Pandemia da COVID-19 2021

Os casos na Africa do Sul comecaram a aumentar a 28 Nov e especialmente a 5 Dez. Ainda é dia 14, portanto nos proximos dias se nao houver um aumento de hospitalizacoes, poder-se-á concluir q a variante é mais leve. A maioria das mortes ocorre 4 semanas após a infeccao. E as hospitalizacoes ocorrem so dia 10 após o inicio dos sintomas.

A populacao tambem é bastante jovem na Africa do Sul. Pode ser dificil tirar conclusoes.
Os dados da África do Sul não são os mais fiáveis, mas até ao momento, o número de óbitos nesta vaga causada pela nova variante, não tem mesmo nada a ver com os registados nas vagas anteriores.
Novos casos:
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Óbitos:
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Normalmente vejo a situação de outros países através destes gráficos que aparecem no google, mas mesmo que não sejam totalmente fiáveis, dão para ter uma noção.

Resta esperar mais umas semanas para perceber o real impacto da Omicron, mesmo noutros países, como é o caso do Reino Unido.
 
Sim existe a possibilidade de estar a haver uma reaccao histerica dos governos face à Omicron.

Pergunto-me quando tivemos aqui um outbreak local em meados de Novembro se já nao era a Omicron! Na altura, varias dezenas de pessoas aqui ficaram doentes, e ninguem sofreu muito com isso (especialmente considerando q muitos nao tinham vacina). E a velocidade da propagacao na altura foi muito impressionante. Ninguem escapou. Na escola ficaram todas as familias infectadas. A nossa foi a unica que testou negativo apesar de sintomas ligeiros. E ninguem morreu, ninguem foi hospitalizado (apesar de duas mulheres jovens nao vacinadas terem visitado a emergencia durante umas horas)

O RU é dos países do Mundo que mais faz rastreio de variantes. Se tivesse sido a Omicron em Novembro, já a tinham detetado.

Vamos ver. Acho que temos de esperar mais um tempo para perceber o real efeito da Omicron.
 
Todos sabemos que há um atraso entre o aumento do número de casos e o potencial número de mortes, cuidado com essas análises a comparar estes dois parâmetros no mesmo dia
Ainda assim, se fosse com a Delta ou a Alfa já se teria notado um aumento de mortes, após 14 dias (nem que fosse irrelevante). O aumento neste momento na África do Sul é quase nulo... :intrigante:
 
Ainda assim, se fosse com a Delta ou a Alfa já se teria notado um aumento de mortes, após 14 dias (nem que fosse irrelevante). O aumento neste momento na África do Sul é quase nulo... :intrigante:
No caso da África do Sul, o desfasamento entre o pico da média dos novos casos e o de óbitos, tanto para a onda da Beta, como para a onda da Delta, foi inferior a uma semana.
 
Existe a possibilidade de como a Africa do Sul experienciou ja picos da alpha, beta e Delta, existe mais imunidade na populacao. No Reino UNIDO existe imunidade para a Alpha e a Delta. E em Portugal creio q nunca chegou a ter um pico de delta.

Eu tive contacto com a minha variante e com a Delta.

Previsoes sao para 1 milhao de casos diarios algures no final de Dezembro no Reino Unido. Vai ser um pico explosivo. E aqui ja se sente a aragem antes do ciclone (casos a subir verticalmente)

Devemos ter 100.000 dia 19
400.000 dia 23
E um milhao após o Natal

Prevejo um confinamento no RU a 26 Dezembro. E na Europa em Janeiro.
 

Medidas restritivas vão ser prolongadas para além de 9 de Janeiro, avança António Costa​


Rita Siza

Há 7 minutos

As medidas restritivas para o controlo da pandemia em Portugal, incluindo nas fronteiras, vão prolongar-se para além do dia 9 de Janeiro, avançou o primeiro-ministro, António Costa, à chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.

“Devemos prever que a partir de 9 de Janeiro nós vamos ter que manter as medidas de controlo das fronteiras. Esta nova variante está-se a difundir muito intensamente na Europa, e também em Portugal, e portanto naturalmente não vamos poder desarmar. Vamos ter de manter [as medidas de controlo nas fronteiras] ou até mesmo reforçar, se for necessário”, anunciou o primeiro-ministro.

António Costa referiu as projecções que indicam que a variante Ómicron “se vai tornar dominante provavelmente no mês de Janeiro”, e renovou o apelo à população para que cumpra todas as medidas de autoprotecção, e também para a “testagem, testagem, testagem”, de forma a travar a expansão da variante.

“A testagem é absolutamente essencial, e o controlo de fronteiras é absolutamente essencial. Vamos manter a obrigatoriedade de testes para entrar em Portugal, nisso não podemos transigir”, afirmou.
A reunião do Conselho Europeu arranca com uma discussão sobre a resposta à pandemia de covid-19, durante a qual os 27 chefes de Estado e governo vão pedir ao executivo comunitário para organizar um novo procedimento para a aquisição conjunta de medicamentos, à semelhança do que fez com as vacinas.

Portugal já fez uma encomenda das vacinas adaptadas à nova variante Ómicron, que só estarão disponíveis a partir de Abril. Mas antes disso, o primeiro-ministro antecipou a possibilidade de ser administrada uma quarta dose da vacina contra a covid-19 durante a Primavera.

 
Existe a possibilidade de como a Africa do Sul experienciou ja picos da alpha, beta e Delta, existe mais imunidade na populacao. No Reino UNIDO existe imunidade para a Alpha e a Delta. E em Portugal creio q nunca chegou a ter um pico de delta.

Eu tive contacto com a minha variante e com a Delta.

Previsoes sao para 1 milhao de casos diarios algures no final de Dezembro no Reino Unido. Vai ser um pico explosivo. E aqui ja se sente a aragem antes do ciclone (casos a subir verticalmente)

Devemos ter 100.000 dia 19
400.000 dia 23
E um milhao após o Natal

Prevejo um confinamento no RU a 26 Dezembro. E na Europa em Janeiro.

Em Outubro tambem previam 5000 casos pelo Natal e no entanto. 1 milhao de casos por dia é completamente impossível. Diria que poderia chegar a 200.000, mais que isso nao. A nao ser que quem esteja infetado nao tenha de ficar de quarentena, o que nao é o caso. Ao contrário da gripe, com Covid, a pessoa tem de ficar em casa isolada.
 
88 mil casos no RU num dia. Com um R(t) a variar entre 3 e 5, o valor de um milhão de casos diários não parece nenhum disparate.
A manter-se o ritmo seria numa semana, mas o crescimento terá sempre que ser assintótico, a partir de certa altura deixa de haver indivíduos disponíveis para infectar...
 
Um milhão de casos por dia no RU parece-me um número extremamente elevado, exagerado, e bastante improvável, diria uns 200 ou 300 mil, e já é "muita fruta". :unsure:

Com um milhão de casos ou lá perto todos os dias seria o caos nos hospitais, mesmo que na maioria até nem fossem graves, mas só o fluxo de pessoas aos hospitais... :unsure:
 
Última edição:
22 dias depois depois da identificação da Omicron na África do Sul ainda não há qualquer subida relevante no número de óbitos com Covid-19:

q0Rr3MR.png


iPHkRcG.png


Na Europa a variante começa a tornar-se relevante em países socialmente diferentes da África do Sul, e a baixa virulência da Omicron parece estar a confirmar-se com clareza. Vejamos alguns exemplos.

No Reino Unido, existe uma grande "explosão de casos" nos últimos dias, com uma tendência crescente desde dia 4 de dezembro, após uma subida lenta e consequente estabilização ainda causada pela Delta:

ryq0bMZ.png


No entanto, no que diz respeito a hospitalizações e óbitos não se nota nenhuma tendência crescente, parece clara a estabilização e até uma tendência ligeiramente descendente dos óbitos:

kIBHaEa.png


Ghmao3B.png


No UK esta estabilização pode ser provocada pela quantidade já significativa de imunizados com a 3ª dose (cerca de 30% tomaram-na há mais de 15 dias).

Porém, na Dinamarca, terceiro país do mundo com maior prevalência da Omicron, apenas 15% da população está nessa situação.
Na Dinamarca, atinge-se agora o maior pico de casos positivos de Covid-19 alguma vez registado neste país. A evolução do número de casos parece demonstrar uma subida normal, semelhante à onda do inverno passado, até final de novembro, seguida de uma tendência de estabilização, que não se confirmou, havendo um fortíssimo aumento nos últimos 10 dias devido ao aparecimento da Omicron:

1cmiRp2.png


No entanto, o número de hospitalizados parece estar com tendência para estabilizar, E o número de óbitos com Covid-19 está a diminuir:

VhpAEOs.png


FIC0eIU.png


É impossível aferir quantos dos casos graves são causados pela Omicron ou pela Delta. Com excepção da África do Sul, a Omicron está a atingir países onde a Delta já estava nos seus máximos históricos, e não se sabe qual o potencial da Omicron para "erradicar" a Delta. Mas podemos comparar estes dois países com a Polónia, que registou hoje o seu primeiro caso de Omicron, importado, pelo que não há ainda transmissão comunitária desta variante. E o que vemos na Polónia: o gráfico das hospitalizações e dos óbitos é um espelho (com um delay de uma ou duas semanas) do número de casos - algo que não ocorre em nenhum dos outros 3 países que apresentei:

lYVR8fX.png


0uzHm8w.png


1UI541c.png


Começa a ser muito provável que a Omicron é a variante que tornará a doença endémica e irrelevante.
 
22 dias depois depois da identificação da Omicron na África do Sul ainda não há qualquer subida relevante no número de óbitos com Covid-19:

q0Rr3MR.png


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Na Europa a variante começa a tornar-se relevante em países socialmente diferentes da África do Sul, e a baixa virulência da Omicron parece estar a confirmar-se com clareza. Vejamos alguns exemplos.

No Reino Unido, existe uma grande "explosão de casos" nos últimos dias, com uma tendência crescente desde dia 4 de dezembro, após uma subida lenta e consequente estabilização ainda causada pela Delta:

ryq0bMZ.png


No entanto, no que diz respeito a hospitalizações e óbitos não se nota nenhuma tendência crescente, parece clara a estabilização e até uma tendência ligeiramente descendente dos óbitos:

kIBHaEa.png


Ghmao3B.png


No UK esta estabilização pode ser provocada pela quantidade já significativa de imunizados com a 3ª dose (cerca de 30% tomaram-na há mais de 15 dias).

Porém, na Dinamarca, terceiro país do mundo com maior prevalência da Omicron, apenas 15% da população está nessa situação.
Na Dinamarca, atinge-se agora o maior pico de casos positivos de Covid-19 alguma vez registado neste país. A evolução do número de casos parece demonstrar uma subida normal, semelhante à onda do inverno passado, até final de novembro, seguida de uma tendência de estabilização, que não se confirmou, havendo um fortíssimo aumento nos últimos 10 dias devido ao aparecimento da Omicron:

1cmiRp2.png


No entanto, o número de hospitalizados parece estar com tendência para estabilizar, E o número de óbitos com Covid-19 está a diminuir:

VhpAEOs.png


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É impossível aferir quantos dos casos graves são causados pela Omicron ou pela Delta. Com excepção da África do Sul, a Omicron está a atingir países onde a Delta já estava nos seus máximos históricos, e não se sabe qual o potencial da Omicron para "erradicar" a Delta. Mas podemos comparar estes dois países com a Polónia, que registou hoje o seu primeiro caso de Omicron, importado, pelo que não há ainda transmissão comunitária desta variante. E o que vemos na Polónia: o gráfico das hospitalizações e dos óbitos é um espelho (com um delay de uma ou duas semanas) do número de casos - algo que não ocorre em nenhum dos outros 3 países que apresentei:

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Começa a ser muito provável que a Omicron é a variante que tornará a doença endémica e irrelevante.

Existe uma diferenca entre o RU e a Dinamarca e a Polonia. Taxas de vacinacao. Na Polonia a taxa de vacincao é de 55%. Uma diferenca muito grande em relacao ao RU e DK.
 
Existe uma diferenca entre o RU e a Dinamarca e a Polonia. Taxas de vacinacao. Na Polonia a taxa de vacincao é de 55%. Uma diferenca muito grande em relacao ao RU e DK.
Mas mesmo em relação à situação na África do Sul, nota-se claramente que nas outras vagas o número de óbitos acompanhava a subida dos casos (tal como o @David sf referiu, eram um espelho) e neste caso, pelo menos para já, não está a acontecer isso. Tal como já disse na minha última publicação, os dados valem o que valem, mas se a situação se mantiver assim, o vírus pode ser muito mais transmissível com esta nova variante, mas ser muito menos letal…
Acho que se devia olhar para todos os números e não só para os casos confirmados, mas para espalhar o pânico, isso serve.
 
Existe uma diferenca entre o RU e a Dinamarca e a Polonia. Taxas de vacinacao. Na Polonia a taxa de vacincao é de 55%. Uma diferenca muito grande em relacao ao RU e DK.
Correcto. No entanto, o objectivo é a comparação do andamentos das curvas. A diferença das taxas de vacinação era a mesma em novembro e o andamento das curvas dos 3 países era semelhante. A divergência iniciou-se há poucos dias.