As economias emergentes entraram num círculo vicioso que está a agravar a saída de capitais. A desaceleração das economias, num cenário de
desvalorização das moedas, diminuição das receitas das exportações, com a queda dos preços das matérias-primas, e a queda da procura interna está a suscitar a saída de fundos destas economias. Em termos líquidos, a saída é já superior à entrada de capitais, invertendo a tendência que marcava os mercados emergentes nos últimos anos, nota o Financial Times.
A saída de capitais das 19 maiores economias emergentes atingiu os 940,2 mil milhões de dólares (850 mil milhões de euros), nos últimos 13 meses até Julho, de acordo com o banco de investimento NN Investment Partners, citado pelo jornal britânico. Este valor é quase o dobro dos 480 mil milhões de dólares (434 mil milhões de euros) de retirada de capitais que marcaram três trimestres da crise financeira entre 2008 e 2009, nota o banco de investimento.