Pandemia da COVID-19 2022

Essa história da variante... O número de casos em Portugal começou a subir há mais de um mês e essa subida ainda não chegou, oficialmente, a nenhum outro país da Europa Ocidental. A Omicron original demorou menos de um mês a vir desde a África do Sul e explodir no mundo inteiro. É impossível este comportamento, quando há milhões de turistas estrangeiros a virem para Portugal e vários milhares de portugueses a viajar para o exterior. Nos restantes países da Europa Ocidental o uso da máscara é menor que em Portugal, as pessoas juntam-se como cá, têm agregados familiares semelhantes aos nossos, e os números são totalmente opostos aos nossos. Não há qualquer outra explicação para isto que não seja contabilística (nos restantes países "borrifaram-se" na Covid e deixaram de testar).
No entanto, a realidade é que, até ao momento, o único país que tem realmente uma percentagem de BA.5 relevante na Europa é Portugal, e em Espanha já há regiões também a seguir o mesmo padrão de crescimento de casos. Não se trata apenas de uma questão de testes, a mortalidade de COVID-19 literalmente não engana, e no resto da Europa Ocidental não tem havido, para já, relatos de mortalidade em excesso que seriam normais neste tipo de situações (veja-se março/abril de 2020). :intrigante:
 
Só na última semana foram 292!
Que também corresponde à semana de pico de mortalidade, três semanas depois do pico de casos. Uma mortalidade que até tem sido superior àquilo que seria normal nesta linhagem porque se tem espalhado mais pelas gerações mais idosas.

Repito, a montanha pariu um rato e mandar números para o ar não é argumento, é puro sensacionalismo. :rolleyes:
 
Repito, a montanha pariu um rato e mandar números para o ar não é argumento, é puro sensacionalismo.
'Mandar números para o ar' é lidar com factos ao contrário de lidar com previsões e invenções. Factos. Ou seja, coisas com as quais lidam as pessoas que vivem na realidade.

Que também corresponde à semana de pico de mortalidade, três semanas depois do pico de casos. Uma mortalidade que até tem sido superior àquilo que seria normal nesta linhagem porque se tem espalhado mais pelas gerações mais idosas.
Ou seja, factos. Detecto aí uma certa incongruência...
 
Que também corresponde à semana de pico de mortalidade, três semanas depois do pico de casos. Uma mortalidade que até tem sido superior àquilo que seria normal nesta linhagem porque se tem espalhado mais pelas gerações mais idosas.

Repito, a montanha pariu um rato e mandar números para o ar não é argumento, é puro sensacionalismo. :rolleyes:
Então mas a montanha pariu um rato porquê mesmo?
 
Então mas a montanha pariu um rato porquê mesmo?
Porque o sistema de saúde que temos consegue suportar a carga (relembro, o pico da mortalidade pode até já ter sido atingido na semana passada), numa situação em que as restrições sanitárias são inexistentes na maioria dos locais. Todas as notícias a falarem de situações problemáticas e a relatarem a situação como o "fim do mundo" e a fazerem comparações com a situação do ano passado, que não tem qualquer semelhança com a deste ano, são simplesmente alarmismo. :unsure:

A não ser que apareça uma nova variante (o que é cada vez mais improvável pois a Ómicron varreu com qualquer outra variante que existia antes), pode-se dizer, com toda a certeza, que este é o momento de transição para a verdadeira normalidade pós-pandémica. Toda a gente será infetada, por mais que custe a muita gente saber disto (há pessoas que ainda acham que a COVID-19 vai ser vencida), e, se há altura para infetar os idosos nos lares, é agora com estas linhagens menos letais. É preciso continuar com algumas restrições em locais onde haja maior concentração de pessoas vulneráveis, mas no resto dos locais a COVID-19 já não é um problema de saúde pública. A taxa de letalidade percentual é praticamente a mesma da da gripe sazonal (<0,1%) e abaixo dos 60 anos é quase que nula neste momento. :shocking:
 
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Nunca esquecer que apesar de quase toda a gente estar vacinada, uma maioria das mortes é de não vacinados ou sem a terceira dose. Nunca pode ser esquecido este facto quando falamos de mortes por COVID-19 neste momento. É o negacionismo e medo de vacinas a também ajudar nestes número de mortes. Número de casos de pouco ou nada interessa, se quase todos são doentes ligeiros para os vacinados..

Se no início me fazia confusão os anti-mascaras ou anti-confinamentos, agora não me parece fazer qualquer sentido mais a história dos cuidados/confinamentos/aumento do número de casos. Já se fez tudo o que se podia, quem quer já está vacinado, a percentagem de mortes por infetado é muitíssimo inferior ao de 2020. Segue a banda.

Além do número de mortes ser também elevado por falta da toma da vacina, outro aspecto a não ser esquecido neste momento: saúde mental. Tem de ser dada a mensagem que a vida é para ser vivida na sua normalidade finalmente. Senão evitam se algumas mortes, mas ganham se muitos problemas mentais, pessoas ansiosas, deprimidas ou até suicídios, que já foi provado, aumentaram claramente durante a pandemia (exceto o aumento do número de suicídios que neste caso não li nada sobre o assunto).

A Covid-19 nunca vai terminar. O que tem de acontecer sempre é quem está infetado ou com sintomas fazer teste e resguardar-se. Isso deve ser o mínimo porque são apenas 7 dias de confinamento e é uma questão de respeito/civismo. Quem for provado que saiu e viveu normalmente ao saber que estava positivo, podia e devia sofrer consequências. Ainda não somos uma anarquia, ou não devíamos ser. Para mim o único aspeto a manter, porque é simples e permite viver na normalidade a esmagadora maioria do tempo. É assim que tenho funcionado. Faço teste quando estou com tosse ou algo que normalmente não tenho.

De resto, não me parece fazer sentido fazer mais.
 
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No entanto, a realidade é que, até ao momento, o único país que tem realmente uma percentagem de BA.5 relevante na Europa é Portugal, e em Espanha já há regiões também a seguir o mesmo padrão de crescimento de casos. Não se trata apenas de uma questão de testes, a mortalidade de COVID-19 literalmente não engana, e no resto da Europa Ocidental não tem havido, para já, relatos de mortalidade em excesso que seriam normais neste tipo de situações (veja-se março/abril de 2020). :intrigante:
Óbitos Covid-19 por milhão de habitantes, 28/05-10/06:

Portugal: 54
Finlândia: 35
Irlanda: 22
Grécia: 22
Espanha: 16
Itália: 14

Média de casos de Covid-19 a 7 dias por milhão de habitantes a 25/05:

Portugal: 2642
Finlândia: 296
Irlanda: 281
Grécia: 351
Espanha: 180
Itália: 390

Taxa de letalidade aproximada por Covid-19:

Portugal: 0,1%
Finlândia: 5,9%
Irlanda: 3,9%
Grécia: 3,1%
Espanha: 4,4%
Itália: 1,8%

Fonte: ourworldindata, citado neste artigo https://observador.pt/especiais/max...do-mundo-desta-vez-nao-os-estamos-a-proteger/

Parece-me evidente que em todos os países, exceptuando Portugal, existe uma enorme subnotificação do número de casos. No caso da Finlândia e da Espanha só estarão a detectar 1 em cada 50 casos positivos de Covid-19.
 
e, se há altura para infetar os idosos nos lares, é agora com estas linhagens menos letais.

Ou seja, é nossa obrigação, como bons cidadãos, estando infectados, ir visitar idosos a lares para os infectar de modo a protegê-los, é isso?
 
Ou seja, é nossa obrigação, como bons cidadãos, estando infectados, ir visitar idosos a lares para os infectar de modo a protegê-los, é isso?
Se existe coisa que nunca perdoaria a mim próprio, era estar infectado e levar à morte algum familiar meu, ficaria sempre com esse peso da consciência.

Para mais, cada pessoa reage de forma diferente ao vírus, eu nunca pensei que iria apanhar o vírus e mesmo com 3ª dose fosse parar ao hospital, mas aconteceu e isso agora leva-me a ter o mesmo cuidado ou mais para não ficar reinfectado. porque se daqui a alguns meses ficar reinfectado ninguém me garante que não vou parar novamente ao hospital.

Mais vale prevenir do que remediar. :rolleyes:
 
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Se existe coisa que nunca perdoaria a mim próprio, era estar infectado e levar à morte algum familiar meu, ficaria sempre com esse peso da consciência.

Para mais, cada pessoa reage de forma diferente ao vírus, eu nunca pensei que iria apanhar o vírus e mesmo com 3ª dose fosse parar ao hospital, mas aconteceu e isso agora leva-me a ter o mesmo cuidado ou mais para não ficar reinfectado. porque se daqui a alguns meses ficar reinfectado ninguém me garante que não vou parar novamente ao hospital.

Mais vale prevenir do que remediar. :rolleyes:

Não estás a ser amigo dos velhinhos. Estás a ser egoísta ao querer o vírus só para ti! Eu também só consegui infectar um velhinho quando podia ter infectado dezenas. Felizmente, somos uma excepção e há muita gente a trabalhar em prol da imunidade dos velhinhos (pelo menos daqueles que não morrerem) e a aproveitar bem a oportunidade.

https://observador.pt/especiais/max...do-mundo-desta-vez-nao-os-estamos-a-proteger/
 
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O excesso de mortalidade continua a aumentar Junho fora (ao contrário da tendência normal de diminuação no Verão, à excepção dos desvios provocados pelas ondas de calor). E continua a não haver nenhuma declaração oficial que justifique esta tendência.

Ontem, morreram +110 pessoas do que a média dos últimos 12 anos (+40%).
 
O excesso de mortalidade continua a aumentar Junho fora (ao contrário da tendência normal de diminuação no Verão, à excepção dos desvios provocados pelas ondas de calor). E continua a não haver nenhuma declaração oficial que justifique esta tendência.

Ontem, morreram +110 pessoas do que a média dos últimos 12 anos (+40%).
Atenção que comparar diretamente com médias de há 12 anos atrás é muito enganador porque o nosso país envelheceu (e muito) desde então
 
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Atenção que comparar diretamente com médias de há 12 anos atrás é muito enganador porque o nosso país envelheceu (e muito) desde então

Seja qual for o datum de comparação, é um valor excessivo. Estamos a falar de mais de 100 mortos mesmo em relação a 2021 e 2020 que já tinham "efeito Covid".

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