Política e economia internacional 2015

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Estado
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Dia de eleicões locais e regionais em Espanha, muito se fala no fim do bi partidarismo mas nos municipios pequenos onde como por exemplo os meus pais votaram, é a dura realidade, só por curiosidade resultados de Vilardevós, Ourense, Galicia:

Escrutado: 100 %
Concejales totales: 11
Votos contabilizados: 1842 90.65 %
Abstenciones: 190 9.35 %
Votos nulos: 14 0.76 %
Votos en blanco: 8 0.44 %

Partido concejales Votos

PP
6 1000 54.7 %
PSdeG-P.S.O.E. 5 786 43 %
B.N.G. 0 34 1.86 %
 
Afghanistan’s most prominent peace envoy held secret talks with former Taliban officials in China last week, accelerating regional efforts to bring the insurgency to the negotiating table, according to individuals briefed on the matter by the warring parties.

The two-day meeting, which took place in the northwestern Chinese city of Urumqi, was aimed at discussing preconditions for a possible peace process, those people said.

“These were talks about talks,” one diplomat said.

http://www.marketwatch.com/story/afghans-taliban-met-in-secret-china-talks-2015-05-24
 
European Central Bank President Mario Draghi has urged eurozone countries to unite in the task of reforming the bloc’s economies, saying sharing sovereignty was an opportunity and not a threat. Draghi is pushing governments not to waste the time the ECB’s money printing has bought them. Saturday’s appeal to indebted countries to clean up their finances came the day after he warned growth would remain low in the face of unemployment and low investment.

In a message read to attendees at a conference in Rome, Draghi said countries should act quickly on recommendations the central bank has made to complete economic and monetary union, many of which have not been carried out.

http://www.ibtimes.com/ecbs-draghi-urges-eurozone-unite-economic-reform-1935980
 
Partindo do princípio de que as convenções e os direitos humanos na guerra são treta porque cada lado quer ganhar o mais depressa possível e há muito ressentimento acumulado, as bombas barris na Síria têm sido notícia constante.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4436291

Sem surpresa nenhuma, a falta de bombardeamentos mais gerais por parte dos EUA tem sido criticada devido à pouca vontade em ter civis como danos colaterais, algo que o regime sírio não se pode dar ao luxo de evitar:

http://www.nytimes.com/2015/05/27/w...n-region&region=top-news&WT.nav=top-news&_r=0

Noutro assunto e para demonstrar o desfasamento entre as 'elites' e a população em geral começo por Espanha:

Mariano Rajoy teria “gostado de outros resultados” nas eleições que o seu Partido Popular venceu – passando de 37% para 27% e perdendo 500 maiorias em câmaras municipais e as sete que tinha nos 13 parlamentos regionais que foram a votos. Admitindo que o partido que governa Espanha desde 2011 tem de ser “mais próximo e estar mais perto dos cidadãos”, o primeiro-ministro assegurou que não estão previstas mudanças “nem no Governo nem no partido”.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/rajoy-admite-que-tem-de-governar-mais-perto-dos-cidadaos-1696857

Isso de um governo próximo dos cidadãos aparentemente é algo estranho.

E acabo em Bruxelas:

Christopher Pissarides diz que "a população está mais envelhecida, mas também cada vez mais saudável". E conclui que, por isso, "deviam aumentar a idade da reforma". Em, entrevista ao jornal online Observador, o Nobel da Economia em 2010 acrescenta que "não há razão para não continuar a trabalhar até aos 70 anos".

O argumento em si já é conhecido. A justificação subjacente é, no mínimo estranha, ou melhor, normal quando vista através dos olhos dos 'desfasados':

Para Pissarides, "se alguém se reformar mais cedo deve ser mais penalizado". "Se ficarem têm um incentivo para receber uma pensão maior e não há razão para não continuar a trabalhar até aos 70 anos. As pessoas com 70 anos são saudáveis, muitas pessoas importantes que estão aqui hoje têm 70 e estão a trabalhar", indicou o especialista que marcou presença no encontro anual do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra.

http://economico.sapo.pt/noticias/nobel-da-economia-defende-trabalho-ate-aos-70-anos_219380.html

Políticos, economistas e académicos que passam a carreira em secretárias, empregos públicos e universidades (públicas ou privadas é indiferente) estão muito longe de representarem a população geral. A visão 'deles' basicamente é uma reivenção do feudalismo não há muito passado:

RxZmyev.jpg


Aliás, as pessoas que se reformam cedo devem ser brutalmente penalizadas. Isso de não trabalhar é para parasitas:

Durão Barroso vai receber uma pensão vitalícia de 132 mil euros por ano, o equivalente a 11 mil euros por mês, avança o «Daily Mail».

http://www.tvi24.iol.pt/politica/pe...-vai-receber-reforma-de-132-mil-euros-por-ano
 
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Não deixa de ser surpreendente a pouca atenção dada pela imprensa aos atentados na Arábia Saudita. Está-se a falar do maior produtor de petróleo do mundo em conjunto com os aliados americanos. Não têm tradição militar. E muito menos capacidade para combater a guerra moderna, que é urbana, longa e com grandes danos humanos.



Num outro tópico, um assunto recorrente nos media americanos, como por exemplo a CNN ou a Fox News (incluo ambas para não ser seletivo) é a fraqueza americana relativamente à política externa (postura face ao EI e Rússia). Penso que há vários fatores para isso. A capacidade financeira não é a mesma de há 10 anos, o exército já está no limite da operacionalidade e a própria população já está um pouco farta da guerra. Qual é a diferença entre o Iraque e o Vietname (os EUA retiraram deste país e sabe-se os massacres que houve em seguida)? Petróleo. O Iraque não se pode tornar num estado falhado. Isso alastrar-se-ia aos vizinhos e cortaria o acesso ao crude. O Irão é o inimigo do momento. Também devido às alianças com os árabes (os Iranianos são persas). É uma luta que os EUA não podem estar excluídos e há que escolher lados. Sem surpresa nenhuma o poderio americano está a sofrer devido a uma multitude de fatores. Não denegrindo a inovação dos americanos, há vários fatores que lhes beneficiaram. A globalização é recente, tem o quê? Menos de 40 anos? A Europa experienciou 2 guerras devastadoras. Durante muito tempo a indústria americana foi suprema porque não sofreu com a guerra. Pelo contrário, floresceu com ela. O petrodólar assegurou um financiamento relativamente barato ao longo de muitos anos. Hoje em dia os fluxos de capital são mundiais. E é uma corrida para o fundo. A indústria em massa só voltará para a Europa quando voltar atrás nos seus maiores avanços: Proteção ambiental, proteção social (o estado social cresceu porque as pessoas são incapazes de ver a miséria nos seus países e por mais que os preponentes do neo-liberalismo defendam a iniciativa privada é insuficiente) e... um estilo de vida elevado quando comparando com a gigantesca maioria do mundo. Não é supresa nenhuma que a entrada da China na WTO mudou o paradigma económico. E quando a China tiver salários elevados, serão outros a ser explorados (Laos, Vietname e países africanos). E aí começa(rá) a decadência da China. Isso é o normal. Para uns terem excedentes outros têm que ter défices crónicos. Se os países do sul da Europa crescessem os países do norte iam definhar (refiro-me ao comércio intra-europa). Os colapsos económicos são inevitáveis. Sempre aconteceram com consequências bastante significativas. Aliás, os governos intervêm na economia mesmo para evitar a instabilidade em massa derivada dos colapsos económicos. Às vezes resolvem noutras apenas adiam. E o grande problema, como já referi antes, é o excesso de dívida no mundo. Um último motivo, e o texto já está muito grande, diz respeito a lutas em que não há vencedores. Desde o ano 2001 as guerras americanas incidiram em países fracos e com poucos aliados (Afeganistão e Iraque). Agora os adversários principais são a China e a Rússia (e respetivos aliados). Tal como na crise dos mísseis de Cuba não há vencedores nesse tipo de conflito logo o atacante recua. Neste caso os EUA deixaram a Rússia anexar a Crimeia e pouco poderá fazer para impedir o alastramento da China. 3º Guerra Mundial é inevitável. Mais cedo ou mais tarde virá.

Termino a minha intervenção com mais uma teoria da conspiração que virou facto. Infelizmente a histeria da imprensa só se foca numa determinada narrativa. Faltam pessoas que conjuguem tudo. Quem o faz é considerado como anti-ocidente ou coisas piores (agora em português):

 
A "lista negra" da Rússia que interdita personalidades europeias de entrar em território russo, em resposta a uma medida idêntica da União Europeia (UE), é "totalmente arbitrária e injustificada", declarou um porta-voz da diplomacia europeia.

http://www.noticiasaominuto.com/mun...ta-negra-da-russia-arbitraria-e-injustificada

De facto a elite política da Europa não é grande coisa. Já não basta dizerem coisas destas:

The European parliament has adopted a resolution calling on Thai authorities to investigate the discovery of mass graves near human trafficking centres in the south of Thailand.

The resolution urges the leaders of neighbouring countries of Indonesia, Malaysia and Thailand to provide Rohingya asylum seekers with at least temporary protection and calls on EU foreign affairs chief Federica Mogherini to address the situation "at the highest possible political level".

https://www.theparliamentmagazine.e...-must-act-following-thai-mass-grave-discovery

Quando nem sabem o que vão fazer no Mediterrâneo.

Ainda neste assunto:

Proposta da Comissão Europeia propõe recolocar 40 mil pessoas, com um incentivo de 6000 euros por refugiado recebido. Oposição de vários Estados-membros pode inviabiliziar o plano.

http://www.publico.pt/mundo/noticia...01-requerentes-de-asilo-para-portugal-1697097

6000 euros é um valor ridículo. São indivíduos sem habilitações e que vão para países com dificuldades extremas. Por fim:

British tourists say their Greek holidays are being ruined by Syrian refugees

http://www.washingtonpost.com/blogs...holidays-are-being-ruined-by-syrian-refugees/
 
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E verdade , para que uma guerra como essa nunca mais se repita , os paises europeus ( ricos e pobres ) deveriam empenhar - se mais na construção do projeto europeu .

Quem garante que uma Europa federal trará paz?

Quem garante que outro Hitler não subirá ao poder de uma Europa federal?

Quem é mais democrática. A Alemanha no tempo da 2ª GM ou a atual Europa?

São tudo boas perguntas. Não concordas?

Se formos a ver a democracia é também uma forma de opressão. Não é esse termo que se usa quando uma maioria impõe a sua vontade a uma minoria?
 
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