Tal como o referendo as novas eleições apenas serviram para o Tsipras se salvar. As eleições serviram para afugentar a base radical do partido. Nesse campo não foram eleições totalmente 'sinceras' mas sim mais uma elaborada manobra política. Os gregos estão a ser encornados por um político igual aos que o antecederam. Se a dissidência não fosse tão grande o Tsipras teria implementando as políticas sem eleições. Mas indo à minha publicação anterior:
Vai livrar-se de quê? Ele esteve envolvido num acordo ainda mais duro do que os anteriores (que eu acredito que viria inevitavelmente mas ele estava no local errado à hora errada. Mas o Tsipras acelerou). O Tsipras continua a encantar o povo com mentiras descaradas. A situação não vai melhorar a curto-prazo.
Em conclusão o Tsipras conseguiu algo notável. Pegou num partido desconhecido e radical, trouxe-o para a ribalta e destruiu completamente tudo o que defendia tornando-o no que é atualmente, um partido democrático de esquerda, pró-europeu e gestor de um programa de austeridade. Não são as pessoas que ele afugentou que estavam mal inseridas no partido. Ele é que se pôs nessa posição. Se o Syriza é um partido de extrema-esquerda e o Tsipras é moderado, o que é que ele está fazendo na liderança do partido?
Não sei porque diacho me citas e depois colocas questões, presumo que retóricas, a que eu não posso (nem quero) responder. Não sou o Tsipras, não sou do Syriza, não sou Grega. Se fosse, nem sei sequer em quem teria votado. Tal como no caso Português, só saberia em quem não votar. O que tu achas das eleições Gregas é um problema teu. Eu limitei-me a dar a minha opinião e a constatar o facto de a democracia em funcionamento noutro país causar tantos engulhos a quem, em Portugal, deveria estar muito mais preocupado com outras coisas.
