Política e economia internacional 2015

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Estado
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Na Grécia o não aparenta estar à frente.

http://www.ekathimerini.com/198961/...ree-opinion-polls-show-no-vote-as-being-ahead

http://greece.greekreporter.com/201...y-ahead-of-yes-vote-according-to-latest-poll/

Os que já não têm perspetivas realistas de futuro nunca votariam no 'sim'. Mas ainda pode haver surpresas.

Por sua vez, o ministro das finanças grego também é culpado por espalhar meias-verdades/mentiras:

No entender do governante helénico "a razão pela qual os bancos estão a ficar sem liquidez nada tem que ver com a situação vivida pelos próprios bancos". Tudo se deve, garante, a "uma crise de liquidez politicamente planeada". Varoufakis assegura que o Banco Central Europeu (BCE) teve ordens para estancar a liquidez do sistema financeiro helénico.

http://www.jornaldenegocios.pt/econ...crise_de_liquidez_politicamente_planeada.html

Nada é dito sobre a hemorragia contínua dos depósitos fruto da instabilidade do país. Obviamente que o BCE não seria o apêndice do sistema bancário grego. A corrida - ainda maior - aos bancos era inevitável com o referendo.

Bundesbank sent a warning to the German government regarding the consequences the Grexit would have to Germany’s economy.

The exit of Greece from the Eurozone is likely to create “holes” worth billions of euros in Wolfgang Schäuble’s budget, warned Bundesbank chief Jens Weidmann, speaking to the German Cabinet last Wednesday, according to Handesblatt.

The business newspaper noted that Weidmann had warned that the costs of a Grexit would hit Bundesbank profits, which flow into the budget.

The danger comes primarily from loss of government bonds held by the ECB, as the central bank of Germany has a 1/4 share in the profits and losses of the European Central Bank.

According to the article, Bundesbank had gathered around 14.4 billion euros in order to cover the impact of the eurozone crisis, but at the moment they fear that the amount may not be enough.

http://greece.greekreporter.com/2015/07/05/bundesbank-grexit-will-cause-deficit-in-germanys-budget/

E mais um exemplo de capitalismo clientelista:

Durante os últimos 10 anos, as cadeias alemãs de supermercados Lidl e Kaufland (ambas do grupo Schwarz) receberam mais de 800 milhões de euros do Banco Mundial (BM) e do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD)

http://www.jornaldenegocios.pt/empr...illhoes_de_euros_de_investimento_publico.html
 
Projeção da Reuters: 'Sim' com 48% e 'Não 'com 52%

Projeção Mega TV: 'Sim' com 48,5% e o 'Não' com 51,5%

Projeção Instituto Metron: 'Sim' com 46% e o 'Não' com 49%

Projeção Instituto GPO: 'Sim' com 46,5% a 50,5% e o 'Não' com 46% a 51%

Projeção Mark: 'Sim' com 45% a 50,5% e o 'Não' com 49% a 54%

Projeção MRB: 'Sim' com 46% a 51% e o 'Não' com 49% a 54%

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/bce_pode_fechar_torneira_de_euros_na_grecia.html
 
Temos que perceber que a Grécia é um caso especial dentro da zona euro.

Em primeiro lugar fazem parte de outro mundo, em termos culturais são muito diferentes de nós. Os gregos têm uma cultura ortodoxa, não passaram pelo auge das Universidades na Idade Média, por cá recordo que ainda houve Coimbra, uma das mais antigas no Velho Mundo, nós somos uma Nação Cristã fundada por elites do Noroeste Ibérico, tivemos o Renascimento, e apesar da Inquisição temos sentido a influência dos grandes movimentos culturais do Ocidente. Enquanto isso, os gregos estiveram séculos debaixo da alçada dos turcos, são um país muito recente com instituições muito fracas, e os gregos são muito mal educados, conhecidos pela arrogância e pela corrupção.

Um texto a ler:
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Os gregos vão ser novamente chamados às urnas, a fim de se tentar eleger um parlamento que proporcione um governo ao país, tarefa que se afigura cada vez mais irrealizável, sendo contudo certo que a Grécia não poderá permanecer indefinidamente sem um Executivo, com ou sem euro, dentro ou fora da União Europeia, in extremis com um governo militar, de que existem precedentes não muito distantes.

A propósito da crise grega, que é o sinal mais evidente da crise europeia, e mesmo mundial, que estamos a viver, é oportuno referir o livro ΗΔΥΣΤΥΧΙΑ ΤΟΥ ΝΑ ΕΙΣΑΙ ΕΛΛΗΝΑΣ, publicado em 1975 por Nikos Dimou, que já conheceu 30 edições e foi agora editado em francês com o título Du malheur d'être Grec.

Trata-se de um conjunto de 193 aforismos satíricos sobre a identidade grega, as principais facetas dos indivíduos e da sociedade, num registo de grande ironia, cruel por vezes, certeiro em alguns aspectos, injusto em muitas apreciações, mas que, segundo o autor, é, afinal, uma "declaração de amor à Grécia".

Afirma Dimou que o livro não é de alguma forma o de um "anti-heleno", mas o de um homem profundamente preocupado com o seu país e que tenta ajudar os seus compatriotas a realizar o oráculo de Delfos: "Conhece-te a ti mesmo".

Escrito ainda no tempo da ditadura dos coronéis, que acabou em 1974, é hoje um best-seller na Grécia e até contém uma irónica referência a Portugal. O que não deixa de ser curioso, dado que decorreram mais de 30 anos.

Traduzo o aforismo 32: «No fundo, o grego ignora a realidade. Vive duas vezes acima dos sues meios financeiros. Promete três vezes mais do que pode cumprir. Afirma conhecer quatro vezes mais coisas do que realmente sabe. Ressente-se (e compadece-se) cinco vezes mais do que é capaz de se ressentir».

Nos tempos que correm, esta apreciação poderá ser julgada cruel, e é obviamente excessiva, mas evidencia uma realidade cujas consequências são agora dramáticas. E mostra também como é difícil para os gregos contemporâneos arcar com o peso dos seus antepassados clássicos, herança de que duvidava Jakob Philipp Fallmerayer (1790-1861), historiador alemão que sustentava que depois das invasões eslavas dos séculos VI e VII na Grécia, não tinha restado "uma só gota de puro sangue grego".


http://domedioorienteeafins.blogspot.pt/
 
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O bluff da Europa foi posto em causa. Ou fazem jus ao medo espalhado (saída do euro - se bem que o referendo não se debruçava sobre isso mas resvalou) ou fazem um acordo de última hora dando força a todos os outros partidos anti-euro/anti-austeridade. A segunda opção irremediavelmente põe em causa a credibilidade da UE. Os gregos lá vão acumulando bitcoins e carros. A melhor opção também está sendo adquirida.

Na Escócia a estratégia resultou. Na Grécia não. A caixa de pandora foi aberta.

Pessoalmente acredito mais no acordo de última hora. Saída temporária do euro? Quando puser um pé fora de casa já não volta. Relativamente à solução de duas moedas... a moeda interna desvalorizaria rapidamente. As receitas do turismo iam totalmente para o pagamento da dívida. Duas soluções diferentes, mesmo resultado. Se o Syriza der calote de 30% nos países, duvido que a esquerda nos outros países tenha muito futuro. Alguém vai ter que cobrir as perdas. E é o contribuinte.
 
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Ontem o chefe do Governo grego foi citado como tendo dito o seguinte sobre o relatório do FMI:


Ora, o que o relatório diz é exatamente o contrário.
Primeiro, diz que se o programa de resgate de 2012 tivesse sido implementado, a Grécia não precisaria de nenhum "alívio" (reestruturação) na sua dívida:
If the program had been implemented as assumed, no further debt relief would have been needed under the agreed November 2012 framework.
Segundo, o relatório culpa diretamente o Governo Syriza da atual crise financeira no País e da necessidade de um terceiro resgate substancial:
However, very significant changes in policies and in the outlook since early this year have resulted in a substantial increase in financing needs. Altogether, under the package proposed by the institutions to the Greek authorities, these needs are projected to reach about €50 billion from October 2015 to end 2018, requiring new European money of at least €36 billion over the three-year period
Terceiro, o FMI acrescenta que se fossem tomadas as medidas recomendadas na última revisão do programa agora terminado, a dívida grega não se tornaria insustentável:
If the program were implemented as specified at the last review, debt servicing would have been within the recommended threshold of 15 percent of GDP on average during 2016–45 . This would require primary surpluses of 4+ percent of GDP per year and decisive and full implementation of structural reforms that delivers steady state growth of 2 percent per year (with the best productivity growth in the euro area) and privatization.
Já sabíamos da difícil relação de Tsipras com os factos. Mas a rotunda falsificação do relatório do FMI em proveito da sua agenda politica interna, mentindo descaradamente aos eleitores, ultrapassa todas as medidas. O Governo Syriza fez tudo para tornar a divida insustentável e agora invoca a insustentabilidade autoprovocada para reclamar a reestruturação da dúvida. Os contribuintes dos demais países da União que paguem os irresponsáveis desmandos do Syriza.

http://causa-nossa.blogspot.pt/
 
acho delicioso dizer que os gregos saem mas o lixo neoliberal que governa a europa não sai.

Teremos de esperar pelas eleições de portugal, espanha e por aí fora.
 
Temos que perceber que a Grécia é um caso especial dentro da zona euro.

Em primeiro lugar fazem parte de outro mundo, em termos culturais são muito diferentes de nós. Os gregos têm uma cultura ortodoxa, não passaram pelo auge das Universidades na Idade Média, por cá recordo que ainda houve Coimbra, uma das mais antigas no Velho Mundo, nós somos uma Nação Cristã fundada por elites do Noroeste Ibérico, tivemos o Renascimento, e apesar da Inquisição temos sentido a influência dos grandes movimentos culturais do Ocidente. Enquanto isso, os gregos estiveram séculos debaixo da alçada dos turcos, são um país muito recente com instituições muito fracas, e os gregos são muito mal educados, conhecidos pela arrogância e pela corrupção.

Chamar racismo a isto é pouco.
 
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Poderão ficar como está o Kosovo?

O colapso argentino é sempre um modelo indicado para se perceber os problemas desse género. É um caso recente e bem documentado.

Se a saída do euro for uma realidade a próxima vez que os bancos abrirem só terão dracmas. Claro que a instabilidade civil é certa. O governo já culpou a Europa. Duvido que o discurso mude.

A saída temporária do euro também implica a conversão dos euros em dracmas para a economia interna. Daí que tenha escrito que as receitas do turismo (principal exportação) sejam integralmente canalizadas para o serviço da dívida. O estilo de vida dos gregos cai brutalmente na mesma. Haveria, ao estilo da Venezuela, restrições muito severas, ao nível das importações (que, como nós, são muito significativas). Só a médio prazo, 1 ano, haveriam melhorias à medida que as empresas se aproveitassem da mão-de-obra barata. Mas até lá a ala mais extremista da Grécia viria com todo o tipo de ameaças e atos. Um vaga de calotes em massa aconteceria na Grécia, especialmente quem tivesse empréstimos em euros (quase todos) ou dólares. Não acredito que houvesse conversão nos empréstimos estrangeiros.

A complicação de haver duas moedas num mesmo país abriria o caminho para um mercado negro de moedas, tal como acontece na Venezuela. A Grécia tem um problema de fuga ao fisco. Não melhoraria.
 
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Os gregos votaram não , seja o que la isso significa .

E triste ver um povo que a 2000 anos estava no top dos povos desenvolvidos ande a fazer estas tristes figuras , sendo agora absolutamente patéticos .

Quero ver quando o BCE fechar a torneira , se eles vão achar graça brincar aos referendos e votar em fanáticos estalinistas retrogados .

Isto ate dava vontade de rir se não afetasse toda a Europa , mas não da , e preciso tomar atitudes drásticas contra esta gentezinha do egeu .

E ainda ha tolos a defende -los .
 
Duvido que haja acordo entre a Grécia e a Troika, mas caso haja espero, que em nome da democracia, perguntem às populações dos restantes 18 países da Zona Euro se concordam com esse acordo.

Sinceramente acho que a coisa correu mal hoje ao Syriza. Não tenho grandes dúvidas de que a solução referendo foi colocada para passar a batata quente para os eleitores, e estavam todos à espera de uma vitória do Sim. Duvido que saibam o que fazer com este resultado.

Ainda ninguém criticou a aberração anti-democrática de marcar um referendo com 7 dias de antecipação?
 
Acho que são realidades muito diferentes.

Os argumentos foram muito semelhantes. A independência da Escócia seria algo com efeitos regionais. Mas a UE meteu-se ao barulho ameaçando com a permanência no mercado comum.

Só se ocorresse um milagre enorme, um golpe de rins do Syriza, em que com este voto se sentam à mesa com ar de superioridade e digam que vão negociar com enorme apoio popular mas dispostos a ceder. Seria uma possibilidade, mas não acredito nisso, pelas razões que disse em cima, das próprias fracturas que isso geraria no partido e base popular.

Duvido que Syriza durasse muito aquando de um processo, hostil ou não, da saída do Euro. Mantenho que este governo não chegará até ao fim de 2016.

Para a Grécia a saída do Euro será uma catástrofe no curto/médio prazo, para a Europa também vai ser duro, ninguém ganha nisto, nunca se deveria ter chegado até aqui.

Não será bom para ninguém por acaso. Nem para os chineses que têm um problema na bolsa (e na economia real). As corretoras vão formar um cartel para segurá-las. Só isso já devia ser um alerta vermelho. Quando lavradores e mulheres da limpeza perderem tudo vais ver o que é instabilidade interna na China. Quanto a russos... estou dividido. Podem chegar-se à Grécia para ganhos geoestratégicos. Mas isso vai afetar a Alemanha, parceira próxima de negócios. Mas no fim de contas, os Russos têm menos a perder do que chineses e americanos (já têm sanções económicas e aumentam os laços com a América Latina).
 
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