Política e economia internacional 2015

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Orion, antes de mais, não é só no FB. As caixas de comentários dos jornais online também. Em segundo lugar, até acho que no FB a coisa tem mais valor: os comentários estão ligados a perfis, a maioria deles com nomes, localidade, locais de trabalho, as fotografias da praxe com os meninos na praia, etc. Esta gente existe. Pior que isso, reproduzem-se e estão encarregues da educação de crianças... Em terceiro, hás-de dizer-me onde viste nos meus comentários que se pode pôr toda a gente em Portugal (ou noutro lado qualquer), sejam eles de que nacionalidade, cor, género e religião forem, e correr tudo às mil maravilhas. Aliás, como esperar a utopia dos outros, se nós somos tão imperfeitos e todos os dias temos notícias de assassinatos, agressões, violações, abusos sexuais, violência doméstica, etc que, ainda por cima, não podemos desculpar com o Corão. exigimos aos outros um comportamento superior aos que exigimos a nós, é?
Nasci num país que há muito tempo tem mais de 4 milhões de Muçulmanos. Um país para onde todos os dias fogem Portugueses, da pobreza e da precariedade, em busca de uma vida melhor. Tomara eu que um dia o país que considero o meu possa oferecer aos seus cidadãos a dignidade que o país que me viu nascer oferece aos seus, originários de lá e 'importados'.
 
Já agora, deixo aqui o link para uma petição. Pode ser útil para alguns, pelos vistos, e eu não quero que falte nada a ninguém. É uma petição contra a construção de um centro de acolhimento de refugiados no Algarve. Alegam que é mau para o turismo. Toca a assinar, que da última vez que verifiquei, 'só' contava com 732 subscritores. No meu FB tenho outro nome para eles, mas não quero ferir susceptibilidades.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT78257
 
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Orion, antes de mais, não é só no FB. As caixas de comentários dos jornais online também.

Se uma pessoa ligar a esse tipo de comentários e levar isso muito a sério, algo vai mal. Eu se percebesse alemão via os comentários do jornais lá do sítio para ver se lá é diferente. Usar o Google Tradutor dá muito trabalho e sai tudo torto.

Em segundo lugar, até acho que no FB a coisa tem mais valor: os comentários estão ligados a perfis, a maioria deles com nomes, localidade, locais de trabalho, as fotografias da praxe com os meninos na praia, etc. Esta gente existe. Pior que isso, reproduzem-se e estão encarregues da educação de crianças...

É verdade que as pessoas escrevem no face coisas que não diriam na vida real. Também é verdade que lá fazem muitas coisas irrefletidas. Mas o que conta é na realidade. E na realidade nem toda a gente que diz coisas age em conformidade. A pressão social está sempre omnipresente. Também há muita gente que apoia pelo facebook. Mas o que interessa é o que fazem na realidade.

Tens que a certeza que és tolerante? As tuas reações intempestivas, e algumas insinuações relacionadas com a reprodução de gente com opinião diferente da tua, indicam o contrário. As pessoas tolerantes têm que ter paciência para ouvir o que não gostam e refutar de forma mais suave. Mas isso é a minha opinião. Cada pessoa com a sua.

Em terceiro, hás-de dizer-me onde viste nos meus comentários que se pode pôr toda a gente em Portugal (ou noutro lado qualquer), sejam eles de que nacionalidade, cor, género e religião forem, e correr tudo às mil maravilhas.

Eu não escrevi que foste tu. É a minha opinião. Alguns foristas, e políticos de esquerda, defendem essa posição. Junta-se tudo e pensa-se depois.

Aliás, como esperar a utopia dos outros, se nós somos tão imperfeitos e todos os dias temos notícias de assassinatos, agressões, violações, abusos sexuais, violência doméstica, etc que, ainda por cima, não podemos desculpar com o Corão. exigimos aos outros um comportamento superior aos que exigimos a nós, é?

O terrorismo com origem em fundamentalismo islâmico, nominalmente, mata poucas pessoas quando comparando com aquilo que acabaste de referir. Mas tem um impacto social extremamente grande. Não se pode nem se deve negar isto. Porque é a verdade. Muitos pagam pelas ações de poucos.

Nasci num país que há muito tempo tem mais de 4 milhões de Muçulmanos. Um país para onde todos os dias fogem Portugueses, da pobreza e da precariedade, em busca de uma vida melhor. Tomara eu que um dia o país que considero o meu possa oferecer aos seus cidadãos a dignidade que o país que me viu nascer oferece aos seus, originários de lá e 'importados'.

Na Alemanha tem havido conflitos com a extrema direita. Em Portugal até agora não tem havido. Sendo assim, podia dizer que a Alemanha é retrógada. Mas não é a minha posição. Eu acho que é uma consequência 'normal'. E a Alemanha é o país mais rico da Europa. Nem queria ver se fosse um dos mais pobres.

Já agora, deixo aqui o link para uma petição.

Falta o sítio.
 
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Syrians are caught between government bombardment of civilian areas and ruthless Islamist groups in a conflict increasingly driven by foreign powers and marked by the "spread of extremism", U.N. war crimes investigators said on Thursday.

"The war is increasingly driven by international and regional powers, primarily in accordance with their respective geostrategic interests," the report said without naming names.

"The competition among regional powers for influence has resulted...in an alarming exacerbation of the sectarian dimension, instigated by the intervention of foreign fighters and extremist clerics," the report said.

http://www.businessinsider.com/un-syrias-conflict-is-being-driven-by-world-powers-2015-9

:rolleyes:
 
O secretário-geral do PS admitiu esta quinta-feira de manhã, num encontro sobre políticas sociais em Alverca do Ribatejo, que os refugiados que Portugal venha a acolher poderão ser encaminhados para trabalho agrícola e nas florestas.

"Quando vejo o estado em que está a nossa floresta e vejo os proprietários e os autarcas das zonas de pinhal interior a queixarem-se de falta de mão-de-obra para a manutenção do pinhal, [e vejo que] está aqui tanta população habituada a trabalho agrícola, tanta população com capacidade de trabalhar nesta floresta, [pergunto:] Porque é que não criamos aqui uma grande oportunidade de recuperar um património que temos abandonado, uma nova oportunidade de vida para estas pessoas?"

http://expresso.sapo.pt/politica/2015-09-03-Costa-quer-refugiados-a-trabalhar-nas-florestas

German Companies See Refugees as Opportunity

http://www.spiegel.de/international...rtunity-for-the-german-economy-a-1050102.html

Officials Concerned by Growing Far-Right Networks

http://www.spiegel.de/international...ad-to-fears-of-racist-networks-a-1050760.html
 
Aceitar (mais) refugiados não vai impedir que mais crianças morram. Vai ser exatamente o contrário. Mais e mais pessoas quererão vir. Os responsáveis pela morte dessa criança são os traficantes de pessoas que lucram com os transportes degradados. As crianças só deixarão de morrer se os países europeus fretarem aviões e barcos para buscar os refugiados à Turquia, Líbia, etc. A Alemanha aceitará todos os sírios que cheguem ao país. Ora, os refugiados têm que chegar lá não é?
 
Banking supervisors should withhold some information when they publish stress test results to prevent both bank runs and excessive risk taking by lenders, according to a paper co-authored by a Bundesbank economist.

The paper, presented at a conference in Mannheim last week but yet to be published in its current form, says stress tests should be used to influence depositor behaviour and warns against giving too much away.

If depositors know from the watchdog that banks are in trouble, they will withdraw their cash, threatening lenders' survival and causing the panic the supervisor is trying to avoid, the paper said.

http://www.reuters.com/article/2015/09/01/europe-banks-tests-idUSL5N11738S20150901
 
Orion, já rectifiquei. Tinha-o posto mas algo de errado se passou, entretanto.
Ok, então esta malta não existe. Ou melhor, existe mas não pensa assim. Ou melhor, pensa assim mas é só da boca para fora. Na vida real são muito humanistas e, na verdade, debitam barbaridades apenas por hobby.
Sou tolerante com tudo e todos menos com a intolerância e os intolerantes. Não, não sou tolerante com racistas, xenófobos, machistas e preconceituosos em geral, principalmente porque ao longo da História os habitantes do meu país sempre tiveram por hábito mudar-se para outros países e, ainda por cima, nem sempre de forma pacífica. Ou seja, para além da repulsa que me causam, ainda sou obrigada a concluir que têm QIs inferiores ao número de dedos. Já agora, também não sou tolerante com gatunos, pedófilos, traficantes de droga, praticantes da tão tradicional modalidade da violência doméstica, enfim, sacanas em geral. E, já agora, doí-me a alma saber que gente assim está a educar crianças pois sei bem o peso que a educação e os exemplos têm na formação dos adultos de amanhã. Quanto ao resto, a nacionalidade, o género (a não ser na escolha de parceiro, naturalmente), a religião, a cor da pele, a etnia, etc são-me totalmente indiferentes. São indivíduos e é assim que me relaciono com outros seres humanos, decidindo depois se quero conviver com eles ou não. Não colo rótulos às pessoas com base nisso. Interessa-me a forma como agem, o que dizem, o que pensam, o que escrevem. É com base nisso que as avalio.
Quanto ao resto, a sério? Há problemas na Alemanha? E com a extrema-direita? Historicamente é estranho, de facto... Mas sim, tens razão, o facto de existirem, 2, 20 ou 200 já é um problema. São 2, 20 ou 200 a mais. Esta ideia de países perfeitos e civilizados ou coisa semelhante que são conspurcados com a presença dos incivilizados é uma treta descomunal. Todos os países têm problemas e problemas muitas vezes distintos e concretos. A Alemanha é, na verdade, um exemplo a seguir nesse aspecto, no acolhimento e na integração e no mercado laboral. E não acho que isso seja indissociável do povo Alemão e da sua História. Agora, dizer que alguma coisa não funciona porque há sempre quem reclame e problemas esporádicos, é irracional. Ainda assim, parece que não é isso que impede os Portugueses (e muitos outros, claro!) de irem para lá aos montes à procura de uma vida melhor. Em 1965, quanto o meu pai foi para lá, já os trabalhadores eram tratados com mais dignidade do que em pleno 2015 em Portugal. E é com tremendo pesar que o digo, pois gostaria muito que assim não fosse.
 
Não, não sou tolerante com racistas, xenófobos, machistas e preconceituosos em geral, principalmente porque ao longo da História os habitantes do meu país sempre tiveram por hábito mudar-se para outros países e, ainda por cima, nem sempre de forma pacífica.

Já agora, também não sou tolerante com gatunos, pedófilos, traficantes de droga, praticantes da tão tradicional modalidade da violência doméstica, enfim, sacanas em geral.

Se achas a cultura ocidental, e em particular a portuguesa, opressiva para as mulheres, não acho que a árabe seja melhor. Os choques culturais são inevitáveis. Por exemplo, se as autoridades portuguesas prenderem sírios que agridem as mulheres (é crime público). Isso não é propriamente crime por lá. E irá acontecer mais cedo ou mais tarde (o líder religioso muçulmano em portugal está na justiça por isso).

Continuo a achar que, entre muitas outras coisas, o influxo massivo de árabes (sejam eles muçulmanos ou não) irá ter como resultado a exclusão social, tipo a que acontece com os ciganos. Entre muitos outros problemas, haverá a exploração e competição direta com os portugueses nas tarefas de menor especialização (não há propriamente fartura de empregos). É o que acontece nos outros paises. Duvido que em Portugal seja diferente. Na imigração de antigamente não havia estado social. E o que temos será previsivelmente cortado. Não são bons ingredientes. Por outras palavras, irá acontecer em Portugal o que acontece nos outros países com populações muçulmanas significativas (será que muitos continuarão em Portugal?). Bom, pior só mesmo os Balcãs. Mas lá já houve guerra civil.

Não esquecer que irão sair de um país maioritariamente muçulmano, com restrições severas na liberdade, para um cristão, onde há liberdade para quase tudo. Na Europa há mais liberdade para criticar a religião do que o governo. É algo engraçado de facto. Vão ser mais uns indivíduos a usar as suas liberdades para tirar as dos outros. Não tenho poder para decidir. Portanto, só me resta esperar e o que vai acontecer.

A Alemanha é, na verdade, um exemplo a seguir nesse aspecto, no acolhimento e na integração e no mercado laboral. E não acho que isso seja indissociável do povo Alemão e da sua História.

A Alemanha é semelhante ao Japão. Carregam um fardo elevado. Ambos têm que se desculpar permanentemente do que os antepassados fizeram. A única diferença é que a Alemanha tem um sistema de imigração mais aberto quando comparando com os nipónicos.

Para concluir, reafirmo o que já escrevi. Europeus, laicos, pouco ou nada têm a ver com os seus vizinhos árabes. Mas eu já nem fico surpreendido. Quando leio que quem é contra o casamento gay deve ser tratado como um terrorista, pouca coisa me surpreende.

Islão significa submissão. Cristianismo baseia-se na escolha. De facto, são duas religiões iguais e com consequências sociais também elas equivalentes.
 
Portugal é um país profundamente machista, na maior parte das vezes de formas bastante subtis e encapotadas. Claro que isso não se compara com os horrores que as mulheres vivem noutros sítios e, atenção, nem todos Muçulmanos. No entanto, não é porque noutros sítios há mulheres que enfrentam barbaridades, que posso ser condescendente com as injustiças do sítio onde vivo onde há juízes que escrevem sentenças dizendo que turistas facilitaram a violação porque se puseram a jeito em plena 'coutada do macho latino' ou juízes que dizem em plena audiência que nem sempre uma bofetada de um homem numa mulher (ou vice-versa, acrescento eu!) no contexto de um casamento é violência doméstica. Quanto ao resto, quem para cá vier tem de se submeter às leis do país. Mas não vale a pena grandes preocupações, pois se elas não funcionam para os nativos, também não hão-de funcionar para os outros. Ou então, se calhar, não...
Sim, o líder da comunidade Islâmica está a braços com a justiça por violência doméstica. E? Também o Manuel Maria Carrilho está e o Paco Bandeira esteve. Se fizer extrapolações num caso, terei de as fazer nos outros e atirar umas larachas sobre Socialistas e Alentejanos, por exemplo.
Eu também acho que é capaz de dar confusão. A julgar pela quantidade de energúmenos que pululam por aí...
Já agora, não entendi: afinal a Europa é Cristã ou laica?
 
Já agora, ao contrário do mito urbano, a esmagadora maioria dos Muçulmanos, principalmente os que vivem na Europa, não ligam puto à religião. Identificam-se como Muçulmanos em termos religiosos, da mesma maneira que a esmagadora maioria dos Portugueses se considera Católica. No que toca a seguir os preceitos quer de uma, quer de outra religião, quer uns quer outros, na sua vasta maioria, faz um manguito. E muito bem, digo eu, mas isto é já a minha opinião.
 
Já agora, não entendi: afinal a Europa é Cristã ou laica?

A Europa é laica mas com um forte passado de cristianismo (nas suas várias denominações). Há uma separação pacífica entre estado e religião. Na maioria dos países árabes não há isso. Ou há teocracia ou há secularismo mantido por ditaduras militares. E o último país árabe mais ou menos democrático, a Turquia, está rapidamente a decair numa teocracia. Não vejo na Europa semelhantes movimentos.

Os movimentos islamitas crescem na Europa por algum motivo. E se crescem em países ricos, também crescem em países pobres, como o nosso.
 
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O ClaudiaRM se achas está complicado em portugal para as mulheres, tenho más noticias, temos de melhorar mas não existe muito melhor. Em grande maioria dos países os direitos das mulheres são a vida e pouco mais. O problema é que em portugal como quase toda a população nós não nos mexemos muito pelos direitos que já temos
 
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