Política e economia internacional 2015

  • Thread starter Thread starter Vince
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A Arábia Saudita poderia fazer muito mais nesta crise. São um país rico, muçulmano, com cultura idêntica e capacidade financeira para absorver todos estes "refugiados". Até porque o ISIS é em grande parte financiado por familias ricas da peninsula Arábica e muitos dos grandes projectos de construcção que têm por lá é feito através de trabalhadores contratados na Índia. Não entendo porque apenas a Europa é pressionada no sentido de receber estes migrantes.

Falando em "refugiados", porque é que estes são em sua larga maioria homens, jovens, bem vestidos e porque procuram eles um ou dois países em específico (já nem a rica Áustria serve...)? Belos smartphones que alguns têm.

A tomada de decisão da Alemanha é no mínimo irresponsável, só vai fazer com que mais e mais emigrantes ilegais tentem a sua sorte e que depois resultam em mortes e cenas de caos como as que temos visto na TV.
 
- podem participar na construção das suas próprias casas.
- podem criar as suas padarias para fabricar o pão que precisam pra comer e é diferente do nosso.
- portugal exporta carne halal... vai passar a ter consumidores de halal em muito maior numero e mais acessíveis e possíveis trabalhadores nessa indústria.
 
- podem participar na construção das suas próprias casas.
- podem criar as suas padarias para fabricar o pão que precisam pra comer e é diferente do nosso.
- portugal exporta carne halal... vai passar a ter consumidores de halal em muito maior numero e mais acessíveis e possíveis trabalhadores nessa indústria.

Tudo coisas que podem ser feitas na Alemanha. Aliás, parte disso já fazem nos campos de refugiados. Mais valia a UE apoiar a Jordânia e o Líbano financeiramente.

http://www.bbc.com/news/world-middle-east-30815084

Já escrevi. Se isso que dizes fosse economicamente exequível, a Jordânia não tinha um défice brutal:

“The international community needs to make up for the responsibility Jordan is facing. Why can’t the Gulf countries halve the price of oil to Jordan? Why can’t we allow Jordanian products and services more access to European markets?”

The view from the Jordanian government, he said, was that global interest had shifted away, to Central Africa, Ukraine and Iraq, and that Jordan, lumbering under a $20bn USD deficit, was left to bear this burden on its own. He pointed out that it took just three days to pump $9bn USD into Egypt when the country was falling. “Is the international community waiting for Jordan to fall? Must we hit a crisis point before the world responds?”

http://www.middleeasteye.net/news/r...dan-reaches-its-humanitarian-limits-402998632

Over 70 per cent of the Syrian refugees in Jordan live amongst host communities, while the rest are accommodated at the Zaatari Refugee Camp in Mafraq Governorate and the Mreijeb Al Fhoud Camp in Zarqa Governorate.

Harper said the Kingdom has been hosting waves of refugees starting with the Palestinians, Iraqis and Syrians overstraining the country's resources. "Let's not bet on the Kingdom's capacity to host more on its own."

The cost of hosting the Syrian refugees is around $2 billion. Less than half of the this — some $800 million — has been covered by international aid and humanitarian relief efforts.

The UNHCR has published its 2014 Refugee Response Plan in Jordan, with more than $260 million in budget deficit.

http://www.unhcr.org/cgi-bin/texis/vtx/refdaily?pass=52fc6fbd5&id=52c5154d8

Não vou deixar de dizer a verdade. Os refugiados necessitam de investimentos pesados e têm um retorno para economia, em termos de produção, muito desfasado. Especialmente em economias débeis como a nossa. Porque é que não se instala 3 milhões de sírios na Grécia? Pela tua lógica, o retorno financeiro seria brutal. E acrescento a Turquia:

Few have responded more admirably than Turkey, which has spent $5.6bn to provide for its Syrian guests. Turkey is not only hosting the most Syrian refugees - 1.7 million according to official figures; around 2 million unofficially - it's hosting more refugees than any country in the world. Greece grasps this better than most: It's on pace to double the 33,000 migrants that arrived last year.

http://www.aljazeera.com/indepth/op...ime-bomb-syrian-refugees-150509062906684.html
 
O ClaudiaRM se achas está complicado em portugal para as mulheres, tenho más noticias, temos de melhorar mas não existe muito melhor. Em grande maioria dos países os direitos das mulheres são a vida e pouco mais. O problema é que em portugal como quase toda a população nós não nos mexemos muito pelos direitos que já temos

Não é uma opinião, é um facto. Existe, na Europa, muito melhor. Felizmente, claro. Até porque precisamente por haver muito melhor, podemos aspirar a isso.
 
A Europa é laica mas com um forte passado de cristianismo (nas suas várias denominações). Há uma separação pacífica entre estado e religião. Na maioria dos países árabes não há isso. Ou há teocracia ou há secularismo mantido por ditaduras militares. E o último país árabe mais ou menos democrático, a Turquia, está rapidamente a decair numa teocracia. Não vejo na Europa semelhantes movimentos.

Os movimentos islamitas crescem na Europa por algum motivo. E se crescem em países ricos, também crescem em países pobres, como o nosso.


Um Conflito de Religiões é o que isto vai provocar, a Europa já não pode aguentar isto.
 
European leaders were today accused of turning the Mediterranean into a 'cemetery for refugees' after the bodies of two young Syrian boys washed up on a Turkish beach.

Turkey's president Tayyip Erdogan said EU countries 'shared the sin for every refugee who loses their life' trying to escape the Middle East for Europe.

http://www.dailymail.co.uk/news/art...stranded-refugees-continent-Britain-ZERO.html

Diz alguém que abertamente apoia fações terroristas. Mas enfim. What a joke.
 
Essa história da laicidade, levava-nos muito longe. Passei anos a estudar em escolas públicas, portanto laicas, com crucifixos nas paredes e com a religião e Moral no currículo, apesar de facultativa.
Anyway, esta treta de 'ai os refugiados vão dar cabo disto tudo e roubar-nos os poucos empregos que há' já nem sequer é nova. Mudam é os protagonistas. Primeiros foi com os 'pretos' que vinham lá das Áfricas, seres caracterizados como selvagens que se andavam a matar uns aos outros. Aliás, os primeiros até foram os ditos 'retornados', que voltavam para a metrópole que já não era a terra deles, como se dizia na altura, para roubarem trabalho aos verdadeiros Portugueses. Depois foi com a malta dos Palop, a seguir eram os Brasileiros que vinham eles para roubar e matar e elas para andar na vida. Depois foi com o pessoal de Leste que vinham para cá roubar e matar, de tão habituados que estavam às guerras e conflitos. A ignorância é a mesma, muda quem a profere e o alvo. A verdade é que muitos deles deram de frosques e fizeram muito bem. Resta-me ter fé nos mais novos. Para bem deste país.
 
Essa história da laicidade, levava-nos muito longe. Passei anos a estudar em escolas públicas, portanto laicas, com crucifixos nas paredes e com a religião e Moral no currículo, apesar de facultativa.

Estados ateus não são muito melhores. Nos estados comunistas (onde o ateísmo é a norma) não são grande coisa na tabela das liberdades. Os melhores países do mundo têm o cristianismo como pano de fundo. É inegável.

Anyway, esta treta de 'ai os refugiados vão dar cabo disto tudo e roubar-nos os poucos empregos que há' já nem sequer é nova. Mudam é os protagonistas.

Depende. A falta de instrução deles não rouba empregos em toda a linha. Os mais fracos são os primeiros a serem explorados. Têm trabalhos de má qualidade mas consomem recursos. Alguém tem que pagar a conta. Os trabalhadores qualificados fogem em Portugal. Não são sírios com baixa instrução que vão salvar a economia. Até à bem pouco tempo ouvia-se histórias de médicos ucranianos a trabalhar nas obras. Nem nesse campo há emprego como já houve. Portugueses têm mais em comum com ucranianos (que é bem pouco) do que com árabes, independentemente do país.

Mudam é os protagonistas. Primeiros foi com os 'pretos' que vinham lá das Áfricas, seres caracterizados como selvagens que se andavam a matar uns aos outros. Aliás, os primeiros até foram os ditos 'retornados', que voltavam para a metrópole que já não era a terra deles, como se dizia na altura, para roubarem trabalho aos verdadeiros Portugueses. Depois foi com a malta dos Palop, a seguir eram os Brasileiros que vinham eles para roubar e matar e elas para andar na vida. Depois foi com o pessoal de Leste que vinham para cá roubar e matar, de tão habituados que estavam às guerras e conflitos. A ignorância é a mesma, muda quem a profere e o alvo. A verdade é que muitos deles deram de frosques e fizeram muito bem. Resta-me ter fé nos mais novos. Para bem deste país.

Discurso abrangente e inconsequente. Já escrevi que não é aceitação de refugiados que vai impedir que mais crianças estejam mortas na praia com a cabeça na areia por mais que digam isso na TV. Agora é o aproveitamento politico do costume. Quando há escassez há conflito. E a Europa não tem condições para albergar centenas de milhares (os 100 mil são uma piada; foram as chegadas de Junho). A falha de integração dessa gente toda dará bronca mais cedo ou mais tarde. As economias moribundas na Europa não darão as oportunidades que essa gente, com todo o direito, procura. Depois esses refugiados tornam-se o novo RSI. Desprezados por receberem dinheiro e não fazerem nenhum. E com o desprezo vem a discriminação social e conflitos étnicos (que podem ser ou não ser religiosos).
 
Os judeus que fugiram da europa para a américa deixaram a america na miséria. Foram só 3 ou 4.

Não apoias os refugiados, eu apoio.

Os estados laicos não têm nenhum problema com heranças religiosas. Aprende-se de pequeno a NÃO IR à missa, mesquita ou sinagoga.
Não és contra as guerras, eu sou.
Se as monarquias do golfo são corruptas e criminosas, alguém de fora as apoia.
 
Não vou deixar de dizer a verdade. Os refugiados necessitam de investimentos pesados e têm um retorno para economia, em termos de produção, muito desfasado. Especialmente em economias débeis como a nossa. Porque é que não se instala 3 milhões de sírios na Grécia? Pela tua lógica, o retorno financeiro seria brutal.

Quanto gasta a turquia em brinquedos militares? Será que os brinquedos militares terão ALGUMA VEZ NA VIDA retorno?
 
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