Pandemia da COVID-19 2022

Estive a ver os dados da primeira semana deste mês, e é interessante como a taxa de mortalidade da COVID-19 está tão baixa. A Ómicron, aliada à vacinação e à elevada infeção natural, fizeram com que a taxa de mortalidade reduzisse bastante. Há um ano, a taxa de letalidade era de 2,05%, em outubro era de 0,7%, no final de dezembro de 0,4% e agora é de apenas 0,19%, o que é apenas ligeiramente acima da letalidade da gripe comum em anos normais (relembro que a taxa de letalidade da gripe em anos como 2019 ou 2017 foi até bem acima deste valor atual da COVID-19). :eek:

Dois anos depois do grande avanço da pandemia, as restrições a nível mundial estão em valores mínimos. Na Ásia e em África continuam a haver maiores restrições, mas no resto do mundo cada vez há menos. A vacinação mundial com a 1ª dose também já está bem próxima do objetivo dos 70%, com um avanço claro em vários países africanos.
Começa a ser plausível que esta pandemia acabe como a da gripe espanhola - essencialmente acabará quando as pessoas decidirem que o problema já não existe, e não através de critérios científicos. Os meios de comunicação têm um enorme papel nessa perceção social, como também o facto de a doença se ter tornado mais leve. :D
 
Supostamente hoje era para ter saído o relatório, o é que não saiu até agora.
Saiu há uma hora e temos boas e más notícias. Ao ver o gráfico no relatório parece que os casos já estão a diminuir, depois da subida no início do mês (o valor do R(t) vem sempre ligeiramente atrasado). O R(t) subiu para 1.02, mas desceu de 1 na Madeira, no Centro e no Alentejo. Em Lisboa o R(t) subiu bastante na última semana, bem como no Norte, a única região na semana passada abaixo de 1. :D

Até ao momento não há influências na mortalidade e hospitalizações, que continuam a cair (mas a um ritmo inferior). :)
 
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Saiu há uma hora e temos boas e más notícias. Ao ver o gráfico no relatório parece que os casos já estão a diminuir, depois da subida no início do mês (o valor do R(t) vem sempre ligeiramente atrasado). O R(t) subiu para 1.02, mas desceu de 1 na Madeira, no Centro e no Alentejo. Em Lisboa o R(t) subiu bastante na última semana, bem como no Norte, a única região na semana passada abaixo de 1. :D

Até ao momento não há influências na mortalidade e hospitalizações, que continuam a cair (mas a um ritmo inferior). :)
E o relatório reporta casos já reportados. Até ao dia 10 já estava actualizado pelos relatórios diários. E também há um lag de 4 dias...
 
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Estive a ver os dados da primeira semana deste mês, e é interessante como a taxa de mortalidade da COVID-19 está tão baixa. A Ómicron, aliada à vacinação e à elevada infeção natural, fizeram com que a taxa de mortalidade reduzisse bastante. Há um ano, a taxa de letalidade era de 2,05%, em outubro era de 0,7%, no final de dezembro de 0,4% e agora é de apenas 0,19%, o que é apenas ligeiramente acima da letalidade da gripe comum em anos normais (relembro que a taxa de letalidade da gripe em anos como 2019 ou 2017 foi até bem acima deste valor atual da COVID-19). :eek:

Dois anos depois do grande avanço da pandemia, as restrições a nível mundial estão em valores mínimos. Na Ásia e em África continuam a haver maiores restrições, mas no resto do mundo cada vez há menos. A vacinação mundial com a 1ª dose também já está bem próxima do objetivo dos 70%, com um avanço claro em vários países africanos.
Começa a ser plausível que esta pandemia acabe como a da gripe espanhola - essencialmente acabará quando as pessoas decidirem que o problema já não existe, e não através de critérios científicos. Os meios de comunicação têm um enorme papel nessa perceção social, como também o facto de a doença se ter tornado mais leve. :D

Charneca, eu experiencia essa reducao da intensidade do virus em mim proprio.
Na primeira vez que apanhei covid em Marco de 2020, quase bati a bota (como gosto de dizer).
Em Setembro de 2021 ainda me meteu muito abaixo, mas aguentei muito melhor, e durou muito menos tempo.
Em 2022 a infeccao foi similar a uma bronquite. Muito mais sintomas na parte superior respiratoria e garganta, e muito menos nos pulmoes.
E a imunidade e' muito melhor.
A pandemia acabou.
O virus e' agora endemico e muito menos perigoso (pelo menos para a maioria das pessoas).
Para pessoas vulneraveis ainda e' um problema.
Mas e' preciso manter a cautela, nao va haver surpresas.
 
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Algo me diz que a pandemia não tarda muito vai voltar a ser um palco de atenções em todo o mundo, a par da guerra na Ucrânia. Em janeiro deste ano, quando a Ómicron assolava a Europa e os EUA a toda a força, eu afirmei que manter uma política de zero COVID neste momento, com uma variante como a Ómicron, altamente contagiosa, tem uma eficácia praticamente nula, e todos os países com estas políticas seriam afetados por uma vaga brutal. Foi essencialmente isso que aconteceu no Japão, Coreia do Sul, Singapura, Nova Zelândia e Austrália. No entanto, a China permanecia sem quaisquer efeitos, tirando uns surtos em Wuhan e Hong Kong... :unsure:

Pois bem, parece que a Ómicron chegou em força ao país depois dos Jogos Olímpicos de Inverno. Se a vacinação fosse elevada na China, uma vaga da Ómicron não seria grande problema já que a vacinação, aliada à imunidade natural, diminui de forma abrupta a taxa de letalidade da doença (em muitos países europeus é já equivalente à taxa da gripe anual, por exemplo), no entanto se não houver muita imunidade, seja ela artificial ou natural, a taxa de letalidade é de 1,5%, o que é muito elevado. A China neste momento tem um duplo problema: uma parte muito significativa da população idosa não tem sequer uma dose e os que têm levaram a vacina chinesa, que é menos eficaz. Para piorar a situação, devido à política de zero COVID, a China não tem grande imunidade natural, ainda por cima tendo em conta que a última vaga que o país teve foi em janeiro e fevereiro de 2020 e foi com a estirpe original, que era muito menos infeciosa (já para não falar dos dados censurados naquela altura). :surprise:

Hong Kong neste momento já é a pior região do mundo ao nível da letalidade por COVID-19, e a China continental segue algo atrasada mas ao mesmo ritmo de crescimento. Tudo indica que esta vaga por lá será brutal, e a eficácia das medidas do Governo chinês será muito pequena (para não dizer nula mesmo). Para além disso, a economia chinesa não cresce há vários meses devido aos muitos confinamentos seletivos e há uma bomba-relógio financeira prestes a explodir (nem preciso de dizer qual é)... :wacko:
 
Quanto a Portugal, diria que cada vez é mais certo que tenhamos uma espécie de "dia da libertação", no início de abril. Com a doença cada vez menos letal, os casos deixaram de ter sequer influência (nem os jornais falam sequer da COVID hoje em dia) e, a continuar assim, numa semana ou duas o nível zero (15 mortes em 14 dias) será atingido. :D
 
Quanto a Portugal, diria que cada vez é mais certo que tenhamos uma espécie de "dia da libertação", no início de abril. Com a doença cada vez menos letal, os casos deixaram de ter sequer influência (nem os jornais falam sequer da COVID hoje em dia) e, a continuar assim, numa semana ou duas o nível zero (15 mortes em 14 dias) será atingido. :D
A guerra na Ucrânia também tem muito que ver com o deixar de se falar da Covid
 
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Em 2022? E com vacinas? E com Omicron? LOL
A China, ao longo destes dois anos, teve uma gestão da pandemia péssima. Logo no começo escondeu uma grande parte das informações sobre o vírus, fazendo com que, quando este chegou em força à Europa, ninguém estivesse realmente preparado (acredito que, se não fosse o encobrimento inicial feito pela China, provavelmente a COVID teria acabado como a SARS ou MERS e não se teria tornado numa pandemia global). :buh:

Depois adotou a estratégia COVID-zero. A estratégia funcionou bem durante bastante tempo, tendo o país passado ao lado das vagas de diversas variantes que assolavam outros países por aquela altura - até que veio a Delta. A variante Delta, mais intensa, criou vários surtos na China, o que levou a uma intensificação dos confinamentos seletivos. Os outros países com a mesma política começaram a vacinar em massa, mas com muita organização (veja-se o exemplo da Austrália, Nova Zelândia ou Singapura), e abriram gradualmente as suas fronteiras, no entanto a China vacinou em massa mas sem organização nenhuma. Essencialmente a única coisa que interessava era vacinar o maior número de pessoas possível, já que era a única coisa relevante para a propaganda estatal chinesa. Sem querer, deixaram a população mais idosa vulnerável e sem qualquer tipo de vacinação. :rolleyes:

Todos os países que tiveram políticas de COVID-zero já as abandonaram, tirando a China. A Ómicron, entretanto, entrou em força em território chinês após a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim. Neste momento, a China atravessa o seu pior momento da pandemia, com uma mortalidade brutal, acima daquilo que seria espectável, dados os erros das suas políticas, e estão a aplicar medidas de confinamento que são um autêntico absurdo (literalmente encerram as pessoas em casa, trancando as portas para não as deixar sair). E o pior é que são completamente ineficazes com a Ómicron, já que esta variante permanece no corpo durante muito mais tempo. :facepalm:
 
Continua a tendência de descida de casos de COVID em Portugal. De facto, nota-se que a imunidade natural e vacinação elevadas levaram a um "estancamento" de uma nova vaga e gradual descida do número de casos. O número de mortes de COVID-19 também já estagnou e parece querer diminuir: :eek:
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Entretanto o "Dia da Libertação" foi adiado para a segunda metade do mês de abril, segundo especialistas. :)
 
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