Política e economia internacional 2015

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Estado
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Ao que parece, os irmãos foram incentivados por mail:

U.S. intelligence officials say Kouachi may have lost contact with his handler in the Yemen affiliate after Awlaki was killed and that the death may have disrupted plans for Kouachi to launch an attack earlier.

That could explain why Kouachi, 34, kept a low profile for years before the attack in Paris, one official said on condition of anonymity because he was discussing internal assessments.

The U.S. highly suspects there was some direction from Al Qaeda in the Arabian Peninsula in the magazine office attack, if not directly then by encouraging it, perhaps through email, another official said.

LAT

Será que é muito caro enviar AK47 e lança granadas pelo correio?
 
E o prémio para a maior contradição do dia vai para...

Numa entrevista ao jornal norte-americano Wall Street Journal, o ministro grego das Finanças, Gikas Jarduvelis, garantiu que, nos últimos meses, os depósitos bancários se reduziram em 3.000 milhões de euros, muito menos, sublinhou, do que os 70.000 milhões dos últimos cinco anos.

"A probabilidade de uma fuga de capital é mínima. Os cidadãos percebem que os depósitos estão seguros", disse o ministro, admitindo que uma vitória do Syriza poderia "complicar os esforços da Grécia para negociar uma nova linha de crédito com os seus credores".

Em cinco anos, 70 mil milhões de euros retirados dos bancos gregos não é sinal de desconfiança. Só seria pânico se em vez dos 3 mil milhões dos últimos meses fossem retirados para aí 20 mil milhões ou algo do género. Custa muito chegar à conclusão que não sai mais dinheiro que porque quem o tem (muito) já o tirou e já não resta muito para transferir?
 
No resumo de hoje, proponho que haja uma campanha para condenar o anti-semitismo de alguns judeus. Não é que rejeitaram uma homenagem às vítimas de Paris?

A French conductor, Frederic Chaslin, who has performed with Israeli orchestras for a long time, refused to participate in a performance after Israeli Opera denied his request for a short tribute to victims of the Paris terror attacks last week.

Israeli Opera in Tel Aviv-Yaffo said in a statement that although it condemned the Paris attacks, it believed it was wrong to highlight the issue in a theater.

RT

São feitas mais sugestões para o inevitável futuro faschista da UE:

"Devíamos pensar sobre a tomada de decisões conjunta nas reformas estruturais", disse hoje Regling, durante a conferência "O que aprendemos com a crise", do Diário Económico. "A falta de reformas estruturais pode levar a divergências que podem evoluir para ameaças à estabilidade financeira dos países individuais e da zona euro como um todo. Em tais casos, a tomada de decisões conjunta dos Estados-membro da zona euro para iniciar e implementar as reformas estruturais necessárias seria um grande passo em frente", acrescentou.

Mas há mais. O presidente do MEE defende também a criação de um comissário europeu para o Orçamento, "com poderes reais", nomeadamente o poder de "rejeitar os orçamentos nacionais se eles estiverem claramente a violar as regras acordadas e arriscarem efeitos colaterais negativos no resto da união monetária". O alemão frisa que tal comissário não teria a tarefa de criar orçamentos alternativos, mas apenas pedir aos parlamentos nacionais para chegarem a acordo sobre um orçamento que fosse ao encontro das regras.

Regling reconhece que as suas ideias deverão encontrar resistência, mas assegura que é o caminho necessário para reforçar a zona euro. "Estou consciente que a maioria destas ideias iria requerer a mudança dos tratados europeus e estou consciente das dificuldades políticas e das complexidades que isso implica", frisou, até porque "a legitimidade também terá de ser reforçada se e quando for transferida mais soberania para o nível europeu". No entanto, conclui, "é importante iniciar este processo para tornar a união monetária ainda mais robusta e bem-sucedida".

Económico

Em Inglaterra, a cidade de Brimingham é dominada por Muçulmanos. Em Londres é-se agredido por não se vestir de acordo com as crenças deste últimos :rolleyes::



RT

Para eu não ser acusado de ser anti-ocidental, aqui vai uma notícia russa. Um político de S. Peterburgo manda os cidadãos cavar neve (literalmente) e não esperar pelos serviços públicos:

A St. Petersburg vice governor has responded to criticism that City Hall is failing to keep the streets clear of snow by suggesting that residents grab a shovel and do it themselves, identifying dependence on social services as "the disease of modern Russian society."

"Maybe, instead of listening to the latest episode of a series and expecting manna to fall from heaven, it would pay to invite your friends, take a shovel and put things in order, at least in your own backyard?" Albin quipped in reply to the post.

Albin added: "social dependence is the disease of modern Russian society," saying people expected a "do-gooder [to] do their dishes, maintain the yard, raise their children, protect them from foreign aggressors, and put things in order in their country and their home."

TMT

Poderá Chipre ter instabilidade devido ao petróleo e gás?

A top official from the Turkish north of Cyprus says the Greek Cypriot government has jeopardized a delicate peace process between the two long-divided sides by pursuing “hegemony” over oil and gas exploration operations in the eastern Mediterranean Sea.

“The moment of truth has come,” M. Ergun Olgun, the chief Turkish Cypriot peace negotiator, told The Washington Times, asserting that Greek-Cypriot officials must decide “whether they want power-sharing with Turkish Cypriots or to be the masters of their land only.”

WT
 
Acrescento que o Afeganistão ficou mais animado. O Estado Islâmico chega ao país:

An Afghan general has confirmed for the first time that the extremist Islamic State group is active in the country.
Gen. Mahmood Khan, the deputy commander of the 215 Corp, says that within the past week residents of a number of districts in the southern Helmand province have told him that a man called Mullah Abdul Rauf is recruiting fighters for the group, which controls large parts of Syria and Iraq.

He says Taliban insurgents are resisting the IS presence.

Some parts of Helmand are not under government control and have seen fierce fighting between the Taliban and Afghan security forces since U.S. troops pulled out more than six months ago.

A video released online Saturday purports to show militants from both Afghanistan and Pakistan pledging support to IS.

AP
 


E o Romney quer-se candidatar novamente. O modelo democrático americano é o mais cómico à face da Terra. Não só a escolha se centra em dois partidos como os colégios eleitorais dão mais valor aos votos de uns do que de outros. Um presidente pode ter mais votos populares e ainda assim perder. Uma analogia portuguesa seria os votos das ilhas valerem menos do que os votos do continente.



Muda as caras mas é sempre a mesma coisa: Bush, Clinton, Romney.
 
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Sempre que há algo relacionado com muçulmanos (já fiz referência a isto) a Fox News vai sempre buscar o mesmo personagem (que diz sempre a mesma coisa - visões extremistas - logo já se sabe de antemão o que vai acontecer) para incitar ódio no povo. Sem surpresa, depois do atentado em França quem é que o referido canal vai buscar?



É sempre a mesma coisa...

Quem não acredita basta ver a introdução de uma entrevista anterior:

 
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Relativamente ao conflito da Líbia, nunca me foquei muito nele. Mas encontrei esta notícia de Abril do ano passado (acho que nunca publiquei). As conclusões não são surpreendentes. Apenas comprovam aquilo que já se diz há muito:

The Citizens Commission on Benghazi, a self-selected group of former top military officers, CIA insiders and think-tankers, declared Tuesday in Washington that a seven-month review of the deadly 2012 terrorist attack has determined that it could have been prevented – if the U.S. hadn't been helping to arm al-Qaeda militias throughout Libya a year earlier.

She blamed the Obama administration for tacitly approving the diversion of half of a $1 billion Qatari arms shipment to al-Qaeda-linked militants.

'Remember, these weapons that came into Benghazi were permitted to enter by our armed forces who were blockading the approaches from air and sea,' Lopez claimed. 'They were permitted to come in. ... [They] knew these weapons were coming in, and that was allowed.

The weapons were intended for Gaddafi but allowed by the U.S. to flow to his Islamist opposition.

'The White House and senior Congressional members,' the group wrote in an interim report released Tuesday, 'deliberately and knowingly pursued a policy that provided material support to terrorist organizations in order to topple a ruler [Muammar Gaddafi] who had been working closely with the West actively to suppress al-Qaeda.'

O resto do artigo indica que o Gadafi queria abdicar mas que não lhe foi permitido.

Outras fontes indicam o mesmo:

The Obama administration secretly gave its blessing to arms shipments to Libyan rebels from Qatar last year, but US officials later grew alarmed as evidence grew that Qatar was turning some of the weapons over to Islamist militants, according to US officials and foreign diplomats.

But in the months before, the Obama administration clearly was worried about the consequences of its hidden hand in helping arm Libyan militants, concerns that have not previously been reported. The weapons and money from Qatar strengthened militant groups in Libya, allowing them to become a destabilizing force since the fall of Khadafy.

The United States, which had only small numbers of CIA officers on the ground in Libya during the tumult of the rebellion, provided little oversight of the arms shipments. Within weeks of endorsing Qatar’s plan to send weapons there in spring 2011, the White House began receiving reports that they were going to Islamist militant groups.

They were ‘‘more anti-democratic, more hard-line, closer to an extreme version of Islam’’ than the main rebel alliance in Libya, said a former Defense Department official.

BG

Um artigo mais detalhado sobre a influência do Qatar está aqui.

E uma prova visual do que é a Líbia por estes dias...



Incrível como é que aparece tudo nas notícias e ninguém duvida do que os governos dizem. Mas mais culpadas que as pessoas 'normais' são as agências de (des)informação que nunca exploram isto com detalhe (onde está a indignação e as primeiras páginas?). Não são bárbaras as ações dos árabes e a conivência ocidental?

Claro que a Al-Qaeda e afiliadas vão florescer e persistir. 'Nós' estamos a ajudar.
 
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Ou o governo sabe o que o povo diz ou vai haver problemas:

David Cameron could block WhatsApp and Snapchat if he wins the next election, as part of his plans for new surveillance powers announced in the wake of the shootings in Paris.

The Prime Minister said today that he would stop the use of methods of communication that cannot be read by the security services even if they have a warrant. But that could include popular chat and social apps that encrypt their data, such as WhatsApp.

Apple's iMessage and FaceTime also encrypt their data, and could fall under the ban along with other encrypted chat apps like Telegram.

Independent
 
Em poucas frases vou demonstrar o nível da politiquice atual:

- Os EUA não enviaram nenhum diplomata para a marcha em Paris;

- Paris não queria o presidente Israelita fosse na marcha. O intuito era que isto não se tornasse um conflito judeus vs. muçulmanos. Como é óbvio foi isto mesmo que aconteceu. Quanto à propaganda zionista, já fiz referência;

- Infelizmente, e no campo do aproveitamento político há pior. O Sarkozy fez de tudo para ultrapassar toda a gente e aparecer no início da marcha (as fotos aqui). As declarações (moderadas, sim, mas) vão ao encontro da indignação geral. Não admira, as eleições de 2017 estão próximas.

- Marine Le Pen acusa todos os seus colegas de profissão de aproveitamento político (aqui e aqui).
 
Não publiquei na altura (5 de Janeiro) isto mas fica o registo:

"I think the sanctions must stop now. They must be lifted if there is progress. If there is no progress the sanctions will remain," the French president Hollande said during an interview with the France Inter radio station on Monday.

"It has been costly for him...Mr Putin does not want to annex eastern Ukraine," said Hollande. "What he wants is for Ukraine not to fall into the NATO camp."

"What we want is that he respects the territorial integrity of Ukraine. What we want is that he does not support the separatists," he added.

DW

Claro que isto foi ignorado de forma geral. E com o atentado então...
 
Não é um assunto que domine completamente mas deixo aqui o pouco que sei. A China tem em mente uma enorme expansão comercial e económica com a Europa, Ásia e África:

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WSJ

Um mero exemplo disto foi a recente ligação ferroviária entre a China e Madrid.

Fazendo parte deste plano está a formação de um Banco de Desenvolvimento Asiático. Sem surpresa, os EUA (que ficam mais isolados) e o Japão (fiel servo dos primeiros) estão contra.

De resto, a China continua a sua expansão económica, nomeadamente em África, na Venezuela e com os vizinhos asiáticos.
 
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E agora em português. Basicamente indicando a contradição que já mencionei (à exceção de que não há uma análise crítica da mesma):

Desde 2001 que Chérif Kouachi estava debaixo de olho da segurança francesa, que pôs o seu telefone sob escuta até ao final de 2013. Ao Libération, uma fonte do Governo francês disse que o fim das escutas a Chérif aconteceu porque, na altura, este não parecia estar em contacto com algumas das vozes mais perigosas nos círculos islâmicos radicais.

No final de 2011, os serviços secretos norte-americanos avisaram as autoridades francesas de que o irmão de Chérif, Said, tinha estado em Omã nesse verão, passando alguns dias no Iémen. Foi nos últimos meses desse ano que Said passou a ser vigiado pelas autoridades francesas até junho de 2014, sete meses antes dos ataques de dia 7 de janeiro. As razões para a suspensão da vigilância a Said não são claras, com um jornal francês a dizer que a polícia “avançou para outros suspeitos”.

E abaixo...

Depois da difusão do vídeo, a polícia francesa procura possíveis cúmplices de Coulibaly. Como a companheira, Hayat Boumeddiene que primeiramente foi apontada como cúmplice do sequestro, mas, sabe-se agora, entrou na Turquia a 2 de janeiro, acabando por atravessar a fronteira para a Síria um dia depois do ataque ao Charlie Hebdo em Paris. Também Hayat Boumeddiene e a mulher de Chérif Kouachi mantinham uma relação próxima, tendo falado mais de 500 vezes ao telefone durante o ano de 2014, segundo o Guardian.

Observador

Se as mulheres foram vigiadas, ao menos que se diga os motivos. Havia mandatos? Quais eram as suspeitas? Eram escutas ilegais? Foram terroristas ou tinham ligações? E novamente, porque é que eles deixaram de ser vigiados e elas não?
 
Relativamente à Charlie Hebdo, a revista satírita que estava próximo da falência, ao que parece vai imprimir 5 milhões de cópias para satisfazer a procura - reacionária - da mesma população que anteriormente ignorava a publicação.

Pena que o argumento da defesa da liberdade da expressão não é aplicado a todos:

O jornal francês Le Figaro avança esta manhã que Dieudonné, o humorista franco-camaronês, foi detido pela polícia francesa no seu domicílio, em Eure-el-Loir, pelas 7.00 desta quarta-feira.

Dieudonné, que tem sido acusado de transmitir, nos seus espetáculos de humor, mensagens antissemitas, tinha escrito na sua página de Facebook " Je me sens Charlie Coulibaly" - sinto-me Charlie Coulibaly em português. A frase faz referência ao massacre na redação do Charlie Hebdo, do qual resultaram 12 vítimas mortais, mas usa o nome do jornal satírico com o apelido de Amedy Coulibaly, o responsável pelo sequestro e homicídio de quatro reféns num supermercado de produtos judaicos na porta de Vincennes, em Paris.

DN

Num outro extremo:

The largest university press in the world has warned its authors not to mention pigs or pork in their books to avoid offending Muslims and Jews.

Oxford University Press (OUP) explained that their books must take into consideration other cultures of the world and must avoid mentioning pigs or “anything else which could be perceived as pork,” the International Business Times reported.
 
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