Política e economia internacional 2015

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Estado
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Bom, não foi preciso esperar muito:

Falando em seu programa semanal de rádio e TV, chamado Em Contato com Maduro, o mandatário declarou uma guerra institucional contra a nova legislatura da Assembleia Nacional, que tomará posse em janeiro e na qual a oposição terá maioria qualificada de dois terços. “A cada medida que a Assembleia tomar, teremos uma reação constitucional, revolucionária e, sobretudo, socialista”, alertou. A primeira delas, afirmou, será vetar a lei de anistia que a oposição promete aprovar com celeridade para libertar os presos políticos.

Durante a transmissão televisiva da terça-feira à noite, feita a partir do Quartel da Montanha, Maduro relembrou que há três anos, na mesma data, o comandante Chávez –que àquela altura entrava na etapa final da sua agonia por um câncer que acabou por matá-lo– o nomeou como sucessor. Criticou o eleitorado popular que no domingo escolheu a oposição: “Vocês votaram contra vocês mesmos”, recriminou. “Eu queria construir 500.000 moradias no ano que vem, entregar 100.000 táxis comprados da China, mas agora tenho dúvidas de que conseguirei, com uma Assembleia dominada pelo fascismo; eu pedi o apoio de vocês, e vocês não me deram.”

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/09/internacional/1449633338_743523.html

O que seria de um regime comuno-fascista sem prisioneiros políticos?

@Agreste, comentários?

as opiniões habituais sobre coisa nenhuma... a guerra civil só existiu na tua cabeça.

Mas ainda estou à espera que os insurgentes e os observadores da treta venham aqui defender que na venezuela o partido mais votado, que foi o partido do Maduro, deve formar governo. Afinal, a oposição que tem mais deputados, engloba todos os outros partidos desde os socialistas (o Zapatero andou por lá) aos radicais de extrema direita.

E também espero que venham aqui defender que o Maduro deve impor condições ao futuro governo, a defesa dos credores internacionais, do pagamento da dívida e o cumprimento da política externa e da defesa militar que estão em vigor.

os vossos desejos de guerra civil não se vão realizar... pacificamente Maduro vai para a oposição.
 
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não tenho comentários a fazer à linha editorial do El Pais para a américa do sul.
Cada um lê o que quiser.

VTV = canal estatal venezuelano

"Como jefe de Estado lo digo: no aceptaré ninguna ley de Amnistía porque se violeron los derechos humanos y así lo digo y así lo plantó, me podrán enviar mil leyes pero los asesinos de un pueblo deben ser juzgados y deben pagar", expresó durante su programa Contacto con Maduro, número 50, desde el Cuartel de la Montaña.



http://www.vtv.gob.ve/articulos/201...rezca-a-quienes-cometieron-crimenes-5097.html

Isso é uma parte. Quanto ao programa, aqui está ele:



Se não fossem as quase 5 horas, até dava-me à maçada de ver.
 
A companhia mineira britânica Anglo American vai cortar em mais de metade a sua força de trabalho, reduzindo o número de empregados em 85.000, ou 63% do total de 135 mil trabalhadores que actualmente tem ao serviço.

A medida foi anunciada esta terça-feira pela empresa e faz parte da reestruturação iniciada pela empresa como forma de enfrentar à queda dos preços das matérias-primas, avança o "The Wall Street Journal".

“Pensamos que a melhor resposta para os nossos accionistas é reduzir a dimensão e aumentar a qualidade e resiliência do nosso portefólio, com o que pensamos conseguir aplicar capital de forma mais eficiente”, disse Mark Cutifani, CEO da empresa.

A prioridade são sempre os acionistas.
 
O chavismo nunca conseguiu ser implementado na sua plenitude, pois existem franjas significativas da oposição bastante ativas, em especial nalgumas províncias.
E, claro, uma parte significativa do exército e da polícia está do lado da oposição. Recordemos o golpe de Estado à uns anos atrás feito por uma ala do exército. E também, num dos últimos grandes protestos, a polícia metropolitana ( afeta maioritariamente à oposição) esteve perto de entrar num perigoso conflito aberto com as forças armadas.

É neste aparente equilíbrio de forcas que reside, paradoxalmente, um grande perigo. Duas forcas antagónicas fortemente armadas. O martírio do povo venezuelano está longe ainda de estar terminado.


P.S por acaso, tenho curiosidade em saber se Maduro continua a falar, à janela do seu quarto, com Chavez sob a forma de pássaro. :lol:
 
A ser verdade, será caótico:

The US is to send some 10,000 troops to Iraq to provide support for a 90,000-strong force from the Gulf states, a leading Iraqi opposition MP has warned. The politician said the plan was announced to the Iraqi government during a visit by US Senator John McCain.

During a meeting in Baghdad on November 27, McCain told Prime Minister Haider Abadi and a number of senior Iraqi cabinet and military officials that the decision was ‘non-negotiable’, claimed Hanan Fatlawi, the head of the opposition Irada Movement.

“A hundred thousand foreign troops, including 90,000 from Saudi Arabia, the UAE, Qatar and Jordan, and 10,000 troops from America will be deployed in western regions of Iraq,” she wrote on her Facebook page.

She added that the Iraqi prime minister protested the plan, but was told that “the decision has already been taken.”

https://www.rt.com/news/325477-arab-army-iraq-plan/
 
The area of influence of the Islamic State terrorist group (outlawed in Russia) is expanding, militants have seized about 70% of Syria’s territory, Russian Defense Minister Sergey Shoigu said on Friday.

"The Islamic State area of influence is expanding. Militants have seized about 70% of the Syrian territory. The number of terrorists amounts to about 60,000 people," he said.

"There is a threat that their actions will be transferred to Central Asia and the Caucasus," the minister said.

Deputy Defense Minister Anatoly Antonov earlier said that from 25,000 to 30,000 foreigners, including from Russia, were fighting in the ranks of Islamic State. The CIA estimated the number of militants at about 30,000 people, while the Iraqi government said there were 200,000 Islamic State fighters.

http://tass.ru/en/defense/843304
 
Previamente abordei o facto de que a Europa federal é um objetivo há muito cogitado por certas pessoas e que todos os motivos serão usados para a sua criação. Mas, como é hábito nestas coisas, penso que nunca é de mais acrescentar 'provas' às 'teorias da conspiração'.

Há várias instituições globalistas por aí e uma delas é a Comissão Trilateral nos EUA. Está repleta de personalidades muito conhecidas. Escrevo 'globalista' porque é algo recorrente. Um exemplo está aqui (1999):

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Pronto, pronto. Ordem pública mundial é muito conspiratório. Que mais?

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Nova Ordem Mundial? Que interessante. Vá, ainda não é suficiente.

Como é que isto, do governo mundial, na vida real se processa? Bom, hoje vou-me focar neste senhor, Peter Sutherland:

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Tem um curriculo distinto, que não vou publicar todo:

Peter Sutherland is chairman of Goldman Sachs International (1995–current). He is former chairman of BP plc (1997–December 2009). He was appointed chairman of the London School of Economics in 2008. In addition to his chairmanships listed above, he is a member of the Supervisory Board of Allianz and the Advisory Board of Eli Lilly. He is currently UN special representative for migration and development. Before these appointments he was the founding director-general of the World Trade Organization.

E é co-autor do artigo com as referidas teorias da conspiração de um governo mundial:

Mr. Sutherland was a Trilateral Commission author of 21st Century Strategies of the Trilateral Countries: In Concert or Conflict (1999, with Robert B. Zoellick and Hisashi Owada) and was elected European chairman of the Commission for three terms (2001-2010).

Em 2012, enquanto na ONU (outra organização que é usada para fins globalistas), ele proferiu isto:

Peter Sutherland told peers the future prosperity of many EU states depended on them becoming multicultural.

An ageing or declining native population in countries like Germany or southern EU states was the "key argument and, I hesitate to the use word because people have attacked it, for the development of multicultural states", he added.

"It's impossible to consider that the degree of homogeneity which is implied by the other argument can survive because states have to become more open states, in terms of the people who inhabit them. Just as the United Kingdom has demonstrated."

He told the committee: "The United States, or Australia and New Zealand, are migrant societies and therefore they accommodate more readily those from other backgrounds than we do ourselves, who still nurse a sense of our homogeneity and difference from others.

"And that's precisely what the European Union, in my view, should be doing its best to undermine."

Voltando ao artigo...

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O tipo desde '99 já vem manifestando as suas visões globalistas que a curto prazo passam pela criação de uma Europa federal. Até hoje surgiu mais uma medida fascista, que é o que a Europa se irá tornar:

The European Union is considering a plan to introduce a permanent external border control force that could be deployed if it deems that a member state is in need of help to police its frontiers even without the EU country’s consent, the Financial Times and The Wall Street Journal reported Friday (11 December).

Por fim e relativamente a David Rockefeller:

Addressing this and other claims proffered by traditional media, far-left and far-right academics, and many conspiracy theorists, in Rockefeller's 2002 autobiography "Memoirs" he wrote: "For more than a century ideological extremists at either end of the political spectrum have seized upon well-publicized incidents such as my encounter with Castro to attack the Rockefeller family for the inordinate influence they claim we wield over American political and economic institutions. Some even believe we are part of a secret cabal working against the best interests of the United States, characterizing my family and me as internationalists and of conspiring with others around the world to build a more integrated global political and economic structure—one world, if you will. If that's the charge, I stand guilty, and I am proud of it."

Será assim tão absurdo?

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Orion, sem por em causa a existência de organizações que anseiam tornar a europa numa nação de estados federais, por mais motivos que encontres, sejam eles lógicos ou simplesmente suspeitos, tal só acontecerá se o povo quiser.

A tendência atual dos países europeus e suas comunidades é mais separatista que agregadora, por várias razões.. País basco, Catalunha, Inglaterra (sair da UE), bélgica,..

Pela via do referendo acho pouco provável, suspender a democracia pior ainda. E se em troca nos oferecessem um salário mínimo de 1500eur, em breve se fartavam de nos sustentar. :)

É claro que as coisas podem evoluir para um ponto em que os países da UE se tornem comunidades, com exército unificado, salários mínimos e subsídios iguais na UE, embora com governos distintos. Seria tudo igual a uma federação, mas sem o ser. Seria possível? O que distingue é a existência de um governo central? É um documento que diz que somos uma federação? Uma nação é muito mais que um papel, penso eu!
 
Orion, sem por em causa a existência de organizações que anseiam tornar a europa numa nação de estados federais, por mais motivos que encontres, sejam eles lógicos ou simplesmente suspeitos, tal só acontecerá se o povo quiser.

Os europeus ainda têm o trauma do extremismo na mente. Não é à toa que em França os partidos políticos estão-se a aliar contra a Le Pen. Acho que estás a dar muito valor à opinião do povo. Se a Alemanha e a França se juntarem, os países mais fracos, como Portugal, não vão querer ficar excluídos. Até porque não têm dinheiro e quantas mais despesas forem pagas por outros melhor. Isso e bons cargos na Europa para certos políticos.

A tendência atual dos países europeus e suas comunidades é mais separatista que agregadora, por várias razões.. País basco, Catalunha, Inglaterra (sair da UE), bélgica,..

Verdade. Contudo, o que interessam são as ações e não as intenções. Regiões pequenas, como a Catalunha, têm muito a perder se sairem da UE e do Euro (castigo). Algumas até seriam invadidas muito antes disso. A Inglaterra é mais um bluff. Dentro de 10 anos estará a usar o Euro a meu ver.

Pela via do referendo acho pouco provável, suspender a democracia pior ainda. E se em troca nos oferecessem um salário mínimo de 1500eur, em breve se fartavam de nos sustentar. :)

É porque assumes que vai haver um referendo. Basta que as condições fiquem más para que as pessoas aceitem o que lhes oferecerem. Achas que houve muita indignação quando o exército francês suspendeu os direitos e liberdades dos cidadãos? Isso é fascismo temporário. E o temporário hoje em dia é o novo permanente. Queres uma justificação? Olha, o estado de direito impede investigações mais pormenorizadas dos potenciais criminosos.

Achas que haveria muita indignação se Portugal fosse gerido por políticos igualmente maus como os nossos mas que são de fora logo, e sem qualquer tipo de questionamento, superiores? Esta questão é tipo os árbitros em Portugal. Os de fora é que são bons. Os caseiros são péssimos.

É claro que as coisas podem evoluir para um ponto em que os países da UE se tornem comunidades, com exército unificado, salários mínimos e subsídios iguais na UE, embora com governos distintos. Seria tudo igual a uma federação, mas sem o ser. Seria possível? O que distingue é a existência de um governo central? É um documento que diz que somos uma federação? Uma nação é muito mais que um papel, penso eu!

A Grécia já é uma província europeia que se limita a aprovar quase tudo o que a UE lhe manda. Foi rápido e nem houve muita indignação. A UE, com o ex-ministro das finanças francês que nunca conseguiu equilibrar o orçamento ou o Juncker que promoveu ativamente a fuga fiscal de multinacionais, é que sabe tudo. Acho que estás a complicar. Vê o caso dos EUA. 50 estados, 1 governo federal. Qual seria a diferença na Europa em termos simbólicos? Realisticamente, juntar países do leste europeu, tendencialmente muito homogéneos, com países extremamente heterogéneos como França, Alemanha e RU vai dar bronca como por exemplo na questão dos refugiados. Mas também posso citar o caso da Alemanha e o seu gasoduto (da Rússia, algo irónico) exclusivo deprivando o leste europeu de receitas. Nem é preciso esperar muito. Já se lê tanta ameaça (corte de fundos...). De facto não se aprende nada com a história. Nem com a URSS que aconteceu mesmo ao lado. E até parece que na Europa federal não haverá corrupção, favoritismo... A utopias fazem as pessoas sentir-se bem. Infelizmente uma coisa é teoria e outra é a prática.
 
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Almost every night, Israeli troops run secret missions to save the lives of Syrian fighters, all of whom are sworn enemies of the Jewish state.

Israel insists that these treacherous nightly rescues are purely humanitarian, and that it can only hope to 'win hearts and minds' in Syria. But analysts suggest the Jewish state has in fact struck a deadly 'deal with the devil' – offering support to the Sunni militants who fight the Syrian ruler Assad in the hope of containing its arch enemies Hezbollah and Iran.

http://www.dailymail.co.uk/news/art...rian-warzone-risking-lives-sworn-enemies.html
 
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