriamente normais dada a situação internacional e o progresso das vacinas.
É óbvio que com progressiva abertura números vão piorar, especialmente com abertura total de fronteiras. Será normal e poderá ser razoavelmente controlado.
O verdadeiro problema aqui é cair na ilusão que os números atuais são o normal a partir de agora, qd são apenas a contrapartida do oposto que ocorreu no início do ano...

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O que me parece é que tivemos um Janeiro, que pior era difícil. E agora, melhor do que estes números também me parece difícil. Possivelmente o que vamos ter nos próximos tempos é um crescimento de casos. Será difícil não acontecer, até porque não dá para continuar com o confinamento quase total ate ao verão.
Mas tudo será melhor, se com um lento desconfinar, subirmos até aos 700/1000 casos na sua altura crítica, e não até aos 2000/4000 casos por dia.

Muitos dos países que agora estão a confinar novamente, foram os que abriram imediatamente na altura que os números começaram a ser baixos. Nós agora estamos a ser cuidadosos. Até pode ser excessivo, mas se em Maio quando desconfinarmos (quase) totalmente, se não houver novo confinamento (O que se quer evitar, além da pressão nos hospitais), então, pode ter sido uma boa decisão a de desconfinar lenta e ponderadamente.
 
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Volta-se a notar uma subida na média a 14 dias, embora hoje ainda seja mais irrelevante (apenas mais 4 casos no total das 2 semanas). O número de mortes continua a descer, no entanto, o que faz sentido
Creio que o aumento ligeiros dos casos se deve também a um aumento claro da testagem, o que faz sentido. Hoje a incidência aumentou 0,1 valores e amanhã até deverá descer...
Agora, concordo com o que tem sido dito por aqui: esperar que os casos se mantenham com estes valores tão baixos é ilusório! :)

Muitos dos países que agora estão a confinar novamente, foram os que abriram imediatamente na altura que os números começaram a ser baixos.
Muitos desses países abriram quando os números estavam a baixar mas ainda eram altos. Foi o caso da Áustria, da Polónia ou da Hungria - digamos que foram algo populistas até... :rolleyes:
 
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Muitos desses países abriram quando os números estavam a baixar mas ainda eram altos. Foi o caso da Áustria, da Polónia ou da Hungria - digamos que foram algo populistas até... :rolleyes:

Nenhum dos países que referiste, nem outros que estão com um número elevado de casos actualmente, teve o segundo pico da 2ª onda em janeiro, como ocorreu em Portugal, Espanha, UK e Irlanda.
Por outro lado, em alguns deles, como por exemplo a Polónia, tem havido muito mais restrições do que em Espanha, que é actualmente o 2º país em melhor situação da UE, só atrás de nós. Em Espanha, a liberdade é quase total, os restaurantes estão abertos e até há turismo "de bebedeira" por parte de franceses, que têm inundado Madrid para ir para os copos, e os números de novos testes positivos têm-se mantido controlados.
Todos estes casos, entre outros (os diferentes estados dos EUA que adoptaram medidas completamente opostas entre eles e tiveram situação epidemiológica semelhante), só demonstram que, apesar dos confinamentos terem algum efeito no controlo das novas infecções, há outros factores que têm maior influência na evolução da pandemia. Os países que não conseguiram estancar a 2ª onda estão com a situação controlada actualmente. Os países que a controlaram estão agora em dificuldades.
 
Em Espanha, a liberdade é quase total, os restaurantes estão abertos e até há turismo "de bebedeira" por parte de franceses, que têm inundado Madrid para ir para os copos, e os números de novos testes positivos têm-se mantido controlados.
Aqui tenho de discordar totalmente... É impossível falar duma gestão "espanhola" quando cada região tem restrições diferentes... Em Madrid as restrições são quase nulas, verdade, mas no restante do país nem por isso. :scared: Valência e Múrcia, por exemplo, estiveram com um confinamento quase total durante quase dois meses e agora continuam com bastantes restrições localizadas. A Galiza tem feito contínuos confinamentos perimetrais e houve inclusive uma altura, no final de janeiro, em que dois terços da região esteve confinada. Nas Baleares também restringiram ao máximo as entradas na região e só na última semana é que os aviões voltaram a aterrar no arquipélago. E eu podia estar aqui horas a falar de todas as restrições que estão ativas em cada região... ah, e as fronteiras regional estão (quase) todas fechadas! :shocking:

A única diferença entre os confinamentos regionais feitos no país vizinho e o nosso confinamento é que eles mantiveram as escolas todas abertas e nós não. :rolleyes:
 
Região de Berlim suspende vacina AstraZeneca para maiores de 60 anos após nove mortes

https://sol.sapo.pt/artigo/729798/r...neca-para-maiores-de-60-anos-apos-nove-mortes


Canadá suspende vacina da AstraZeneca em menores de 55 anos

https://www.jornaldenegocios.pt/eco...e-vacina-da-astrazeneca-em-menores-de-55-anos


COVID-19: Vacina da AstraZeneca mudou de nome. Passou a chamar-se Vaxzevria após aval do regulador

https://lifestyle.sapo.pt/saude/not...denominar-se-vaxzevria-apos-aval-do-regulador
 
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Região de Berlim suspende vacina AstraZeneca para maiores de 60 anos após nove mortes

https://sol.sapo.pt/artigo/729798/r...neca-para-maiores-de-60-anos-apos-nove-mortes
"Dos nove mortos apenas dois eram homens, com 36 e 57 anos, e todos os outros casos de trombose venosa sinusal surgiram em mulheres com idades entre os 20 e os 63 anos."
"Face a estes dados, o estado alemão de Berlim suspendeu de novo o uso da vacina para maiores de 60 anos por precaução."
Portanto, a maioria dos afetados são mulheres em idade fértil ou perto disso (já se sabia), e suspende-se a vacinação para pessoas fora desse grupo etário?!
 
Aqui tenho de discordar totalmente... É impossível falar duma gestão "espanhola" quando cada região tem restrições diferentes... Em Madrid as restrições são quase nulas, verdade, mas no restante do país nem por isso. :scared: Valência e Múrcia, por exemplo, estiveram com um confinamento quase total durante quase dois meses e agora continuam com bastantes restrições localizadas. A Galiza tem feito contínuos confinamentos perimetrais e houve inclusive uma altura, no final de janeiro, em que dois terços da região esteve confinada. Nas Baleares também restringiram ao máximo as entradas na região e só na última semana é que os aviões voltaram a aterrar no arquipélago. E eu podia estar aqui horas a falar de todas as restrições que estão ativas em cada região... ah, e as fronteiras regional estão (quase) todas fechadas! :shocking:

A única diferença entre os confinamentos regionais feitos no país vizinho e o nosso confinamento é que eles mantiveram as escolas todas abertas e nós não. :rolleyes:

Conheço uma pessoa que está na Comunidad Valenciana e tem ido todas as 6ª feiras jantar fora. E diz que os bares estão abertos até ao "toque de queda", que é bem tarde.
 
"Dos nove mortos apenas dois eram homens, com 36 e 57 anos, e todos os outros casos de trombose venosa sinusal surgiram em mulheres com idades entre os 20 e os 63 anos."
"Face a estes dados, o estado alemão de Berlim suspendeu de novo o uso da vacina para maiores de 60 anos por precaução."
Portanto, a maioria dos afetados são mulheres em idade fértil ou perto disso (já se sabia), e suspende-se a vacinação para pessoas fora desse grupo etário?!

O Sapo tem de colocar lá melhores jornalistas. É exatamente ao contrário.

German vaccine regulator advises against use of AstraZeneca vaccine in under 60s
Germany
’s standing vaccination commission (Stiko) has recommended that no-one aged under 60 should be given Oxford/AstraZeneca vaccines, according to a report in Augsburger Allgemeine.
 
Conheço uma pessoa que está na Comunidad Valenciana e tem ido todas as 6ª feiras jantar fora. E diz que os bares estão abertos até ao "toque de queda", que é bem tarde.
Na minha mensagem anterior disse "restrições localizadas neste momento". Ou seja, neste momento não é em todo o lado, mas o que é certo é que toda a Comunidade esteve sob as restrições mais apertadas em todo o país nos meses de janeiro e fevereiro, passando do segundo pior foco de COVID de toda a Europa na altura (a seguir a Lisboa) a ser a região europeia com menor incidência de casos neste momento. :rolleyes:
 
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