Pandemia da COVID-19 2021

Merkel critica Portugal por ter deixado entrar turistas britânicos no país mesmo com evolução da variante Delta

https://ionline.sapo.pt/artigo/7384...evolucao-da-variante-delta-?seccao=Portugal_i

Melhor é que ficaram todos ofendidos quando o RU colocou Portugal fora da lista. :D Cada país tem aquilo que merece e este cada vez tem mais fama. :lol:

Portugal abriu aos ingleses no dia 17 de Maio. O evento mais "marcante" depois dessa abertura foi a final da Liga dos Campeões no Porto. A incidência no Norte não mexe há semanas. A incidência no Algarve explodiu após as pontes de Junho. O INSA disse que a introdução da variante Delta em Lisboa foi através de viagens à Índia e ao Nepal. Os ingleses foram em força à Madeira enquanto puderam e a incidência na ilha bateu mínimos de quase 1 ano.

Posto isto, só ficava bem ao governo português dizer que o governo alemão devia excusar-se de tirar ilações falsas sobre matéria que é competência das autoridades portuguesas.
 
Portugal abriu aos ingleses no dia 17 de Maio. O evento mais "marcante" depois dessa abertura foi a final da Liga dos Campeões no Porto. A incidência no Norte não mexe há semanas. A incidência no Algarve explodiu após as pontes de Junho. O INSA disse que a introdução da variante Delta em Lisboa foi através de viagens à Índia e ao Nepal. Os ingleses foram em força à Madeira enquanto puderam e a incidência na ilha bateu mínimos de quase 1 ano.

Posto isto, só ficava bem ao governo português dizer que o governo alemão devia excusar-se de tirar ilações falsas sobre matéria que é competência das autoridades portuguesas.

Sim, no Algarve só explodiu depois dos feriados, mas já havia um ligeiro aumento de casos nos concelhos de Loulé e Albufeira e agora continua a subir e alastrou-se a outros concelhos, sobretudo Lagos, Portimão, Lagoa, Silves, Faro, São Brás de Alportel e Olhão.

Existem concelhos que estão aproximar-se dos 240 casos por 100 mil habitantes e nem em alerta estão.


Delta Plus: a nova variante indiana que é "mais forte e transmissível"

https://sol.sapo.pt/artigo/738525/d...ante-indiana-que-e-mais-forte-e-transmissivel
 
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E a seguir vêm as variantes Épsilon, Zeta, Eta, e por aí fora... sempre mais transmissíveis e agressivas. Não há meio de aparecer o raio de uma mutação até agora que perca a luta sem ser com restrições...

Que pesadelo sem fim. A continuar assim só lá para 2030 nos livramos disto! :(

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Um terço dos doentes internados em UCI na região de Lisboa estava vacinado só com a primeira dose.

Número de doentes internados em cuidados intensivos voltou a ultrapassar a centena. Perfil dos doentes mudou e mais de metade têm menos de 55 anos, diz presidente da comissão de acompanhamento da resposta em medicina intensiva.

Cerca de um terço dos doentes com covid-19 internados em unidades de cuidados intensivos (UCI) na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), que actualmente concentra quase 70% do total de casos de pessoas em estado crítico hospitalizadas no país, já tinha iniciado o processo de vacinação mas este estava incompleto, porque tinham recebido apenas a primeira dose e alguns há pouco tempo, revela o presidente da Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva, João Gouveia.

https://www.publico.pt/2021/06/23/sociedade/noticia/terco-doentes-internados-uci-regiao-lisboa-vacinado-so-primeira-dose-1967562
 
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https://www.publico.pt/2021/06/23/s...-nova-variante-preocupacao-delta-plus-1967585
 
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Crescimento da pandemia em Lisboa

Miguel Conde Coutinho

Os dados sugerem que o recrudescimento do número de casos de covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e, concretamente, no concelho de Lisboa, começou depois da festa do título do Sporting. O agravamento pode também relacionado com a "invasão" de turistas ingleses e o avanço da variante delta do SARS-CoV-2 em Portugal, que está a atingir LVT com maior força.

Embora não seja possível estabelecer uma relação direta e definitiva de causa e efeito, parece haver duas datas fundamentais para tentar perceber o aumento de casos na zona de Lisboa: 11 e 17 de maio.

Em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a Incidência de casos por 100 mil habitantes dos últimos 14 dias, e o R(t), o índice de transmissibilidade, estavam abaixo dos níveis nacionais, até que a festa do título do Sporting, que juntou milhares de pessoas na capital, e a chegada dos turistas ingleses a Portugal terão alterado a situação pandémica no concelho e na região.

Nos dias seguintes - o tempo de incubação médio da covid-19 é de 5 a 7 dias, dentro de um período máximo de 14 dias -, os dois indicadores começaram a subir.

Segundo os relatórios semanais (de maio e junho) de "Monitorização das linhas vermelhas para a covid-19", publicados pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge, foi durante esses dias que os casos e o ritmo de transmissão na região de LVT aceleraram e ultrapassaram os valores nacionais.

A 12 de maio, o R(t) de LVT passou a ser mais elevado do que no resto do país. Uma semana depois, a incidência na região também superou a do resto do país.

A análise da matriz de risco com os valores para o território Nacional e para LVT confirma a tendência: entre 12 e 19 de maio, em Lisboa a situação agravou-se fortemente.

Na zona Norte, que começou o mês com os números de R(t) mais elevados do país, os indicadores, apesar de algum crescimento, mostram que não foi tão afetada.

Se nos centrarmos apenas no concelho de Lisboa, a situação é semelhante.

A partir de 11 de maio, o crescimento de casos piora e o relatório de "Linhas Vermelhas" de 21 de maio chama atenção para "uma tendência crescente, mais acentuada" em LVT, certamente empurrada por Lisboa.

Em quinze dias, entre 12 e 26 de maio, o concelho duplica a incidência. Num mês, subiu 280%.

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A nova variante indiana, chamada Delta (ou B.1.617.2) parece também ter tido uma influência decisiva.

Como nota o INSA, "a variante Delta parece estar associada a um maior risco de transmissibilidade e talvez de internamento quando comparado com a variante Alpha1 [a variante do Reino Unido]".

O INSA referiu-a pela primeira vez a 14 de maio (reportando a dados até dia 12). Uma semana depois, no novo "Relatório das linhas vermelhas", estimava-se que a variante Delta não teria ainda transmissão comunitária.

As coisas agudizam-se na semana seguinte. De 2 casos detetados em território nacional, passou-se para 37. "A sequenciação genómica revelou várias introduções distintas desta variante em Portugal. A ausência de ligação epidemiológica em alguns dos casos mais recentes pode indicar a existência de transmissão comunitária da mesma.", alerta o INSA.

No primeiro relatório de junho, o INSA salientava que, embora a variante delta tivesse sido encontrada em 9 distritos, "a maioria foi identificada na região de LVT (63,0%)". Uma semana depois, já eram 74% os casos da "delta de LVT. A nível nacional, a prevalência desta mutação rondava os 4%.

No último relatório das "Linhas vermelhas", publicado a 18 de junho (com dados até 16 de junho), era claro o crescimento desta estirpe. Os infetados "residiam maioritariamente na região de LVT (77,7%)", aponta o documento.

Neste momento, segundo o INSA, do total de novos casos registados em LVT, há uma prevalência superior a 60% da variante delta.

Analisando o gráfico abaixo, percebe-se que o andamento de casos "Delta" acompanha o ritmo da incidência em LVT.

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https://www.jn.pt/nacional/infograf...-pandemia-dados-sugerem-que-sim-13866689.html
 
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E lá estamos nós no vermelho.
Quanto ao governo? Nem um pio!
Aqui na minha zona tive conhecimento do encerramento de mais um café porque os proprietários ficaram com Covid. Já é o 2º na mesma rua!

Como diz o outro: "vai ficar tudo bem!".

O que vale é que logo joga a seleção.
A matriz de risco que vai destruir a vida de muitos portugueses e provavelmente o resto da economia...
Devia-se ter agido enquanto era tempo, mas preferiram esperar que Lisboa atingisse os limites. Entretanto, parece que já se está a alastrar como seria de esperar e o governo vai andando atrás do prejuízo, como sempre. Tristeza!

127 novos casos no Algarve e a região centro também teve uma subida significativa nos últimos 2 dias.

Aqui no distrito de Portalegre, foram registados 14 novos casos hoje em Ponte de Sôr, 8 em Avis e 4 em Sousel.
 
Existem concelhos que estão aproximar-se dos 240 casos por 100 mil habitantes e nem em alerta estão.
Isso acontece porque o governo, desde o fim de abril, que faz uma avaliação nacional somente uma vez por semana. O problema é que há municípios que têm tido um crescimento incrivelmente rápido da incidência e uma semana acaba por ser demasiado... :facepalm:

Que pesadelo sem fim. A continuar assim só lá para 2030 nos livramos disto!
Se não se vacinar as populações dos países mais pobres, não tenhas dúvidas nenhumas. As variantes vão continuar a aparecer em países com menor grau de vacinação e é absolutamente necessário, depois de os mais ricos acabarem com o seu processo de vacinação, fazerem esforços para vacinar o restante da população do mundo. E digo "depois" porque, até lá, é muito improvável que esforços sejam feitos nessa matéria (por questões políticas). :disgust:

Quanto ao dia de hoje, registaram-se quase 1500 casos, com uma subida clara da incidência a 14 dias mas, em contrapartida, uma descida ligeira da incidência a 7 dias, como eu já tinha previsto ontem. Também parece que a situação nos internamentos melhorou. Veremos como correm os próximos dias! :pray:
 
O Algarve teve 126 casos e mais 1 morte (concelho de Olhão) segundo a ARS Algarve.

Loulé com 35 casos, 163 casos activos,.
Albufeira com 20 casos, 168 casos activos;
Faro com 20 casos, 113 casos activos;
Olhão com 19 casos, 91 casos activos;
Portimão com 16 casos, 85 casos activos;
Silves com 6 casos, 41 casos activos;
São Brás de Alportel com 3 casos, 22 casos activos
Lagos com 3 casos. 69 casos activos

Nestes concelhos, a situação está a ficar descontrolada, mesmo no meu concelho, está a 17 casos para chegar aos 240 casos por 100 mil habitantes. Olhão em Janeiro teve um máximo de 40 casos, agora tem metade e pode subir ainda mais.

Não tarda, está metade do Algarve confinado. :rolleyes:

Mesmo, o Alentejo tem hoje, 59 casos activos.
 
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Crescimento da pandemia em Lisboa

Miguel Conde Coutinho

Os dados sugerem que o recrudescimento do número de casos de covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e, concretamente, no concelho de Lisboa, começou depois da festa do título do Sporting. O agravamento pode também relacionado com a "invasão" de turistas ingleses e o avanço da variante delta do SARS-CoV-2 em Portugal, que está a atingir LVT com maior força.

Embora não seja possível estabelecer uma relação direta e definitiva de causa e efeito, parece haver duas datas fundamentais para tentar perceber o aumento de casos na zona de Lisboa: 11 e 17 de maio.

Em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a Incidência de casos por 100 mil habitantes dos últimos 14 dias, e o R(t), o índice de transmissibilidade, estavam abaixo dos níveis nacionais, até que a festa do título do Sporting, que juntou milhares de pessoas na capital, e a chegada dos turistas ingleses a Portugal terão alterado a situação pandémica no concelho e na região.

Nos dias seguintes - o tempo de incubação médio da covid-19 é de 5 a 7 dias, dentro de um período máximo de 14 dias -, os dois indicadores começaram a subir.

Segundo os relatórios semanais (de maio e junho) de "Monitorização das linhas vermelhas para a covid-19", publicados pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge, foi durante esses dias que os casos e o ritmo de transmissão na região de LVT aceleraram e ultrapassaram os valores nacionais.

A 12 de maio, o R(t) de LVT passou a ser mais elevado do que no resto do país. Uma semana depois, a incidência na região também superou a do resto do país.

A análise da matriz de risco com os valores para o território Nacional e para LVT confirma a tendência: entre 12 e 19 de maio, em Lisboa a situação agravou-se fortemente.

Na zona Norte, que começou o mês com os números de R(t) mais elevados do país, os indicadores, apesar de algum crescimento, mostram que não foi tão afetada.

Se nos centrarmos apenas no concelho de Lisboa, a situação é semelhante.

A partir de 11 de maio, o crescimento de casos piora e o relatório de "Linhas Vermelhas" de 21 de maio chama atenção para "uma tendência crescente, mais acentuada" em LVT, certamente empurrada por Lisboa.

Em quinze dias, entre 12 e 26 de maio, o concelho duplica a incidência. Num mês, subiu 280%.

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A nova variante indiana, chamada Delta (ou B.1.617.2) parece também ter tido uma influência decisiva.

Como nota o INSA, "a variante Delta parece estar associada a um maior risco de transmissibilidade e talvez de internamento quando comparado com a variante Alpha1 [a variante do Reino Unido]".

O INSA referiu-a pela primeira vez a 14 de maio (reportando a dados até dia 12). Uma semana depois, no novo "Relatório das linhas vermelhas", estimava-se que a variante Delta não teria ainda transmissão comunitária.

As coisas agudizam-se na semana seguinte. De 2 casos detetados em território nacional, passou-se para 37. "A sequenciação genómica revelou várias introduções distintas desta variante em Portugal. A ausência de ligação epidemiológica em alguns dos casos mais recentes pode indicar a existência de transmissão comunitária da mesma.", alerta o INSA.

No primeiro relatório de junho, o INSA salientava que, embora a variante delta tivesse sido encontrada em 9 distritos, "a maioria foi identificada na região de LVT (63,0%)". Uma semana depois, já eram 74% os casos da "delta de LVT. A nível nacional, a prevalência desta mutação rondava os 4%.

No último relatório das "Linhas vermelhas", publicado a 18 de junho (com dados até 16 de junho), era claro o crescimento desta estirpe. Os infetados "residiam maioritariamente na região de LVT (77,7%)", aponta o documento.

Neste momento, segundo o INSA, do total de novos casos registados em LVT, há uma prevalência superior a 60% da variante delta.

Analisando o gráfico abaixo, percebe-se que o andamento de casos "Delta" acompanha o ritmo da incidência em LVT.

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https://www.jn.pt/nacional/infograf...-pandemia-dados-sugerem-que-sim-13866689.html

Esses gráficos provam o contrário do que está no texto. O número de casos em Lisboa começa a subir 6 dias antes da festa do Sporting e 12 dias antes da chegada dos ingleses... Ambas as ocorrências terão certamente ajudado a aumentar o número de casos, mas são apenas mais dois factores de muitos que terão contribuído para este crescimento.
 
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