Política e economia internacional 2015

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Estado
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Continuando o segmento do fascista alemão. A 16 de Abril deste ano ele disse isto no instituto Brookings:

In some other member states it’s very difficult to get structural reforms in relation to labor market implemented. If you discuss with my French friends whether it’s Michel Senpa, whether it’s Emanuel Macron, they can tell you a long story about how difficult it is in French public opinion. And, of course, political parliamentary majorities to convince that factual reforms in the labor market are needed. Spain did. Spain was, by the way, forced by the institutions -- what we used to call troika -- in the programs and it was very successful.

France would be happy if someone could force the parliamentary, but that’s democracy. It’s difficult to get. As long as you give them a way out, you will never get the hard decisions you have to take and that is what I call -- you know, any democratic system, in my long experience, tends to take the more comfortable decision, if you have the alternative to do so. And you have only get tough and long-term needed decision if you have no more comfortable alternative, therefore, I am thinking we must give the right incentives.

p.12:

http://www.brookings.edu/~/media/ev...0416_germany_eurozone_schauble_transcript.pdf

Penso que os 'incentivos' são óbvios.

Sem surpresa nenhuma, este tipo há alguns anos teve uma alcunha bastante esclarecedora:

Schauble is known as a hard-nosed minister who has been in and out of various German governments since 1984. During his stint as interior minister, his plan to upgrade Berlin's security strategy was referred to as Stasi 2.0.

https://www.stratfor.com/analysis/germany-bailout-greece

Porquê?

Within the framework of new anti-terror legislation, the minister intends to expand Germany's surveillance structure significantly and, among other things, give the police automatic access to digital passport photos and fingerprints that will in future be stored on German identification documents.

The minister has also proposed expanding video surveillance of public spaces, and automatic scanning and database comparison of vehicle license plates traveling or parked on public roads.

The German government already gave its approval Wednesday to a draft law that would require telephone operators to save call records for at least six months -- in a move that data protection advocates fear will compromise citizens' rights.

The law, which Zypries said is needed to bring German regulations in line with European Union law, would require saving data regarding who makes contact, and when.

But growing controversy surrounding such plans has prompted Merkel and SDP leader Kurt Beck to call for a round of talks among coalition leaders. Merkel's chief of staff in the chancellery, Thomas de Maiziere, is reported to have been asked to schedule a meeting "as quickly as possible," to give ministers an opportunity to re-establish common ground with regard to anti-terror policies.

http://www.dw.com/en/german-interior-minister-described-as-security-risk/a-2447732

e até queria antecipar-se aos americanos:

While the Christian Democrats still want to see the German constitution changed to allow for German troops to be used as an internal security force, the Social Democrats are vehemently against the plans. Opposition parties also disagree with constitutional changes.

The opposition parties -- the liberal FDP, the Greens and the Left party -- are likewise against the German army, the Bundeswehr, aiding police forces within German borders. The parties warned of a "militarization" of internal security forces.

Schäuble, a member of Chancellor Angela Merkel's Christian Democrats, is eager to relieve pressure on police by using troops to secure venues.

http://www.dw.com/en/grand-coalition-debates-domestic-use-of-bundeswehr/a-1998140

But others, particularly Interior Minister Wolfgang Schäuble, have argued that the military needs a clear constitutional mandate to respond in case of terrorist attack.

"The use of military means must be allowed to defend against attacks that have the quality of a military offensive, even if they aren't carried out by troops aligned to a specific country," Schäuble told SPIEGEL in a 2006 interview. "We have to make the effort to amend the constitution."

Schäuble has been nothing if not persistent in his efforts to keep the debate alive. While a number of his colleagues, including Defense Minister Franz Josef Jung of the CDU and Justice Minister Brigitte Zypries of the SPD, have made noises in favor of allowing domestic military deployment, Schäuble keeps pushing the envelope. He was a backer of a law passed in 2005 to allow the air force to shoot down hijacked planes that pose a threat to populated areas.

http://www.spiegel.de/international...oyment-remains-taboo-in-germany-a-585276.html

De facto, é um bom candidato. Um político fascista para uma Europa fascista:

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Olha, afinal há mais quem reflicta e questione as sondagens e os seus desacertos. Fico mais descansada.

http://economico.sapo.pt/noticias/sondagens-falham-por-falta-de-investimento_229495.html

Recurso a sondagens mais baratas, com amostras pequenas e através de telefone fixo, resulta em desfasamentos face aos resultados.
leições e referendo na Grécia, referendo da Escócia, últimas eleições no Reino Unido.

O que têm em comum? O desfasamento dos resultados eleitorais face ao que foi divulgado nas sondagens antes da ida à urnas.

No domingo voltou a acontecer na Grécia. Dois dias antes da votação as sondagens apontavam para um empate técnico e não era garantido que os dois partidos que hoje formam Governo (Syriza e os Gregos Independentes) iriam conseguir uma maioria absoluta. Acabou por acontecer o contrário.

As sondagens "falham" e por vezes "há de facto alguma dificuldade em perceber porque acontece", assume a directora de estudos da Marktest, Barbara Gomes. Por isso, os técnicos dos estudos de sondagens "devem ter a preocupação em saber o que falhou" para que se possam afinar e corrigir as questões técnicas e metodológicas. Opinião contrária tem Rui Oliveira Costa: as sondagens "não falham".

Isto porque são o "retrato de um momento" das intenções de voto, "não são previsões de resultados eleitorais", defende. Oliveira Costa não vê, portanto, "nada" para afinar e "nenhum outro método" alternativo para que se cheguem a resultados mais exactos.

Mas Diogo Agostinho, um dos autores do livro "Insondáveis Sondagens" diz que caso os partidos e os meios de comunicação social investissem mais nas sondagens seria possível conseguir resultados mais exactos. "Há uma tendência para recorrer às sondagens mais baratas que têm as amostras mais pequenas e são realizadas apenas através do telefone fixo", alerta. O que acaba por "enviesar os resultados", porque com a limitação do telefone fixo são inquiridos apenas "reformados e jovens, estando excluída a população activa". Além disso, "quem vota à direita sente-se menos à vontade em revelar o sentido de voto", sendo difícil contabilizar estes votos, ao contrário de "quem vota à esquerda que revela com mais facilidade".

Portugal e o empate técnico

A duas semanas dos portugueses irem às urnas as sondagens apontam para um cenário de empate técnico. Os politólogos ouvidos pelo Económico não arriscam uma previsão dos resultados mas salientam o efeito das sondagens junto dos partidos. Já junto das pessoas têm um efeito pouco mobilizador, garantem.

"As sondagens influenciam fundamentalmente os candidatos, as estratégias e as mensagens", diz António Costa Pinto, sublinhando que "são úteis para o futuro" dos partidos. "Há uma influência directa nos partidos porque há um acompanhamento diário que resulta em flutuações de ânimo ou mudanças de estratégia", remata João Cardoso Rosas. O professor de Ciência Política dá mesmo o exemplo de António Costa que radicalizou o discurso nos últimos dias. "O PS tinha um discurso mais brando e a partir do momento que as sondagens não apontam numa mobilização está a endurecê-lo.
Isso é muito visível".

Mas, no que toca em mobilizar o eleitorado, as sondagens não têm o mesmo resultado.

"A abstenção é gerada por causas mais profundas: o desencanto com o sistema e o esvaziamento da democracia", diz Cardoso Rosas. Costa Pinto complementa referindo o "efeito menor" das sondagens junto de um segmento "pequeno da sociedade que aposta sempre em quem vai à frente". Mas lembra: "Ninguém ganha ou perde eleições por causa das sondagens".
 
Eu já fiz um estudo da área médica e de facto as pessoas mentem muito mesmo quando os questionários são anónimos. E sei que mentem porque fui eu que recolhia os inquéritos, conhecia os participantes e fui eu que tratei os dados, sabia de quem eram muitos questionários. Por dever ético nunca comentei as respostas, mas... sei que houve mentiras. E mentiram na idade, peso, altura, tipo corporal, hábitos de sono e noutros dados.

Para um questionário ser bem feito... as pessoas terão de entrar numa urna de voto e responder sem ninguém estar à volta a «ver». Mas fazer algo assim implica gastar dinheiro. Implicaria ir para várias cidades com urna e questionar aleatoriamente os transeuntes. Mas isto seria uma má amostragem. Excluiria quem estivesse a trabalhar àquela hora, doentes hospitalizados, idosos em lares. É muito complicado portanto fazer uma boa amostra e conseguir respostas verdadeiras.

Há um caso clássico que se fala em Epidemiologia médica. Uma sondagem feita há décadas antes das eleições nos EUA. A sondagem dava larga vitória aos republicanos mas venceram os democratas. Isto porque foi feita por telefone... e eram apenas as classes mais altas que tinham telefone em casa, e os mais abastados votam tradicionalmente nos republicanos.
 
Estivessem as sondagens a dar os mesmos resultados que há dois meses (PS destacado na frente) e essa notícia teria saído? Já aqui escrevi, e volto a dizê-lo: de modo esmagador, as sondagens nos últimos anos têm estado bastante certeiras. Claro que se entrevistassem 1 milhão de pessoas através de voto em urna poderiam estar ainda mais certeiras, mas não é esse o objectivo das sondagens.

O jornalista que escreveu o artigo revela uma ignorância extrema em apontar erros nas sondagens no Reino Unido, onde as sondagens acertaram em cheio (os 3 principais partidos tiveram uma votação dentro da margem de erro da última sondagem realizada por cada centro de sondagens).
 
Estivessem as sondagens a dar os mesmos resultados que há dois meses (PS destacado na frente) e essa notícia teria saído? Já aqui escrevi, e volto a dizê-lo: de modo esmagador, as sondagens nos últimos anos têm estado bastante certeiras. Claro que se entrevistassem 1 milhão de pessoas através de voto em urna poderiam estar ainda mais certeiras, mas não é esse o objectivo das sondagens.

O jornalista que escreveu o artigo revela uma ignorância extrema em apontar erros nas sondagens no Reino Unido, onde as sondagens acertaram em cheio (os 3 principais partidos tiveram uma votação dentro da margem de erro da última sondagem realizada por cada centro de sondagens).

Se teria saído, não faço ideia. Não fui eu que o escrevi. Se eu tinha feito a mesma pergunta? Sim. Não foram apenas estas sondagens a levar-me a questionar. E dentro destas sondagens, nem sequer foi a coligação à frente o que mais me fez franzir o sobrolho. Bloco de Esquerda à frente do PC e ambos com votações baixas, principalmente o PC, foi o que me fez questionar. A ver vamos...
 
Estivessem as sondagens a dar os mesmos resultados que há dois meses (PS destacado na frente) e essa notícia teria saído? Já aqui escrevi, e volto a dizê-lo: de modo esmagador, as sondagens nos últimos anos têm estado bastante certeiras. Claro que se entrevistassem 1 milhão de pessoas através de voto em urna poderiam estar ainda mais certeiras, mas não é esse o objectivo das sondagens.

O jornalista que escreveu o artigo revela uma ignorância extrema em apontar erros nas sondagens no Reino Unido, onde as sondagens acertaram em cheio (os 3 principais partidos tiveram uma votação dentro da margem de erro da última sondagem realizada por cada centro de sondagens).

Está a acontecer uma coisa curiosa em relação às sondagens este ano, todas as noticias sobre as sondagens espalhadas pelos canais noticiosos na internet estão cheias de comentários a dizer que são encomendadas, que são forjadas pelo governo, chega a ser ridículo e ao mesmo tempo comovente ver os xuxualistas a "chorarem" de desespero pelos resultados que as sondagens apresentam.

Quando não se gosta dos resultados as sondagens estas passam a ser forjadas, aldrabadas, enfim... :rolleyes:

Mas veremos se as sondagens estão certas, se não estiverem certas será um enorme falhanço e um abalo enorme na credibilidade das entidades que as fazem.
 
Última edição:
Não vejo como as sondagens possam ser aldrabadas ou forjadas. O que pode acontecer é a amostra ser ridiculamente pequena (a crise assim obrigada!) ou a metodologia ser fraquita. Pelo que entendi, nestas sondagens diárias, pior ainda, porque de um dia para o outro só muda um quarto da amostra, pelo que a amostra só é totalmente renovada de quatro em quatro dias. Ficaria muito surpreendida se os números do Bloco e do PC fossem aqueles. Mesmo que as sondagens estejam erradas e por muito, nada mudará. Estamos em Portugal. Os falhanços, as mentiras e os enganos são o prato do dia e totalmente aceites por uma grande parte da população.
 
Está a acontecer uma coisa curiosa em relação às sondagens este ano, todas as noticias sobre as sondagens espalhadas pelos canais noticiosos na internet estão cheias de comentários a dizer que são encomendadas, que são forjadas pelo governo ou encomendadas, chega a ser ridículo e ao mesmo tempo comovente ver os xuxualistas a "chorarem" de desespero pelos resultados que as sondagens apresentam.

Quando não se gosta dos resultados as sondagens estas passam a ser forjadas, aldrabadas, enfim... :rolleyes:

Mas veremos se as sondagens estão certas, se não estiverem certas será um enorme falhanço e um abalo enorme na credibilidade das entidades que as fazem.

Nenhuma empresa de sondagens idónea (existem outras que funcionam por encomenda, mas não é o caso que estamos a falar) quer, ou está interessada, em falhar. É a sua credibilidade que está em jogo. As sondagens são aquilo que são: a dimensão da amostra determina a margem de erro, e essa é sempre referida. As sondagens também reflectem a realidade actual do eleitorado, sendo que as diárias reflectem a evolução das tendências. A extrapolação percentual efectuada (que também já foi falada) resulta de factores de cálculo que são optimizados e resultam da experiência e do histórico de outras eleições. Eu já trabalhei para uma empresa de sondagens e "grosso modo" tomei conhecimento de algumas destas coisas. A verdade e voltando ao início é que as sondagens não costumam falhar na realidade actual (e não a futura, daí serem actualizadas). Agora falhar... ninguém nestas empresas o deseja.
 
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Reactions: MSantos
Around 70 US-trained Syrian rebel fighters allegedly surrendered a weapons stockpile to the extremist Jabhat al-Nusra group after crossing the Turkish border. There have been conflicting reports as to whether the recruits betrayed the US or were captured.

The Telegraph cited sources claiming that the “moderate” rebel group, known as Division 30, had surrendered their weapons to the Al-Qaeda affiliated fighters in Syria.

The British newspaper quoted a Twitter statement from a man claiming to be a member of Jabhat al-Nusra named Abu Fahd al-Tunisi: “A strong slap for America... the new group from Division 30 that entered yesterday hands over all of its weapons to Jabhat al-Nusra after being granted safe passage.”

http://www.rt.com/news/316247-us-syrian-rebels-surrender-nusra/
 
Se teria saído, não faço ideia. Não fui eu que o escrevi. Se eu tinha feito a mesma pergunta? Sim. Não foram apenas estas sondagens a levar-me a questionar. E dentro destas sondagens, nem sequer foi a coligação à frente o que mais me fez franzir o sobrolho. Bloco de Esquerda à frente do PC e ambos com votações baixas, principalmente o PC, foi o que me fez questionar. A ver vamos...

A sondagem da Católica dá 9% à CDU e 8% ao BE. Somando mais 2 ou 3% de Livres a afins daria cerca de 20%, o melhor resultado de sempre da esquerda radical desde o PREC. Não em parece que seja baixo.
 
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