Pandemia da COVID-19 2022

O excesso de mortalidade pode ser simplesmente... degradação dos serviços de saúde. As listas de espera aumentaram, há doentes sem dinheiro para a medicação, doentes a fazer os tratamentos tarde demais, etc.

Acho que a culpa é do Passos Coelho.
 
Havia também muito menos casos e muito mais restrições a 5 de junho. Não é comparável, e só cai no alarmismo típico das notícias quem quer...

A realidade é que, tal como já previa antes, a vaga de BA.5 por cá está a ser literalmente uma montanha que dá à luz ratos. :rolleyes:

Ontem, dia 8 de Junho, num único dia morreram mais 93 pessoas em relação à média dos últimos 12 anos. Isto é mais de 30% em relação à média. Não sei o quê que a montanha está a parir, mas não havendo ondas de calor nem outro tipo de justificação, leva-me a crer que a montanha está a parir qualquer coisa e o facto deste desvio estar alinhado com a BA.5 não deve ser só uma coincidência.
 
Diria que a justificação para o excesso de mortalidade Covid é o facto de a população, no geral, já não ter imunidade forte contra o vírus (seja através das vacinas ou da infeção em si). Aliás, vê-se também pelo número de reinfeções. Não é coincidência.
 
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O excesso de mortalidade pode ser simplesmente... degradação dos serviços de saúde. As listas de espera aumentaram, há doentes sem dinheiro para a medicação, doentes a fazer os tratamentos tarde demais, etc.

Acho que a culpa é do Passos Coelho.
It's not brain surgery! Se os serviços de saúde estiverem assoberbados com doentes por uma qualquer doença (e sim, têm estado assoberbados com doentes Covid nas últimas semanas, lamento informar) isso tem consequências. Para os doentes Covid e para os outros todos. Logo, fazer os possíveis para evitar milhares de infecções diárias, não significa só diminuir a mortalidade por Covid. É isto que os génios que acham que 2 mil casos de Covid diários ou 20 mil é a mesma coisa, não percebem.
 
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Foi minha professora e deu-me até nota máxima na avaliação prática lol Como professora e profissional tenho excelente impressão.

 
It's not brain surgery! Se os serviços de saúde estiverem assoberbados com doentes por uma qualquer doença (e sim, têm estado assoberbados com doentes Covid nas últimas semanas, lamento informar) isso tem consequências. Para os doentes Covid e para os outros todos. Logo, fazer os possíveis para evitar milhares de infecções diárias, não significa só diminuir a mortalidade por Covid. É isto que os génios que acham que 2 mil casos de Covid diários ou 20 mil é a mesma coisa, não percebem.
O que se está a passar deveria levar-nos a discutir como sociedade o facto de termos a população cheia de co-morbilidades e de doenças evitáveis, preveníveis, e a situação está cada vez pior.
 
O que se está a passar deveria levar-nos a discutir como sociedade o facto de termos a população cheia de co-morbilidades e de doenças evitáveis, preveníveis, e a situação está cada vez pior.
Isso é tudo muito bonito mas não é no meio de uma pandemia e é coisa para longo prazo. Evitar milhares de infecções diárias é responsabilidade, também diária, de uma sociedade evoluída, civilizada e responsável. Por todos os motivos e mais algum. Todas as pessoas que recorrem aos serviços de saúde ficam a ganhar mesmo que não se apercebam disso. Eu tive muita sorte. Só tive uma consulta de rotina, sem qualquer urgência, adiada. E ainda em pandemia, enquanto muitos se queixam de consultas adiadas, a minha foi antecipada, sabe-se lá a que propósito. Os meus pais não tiveram nenhuma consulta adiada e a minha mãe entre inscrição para consulta da catarata e cirurgia esperou pouco mais de 4 meses. Mas eu sei que não foi assim em todo o lado. É no interesse de todos que o SNS não esteja assoberbado.
 
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Ontem, dia 8 de Junho, num único dia morreram mais 93 pessoas em relação à média dos últimos 12 anos. Isto é mais de 30% em relação à média. Não sei o quê que a montanha está a parir, mas não havendo ondas de calor nem outro tipo de justificação, leva-me a crer que a montanha está a parir qualquer coisa e o facto deste desvio estar alinhado com a BA.5 não deve ser só uma coincidência.
Estamos desde março com excesso de mortalidade, e desse excesso a Covid-19 não é responsável por metade sequer.

Em março/abril o número de hospitalizados por Covid-19 era insignificante, pelo que não era justificação a falta de meios pela necessidade de dar resposta à doença.
Não houve períodos prolongados de frio nem de calor em março/abril.
E mesmo dentro dos óbitos atribuídos à Covid-19, muitos deles não são causados apenas e só pela doença (há o caso do presidente da CM Cascais que foi dado como internado em UCI por Covid-19, quando o que ele teve foi uma hemorragia gástrica devido à interacção da medicação contra a Covid-19 e a que ele toma para outras doenças).

Obviamente que estamos a pagar o adiamento de consultas, rastreios e cirurgias devido ao primeiro confinamento, em 2020. A Covid-19 é indirectamente responsável pelo excesso de mortalidade a que estamos a assistir. Só que não é a Covid-19 de hoje, mas sim a de 2020.
 
Estamos desde março com excesso de mortalidade, e desse excesso a Covid-19 não é responsável por metade sequer.

Em março/abril o número de hospitalizados por Covid-19 era insignificante, pelo que não era justificação a falta de meios pela necessidade de dar resposta à doença.
Não houve períodos prolongados de frio nem de calor em março/abril.
E mesmo dentro dos óbitos atribuídos à Covid-19, muitos deles não são causados apenas e só pela doença (há o caso do presidente da CM Cascais que foi dado como internado em UCI por Covid-19, quando o que ele teve foi uma hemorragia gástrica devido à interacção da medicação contra a Covid-19 e a que ele toma para outras doenças).

Obviamente que estamos a pagar o adiamento de consultas, rastreios e cirurgias devido ao primeiro confinamento, em 2020. A Covid-19 é indirectamente responsável pelo excesso de mortalidade a que estamos a assistir. Só que não é a Covid-19 de hoje, mas sim a de 2020.
Só morre de Covid quem tem teste positivo. Que eu saiba, não se fazem testes Covid pos-mortem. Com taxas de positividade a rondar os 60%, é irrealista considerar que as mortes Covid são só aquelas em que houve um teste positivo antes da morte. E portanto, é impossível falar num excesso cuja causa é "não-Covid". Haverá certamente, mas não deste nível.

O excesso de mortalidade aumentou substancialmente quando a variante BA.5 se tornou dominante, estamos a falar de a partir de meados de Maio. Não é casual, e dificilmente os astros se alinhariam para que as consequências das consultas adiadas viessem a se fazer notar precisamente no pico de uma vaga Covid.
 
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Bem, até que haja alguma prova fidedigna que diga que a mortalidade anormal se deva à vaga de Ómicron BA.5 (coisa que ainda não há, ou pelo menos não encontrei nada sobre isso), não posso acreditar nessa teoria. Não passa de uma teoria da conspiração, para já... :hmm:
 
A taxa de mortalidade em excesso tem vindo a aumentar desde março, não vejo uma relação 100% evidente entre este gráfico e a sexta vaga. Não digo que possa haver alguma influência, mas certamente haverão outras razões: :confused:
3hURf5jh.png
 
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Ontem estava a falar com os meus pais e é de facto impressionante a diferenca da transmissao aí e aqui na Bélgica. Os meus pais sabem de muitas pessoas que já tiveram Covid 2 vezes num espaco de 6 meses. Uma pessoa que esteve com sintomas intensos em Dezembro, voltou a ter outra vez sintomas fortes. E conhecem muita gente com Covid.

Aqui na Bélgica, há varias semanas que nao sei de ninguem com Covid e muito menos de pessoas com 2 vezes.

A variante B.5 provavelmente explica esse contágio. Aqui ainda nao é dominante. Mas virá.
 
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Só morre de Covid quem tem teste positivo. Que eu saiba, não se fazem testes Covid pos-mortem. Com taxas de positividade a rondar os 60%, é irrealista considerar que as mortes Covid são só aquelas em que houve um teste positivo antes da morte. E portanto, é impossível falar num excesso cuja causa é "não-Covid". Haverá certamente, mas não deste nível.

O excesso de mortalidade aumentou substancialmente quando a variante BA.5 se tornou dominante, estamos a falar de a partir de meados de Maio. Não é casual, e dificilmente os astros se alinhariam para que as consequências das consultas adiadas viessem a se fazer notar precisamente no pico de uma vaga Covid.
Quem é internado num hospital com sintomas respiratórios faz um teste Covid. Não deve haver muitos casos de pessoas que morrem com infecções respiratórias que não procurem um médico. Haverá, de certeza absoluta, mais óbitos atribuídos à Covid em que esta doença não foi a causa principal do que pessoas a morrer infectadas com Covid sem o saberem (excluo o long-covid, também seria interessante analisar-se a influência deste factor).

A taxa de positividade de 60% reflecte o fim dos testes obrigatórios para fazer um enorme número de actividades. Agora só o faz quem tem sintomas.

Em abril havia uma anomalia de aprox. +60 óbitos face à média do período homólogo no ano anterior e havia cerca de 20 óbitos atribuídos à Covid por dia. Agora há uma anomalia a rondar os +75 e há cerca de 40 óbitos por dia atribuídos à Covid. Estamos desde março com uma anomalia de +40 que ninguém explicou ainda.
 
Ontem estava a falar com os meus pais e é de facto impressionante a diferenca da transmissao aí e aqui na Bélgica. Os meus pais sabem de muitas pessoas que já tiveram Covid 2 vezes num espaco de 6 meses. Uma pessoa que esteve com sintomas intensos em Dezembro, voltou a ter outra vez sintomas fortes. E conhecem muita gente com Covid.

Aqui na Bélgica, há varias semanas que nao sei de ninguem com Covid e muito menos de pessoas com 2 vezes.

A variante B.5 provavelmente explica esse contágio. Aqui ainda nao é dominante. Mas virá.
Essa história da variante... O número de casos em Portugal começou a subir há mais de um mês e essa subida ainda não chegou, oficialmente, a nenhum outro país da Europa Ocidental. A Omicron original demorou menos de um mês a vir desde a África do Sul e explodir no mundo inteiro. É impossível este comportamento, quando há milhões de turistas estrangeiros a virem para Portugal e vários milhares de portugueses a viajar para o exterior. Nos restantes países da Europa Ocidental o uso da máscara é menor que em Portugal, as pessoas juntam-se como cá, têm agregados familiares semelhantes aos nossos, e os números são totalmente opostos aos nossos. Não há qualquer outra explicação para isto que não seja contabilística (nos restantes países "borrifaram-se" na Covid e deixaram de testar).