Pandemia da COVID-19 2021

Máscara na rua já não é obrigatória, DGS explica quando deve ser usada​


O uso de máscara no exterior deixa de ser obrigatório a partir desta segunda-feira, mas a DGS recomenda o seu uso em algumas situações: quando não é possível manter a distância física e por pessoas vulneráveis.

Esta obrigação durou, no total, 318 dias, desde a aprovação da lei, em 28 de outubro de 2020, em plena pandemia de covid-19, e foi sendo sucessivamente renovada pelo parlamento, o que não acontecerá agora.

Numa orientação divulgada esta segunda-feira, sobre a utilização da máscara, que passa a ser facultativa no exterior e recomendada em algumas situações, para prevenir a covid-19, a Direção-Geral da Saúde (DGS) aconselha o seu uso "quando é previsível a ocorrência de aglomerados populacionais ou sempre que não seja possível manter o distanciamento físico recomendado".

A DGS recomenda ainda a sua utilização na rua por "pessoas mais vulneráveis", nomeadamente "com doenças crónicas ou estados de imunossupressão com risco acrescido para covid-19 grave", sempre que "circulem fora do local de residência ou permanência habitual".


Na orientação, a DGS reitera que o uso de máscara "é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2", frisando que, apesar do fim da obrigatoriedade da sua utilização no exterior, o porte desta "continua a ser uma importante medida de contenção da infeção, sobretudo em ambientes e populações com maior risco".

O uso da máscara continuará a ser obrigatório "nos estabelecimentos de educação, ensino e creches", em "espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços", nos "edifícios públicos ou de uso público", nas "salas de espetáculos, cinemas ou similares", nos "transportes coletivos de passageiros" e "em locais de trabalho, sempre que não seja possível o distanciamento físico".

O porte da máscara vai continuar a ser obrigatório também nos "estabelecimentos residenciais para pessoas idosas (ERPI), unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e outras estruturas e respostas residenciais para crianças, jovens e pessoas com deficiência, requerentes e beneficiários de proteção internacional e acolhimento de vítimas de violência doméstica e tráfico de seres humanos".

É ainda obrigatório o uso de máscara por pessoas "com infeção por SARS-CoV-2 ou com sintomas sugestivos" da doença e por pessoas consideradas "contacto de um caso confirmado de covid-19", exceto quando se encontrarem sozinhas "no seu local de isolamento".

O fim do uso obrigatório de máscaras em espaços públicos exteriores acontece no dia em que caduca o último diploma aprovado pelo parlamento e promulgado pelo Presidente da República, em 11 de junho, por um período de 90 dias, não tendo a Assembleia da República proposto a sua renovação.

A Associação de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) defendeu a continuidade do uso de máscara para prevenir a covid-19 e a gripe, e haver um inverno "mais controlado", permitindo ao SNS retomar o atraso na atividade assistencial.

"A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública continua a sugerir que, especialmente nesta fase de inverno em que vamos entrar, a máscara continue a ser um equipamento de proteção individual utilizado por todos ou quase todos de maneira a que nos possamos proteger, não só da covid-19, mas também da gripe", defendeu o presidente em exercício da ANMSP, Gustavo Tato Borges, em declarações à Lusa.

 
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3ª doses a ser administradas a pessoas imunodeprimidas e o fim dos relatórios diários da pandemia. Passam a ser semanais? Ficamos à espera.
 
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Máscara pode voltar a ser obrigatória no Reino Unido.​


O Reino Unido pode dar um passo atrás no alívio das restrições já na próxima semana. Com os casos e internamentos por covid-19 a aumentar, o uso de máscara deve voltar a ser obrigatório.

Nos últimos 11 dias, passaram a estar internadas mais mil pessoas, um aumento de 14%. Os especialistas falam num aumento "alarmante" e com o verão a terminar a expectativa é que algumas restrições regressem.

Na próxima semana, Boris Johnson deve apresentar um plano de contigência para o inverno que pode envolver o regresso das máscaras obrigatórias e distanciamento social.

 
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Catita!
Hoje estive a conversar com a minha médica sobre isto. Ela disse-me que estão algumas pessoas vacinadas internadas mas todas estáveis mas que todas as que inspiram cuidados neste momento, estão por vacinar. Também me disse que todas lhe confessaram estar arrependidas. A minha consulta atrasou-se uma hora precisamente porque as coisas se complicaram no internamento.

 
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Agora falando da pandemia noutros cantos do mundo.. Completamente inaceitável estar a dar uma terceira dose da vacina em alguns países da Europa, quando em África apenas 3% da população está completamente vacinada. Onde está aquela regulação que se falou de distribuir globalmente da melhor forma as vacinas?
 
Agora falando da pandemia noutros cantos do mundo.. Completamente inaceitável estar a dar uma terceira dose da vacina em alguns países da Europa, quando em África apenas 3% da população está completamente vacinada. Onde está aquela regulação que se falou de distribuir globalmente da melhor forma as vacinas?
Supostamente existe regulação (o chamado "COVAX") e até saiu recentemente um artigo científico que invalida a necessidade de aplicar terceiras doses. Contudo, nos países onde se está a dar uma terceira dose da vacina, existe também uma percentagem elevada de conspiracionistas anti-vacinas e, politicamente falando, é melhor dar uma terceira dose àqueles que se querem vacinar do que mandar terceiras doses para outros países (sobretudo quando alguns desses países estão a sofrer subidas fortes de casos diários e de mortes devido à variante Delta). :buh:
 
E à conta da Covid já tenho receita para a vacina contra a gripe e contra a pneumonia. Diz a outra que está toda turbinada. Já eu estou (estarei, vá) toda vacinada. :)
 
Já começa? :unsure: O Marcelo ainda tem dúvidas que inevitavelmente vão aparecer infetados ( e muitos) ?

Já há colégios com turmas inteiras em casa devido à covid-19​


Estar numa aula com um caso positivo é razão para isolar todo o grupo, independentemente da máscara e vacina. Marcelo pede "discurso claro".

As aulas nos colégios privados arrancaram há menos de quinze dias e já há turmas inteiras em casa, para consternação de muitos pais. Estar numa sala de aula, mais de 15 minutos, com um caso positivo de covid-19 continua a ser motivo para isolamento profilático, independentemente do uso de máscara ou do estado vacinal. Peritos e governantes reúnem hoje no Infarmed, em Lisboa, e Marcelo Rebelo de Sousa já pediu um "discurso claro" para que as pessoas saibam como vai ser o início do ano letivo, sobretudo se aparecerem "infetados".

Os casos serão esporádicos (o JN questionou e não teve resposta da Direção-Geral de Saúde), mas, com o início do ano letivo nas escolas públicas, é expectável que aumentem as situações em que turmas inteiras serão colocadas preventivamente em casa. Uma situação que está a suceder na Europa, onde as aulas começaram mais cedo.

Em França, o número de turmas isoladas sextuplicou esta semana. Já são mais de três mil.

 
Já começa? :unsure: O Marcelo ainda tem dúvidas que inevitavelmente vão aparecer infetados ( e muitos) ?

Já há colégios com turmas inteiras em casa devido à covid-19​


Estar numa aula com um caso positivo é razão para isolar todo o grupo, independentemente da máscara e vacina. Marcelo pede "discurso claro".

As aulas nos colégios privados arrancaram há menos de quinze dias e já há turmas inteiras em casa, para consternação de muitos pais. Estar numa sala de aula, mais de 15 minutos, com um caso positivo de covid-19 continua a ser motivo para isolamento profilático, independentemente do uso de máscara ou do estado vacinal. Peritos e governantes reúnem hoje no Infarmed, em Lisboa, e Marcelo Rebelo de Sousa já pediu um "discurso claro" para que as pessoas saibam como vai ser o início do ano letivo, sobretudo se aparecerem "infetados".

Os casos serão esporádicos (o JN questionou e não teve resposta da Direção-Geral de Saúde), mas, com o início do ano letivo nas escolas públicas, é expectável que aumentem as situações em que turmas inteiras serão colocadas preventivamente em casa. Uma situação que está a suceder na Europa, onde as aulas começaram mais cedo.

Em França, o número de turmas isoladas sextuplicou esta semana. Já são mais de três mil.

"Temos que vacinar os miúdos, não por lhes fazer mal, mas para não propagar, para isso a vacina é essencial!"
"Está bem que os miúdos estão vacinados, mas isso não quer dizer que não propaguem, por isso tudo para casa que a vacina não tem importância nenhuma!"
:facepalm:
 
Os privados que estão abertos há semanas devem ter, na sua esmagadora maioria, miúdos abaixo dos 12 anos que, portanto, não estão vacinados nem têm, ainda, indicação para tal.
 
Não há remédio, nem argumentos contra os negacionistas. Nem que fosse 5 em 5. Iam sempre buscar o especialista de Coimbra ou de Alverca de baixo, que disse um dia que as vacinas não interessavam.
Sim, claro, sei bem disso. Mas nos hospitais têm de os tratar na mesma. Eu sugeri à minha médica, como quem não quer a coisa, pisar o tubo de oxigénio dos chalupas durante uns minutos como forma de pedagogia. Ela riu bastante e disse que apesar de às vezes dar vontade, não podiam. Vá-se lá perceber porquê... :D
 
Sim, claro, sei bem disso. Mas nos hospitais têm de os tratar na mesma. Eu sugeri à minha médica, como quem não quer a coisa, pisar o tubo de oxigénio dos chalupas durante uns minutos como forma de pedagogia. Ela riu bastante e disse que apesar de às vezes dar vontade, não podiam. Vá-se lá perceber porquê... :D
Dizem que é ter etiqueta profissional, ou profissionalismo, ou lá o que é. Enfim, modernices :D
Eu sendo médico, ia buscar é o tal médico de Alverca de baixo, o tal especialista que sabe tudo (Que os outros 99% de especialistas não sabem, ou estão enganados), e agora ele é que ficava responsável pelo tratamento!
Fora de brincadeiras, temos sorte de ser um país, em que até há bem poucos negacionistas (Na vertente climática ou da pandemia), a comparar com muitos outros países da Europa. O problema é que a pandemia é global, e vai atrasar-nos a todos no regresso à normalidade total este negacionismo cego e doentio.