Política e economia internacional 2015

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Estado
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Como não há duas sem três, aqui publico uma edição Tony Blair.

Aparentemente, fica-se a conhecer a grande proximidade entre o Tony Blair e o Gaddafi. Entre tantas outras coisas:

The documents show that in 2006 Libyan intelligence agents were invited to operate on British soil where they worked alongside MI5 and allegedly intimidated a number of opponents of Gaddafi who had been granted asylum in the UK. They also show that British intelligence officers provided information to their Libyan counterparts about a British man of Libyan origin who had lived in the UK since 1981 and had been granted British citizenship in 1994.

Guardian

Aliás o Tony Blair pode ser considerado como um mercenário do pior tipo:

Tony Blair gave Kazakhstan’s autocratic president advice on how to manage his image after the slaughter of unarmed civilians protesting against his regime.

Mr Blair, who is paid millions of pounds a year to give advice to Mr Nazarbayev, goes on to suggest key passages to insert into a speech the president was giving at the University of Cambridge, to defend the action.

In the letter, sent on note-paper headed Office of Tony Blair, Mr Blair wrote: “Dear Mr President, here is a suggestion for a paragraph to include in the Cambridge speech. I think it best to meet head on the Zhanaozen issue. The fact is you have made changes following it; but in any event these events, tragic though they were, should not obscure the enormous progress that Kazakhstan has made. Dealing with it [the massacre] in the way I suggest, is the best way for the western media. It will also serve as a quote that can be used in the future setting out the basic case for Kazakhstan.”

Mr Blair advised his client to insert into his speech one paragraph beginning: “I love my country. I have worked hard to help it overcome the bitter legacy of its recent history. I have been at the helm as it has dramatically made these strides in living standards, wealth and prosperity for the people... I rejoice in the essential religious tolerance of the nation that allows people of different faiths to practise those faiths freely.”

Telegraph

É deprimente ver a lavagem do discurso para amenizar e justificar atrocidades. Na arte de fazer propaganda nunca faltará emprego.

Por fim:

Tony Blair’s company is alleged to have brokered multi-million pound deals that earned £41,000 a month and two per cent commission on each transaction with an oil firm founded by a senior Saudi royal family member.

Independent
 
Última edição:
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Ainda em relação ao Bush:

George Bush has claimed he was on a mission from God when he launched the invasions of Afghanistan and Iraq, according to a senior Palestinian politician in an interview to be broadcast by the BBC later this month.

Mr Bush revealed the extent of his religious fervour when he met a Palestinian delegation during the Israeli-Palestinian summit at the Egpytian resort of Sharm el-Sheikh, four months after the US-led invasion of Iraq in 2003.

One of the delegates, Nabil Shaath, who was Palestinian foreign minister at the time, said: "President Bush said to all of us: 'I am driven with a mission from God'. God would tell me, 'George go and fight these terrorists in Afghanistan'. And I did. And then God would tell me 'George, go and end the tyranny in Iraq'. And I did."

Mr Bush went on: "And now, again, I feel God's words coming to me, 'Go get the Palestinians their state and get the Israelis their security, and get peace in the Middle East'. And, by God, I'm gonna do it."

Guardian

Ele converteu-se aos 40 e radicalizou-se, usando a religião para matar milhões em países distantes (nada mais longe da realidade mas vamos supor que foi). Pelos critérios de hoje em dia isso faz dele um terrorista e um fundamentalista (ou talvez não já que 'nós' não sabemos nem fazemos mal. Isso só os outros fazem). Duas perguntas são relevantes: 1) É ele um membro representativo da religião cristã? 2) Devemos erradicar e ostracizar todo e qualquer cristão devido às ações de poucos?

No que concerne à reconstrução do Iraque, muita coisa nunca será abertamente dita e escrita. Depois de o país ter sido mandado para a idade média, os EUA gastaram milhares de milhões na reconstrução (isto é do domínio público). O que faltou divulgar foi que o dinheiro foi quase todo para empresas americanas que quase excluíram os iraquianos da reconstrução do seu próprio país (e isto nem incluindo as construções de má qualidade e/ou inacabadas). O resultado foi um desemprego monstruoso, que associado à pobreza, foi a delícia dos países árabes e fundamentalistas que encontraram carne para canhão gratuita nas suas lutas de poder (a saga dos palestinianos é idêntica ao que acabei de escrever). Três artigos entre muitos aqui, aqui e aqui. Uma visão mais abrangente do cenário subsequente à guerra aqui.
 
Última edição:
Vou reformular o que escrevi. Não em termos políticos mas em termos económicos (para evitar as comparações com o comunismo). Só a guerra do Iraque custou 2 triliões de dólares. Com juros o custo pode chegar aos 6 triliões de acordo com o artigo. A reconstrução ficou a cargo de empresas privadas. Mais de 9 biliões de dólares desapareceram. Ou seja, foi uma transferência massiva do contribuinte americano para as empresas privadas (a dívida lá vai em 18,1 triliões). Uma pesquisa básica da 'coisa' revela que muita gente ligada ao governo americano lucrou com essa destruição toda. E o contribuinte americano vai pagar muito caro essas aventuras pelo médio oriente (até o império romano colapsou devido às dívidas).

Numa outra visão e em termos de mortes:

Comunismo > Bush > ISIS

Até nessa perspetiva básica devia-se dar mais ênfase às mortes do Bush do que os que morreram em França. Mas não é isso que acontece.

A sociedade europeia e americana está a caminhar a passos largos para o extremismo. Não para o comunismo mas para o faschismo (corporativismo no seu esplendor) . E isso deve-se em grande parte à reduzida autocrítica que existe. E com tanta comparação repetida ainda não vi resposta. Qual é o país intervencionado que está melhor?
 
Acrescento que na Líbia, os militantes lá do sítio tomaram conta do Banco Central. Têm agora acesso a >100 mil milhões de dólares. Mais uma brilhante intervenção ocidental.


Correction: this post originally states that the Benghazi Central Bank branch had $100 billion in cash and gold inside. In fact, the number in the New York Times report referred to the Libyan Central Bank's total reserves, and not to the amount stored in Benghazi. The post has been updated to reflect this fact, and we regret the error.

Read more: http://www.businessinsider.com/liby...ch-as-100-billion-inside-2015-1#ixzz3PlFgp7r3
 
Espero que o Syriza seja o princípio da destruição da união europeia. Mais países se juntem à contestação do directório neoliberal fascista.
 
Espero que o Syriza seja o princípio da destruição da união europeia. Mais países se juntem à contestação do directório neoliberal fascista.

Provavelmente o melhor exemplo da oligarquia em que vivemos é a conferência em Davos. Políticos e bilionários a discutir política e economia. Isso de governo do povo e para o povo é coisa do passado.
 
o Le Pen quer o mesmo que os liberais austríacos... os cristãos são os fundadores de tudo quanto existe e portanto é hora de pretos, judeus e árabes imigrarem pra outro lado. Ainda havemos de jurar a constituição com a mão na bílbia como certas democracias donas disto tudo fazem.
 
Estado
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