Política e economia internacional 2015

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Estado
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Relacionado com o tema da eleição de Corbyn como líder dos trabalhistas britânicos, seria interessante mostrar as últimas sondagens para as eleições legislativas em Espanha. Durante vários meses os órgãos de comunicação social portugueses publicavam todas as sondagens, mas entretanto deixaram de falar nelas. Porque será? Resultados das últimas 4 sondagens, realizadas por 4 empresas diferentes:

http://www.larazon.es/documents/10165/0/video_content_3554230_20150831042235.pdf

http://www.electograph.com/2015/09/spain-august-2015-myword-poll.html

http://www.electograph.com/2015/09/spain-september-2015-tns-demoscopia-poll.html

http://www.electograph.com/2015/09/spain-august-2015-simple-logica-poll.html

E não é que o PP vence tranquilamente em todas, estando o Podemos (que algumas pessoas julgaram que teria a mínima hipótese de formar governo) a uma distância entre 12 e 20%, sendo que numa das sondagens aparece em 4º lugar?
 
O " Podemos " foi um balão que se foi enchendo a custa do " efeito Syrisa " , mas que começou a esvaziar quando esse efeito implodiu . E vai continuar a esvaziar por completo ou ate rebentar entretanto .

Não são os consultores de chavistas que vão salvar a Europa , de certeza absoluta , por mais que alguns anarquistas amantes da teoria do caos assim o desejem .
 
E não é que o PP vence tranquilamente em todas, estando o Podemos (que algumas pessoas julgaram que teria a mínima hipótese de formar governo) a uma distância entre 12 e 20%, sendo que numa das sondagens aparece em 4º lugar?

Excelente conclusão... em nenhuma das sondagens o PP fará governo... a menos que o faça com o PSOE.
 
Só quem não conhece os ingleses pode dizer uma coisa destas, até parece que ninguém aprendeu nada com as últimas eleições. Com este partido trabalhista na Inglaterra, as eleições serão um passeio para os conservadores. A Inglaterra não é a Grécia.

Vamos ver se não é a Grécia... o primeiro twitt do Cameron é muito animador.
 
Após os atentados em Paris, a dirigente do partido de extrema-direita Frente Nacional pede a suspensão do Espaço Schengen para que os franceses "recuperem o controlo das suas fronteiras".

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4338858&page=-1

Opinião de uma 'extremista'. O que é que os 'moderados' fizeram?

O ministro alemão do Interior acaba de anunciar a introdução temporária do controlo de fronteiras. O Acordo de Schengen ficará assim suspenso, em resposta ao afluxo invulgarmente alto de refugiados que tem estado a verificar-se.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/alemanha-suspende-acordo-de-schengen_n858080

É interessante de facto. A Merkel diz: 'Aceitaremos todos os que vierem'. Mas logo a seguir: 'A Alemanha não pode aceitar todos e os restantes membros têm que partilhar o fardo'.

Ignorando o facto de que os burocratas continuam a mandar bitaites demagógicos que nunca mandariam se fossem apenas PM de um determinado país (ex: Juncker) há algo mais preocupante:

A majority of French people are in favour of sending troops to fight Islamic State militants in Syria, a prospect that President Francois Hollande has flatly ruled out, a poll released on Sunday showed.

Some 56 percent of those questioned were in favour of a ground intervention as part of an international coalition, according to an Ifop poll for Sunday newspaper Le Journal du Dimanche.

http://www.euronews.com/newswires/3...h-people-favour-sending-troops-to-syria-poll/

Face a esta afirmação completamente alucinante:

Obama: Putin largely to blame for Syrian crisis, says Russian strategy is ‘doomed to failure’

http://www.washingtontimes.com/news/2015/sep/11/obama-putin-largely-blame-syrian-crisis/

Resta a pergunta: Quem é que vai substituir o Assad? Os rebeldes? A Líbia ainda nem está unida.

A group of Syrian rebels that includes fighters trained by the United States have declared their refusal to fight al-Qaida’s affiliate in the country, the Nusra Front, following a series of kidnappings by the militant group.

A source in Division 30, which has endured a campaign of kidnappings by the Nusra Front, said they also oppose the American air strikes carried out in the last few days against the al-Qaida-linked fighters.

The statements complicate the American strategy in Syria, which has suffered a string of setbacks and delays, deploying just over 50 fighters dedicated to fighting the terror group Islamic State in the year since its programme to train and equip rebels began.

http://www.theguardian.com/world/2015/aug/06/syrian-rebels-nusra-front-al-qaida-kidnapping

Ainda na Europa outra afirmação alucinante:

O sistema de governação económica e monetária dos 19 países da zona euro não vai gerar o crescimento necessário para atingir o pleno emprego nem reduzir a dívida, disse hoje o membro do Banco Central Europeu Benoit Coeure.

http://economico.sapo.pt/noticias/m...nacao-da-zona-euro-e-insuficiente_228633.html

O diagnóstico está errado. Logo o tratamento que está a ser proposto também o será:

Debt ratios have reached extreme levels across all major regions of the global economy, leaving the financial system acutely vulnerable to monetary tightening by the US Federal Reserve, the world's top financial watchdog has warned.

The Bank for International Settlements said the wild market ructions of recent weeks and capital outflows from China are warning signs that the massive build-up in credit is coming back to haunt, compounded by worries that policymakers may be struggling to control events.

"We are not seeing isolated tremors, but the release of pressure that has gradually accumulated over the years along major fault lines," said Claudio Borio, the bank's chief economist.

The Swiss-based BIS said total debt ratios are now significantly higher than they were at the peak of the last credit cycle in 2007, just before the onset of global financial crisis.

http://www.telegraph.co.uk/finance/...merging-market-maelstrom-as-Fed-tightens.html
 
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Angela Merkel will expect David Cameron to drop his opposition to an EU army in exchange for supporting Britain’s renegotiation, the Telegraph has been told.

The German chancellor will ask Britain to stand aside as she promotes an ambitious blueprint to integrate continental Europe’s armed forces.

It comes as Jean-Claude Juncker, president of the European Commission, said Britain will get a deal if it gives the green light to a raft of powerful new EU institutions..

A Berlin source said agreeing not to “block” Mrs Merkel's defence plans is a “favour” that she would seek from Mr Cameron as he looks for her support in the renegotiation.

“If you want favours, you have to give favours,” the source said.

"If Cameron wants a 'flexible Europe', he must let other members integrate further. Yes - opt out, opt out, opt out - and then shut up.”

http://www.telegraph.co.uk/news/wor...ck-EU-army-in-exchange-for-renegotiation.html

Os povos ocidentais têm pouca tolerância a baixas. Quanto mais um conflito se prolongar mais o povo fica cansado de enterrar os seus (e 'esquece-se' dos motivos iniciais). As guerras ocidentais são longíquas, diminuindo a perceção da relevância do conflito (daí a importância de se relembrar mediante ataques terroristas). Um exército europeu, como todas as outras medidas 'socialistas', será bem recebida pelos países em dificuldade. Será, claro, mais uma instituição dominada pelos países mais ricos. Quanto à OTAN, não creio que vá ser uma competição. Quanto muito será mais fácil enviar cidadãos de todos os países para defender os interesses de poucos (ex. as recorrentes intervenções francesas em África). A OTAN será sempre a supra-instituição (é preciso ter cuidado com o EI, Rússia, China, Irão e mais algum que certamente aparecerá). Curioso estou eu para ver o destino de nações não muito interessadas no federalismo (ex. Hungria). É um bom alvo para os golpes de estado misteriosos.
 
Última edição:
Sunday 14 October 2001

President George Bush rejected as "non-negotiable" an offer by the Taliban to discuss turning over Osama bin Laden if the United States ended the bombing in Afghanistan.

Returning to the White House after a weekend at Camp David, the president said the bombing would not stop, unless the ruling Taliban "turn [bin Laden] over, turn his cohorts over, turn any hostages they hold over." He added, "There's no need to discuss innocence or guilt. We know he's guilty". In Jalalabad, deputy prime minister Haji Abdul Kabir - the third most powerful figure in the ruling Taliban regime - told reporters that the Taliban would require evidence that Bin Laden was behind the September 11 terrorist attacks in the US, but added: "we would be ready to hand him over to a third country".

The offer came a day after the Taliban's supreme leader rebuffed Bush's "second chance" for the Islamic militia to surrender Bin Laden to the US.

http://www.theguardian.com/world/2001/oct/14/afghanistan.terrorism5

:rolleyes:
 
Versão oficial: EUA ajudam Taliban a combater os soviéticos após a invasão.

Versão real:

According to former CIA Director Robert Gates, US intelligence services began aiding the anti-Soviet Union mujahideen six months ahead of the Red Army’s invasion.

Brzezinksi said he convinced Carter to sign the first directive for secret aid to opponents of the pro-Soviet regime in Kabul on July 3, 1979 in an effort to goad the Red Army into invading, in a 1998 interview.

“I wrote a note to the president in which I explained to him that in my opinion this aid was going to induce a Soviet military intervention,” said Brzezinksi.

The former National Security Advisor’s plan was a success: the Afghan quagmire forced the Soviet Union to stay in the Central Asian state for a decade.

http://www.aljazeera.com/archive/2003/04/2008410113842420760.html
 
France has turned down Russian leader Vladimir Putin's call to join him and Syrian leader Bashar al-Assad in fighting the Islamic State. French PM Manuel Valls said on Tuesday the only solution to the Syria crisis was through a political transition that would see Assad leave power.

https://euobserver.com/tickers/130288

The top U.S. military commander for the Middle East admitted Wednesday that only "four or five" U.S.-trained fighters remain on the battlefield in Syria, leading to accusations from lawmakers that the program is a "joke" and "total failure."

http://www.foxnews.com/politics/201...i-isis-fighting-force-at-4-or-5/?intcmp=hpbt1
 
Tendo visto partes dispersas do debate republicano ontem/hoje de madrugada na CNN não sei quem será o candidato. Mas sei quem seguramente não será eleito: Rand Paul. E não é que a dada altura diz, em pleno debate, que os países do Golfo não aceitam refugiados e que os sauditas apoiam os jihadistas? Mas essa nem foi a pior deixa. Os candidatos fartaram-se de usar a retórica militar intimidatória do costume (e depois admiram-se porque é que a sua influência está a diminuir). Nesse campo, Rand Paul novamente fala em paz e reduzir os conflitos militares em que os americanos se devem meter. Algo que não cai bem no eleitorado :nono:.

De vez em quando o debate ficava estranho. Os ataques ao presidente percebem-se devido à sua relevância. Mas aqui e ali um candidato republicano desatava a criticar a Hillary Clinton, como se ela fosse já a candidata democrata (Marco Rubio foi um exemplo).

De facto é um país que tem muitas semelhanças com os romanos. O enorme complexo militar que está a desgastar o país financeiramente e emocionalmente mediante a mutilação física e psicológica de dezenas de milhares. Isso e a permanente procura da glória para a nação/sentimento de superioridade moral (face aos bárbaros). Algo que foi novamente ecoado por Marco Rubio relativamente ao acordo com o Irão (ele literalmente disse que os EUA têm a superioridade moral para impor sanções ao Irão).

Ainda em relação ao acordo com o Irão, foi um tema recorrente: rasgar o acordo. Falou-se dos recorrentes cânticos de lá que dizem 'morte à américa' (cuja origem não é assim tão difícil de se perceber tendo em conta os golpes de estado que já se fez lá e a aliança ocidental com os sunitas contra os xiitas). De facto são 100 mil milhões que o Irão irá receber. E boa parte dele vai para a modernização militar. Outra tirada relevante foi a acusação de alguns candidatos, dizendo que o Irão é o principal financiador de fações terroristas (é o que dá não olharem para si próprios).

Salvo erro, o debate democrata está marcado para dia 13 de Outubro na CNN.
 
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