Política e economia internacional 2015

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Estado
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A questão é mesmo essa, Portugal precisou de Programa de Assistência e cumpriu, de um modo geral. Os gregos, já tiveram dois programas, praticamente não cumpriram nada do que prometeram, e ainda queriam mais dinheiro sem dar nada em troca. Foi contra essa injustiça que Portugal e Espanha lutaram.

David Portugal não cumpriu a maior parte das medidas negociadas e não foram lançadas as bases de um desenvolvimento sustentável. As contas hoje estão mais equilibradas porque a loucura de obras públicas parou, os impostos aumentaram e há um maior controlo da economia paralela e da fuga ao fisco, ao ponto de hoje estarmos ao nível dos países nórdicos no que diz respeito à fuga ao fisco no IVA.

O nosso esforço fiscal é talvez o maior da zona euro, possivelmente 170% acima da média europeia. A Reforma do Estado não avançou, foi bloqueada não só pela Esquerda e comunicação social a ela associada como pela Direita cavaquista e pela velha guarda do CDS. Dentro do Governo havia quem soubesse que é necessário reduzir o número de concelhos ou de funcionários públicos, alterar radicalmente o modelo do SNS e da Escola pública, mudar o sistema de aposentações, tudo para tornar o Estado mais eficiente, reduzir a despesa e reduzir os impostos.

A emigração de jovens e o desemprego jovem derivam muito desta carga fiscal brutal, por exemplo, é desmotivante para um trabalhador independente saber que em de entregar cerca de 50% (entre IVA, IRS ou Segurança Social) do que ganha o Estado, e ainda tem de lidar com uma economia onde o poder de compra é baixo ou as rendas das casas e os preços de bens e serviços estão muito inflacionadas em relação ao rendimento médio das famílias.
 
David Portugal não cumpriu a maior parte das medidas negociadas e não foram lançadas as bases de um desenvolvimento sustentável. As contas hoje estão mais equilibradas porque a loucura de obras públicas parou, os impostos aumentaram e há um maior controlo da economia paralela e da fuga ao fisco, ao ponto de hoje estarmos ao nível dos países nórdicos no que diz respeito à fuga ao fisco no IVA.

O nosso esforço fiscal é talvez o maior da zona euro, possivelmente 170% acima da média europeia. A Reforma do Estado não avançou, foi bloqueada não só pela Esquerda e comunicação social a ela associada como pela Direita cavaquista e pela velha guarda do CDS. Dentro do Governo havia quem soubesse que é necessário reduzir o número de concelhos ou de funcionários públicos, alterar radicalmente o modelo do SNS e da Escola pública, mudar o sistema de aposentações, tudo para tornar o Estado mais eficiente, reduzir a despesa e reduzir os impostos.

A emigração de jovens e o desemprego jovem derivam muito desta carga fiscal brutal, por exemplo, é desmotivante para um trabalhador independente saber que em de entregar cerca de 50% (entre IVA, IRS ou Segurança Social) do que ganha o Estado, e ainda tem de lidar com uma economia onde o poder de compra é baixo ou as rendas das casas e os preços de bens e serviços estão muito inflacionadas em relação ao rendimento médio das famílias.

Concordo com tudo o que escreves. Que foi muito mais pelo aumento das receitas do que pela diminuição da despesa é (infelizmente) totalmente verdade e aí, para além daqueles que referiste, falta o Tribunal Constitucional, também ele muito culpado na situação actual.

Mas, de um modo geral, Portugal cumpriu as metas orçamentais definidas. os portugueses, principalmente aqueles que trabalham (e ainda mais os que o fazem no sector privado) fizeram um esforço brutal para cumprir metas orçamentais definidas no Memorando, e seria aberrante que quem não conseguiu cumprir fosse recompensado, que quem se põe aos gritos que não vai pagar seja recompensado. Era dar valor aos aldrabões. A partir desse momento, não haveria razão nenhuma para qualquer país cumprir as suas obrigações-
 
Bastava dizer o que disseram os irlandeses, se a Grécia tiver outras condições, nós também queremos. É mais elegante, não causa comichões, mas até é bastante mais chantagista.

Exato. Deveria ter sido a mesma afirmação do governo luso. Mas, novamente, opiniões :D

Ou achas que a Maria Luis teria peso politico para mudar o que quer que seja ?

Ora aí está. Escrevi o que escrevi mesmo por causa disso.

Já agora, toda a Europa em relação à Grécia pensa exactamente o mesmo.

E ainda assim, é impensável deixar a Grécia sair do Euro. Curiosamente, quando o gás russo começar a passar por lá o orçamento ficará muito mais equilibrado (ou pelo menos devia). No caso da Ucrânia:

One small financial benefit of an interruption would be a reduction in the cost of Ukrainian gas transit fees. The fee was around $3.05mcm/100km in 2013; and with a volume of 86 bcm and a distance of 1160 km Ukrainian transit fees may be estimated at $3.0-3.1 billion in 2013.

Supostamente a Grécia terá uma menor extensão de oleo/gasodutos. Na Ucrânia passam vários (com grande extensão). Contudo, a Grécia deverá receber um bom dinheiro.

Adição: Artigo sobre o oleoduto russo a passar pela Grécia. Israel também quer exportar gás através da Grécia. O Irão também (para a Europa mas não necessariamente pela Grécia). Tanta competição pelo gás. O Qatar é o suspeito em falta. A guerra no Médio Oriente por alguma coisa é. Os russos lá vão diversificando pela China e pela Índia.
 
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A única coisa infeliz nestes dias foi mesmo aquela expressão do Passos, da brincadeira de criança. Aí concordo, um primeiro ministro não deve dizer isso. Bastava dizer o que disseram os irlandeses, se a Grécia tiver outras condições, nós também queremos. É mais elegante, não causaria comichões, mas até é bastante mais cruel.

A frase do PPC foi para consumo interno.
Quanto à chantagem, resulta melhor se for feita baixinho, em sede própria, e com um discurso austeritário para o exterior. Não duvido que se a posição grega tivesse sido, para fora, mais moderada, as cedências por parte da Europa poderiam ter sido algumas. Mas entrando, como referiste, como um elefante numa loja de porcelanas, não dá nenhuma margem de manobras para cedências, que seriam sempre vistas como uma vitória da extrema esquerda, da berraria, e com possibilidade de contagiar outros países, sendo a consequência mais grave o fortalecimento dos partidos populistas em Espanha e França.
 
Quem olhar para os indicadores de diversos países da Europa Central como a Eslováquia ou a República Checa constata que os salários mínimos são até inferiores ao português, mas as economias estão mais saudáveis e a população destes países que saíram da URSS não quer nada com o comunismo nem com radicalismos de Esquerda. Deve ser deveras confuso para um polaco ou para um checo assistir ao festival do Syriza e do Podemos, e às exigências de parte dos gregos ou dos espanhóis, que reclamam aposentações bem cedo e salários mínimos de 750 euros.
 
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Sim, muitas coisas ficaram por fazer, apesar do mito do "ir mais além da troika". Mas politicamente alguém as defendeu em Portugal ? Não é só o TC que o David refere, alguém me consegue indicar uma única reforma estrutural que tenha sido defendida ou apoiada pela oposição em Portugal ? Basta dizerem uma, e já ficaria contente, ofereço 20€. Não houve... tal como o Syriza na Grécia nunca defendeu qualquer reforma nenhuma....

Reformas dignas desse nome houve com Álvaro dos Santos Pereira, mas aconselho a leitura do livro que lançou há uns meses, é impressionante a teia clientelar que roda em torno do poder, e que envolve os mais diversos sectores da vida económica, com os devidos prejuízos para os contribuintes, para a economia, para a concorrência.

O Secretário de Estado do Turismo tem também feito um trabalho interessante, talvez não seja mais atacado porque está numa secretaria com pouco peso mediático. Mas tem mexido com muitos interesses e apresentado resultado práticos. É um trabalho que merecia mais atenção pois deveria ser replicado noutros sectores do Estado, e é alguém que no futuro merecia mais que uma Secretaria de Estado. Até tem sido interessante ver a Esquerda a falar mal do «excesso de turistas» na capital, ou como a Esquerda se tenta logo apropriar dos rendimentos do turismo com taxas, e ainda a tentação inquisitorial de regulamentar o sector.
 
Nos EUA a DEA usava isso para apanhar traficantes de droga, produções caseiras de erva. Cá o fisco vigia os nossos consumos porque somos todos suspeitos de fuga fiscal, e ninguém se interroga se isto será normal... O pessoal ainda não se percebeu que o concurso das facturas não é só para apanhar empresas que fogem ao fisco, também é para descobrir a malta que ganha salário mínimo mas tem o pecado de comprar uns jogos da playstation ou uns sapatos mais carotes.

Depois da vigilância omnipresente virá o dinheiro exclusivamente digital como na Suécia. Fico admirado como é que não houve mais apoio governamental ao Bitcoin (porventura porque se refere a uma moeda 'independente'). Mas a caça à fuga do fisco só se aplica ao mero cidadão. Os bancos continuarão a lavar o dinheiro de uns e a esconder o de outros.
 
Ainda há pouco tempo saíram dados sobre o turismo na UE, subiu em praticamente todos os países e há por aí um estudo que diz que afinal o euro ajudou ao sector, o que contraria aqueles que defendem uma saída do euro por parte de Portugal, para alavancar o sector turístico. Mas em Portugal o turismo subiu mais que na Grécia ou em Espanha. Parte da melhoria deveu-se às companhias low cost, a Ryanair mudou radicalmente a economia na cidade do Porto, mas é preciso ter cuidado pois as modas depressa vão e vêm e o sector turístico português está excessivamente endividado, fizeram-se mega investimentos, especialmente no Algarve e nos arredores de Lisboa, campos de golfe, hotéis de luxo, grandes empreendimentos urbanísticos, e agora estão falidos. Este modelo turístico foi muito promovido pelas elites do Governo e do poder local, em detrimento de um turismo sustentável, com a divulgação do património e vantagens fiscais para as empresas e alojamentos familiares. Afinal o boom turístico deve-se a turistas que querem conhecer o nosso património, a nossa gastronomia e a nossa vida nocturna, e não a turistas que procuram campos de golfe e moradias de luxo.

Quanto ao Sec. de Estado, desde Álvaro dos Santos Pereira que se nota um atrito com o Ministério das Finanças. Enquanto Álvaro dos Santos Pereira defendia uma descida do IRC e de outros impostos, o Ministério das Finanças avançava com o fascismo fiscal.

É interessante ver como a Esquerda anda sempre com a liberdade na boca mas não diz nada em relação ao carácter intrusivo e totalitarista do fisco português. Soube há pouco tempo que com a obrigação de inventariar os proprietários dos restaurantes não podem beber uma cerveja ou uma água ou dar aos seus familiares pois automaticamente têm de declarar como venda, é este o ponto a que chegámos.

A Esquerda andou anos a fio a diabolizar as PMEs com o mito da fuga ao fisco e da economia paralela mas neste momento temos uma fuga ao IVA ao nível dos nórdicos e até nem vemos o comércio de rua que se vê noutros países mais ricos e desenvolvidos. Quem sai mais prejudicado com esta perseguição até são os mais pobres, e as grandes empresas aplaudem. Ainda hoje oiço a Esquerda com a economia paralela na boca, não haverá muito mais a fazer além de legalizar e controlar o negócio das drogas ou da prostituição, ou andar em cima das mulheres a dias e de quem faz pequenos biscates. Uma sopeira que cobre a 6 euros à hora, se for a declarar tudo, fica com um rendimento inferior 3 euros à hora... mais vale emigrar ou não trabalhar e pedir apoios à autarquia e à Segurança Social.
 
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Spiegel
 
E a República Portuguesa já paga menos que os EUA em mercado secundário pela emissão (troca) de dívida!
 


Noutras notícias, não percebo a contínua propaganda da OTAN relativamente a uma possível intervenção russa no Báltico. Dizer que a Rússia quer reconstruir a URSS, para mim, é igual a dizer que a Alemanha quer dominar a Europa mais uma vez (só que agora através de meios económicos). Ainda na onda das comparações, a OTAN é igual ao Euro. O seu único objetivo é tornar a Europa mais governável e unidirecional. Daí que a probabilidade de um qualquer membro sair da OTAN é igual à de sair o Euro: zero.
 
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Por outras palavras, a Ucrânia será muito próspera de acordo com os planos delineados pelo FMI e associados.

Outra questão interessante. Como é que um governo, empossado de forma corrupta (pré-determinado por terceiros), vai eliminar a corrupção? O peixe apodrece pela cabeça.

Na contínua cobertura de líderes políticos psicopatas e beligerantes:

Binyamin Netanyahu’s dramatic declaration to world leaders in 2012 that Iran was about a year away from making a nuclear bomb was contradicted by his own secret service, according to a top-secret Mossad document.

But in a secret report shared with South Africa a few weeks later, Israel’s intelligence agency concluded that Iran was “not performing the activity necessary to produce weapons”. The report highlights the gulf between the public claims and rhetoric of top Israeli politicians and the assessments of Israel’s military and intelligence establishment.

But the report also states that Iran “does not appear to be ready” to enrich uranium to the higher levels necessary for nuclear weapons. To build a bomb requires enrichment to 90%. Mossad estimated that Iran then had “about 100kg of material enriched to 20%” (which was later diluted or converted under the terms of the 2013 Geneva agreement). Iran has always said it is developing a nuclear programme for civilian energy purposes.

Last week, Netanyahu’s office repeated the claim that “Iran is closer than ever today to obtaining enriched material for a nuclear bomb” in a statement in response to an IAEA report.

Guardian

Mas a histeria vai continuar. O Irão vai criar uma bomba nuclear e o ocidente tem que, novamente, bombardear mais um país. Mais grave ainda é quem lê coisas como estas e continua a aceitar de forma acrítica o que lhes dizem.

Já mencionei que a CIA é uma agência que não dá cavaco a ninguém:

The CIA tried to gain access to Hamas through backchannels despite a US government ban on contact with the Palestinian Islamist movement, the spy cables show.

They suggest US intelligence has been anxious to make inroads with Hamas, or recruit agents, inside the Gaza Strip. The US designated Hamas, which won the last Palestinian election in 2006 and now runs Gaza, as a terrorist group in 1997. When Barack Obama became president in 2008, there was speculation that he might seek to establish contact, but this proved short-lived.

US law governing what the CIA can and cannot do is complex, but the agency would claim in this case no law had been broken. The agency is forbidden from providing material support to a terrorist entity, but it would be part of its job to try to recruit someone inside such an organisation as an informer or source.

A CIA spokesperson said: “[The] CIA supports the overall US government effort to combat international terrorism by collecting, analysing and disseminating intelligence on foreign terrorist groups and individuals. [The] CIA conducts those intelligence activities in compliance with the United States constitution, federal statutes and presidential directives.”

The leaked documents also include intelligence reports that Obama “threatened” the Palestinian Authority president, Mahmoud Abbas, in 2012 over Palestinian plans to seek “non-member observer status” at the UN.

Guardian

Outros dois artigos aqui e aqui.

Por fim, a CIA vai aumentar a espionagem online. Mais ainda?
 
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The French government's latest bid to tighten its belt will see it sell off thousands of cars from the 65,000-strong fleet of official state-owned vehicles. It comes after the Eylsée Palace decided to flog its finest wines as well as a luxury apartment in New York to save money.

This may be the reasoning behind Finance Minister Michel Sapin's plan to save the taxpayer a cool €150 million by making some drastic changes to the government's 65,000-strong car fleet.

The move would see all unused cars sold off, all new cars made without luxury additions like leather upholstery, and a more serious effort to buy environmentally friendly vehicles.

Sapin told French newspaper Le Parisien that he intended to see a 10 percent reduction in the fleet by 2017.

"The state has to make savings, and the smartest way to do it is to streamline expenses," he said.

Local

Only 27.4 percent of Italians trust the European Union – the lowest level among six EU countries polled by Demos, a Vicenza-based think-tank, and published in La Repubblica on Monday.

The figure is a slight dip from 29 percent last year, and compares to 28 percent in the UK; 40.5 percent in Spain; 42.1 percent in Poland; 43 percent in France, and 53.4 percent in Germany.

But it’s the Germans, despite their trust in the economic bloc, who lead the way when it comes to wanting to leaving the European single currency, with 36.8 percent saying the euro had "only brought complications" and they would like out, compared to 30.5 percent of Italians.

Local

One in five Germans believe that a revolution would be the only way to truly reform society, a study released by the Free University of Berlin on Monday shows.

Anti-capitalism, anti-fascism and anti-racism were all are prominent positions according to the study entitled 'Against state and capital – for the revolution', which has revealed a public much further to the left than previously thought.

In the report, 20% of the people surveyed agreed with the statement that "Living conditions won't be improved by reforms – we need a revolution".

A similar percentage of people said they saw the rise of a new fascism in Germany as a real danger, while as many as a third agreed that capitalism inevitably leads to poverty and hunger.

An ideological divide between the former East and West was also very prominent, with left-wing statements generally garnering more support in the eastern states.

Among Germans living in the east, 60 percent considered socialism to be a good idea that so far has merely been poorly implemented - compared to only 37 percent of people in the west.

The statement that most people (62 percent) agreed to in the survey was that German democracy isn't real democracy, because it is the economy not the electorate that has the biggest say.

This is as clear a message as any for the Federal Ministry for Family Affairs, Senior Citizens, Women and Youth, who commissioned the study as part of their 'Strengthening Democracy' initiative.

Almost 50 percent of respondents said they had noticed an increased surveillance of left-wing dissidents by police and the state.

And 27 percent fear that by spying on its citizens, Germany is on its way towards a dictatorship.

Local
 
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O Departamento de Justiça dos EUA estará a investigar algumas das maiores instituições financeiras do mundo por suspeita da prática de manipulação dos preços de metais preciosos como a prata e o ouro.

Segundo apurou o Wall Street Journal junto de fontes próximas da investigação, entre os principais alvos de escrutínio incluem-se bancos como o HSBC, Bank of Nova Scotia, Barclays, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JP Morgan, Société Générale, Standard Bank e UBS.

A investigação que se encontra ainda numa fase inicial alarga o escrutínio do Departamento de Justiça norte-americano sobre processos em curso relacionados com manipulação de "benchmarks" financeiros. O organismo está também a conduzir investigações criminais relacionadas com alegada manipulação de taxas de juro interbancárias e dos mercados cambiais.

Económico
 
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