Política e economia internacional 2015

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Scarred Riverbeds and Dead Pistachio Trees in a Parched Iran

http://www.nytimes.com/2015/12/19/w...d-pistachio-trees-in-a-parched-iran.html?_r=0

Iran is in the grip of a seven-year drought that shows no sign of breaking and that, many experts believe, may be the new normal. Even a return to past rainfall levels might not be enough to head off a nationwide water crisis, since the country has already consumed 70 percent of its groundwater supplies over the past 50 years.

Always arid, Iran is facing desertification as lakes and rivers dry up and once-fertile plains become barren. According to the United Nations, Iran is home to four of the 10 most polluted cities in the world, with dust and desertification among the leading causes.

In Tehran, officials barely managed to keep the water running this summer as reservoirs shrank to dangerously low levels. Subsidies for water and electricity encourage overconsumption in urban areas. Isa Kalantari, a former minister of agriculture, warns that more than half of Iran’s provinces could become uninhabitable within 15 years, displacing millions of people.

Where there are no longer rivers and lakes to be tapped, desperate farmers and municipalities are turning to dwindling groundwater supplies. Drillers report that they are increasingly coming up dry, even at depths of more than 600 feet. When they do find water, they say, it is often polluted with heavy metals and arsenic, released as the drill bits break through sediment.

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The head of drought and crisis management for the Iranian Meteorological Organization reports that 10 of the country’s provinces have been grappling with seven consecutive years of drought.

Shahrokh Fateh told the Mehr News Agency on Wednesday September 2 that large parts of Semnan, Tehran, Markazi, Mazandaran, Khorasan Razavi, Southern Khorasan, Fars, Bushehr, Khuzestan and Kermanshah Provinces have been experiencing drought for the past seven years.

He added that another 19 provinces have also been experiencing milder levels of drought.

The country has been dealing with the effects of low rainfall and drought for the past seven years, and experts say the situation will persist for at least anther 20 years.

The water crisis has also been exacerbated by the unregulated exploitation of underground waters and the overuse of dams for agricultural projects.

http://en.radiozamaneh.com/news/ten-provinces-suffering-seven-year-drought/

Um caso semelhante ao da Síria. Só que há gás natural e petróleo para mitigar. Ainda assim, ao mínimo de instabilidade haverá mais repressão estatal. O Irão tem quase 80 milhões de pessoas.
 
Domingo são as eleições em Espanha... será o fim do bi partidarismo, os meus pais votam pela 1ª vez para o Governo Central de Madrid...
Eu se votasse seria no BNG!:lmao::lmao::lmao:
 
O Ciudadanos roubou parte do eleitorado ao PP. E tem o apoio da Economist...

O líder não vai coligar-se com Rajoy...

A queda do PP e do PSOE são consequências da ineficácia na luta contra a corrupção e os interesses corporativos. Os espanhóis estão cansados de escândalos e de leis feitas à medida de pequenos interesses com ligações ao poder.
 
O " Podemos " e o" Ciudadanos " estão, respetivamente para o " PSOE " e o " PP " um pouco como o " PCP/ BE " e o " CDS " estão, respectivamente, para o " PS " e o " PSD ".

Desde o início da democracia, em Portugal, além dos dominantes PS e PSD, uma parte com algum significado da esquerda sempre votou PCP/BE e uma parte da direita votou CDS.

Em Espanha, pelo contrário, sempre predominaram dois blocos fortes, um de esquerda e outro de direita, liderados respetivamente pelo PSOE e pelo PP. E sem grande espaço para outros partidos.

O que está a acontecer é uma redistribuição do eleitorado quer da esquerda quer da direita.

Fenómeno comum a muitos países da Europa.
 
Eu cá fico muito contente com o fim da hegemonia da alternância crónica responsável pela corrupção endémica e interesses instalados de partidos aparentemente rivais mas que sempre se uniram para conservar o poder e tudo o que ele traz. Faço votos para que a votação seja o mais equilibrada possível de forma a que seja essencial, para governar, estabelecer acordos com outras forças políticas que não as do costume.
 
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interessantes resultados em espanha se se verificar que é impossível um governo com o partido popular... já devem estar a ser emitidos imensos passaportes para muita gente fugir do país.
 
Há uns tempos publiquei esta notícia:

http://www.bloomberg.com/news/artic...unning-dry-of-water-spell-end-of-desert-wheat

E agora complemento:

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In this series of four Landsat images, the agricultural fields are about one kilometer across. Healthy vegetation appears bright green while dry vegetation appears orange. Barren soil is a dark pink, and urban areas, like the town of Tubarjal at the top of each image, have a purple hue. Credit: NASA/GSFC

http://www.nasa.gov/topics/earth/features/saudi-green.html

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http://sawea.org/pdf/FutureOfSaudiArabianWaterAquifers.pdf

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http://www.fao.org/giews/countrybrief/country.jsp?code=SAU

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http://gain.fas.usda.gov/Recent GAIN Publications/Grain and Feed Annual_Riyadh_Saudi Arabia_5-14-2015.pdf

Quase 40 milhões de pessoas num país desértico, vulnerável a movimentos políticos armados e nas fases inicias de um racionamento de água que não deverá parar num futuro próximo. Infelizmente, mas de forma conveniente, não se conhece as estimativas das reservas de petróleo restantes no país. Tanto subsídio e o preço do petróleo a descer não augura boas notícias...

The Middle East’s biggest economy, Saudi Arabia may run out of financial assets within the next five years if the government maintains its current policies, warns the International Monetary Fund.

Saudi Arabia is expected to run a budget deficit of 21.6 percent in 2015 and 19.4 percent in 2016, according the IMF’s latest regional economic outlook.

https://www.rt.com/business/319465-saudi-bankrupt-projection-imf/

Saudi Arabia is considering cuts to energy subsidies as it seeks ways to tame its burgeoning budget deficit.

The oil minister Ali Al Naimi, who has managed the kingdom’s energy policy for 20 years, said that allowing energy prices to rise was currently “under study” by the Saudi government.

It is the first time that Saudi cuts to energy subsidies have been mooted in public since oil prices began since oil prices started fall last year.

http://www.thenational.ae/business/...ing-energy-subsidies-to-manage-budget-deficit

O Médio Oriente não é propriamente um ambiente favorável à ocupação humana (tem muitas semelhanças com a Austrália). E quando se começar a desfazer duvido que hajam países a salvo...

Vão depor o rei e quem irão colocar no seu lugar?

Essa pergunta faz-me lembrar a política do rei, que é a de convencer as pessoas de que não existe outra solução; oiço-a muita vez no meu país. A política do governo, do regime, é convencer toda a gente de que o rei Abdullah e a família hachemita são os únicos que podem governar a Jordânia. Está errado.

Que deseja para o seu país?

Eleições legislativas, partidos, um governo e um presidente, como no Líbano. Na Jordânia, antes do estabelecimento do Estado e de a família hachemita vir para aqui, havia eleições locais e municipalidades que governavam de forma correta.

http://www.dn.pt/mundo/entrevista/i...ajudou-alzarqawi-a-radicalizarse-4945571.html

Eleições e democracia no Médio Oriente é algo nobre... na teoria. Na prática, e em 9 em 10 vezes, não é bem isso que se tem.
 
Espanha fica praticamente ingovernável:

- PP+C's: 161/162
- PSOE+Podemos+IU: 162/163

Sobram 26 deputados regionalistas, dos quais 17 são pró-independência da Catalunha e 2 da do Euskadi. Praticamente impossível, e com elevados custos eleitorais, pactuar com estes partidos, os restantes 7 não chegam para formar uma maioria.

É certo que na eleição do Presidente do Governo, numa 2ª volta, basta uma maioria simples, o que deixa em aberto a possibilidade dos 6 deputados do PNV decidirem quem será governo (e apoiam geralmente o PSOE), mas o congresso fica muito dividido.

Os partidos catalães podem ganhar algum poder, mas o seu principal objectivo, o referendo à independência ficará bloqueado no Senado, onde o PP manterá a maioria absoluta.
 
Neste momento daria 176. A ERC exigiria como contrapartida a convocação do referendo à independência, o PSOE nunca alinharia, e mesmo que o fizesse seria necessário alterar a constituição, o que exigiria 2/3 dos deputados, sendo que o PP tem mais de 1/3. Ainda por cima, o Senado bloquearia essa revisão, onde o PP manteve a maioria absoluta.
 
o Podemos venceu na catalunha o que altera um pouco as coisas. Lá como cá, todos terão de ceder a sua parte. A questão catalã é difícil.
 
O Podemos prometeu o referendo à independência.

Ao contrário do que se passou cá, o PSOE não conseguirá, ou terá grandes dificuldades, em formar uma coligação de apoio parlamentar, e deverá abster-se na investidura, deixando o PP a ser "cozinhado em lume brando".
 
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