É o fim da linha para o governo Nacional-Socialista grego. Torna-se óbvio que todas as exigências dos países da Europa do Norte e de Leste visam apenas a queda do governo grego. As condições impostas para o 3º resgate, a serem aceites provocarão certamente a queda do governo pela perda de apoio parlamentar. Está à vista a formação de um governo de unidade nacional na Grécia, liderado por alguém de confiança das instituições europeias.
Está mais que visto que a maior parte dos membros da Zona Euro não confia neste governo para lhe emprestar mais 85 mil milhões de euros (e com razão). O governo grego entrou à bruta, sairá de mansinho, humilhado, deixando um país em condições bastante piores daquelas que encontrou quando tomou posse há 6 meses. Dá-me vontade de rir da estupidez (e sublinho a palavra porque é isso mesmo que é) de algumas alminhas lusitanas que tanto criticaram o pragmatismo do nosso governo. A sabedoria popular diz que mais vale um cobarde vivo do que um herói morto.
É verdade que havia alternativa à austeridade imposta pela Troika. As alternativas estão à vista, é só olhar para a Grécia que vai ter de escolher qual das alternativas à austeridade da Troika prefere: a perde total da pouca soberania que lhe resta ou o colapso de todo o seu sistema bancário, deixando a maior parte da população na mais absoluta miséria e rebentando totalmente com o pouco que resta do tecido económico grego.
Interessante que a posição da Grécia hoje é semelhante à da Alemanha do pós WWII. Na altura, para obter um perdão parcial da dívida e obter ajudas do plano Marshall (e da URSS no caso da Alemanha Oriental), esta teve de abdicar de toda a sua soberania. A RFA vendeu-se à NATO (ainda hoje há bases americanas na Alemanha), a RDA vendeu-se à URSS.
Em democracia a população escolhe quem os governa, e são parte responsável pelas suas acções. E depois sofre na pele. Com a devida distância (por muito louco que seja Tsipras, não chega aos calcanhares da insanidade de Hitler) os alemães cometeram o erro em 1933 de eleger o NSDAP .Os gregos em 2015 cometeram o erro de eleger o Syriza. Dois erros históricos, que deveriam servir de aviso para outras paragens (Le Pen, Podemos, e afins).