Estamos desde março com excesso de mortalidade, e desse excesso a Covid-19 não é responsável por metade sequer.
Em março/abril o número de hospitalizados por Covid-19 era insignificante, pelo que não era justificação a falta de meios pela necessidade de dar resposta à doença.
Não houve períodos prolongados de frio nem de calor em março/abril.
E mesmo dentro dos óbitos atribuídos à Covid-19, muitos deles não são causados apenas e só pela doença (há o caso do presidente da CM Cascais que foi dado como internado em UCI por Covid-19, quando o que ele teve foi uma hemorragia gástrica devido à interacção da medicação contra a Covid-19 e a que ele toma para outras doenças).
Obviamente que estamos a pagar o adiamento de consultas, rastreios e cirurgias devido ao primeiro confinamento, em 2020. A Covid-19 é indirectamente responsável pelo excesso de mortalidade a que estamos a assistir. Só que não é a Covid-19 de hoje, mas sim a de 2020.