Pandemia da COVID-19 2021

Decorridos todos estes meses, faz algum sentido ter que ligar para o SNS 24 para marcar um teste PCR? Quando no fim de contas tem que ser o Delegado de saúde e/ou o médico de família a fazer o acompanhamento?

Bom, se calhar até faz, visto ser a única linha de atendimento que no fim de contas atende. Porque os centros de saúde há muito que têm os telefones fora dos auscultadores.
O meu, Convenção de Odivelas, além de nunca atenderem as chamadas, não tem e-mail. :lol: (rir para não chorar)
No meu centro de saúde ocorreu um milagre! Desde que há pandemia passaram a atender o telefone. Aos mails sempre responderam, verdade seja dita. Já me responderam no próprio dia uma vez antes da pandemia e outra depois (desta última ligaram em resposta ao mail). Antes ds pandemia era possível ligar mas tínhamos de ter (muita) paciência, tentar uma série de vezes e esperar ao telefone.
 
Num país onde já se percebeu que no público há muita coisa que não funciona, criticar tanto a SNS24 parece-me excessivo, quando tal acontece no meio de uma pandemia, principalmente agora que há milhares de casos COVID todos os dias (Aliado à gripe, constipações,e outros problemas). Convém também não esquecer o desgaste dos profissionais. Nós todos estamos cansados. Então pensem em quem está na linha da frente.

O problema é estrutural. Não tem a ver com o SNS24. Acontece em quase todas as instituições públicas, haver falhas bem visíveis (Numa pandemia até há alguma desculpa)

Encontro algumas razões.
- É Pouco valorizado o esforço e qualidade dos profissionais. Quase tudo recebe o mesmo, se estiver num mesmo escalão;
- Pouca valorização na carreira, mesmo para quem é muito bom. Tira-se a estes, para se dar aos outros, para todos receberem igual;
- Quem não faz nada, é praticamente impossível despedir, tendo entrado no estado. O que é um refúgio para quem não quer fazer nada.

Isto tudo leva a que não funcione.

Se há caso que ainda se entende que englobe falhas, é num contexto de pandemia, onde há milhares de pessoas a ligar para uma mesma instituição. Como não há pessoas sempre do outro lado para todos, vão haver esperas, complicações e dificuldades em arranjar soluções.

---

Sobre a variante Omicron, sim, parece ser melhor que a Delta, mas tendo um contágio muito rápido (Muito, muito, muito maior que a gripe), é um pouco forçado já comparar a gripes ou constipações. Caldos de galinha nunca fez mal a ninguém, principalmente no período pós Natal. Tudo de forma a não lotar novamente os hospitais. Não esquecer que com o voltar à quase normalidade de muitos, a gripe deverá ai voltar em força. Gripe + Covid num mesmo Inverno, ainda nunca se passou por isso. Isto de achar que não é nada de especial, e depois logo se vê, nunca dá bons resultados. Contenção agora, para em meados de janeiro/fevereiro voltar tudo à "quase normalidade" de outubro parece melhor do que o ano passado - Passar o natal à vontadinha e depois fechar 4 meses...

TInha voltado praticamente à vida normal em outubro, quando se chegou aos 85% de vacinados. Mas agora que há 15 000 casos por dia, e não sabendo ainda o que vai dar este conjunto Gripe+Omicron, parece-me recomendável abrandar um pouco, principalmente agora e no mês de janeiro.
 
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Num país onde já se percebeu que no público há muita coisa que não funciona, criticar tanto a SNS24 parece-me excessivo, quando tal acontece no meio de uma pandemia, principalmente agora que há milhares de casos COVID todos os dias (Aliado à gripe, constipações,e outros problemas). Convém também não esquecer o desgaste dos profissionais. Nós todos estamos cansados. Então pensem em quem está na linha da frente.

O problema é estrutural. Não tem a ver com o SNS24. Acontece em quase todas as instituições públicas, haver falhas bem visíveis (Numa pandemia até há alguma desculpa)

Encontro algumas razões.
- É Pouco valorizado o esforço e qualidade dos profissionais. Quase tudo recebe o mesmo, se estiver num mesmo escalão;
- Pouca valorização na carreira, mesmo para quem é muito bom. Tira-se a estes, para se dar aos outros, para todos receberem igual;
- Quem não faz nada, é praticamente impossível despedir, tendo entrado no estado. O que é um refúgio para quem não quer fazer nada.

Isto tudo leva a que não funcione.

Se há caso que ainda se entende que englobe falhas, é num contexto de pandemia, onde há milhares de pessoas a ligar para uma mesma instituição. Como não há pessoas sempre do outro lado para todos, vão haver esperas, complicações e dificuldades em arranjar soluções.

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Sobre a variante Omicron, sim, parece ser melhor que a Delta, mas tendo um contágio muito rápido (Muito, muito, muito maior que a gripe), é um pouco forçado já comparar a gripes ou constipações. Caldos de galinha nunca fez mal a ninguém, principalmente no período pós Natal. Tudo de forma a não lotar novamente os hospitais. Não esquecer que com o voltar à quase normalidade de muitos, a gripe deverá ai voltar em força. Gripe + Covid num mesmo Inverno, ainda nunca se passou por isso. Isto de achar que não é nada de especial, e depois logo se vê, nunca dá bons resultados. Contenção agora, para em meados de janeiro/fevereiro voltar tudo à "quase normalidade" de outubro parece melhor do que o ano passado - Passar o natal à vontadinha e depois fechar 4 meses...

TInha voltado praticamente à vida normal em outubro, quando se chegou aos 85% de vacinados. Mas agora que há 15 000 casos por dia, e não sabendo ainda o que vai dar este conjunto Gripe+Omicron, parece-me recomendável abrandar um pouco, principalmente agora e no mês de janeiro.
E repara que frio ainda nem vê-lo. Se Janeiro calha de ser semelhante ao ano passado (e pressupõe-se que mais cedo ou mais tarde há-de vir), isso trará pressão acrescida.
 
E repara que frio ainda nem vê-lo. Se Janeiro calha de ser semelhante ao ano passado (e pressupõe-se que mais cedo ou mais tarde há-de vir), isso trará pressão acrescida.
Claramente. Se estivéssemos em Abril, seria completamente diferente.
Não podemos é defender que se deve acompanhar as doenças além da Covid, e depois achar que devemos viver completamente normal, numa altura que todas as doenças respiratórias se podem conjugar num mesmo período. Como não há hospitais e médicos a multiplicar-se, convêm ter algum cuidado.

Não é ter receio do Covid. É porque será mesmo o primeiro inverno que vamos ter Covid e gripe ao mesmo tempo. Apenas em relação à Covid19 claro que estamos muito melhor com a vacinação, do que no inverno de 2020/2021.
 
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Num país onde já se percebeu que no público há muita coisa que não funciona, criticar tanto a SNS24 parece-me excessivo, quando tal acontece no meio de uma pandemia, principalmente agora que há milhares de casos COVID todos os dias (Aliado à gripe, constipações,e outros problemas). Convém também não esquecer o desgaste dos profissionais. Nós todos estamos cansados. Então pensem em quem está na linha da frente.

O problema é estrutural. Não tem a ver com o SNS24. Acontece em quase todas as instituições públicas, haver falhas bem visíveis (Numa pandemia até há alguma desculpa)

Encontro algumas razões.
- É Pouco valorizado o esforço e qualidade dos profissionais. Quase tudo recebe o mesmo, se estiver num mesmo escalão;
- Pouca valorização na carreira, mesmo para quem é muito bom. Tira-se a estes, para se dar aos outros, para todos receberem igual;
- Quem não faz nada, é praticamente impossível despedir, tendo entrado no estado. O que é um refúgio para quem não quer fazer nada.

Isto tudo leva a que não funcione.

Se há caso que ainda se entende que englobe falhas, é num contexto de pandemia, onde há milhares de pessoas a ligar para uma mesma instituição. Como não há pessoas sempre do outro lado para todos, vão haver esperas, complicações e dificuldades em arranjar soluções.

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Sobre a variante Omicron, sim, parece ser melhor que a Delta, mas tendo um contágio muito rápido (Muito, muito, muito maior que a gripe), é um pouco forçado já comparar a gripes ou constipações. Caldos de galinha nunca fez mal a ninguém, principalmente no período pós Natal. Tudo de forma a não lotar novamente os hospitais. Não esquecer que com o voltar à quase normalidade de muitos, a gripe deverá ai voltar em força. Gripe + Covid num mesmo Inverno, ainda nunca se passou por isso. Isto de achar que não é nada de especial, e depois logo se vê, nunca dá bons resultados. Contenção agora, para em meados de janeiro/fevereiro voltar tudo à "quase normalidade" de outubro parece melhor do que o ano passado - Passar o natal à vontadinha e depois fechar 4 meses...

TInha voltado praticamente à vida normal em outubro, quando se chegou aos 85% de vacinados. Mas agora que há 15 000 casos por dia, e não sabendo ainda o que vai dar este conjunto Gripe+Omicron, parece-me recomendável abrandar um pouco, principalmente agora e no mês de janeiro.

Falo por mim, a minha critica ao SNS24 é justificada mas nada tem a ver com quem lá trabalha que, creio, está a dar o seu melhor. Quando alguém está em linha 2h e a chamada cai, não creio que seja porque quem está do outro lado não teve pachorra de atender, mas sim porque a linha está subdimensionada para o número de contactos. Das duas uma, ou devolvem competências às equipas do SNS24, nomeadamente permitir-lhes prescrever testes em qualquer circunstância, passar as declarações de isolamento definitivas e dar "alta" de isolamento, ou então dão mais ferramentas ao delegado de saúde para lidar com o aumento de casos. O problema é que a maior parte das pessoas quer saber se é contacto de risco e se tem ficar isolado, e nem o SNS24 tem competências para declarar esse isolamento, nem prescrever testes de contactos, etc, nem o delegado de saúde é contactável. Não é suposto o cidadão comum ter quer as 150 normas da DGS que são actualizadas de 20 em 20 dias, os cidadãos devem ser informados. E com muita gente, nada disso está a acontecer.
 
Claramente. Se estivéssemos em Abril, seria completamente diferente.
Não podemos é defender que se deve acompanhar as doenças além da Covid, e depois achar que devemos viver completamente normal, numa altura que todas as doenças respiratórias se podem conjugar num mesmo período. Como não há hospitais e médicos a multiplicar-se, convêm ter algum cuidado.

Não é ter receio do Covid. É porque será mesmo o primeiro inverno que vamos ter Covid e gripe ao mesmo tempo. Apenas em relação à Covid19 claro que estamos muito melhor com a vacinação, do que no inverno de 2020/2021.
Acho que o cidadão comum não faz a menor ideia do que este número de infecções significa para os médicos de família e, consequentemente, para os cuidados de saúde primários. As pessoas acham que os profissionais de saúde nascem debaixo das pedras...
 

Este deve ser negacionista genocida de velhinhos. Perde o rótulo de "especialista".
Não sei se a boca é para mim mas entre defender, nos dias que correm, confinamentos (nem sequer me lembro de alguém ter defendido isso aqui nos últimos meses) e achar que está tudo normal, que podemos frequentar eventos cheios de pessoas, almoçaradas e jantaradas de grupo e a seguir ir passar o Natal ou o fim de ano com a avó Miquelina, o tio Zacarias e a bisa Augusta e infectá-los a todos vai uma distância como de Bragança a Lisboa em 1984. É comparar o dito da calças com a Feira de Castro.
 
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Não sei se a boca é para mim mas entre defender, nos dias que correm, confinamentos (nem sequer me lembro de alguém ter defendido isso aqui nos últimos meses) e achar que está tudo normal, que podemos frequentar eventos cheios de pessoas, almoçaradas e jantaradas de grupo e a seguir ir passar o Natal ou o fim de ano com a avó Miquelina, o tio Zacarias e a bisa Augusta e infectá-los a todos vai uma distância como de Bragança a Lisboa em 1984. É comparar o dito da calças com a Feira de Castro.
Era mesmo isso que ia dizer. Ninguém aqui defendeu confinamentos. Só o facto do especialista falar de confinamentos nesta fase, mostra que alguma gravidade haverá.

A mim não me passou pela cabeça confinamentos em Portugal neste Inverno. Apenas cuidados necessários e óbvios.
 
Era mesmo isso que ia dizer. Ninguém aqui defendeu confinamentos. Só o facto do especialista falar de confinamentos nesta fase, mostra que alguma gravidade haverá.

A mim não me passou pela cabeça confinamentos em Portugal neste Inverno. Apenas cuidados necessários e óbvios.
A mim não me passam pela cabeça confinamentos desde o início deste ano quando morreram de Covid 303 pessoas num dia e não havia outra alternativa.
Esta coisa de equiparar cuidados básicos e comportamentos que demonstrem respeito pelo próximo com confinamentos não passa de populismo. Como comparar Covid com gripe. Talvez um dia (que espero o mais rápido possível) possam ser, efectivamente, comparáveis. Actualmente não são. Não enquanto a taxa de infecciosidade deste vírus for a que é e causar na saúde os danos que causa.
 

Este deve ser negacionista genocida de velhinhos. Perde o rótulo de "especialista".
Ele contradiz-se: "Precisamos ter mais segurança de que a Ómicron não nos vai encher os hospitais como tivemos em janeiro. Embora o risco de hospitalização possa ser muito pequenino, se os números começam a ser da ordem das dezenas de milhar por dia, uma percentagem muito pequenina aplicada a números muito grandes dá números grandes de pessoas que vão parar aos hospitais. Esse é o grande perigo.”
Então mas é preciso ter segurança que os hospitais não vão encher ou precisamos de ter cuidado para que tal não aconteça?
 
Então mas é preciso ter segurança que os hospitais não vão encher ou precisamos de ter cuidado para que tal não aconteça?

Vamos lá ver uma coisa: muito antes de haver Covid já havia constrangimentos nos hospitais (muito também por ignorância das pessoas) no pico da gripe. A diferença para a Covid são os números astronómicos de infecções dadas as diferenças nas taxas de contágio e o facto de o Trace Covid assoberbar por completo os médicos de família. É óbvio que existirão constrangimentos. A magnitude desses constrangimentos é que se desconhece.
 
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(...) e o facto de o Trace Covid assoberbar por completo os médicos de família.
Mas é aí que está a principal novidade da proposta do Carmo Gomes. Acabar com o rastreamento e a vigilância, recolocando os médicos actualmente responsáveis por essa tarefa nas funções que habitualmente desempenham.

“Não vejo que haja recursos humanos para conseguir acompanhar em termos de rastreadores, isolamentos de casos, vigilância, etc. Temos já uma quantidade imensa de pessoas empenhadas nisto e os cuidados de saúde primários podem ser postos em causa”, refere, sublinhando: “Se isso se confirmar, talvez faça sentido deixar que imunize as pessoas naturalmente do que empenhar toda a nossa saúde pública e os cuidados de saúde primários”.
 
Mas é aí que está a principal novidade da proposta do Carmo Gomes. Acabar com o rastreamento e a vigilância, recolocando os médicos actualmente responsáveis por essa tarefa nas funções que
Eu também tenho uma proposta radical: e que tal as pessoas usarem a massa cinzenta com que foram bafejadas à nascença?