Política e economia internacional 2015

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Estado
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política externa... umas armas perdidas aqui, outras ali... a guerra não pode parar...

Pentagon loses track of weaponry sent to Yemen in recent years

Chaos in the functionally leaderless country has seen Houthi rebels reportedly take control of Yemeni military’s arms depots and bases and has left the US military unable to monitor the vast arsenal it has spent years providing to its Yemeni counterpart.

Since 2006, the US military has provided more than $400m to Yemen, according to research estimates prepared for Congress.

http://www.theguardian.com/world/2015/feb/03/pentagon-loses-track-weapons-yemen
 
Muita gente pelos vistos ainda não percebeu a "questão" do Charlie. Não se trata do direito de eu ou tu te indignares com alguma coisa. Boa parte do Charlie era um nojo que dava a volta ao estômago a muita gente. Afinal qual era o objectivo de muitos cartoons ? Era precisamente gerar reacção/indignação. Ou não ?

Toda a gente tem direito a indignar-se, podes dizer qualquer coisa que me revolte, posso até levar-te a tribunal por algo que digas e que eu ache que me ofende pessoalmente. A questão não é o meu direito de indignação com alguma coisa, é eu matar-te por causa de alguma coisa que tu disseste.

Portanto em relação ao que referiste não há problema nenhum haver reacção de alguém a algum cartoon, problema seria por exemplo alguém bombardear a sede de um jornal por causa de uns cartoons a gozar com o holocausto. Percebeste a diferença ?

A marcha em Paris foi mais pela liberdade de expressão do que a luta contra o terrorismo (estão misturados mas a primeira teve mais ênfase). As mesmas pessoas que gritaram 'horror' e 'temos o direito de dizermos o que quisermos' nada disseram quando, nos dias seguintes, muitos foram presos, incluindo o comediante francês, por fazer comentários antissemitas (se bem este termo é usado de forma igual ao dos 'comunistas' a todos aqueles que não são, de forma desmiolada, pró-zionista e pró-EUA).

A liberdade de expressão engloba o incitamento ao ódio e à violência (os cartoons fazem isso quando troçam das crenças dos outros). E haverão sempre pessoas que levarão esta última literalmente e atacarão (uns incitados e outros não). A minha intervenção referiu-se ao duplo critério existente na nossa sociedade. Uma pessoa pode troçar de um muçulmano de todas as formas possíveis. Já se troçar, por exemplo, da comunidade homossexual e outras pessoas atacarem indivíduos com essa orientação sexual - que acontece TODOS os dias -, não só os atacantes vão presos como o primeiro é acusado de expressar a sua verdadeira opinião. Aliás, porque é que não se pode troçar de um judeu sem que haja o rótulo de antissemita?

O incidente em Paris teve mais ênfase devido ao 'perigo islâmico' e à visibilidade do evento. Todos os dias morrem pessoas devido às mais diversas ideologias étnicas, religiosas e afins. Tudo o que dizemos e fazemos acarreta consequências.

Esta minha intervenção não é para contradizer mas sim tentar explorar o que escrevi anteriormente :)
 
O Banco Central Europeu suspendeu hoje a dispensa das regras de rating mínimo no uso da dívida pública grega como garantia nos empréstimos do BCE à banca comercial, dizendo que “não é possivel esperar-se nesta altura que a revisão do programa seja concluída com sucesso”. A decisão faz com que os bancos que têm dívida grega deixem de a poder dar como garantia ao BCE quando lhe pedem dinheiro emprestado. Falta de financiamento dos bancos gregos terá agora de ser compensada pelo Banco Central da Grécia.

Ainda assim, garante, o estatuto de contraparte não foi retirado aos bancos gregos. Ou seja, os bancos gregos ainda podem pedir dinheiro emprestado ao BCE, mas só se apresentarem outras garantias que não sejam dívida pública grega ou dívida garantida pelo Estado grego.

Segundo BCE, esta regra entra em vigor no dia 11 de fevereiro, na próxima semana quarta-feira, altura em que vence o empréstimo atual (que é feito a uma semana).

O BCE diz ainda que as necessidades extra que venham a ser detetadas nos bancos gregos podem ser cobertas através de empréstimos de emergência do Banco Central da Grécia, desde que cumpram as regras do Eurossistema.

Ou seja, o Banco Central da Grécia pode emprestar por si dinheiro aos bancos, mas o BCE pode opor-se caso a injeção de dinheiro no sistema com esse empréstimo possa colocar em causa as metas da inflação.

Observador

Eu tenho uma opinião diferente desta notícia (penso que a maioria crê que é uma forma de pressão do BCE ao governo). Eu também acho que é uma forma de legitimizar o QE grego. Não eram os bancos regionais que iriam assumir a compra dos títulos e a Grécia não estava incluída? Bom, a Grécia já entrou no grupo. Lá vai o banco regional grego comprar os empréstimos problemáticos dos bancos para repor o financiamento que o BCE não lhes dá. Ver-se-á a veracidade da minha conclusão.
 
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BI
 
Tratando da paz em Donestsk... pelo sim, pelo não, é preciso enviar mais armas ao exército de Kiev. Tudo porque há uns camiões que entram e saem da fronteira.
 
As forças armadas em Portugal são um assunto recorrente. Desde os submarinos ao excesso de generais há tudo um pouco. Mas não é só em Portugal. A Bélgica é um caso hilariante:

Belgium is the most extreme case, famed for its well-armed pension fund while fighting capability fades away. It spends 96pc of defence budget on salaries, retirement, and its Burgundian canteens. The share spent on military kit has been slashed to 4pc. “Military confidence is nearing the point of collapse," said Alexander Mattelear from the Vrije Universtiteit in Brussels.

Telegraph

O Putin pode atacar os países bálticos para testar a solidariedade europeia. É este o resumo do artigo supramencionado, cortesia do antigo secretário da NATO. É preciso ter cuidado com as milícias. Não vá alguma delas tentar um golpe de estado.
 
Não há nada mais hilariante que ver milhares de agricultores polacos protestarem contra a união europeia cuja política externa os impede de enviar/vender toneladas de alimentos para a Rússia...

Se a Grécia oficializasse um acordo de larga escala com a Rússia, a desestabilização no continente era total.
 
Já que é assunto dominante nestes dias, deverias era olhar para a realidade grega no que toca a gastos militares, e questionares-te se temos que os ajudar a perdoar a dívida. Os gastos militares de Portugal são infinitamente patéticos comparados aos dos gregos.

Já fiz referência há uns tempos a isso. A animosidade com a Turquia é grande. E a austeridade nunca chegou verdadeiramente ao ramo militar. Por outro lado devias aplaudir os gastos militares. Não é esse o desejo da NATO e dos EUA? Como é que nos vamos defender do islão radical criado pela própria NATO e amigos? E os russos? Não querem engolir a Europa toda?
 
Não me parece, pois os gastos militares tem diminuído nos últimos anos.

Apelo há. Mas a austeridade não permite. Por outro lado, aumenta-se a vigilância interna e a distorção da informação. Novamente, pensava que isso era algo digno de países como a China, Rússia e Coreia do Norte.

Se achas que o terrorismo é uma invenção da Nato, pronto, é mais um capítulo da auto flagelação, de que nós somos sempre os culpados de tudo.

Nunca escrevi isso. Mas se quiseres posso repetir o nome dos países onde não havia extremistas islâmicos mas agora há. Felizmente não invento as ajudas ocidentais a terroristas. Infelizmente as respetivas notícias não têm a devida atenção. Até os próprios familiares do 11 de Setembro acusam a Arábia Saudita. Mas semelhante versão não vai chegar aos livros da história.

Não. Nem EUA nem Europa querem problemas (a sério) com a Rússia, como já disse anteriormente, estão na verdade bastante preocupados com uma eventual crise económica no país devido à queda dos preços do petróleo. A última coisa que nos faltava nesta altura era instabilidade nessa região. Ainda hoje foi noticiado que o Hollande e a Merkel vão a Kiev, o que demonstra bem o nervosismo que existe.

'Nim'. A Europa está numa encruzilhada. Por um lado tem agradar aos amos do outro lado do Atlântico. Por outro sabe que sofrerá mais com um qualquer conflito. A missão diplomática é o mais sensato (não é essa versão que tenho defendido até agora?). Quando aos EUA, volto a publicar este vídeo:



Os jordanos pediram assistência aos EUA, especificamente com drones, para combaterem os jihadistas. Levaram um 'não'. Porquê? Porque Israel tem que ter a dominância militar absoluta da região. Torna-se um bocado difícil combater um inimigo (Al-Qaeda e EI) quando por um lado mata-se e por outro ajuda-se. Mas que sei eu? Aos plebeus (população) só se exige que se diga yes sir! a todas as tretas que dizem.
 
Os jordanos pediram assistência aos EUA, especificamente com drones, para combaterem os jihadistas. Levaram um 'não'. Porquê? Porque Israel tem que ter a dominância militar absoluta da região. Torna-se um bocado difícil combater um inimigo (Al-Qaeda e EI) quando por um lado mata-se e por outro ajuda-se. Mas que sei eu? Aos plebeus (população) só se exige que se diga yes sir! a todas as tretas que dizem.

Nada como um país tribal ser arrastado para a guerra... se os jordanos não têm assistência militar competente, como é que o rei mantém a autoridade no país?
 
já se perdeu a conta aos cenários de conflito em que os americanos derrubam presidentes/governos e depois perdem o controlo total da situação começando naturalmente pelos milhões de dólares em armas que desaparecem.
 
Nada como um país tribal ser arrastado para a guerra... se os jordanos não têm assistência militar competente, como é que o rei mantém a autoridade no país?

Mais cedo ou mais tarde vai dar bronca:

The UNHCR records 640,000 Syrian refugees in Jordan, though the government says the total number of Syrians is double that. The costs are huge for a poor country that is short of water, faces crippling energy costs and suffers the highest youth unemployment in the Arab world. Many schools are operating double shifts to accommodate Syrian children. Health services are overwhelmed.

Syrians, many of them highly skilled, are prepared to work for lower wages than Jordanians and even Egyptian guest workers. Rents and prices have risen astronomically. Unhappiness, frustration and anger are heard everywhere. “We have received the lower end of Syrian society,” complains a middle-class Palestinian. “In Arabic we say a fish stinks after three days. But this could go on for years.”

Jordan has been widely praised for its efforts – and received substantial cash flows to help it cope – but its patience is clearly running out. Lebanon, which has taken in 1.2 million Syrians, announced this month that it was barring entry to all but “exceptional” cases. The Jordanian government insists its border remains open. But a marked change has taken place in the last few weeks. The UNHCR recorded 6,000 refugees in September and just 250 in November. “The numbers have petered out,” says one official. “They have slowed from a trickle to almost nothing.”

Guardian

Jordan will need more than $3bn (£2bn) in aid this year to support Syrian refugees, according to the government and aid agencies working in the country.

There are currently an estimated 1.3 million displaced Syrians living in Jordan and that is putting a huge strain on local economies.

And with the conflict approaching its fourth anniversary, a sense of permanence is beginning to test Jordanian hospitality.

BBC

Há dinheiro para matar. Já para garantir um bem-estar mínimo das pessoas cujas vidas 'nós' ajudamos a destruir é outro assunto. Isso lá longe 'tá-se bem. Se às nossas costas viessem parar dezenas de milhares de refugiados eu queria ver a reação.

Quanto aos drones, é preciso recordar que os ataques são feitos com base na atividade das pessoas. Se uma pessoa qualquer APARENTAR ter um comportamento suspeito é 'dronado' sem dó nem piedade (são os chamados signature strikes). Por exemplo, em 2013 e em 2014 duas comitivas associadas a casamentos no Iémen foram atacados. 14 mortos no primeiro e 12 mortos no segundo. E depois fica tudo chocado quando os árabes querem matar ocidentais. Quem diria? De facto é algo chocante :eek:

Para terminar, uso um excerto do artigo da CNN:

Yemeni security experts have argued that drones have on numerous occasions have directly played into al Qaeda's favor, turning peaceful tribal communities into vengeful killers.

Claro que isso é um conceito que ninguém quer saber.

PS: O Iraque continua em guerra civil (sim, há limpeza étnica lá para além das ações do EI). Até o governo do Iraque está (in)diretamente a subsidiar o EI.
 
U.S. defense official said it was "no coincidence" that recent Islamic State videos of the savage executions of Jordanian and Japanese hostages showed the victims wearing orange jumpsuits, "believed by many to be the symbol of the U.S. detention facility at Guantanamo Bay."

Brian McKeon, principal undersecretary of defense for policy, made that point in prepared testimony for a Senate Armed Services Committee hearing on Thursday on the controversial facility.

He said President Barack Obama and his national security team all believe the continued operation of the Guantanamo Bay detention center "is used by violent extremists to incite local populations," McKeon said.

"It is no coincidence that the recent ISIS videos showing the barbaric burning of a Jordanian pilot and the savage execution of a Japanese hostage each showed the victim clothed in an orange jumpsuit, believed by many to be the symbol of the Guantanamo detention facility," he said.

Reuters
 
os americanos não percebem nada do medio oriente... estão a criar combatentes suicidas aos milhares. Se a monarquia saudita entra em colapso ficam sem nenhum ponto de apoio na região. E a monarquia saudita é usada pra tudo a tal ponto que não há diferença nenhuma entre eles e o ISIS.
 
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