Política e economia internacional 2020

Mais dados interessantes do Reino da Dinamarca (simpatizantes da IL, fiquem avisados que podem ter uma síncope!).

Denmark’s progressive income tax tops out at 55.8%, and the average individual pays 45%. The Danes pay an 8% Danish labor market contribution tax, a 5% healthcare tax, 22.5% to 27.8% in municipal taxes, social security taxes of DKK 1,080 (USD 164) per year, and capital gains taxes of 27% or 42%.2 There is a withholding tax of 27% on dividends and 25% on royalties.


Employment income, bonuses, fringe benefits, business income, fees, pensions, annuities, social security benefits, dividends, interest, capital gains, and real estate rental income are all taxable. There is also a voluntary church tax of 0.43% to 1.40%.


Tax deductions are available for limited contributions to approved Danish pensions, unemployment insurance, interest on the debt, charitable contributions, unreimbursed work travel, and double households.

Norte da Europa:

Where do taxpayers pay the highest income taxes? In 2019, the highest income earners in Sweden pay a whopping 57.19 percent, more than anywhere else in the world. This is significantly more than the OECD average of 41.65 percent. In general, income taxes are higher in the Nordic countries. The highest taxes being in Denmark, Finland, and Iceland with respectively, 55.89, 53.75 and 46.24 percent. Based on the principle of public responsibility, contributions of wealthier citizens provide the minimum provisions for the less fortunate.


It's not how much. It's what you do with it that counts.
 
Há cerca de um ano falei com um DJ holandês, uma pessoa na casa dos 50, jovial, que já estava com diabetes e queria uns conselhos. Falou-se depois de política e disse-me que votava na Extrema-direita, e tentei perceber os motivos. Disse-me que tinha amigos médicos que tinham sido ameaçados e atacados por imigrantes muçulmanos, disse-me que tinha vizinhos refugiados que tinham recebido casa social e dinheiro, e que poucos meses depois já tinham carro e bom telemóvel, e ele achava isso altamente injusto pois na Holanda havia holandeses pobres que não tinham estes apoios. Disse-me também que na pequena cidade onde residia havia mais crime desde que a imigração tinha aumentado, e um gang de imigrantes recentemente tinha assaltado o filho de 10 anos na rua para roubar o telemóvel. Tentei explicar-lhe então que quem decide a imigração extra-comunitária é o Governo do seu próprio país, a importância do mercado único, e no final da conversa já tinha mudado um pouco a sua opinião sobre a UE e a sua importância. Mas não em relação aos imigrantes muçulmanos. Conheço uma senhora holandesa que já há 10 anos votava na Extrema-direita, por causa da imigração muçulmana. O neto era homossexual e tinha sofrido ameaças quando estava na Universidade, algo relativamente impensável, segundo ela me disse, há 30 ou 40 anos. Há um ano também falei com uma escritora alemã que me disse que o pai se tinha filiado na AfD, e ela demorou meses a tentar convencê-lo a sair e a regressar ao partido da Merkel. Motivo: imigração africana e asiática.

Isto é o mundo real do que se passa na Europa e enquanto o Centro-Esquerda não mandar os Blocos, Podemos, Syrizas ou Melechons da vida dar uma volta com um enorme pontapé no rabo como fez o Mário Soares ao Cunhal e não encarar de frente o problema da não integração de certas comunidades nos nossos valores a Extrema Direita continuará alegremente a subir em vários países, mesmo até em locais liberais como a Suécia ou a Holanda, com todos os riscos que isso tem para a Economia e para as nossas liberdades.
 
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Tens algum problema em eu dizer que não concordo com algum sistema eleitoral?

Faz-me um pouco de confusão quando vejo alguém comparar alhos com bugalhos, mas pronto.
 
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@ClaudiaRM a Dinamarca pode ter impostos altos porque tem PIB per capita para isso. Nós não temos, tu e muita gente metam uma coisa na cabeça, o nosso campeonato é outro, os países do nosso campeonato são a Grécia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Letónia, Lituânia ou Estónia. E com excepção da Grécia todos esses países têm genericamente um esforço fiscal inferior ao nosso, economias mais desregulamentadas, salário mínimo mais baixo, e surpresa, estão todos a passar-nos a perna no crescimento do PIB per capita.
 
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Há cerca de um ano falei com um DJ holandês, uma pessoa na casa dos 50, jovial, que já estava com diabetes e queria uns conselhos. Falou-se depois de política e disse-me que votava na Extrema-direita, e tentei perceber os motivos. Disse-me que tinha amigos médicos que tinham sido ameaçados e atacados por imigrantes muçulmanos, disse-me que tinha vizinhos refugiados que tinham recebido casa social e dinheiro, e que poucos meses depois já tinham carro e bom telemóvel, e ele achava isso altamente injusto pois na Holanda havia holandeses pobres que não tinham estes apoios. Disse-me também que na pequena cidade onde residia havia mais crime desde que a imigração tinha aumentado, e um gang de imigrantes recentemente tinha assaltado o filho de 10 anos na rua para roubar o telemóvel. Tentei explicar-lhe então que quem decide a imigração extra-comunitária é o Governo do seu próprio país, a importância do mercado único, e no final da conversa já tinha mudado um pouco a sua opinião sobre a UE e a sua importância. Mas não em relação aos imigrantes muçulmanos. Conheço uma senhora holandesa que já há 10 anos votava na Extrema-direita, por causa da imigração muçulmana. O neto era homossexual e tinha sofrido ameaças quando estava na Universidade, algo relativamente impensável, segundo ela me disse, há 30 ou 40 anos. Há um ano também falei com uma escritora alemã que me disse que o pai se tinha filiado na AfD, e ela demorou meses a tentar convencê-lo a sair e a regressar ao partido da Merkel. Motivo: imigração africana e asiática.

Isto é o mundo real do que se passa na Europa e enquanto o Centro-Esquerda não mandar os Blocos, Podemos, Syrizas ou Melechons da vida dar uma volta com um enorme pontapé no rabo como fez o Mário Soares ao Cunhal e não encarar de frente o problema da não integração de certas comunidades nos nossos valores a Extrema Direita continuará alegremente a subir em vários países, mesmo até em locais liberais como a Suécia ou a Holanda, com todos os riscos que isso tem para a Economia e para as nossas liberdades.

Infelizmente tenho de concordar. Na Flandres, o partido que lidera as sondagens é a Extrema Direita. Isto numa regiao extremamente liberal.
 
Comparar culturas protestantes que têm outros valores, outro sistema jurídico e outra organização social com Portugal é como comparar alhos com laranjas.

Portugal nem consegue convergir com Espanha e com Itália que são países semelhantes... é como querer saltar do sétimo ano para o décimo-segundo sem passar pelo oitavo, nono, décimo e décimo-primeiro.
 
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Fico muito surpreendida, @frederico. Nunca me passou pela cabeça que atraísses pessoas de extrema-direita. Mesmo que casualmente. :surprise: Tem graça porque eu nasci fora do país (num país com cerca de 5 milhões de Muçulmanos que correspondem a quase 6% da população), convivo com pessoas de tudo quanto é origem desde que nasci e nunca tanto azar. Não sei se não será de ir à bruxa ou assim. Eu ficava preocupada.
 
Em França esta miúda criticou o Islão e agora não pode ir à escola por causa das ameaças.



Estamos a brincar com coisas muito sérias. Não quero acordar numa Europa com a Le Pen no poder, mas a diferença nas sondagens em relação ao Macron reduziu-se bastante. Cuidado.
 
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Faz-me um pouco de confusão quando vejo alguém comparar alhos com bugalhos, mas pronto.

Comparar culturas protestantes que têm outros valores, outro sistema jurídico e outra organização social com Portugal é como comparar alhos com laranjas.

Portugal nem consegue convergir com Espanha e com Itália que são países semelhantes... é como querer saltar do sétimo ano para o décimo-segundo sem passar pelo oitavo, nono, décimo e décimo-primeiro.

Pois claro.
 
@ClaudiaRM a Dinamarca pode ter impostos altos porque tem PIB per capita para isso. Nós não temos, tu e muita gente metam uma coisa na cabeça, o nosso campeonato é outro, os países do nosso campeonato são a Grécia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Letónia, Lituânia ou Estónia. E com excepção da Grécia todos esses países têm genericamente um esforço fiscal inferior ao nosso, economias mais desregulamentadas, salário mínimo mais baixo, e surpresa, estão todos a passar-nos a perna no crescimento do PIB per capita.

Olhe para o histórico da carga fiscal dos países nórdicos desde os tempos em que tinham um PIB/capita inferior ao nosso. É praticamente a mesma.
 
Não quero acordar numa Europa com a Le Pen

Gostava de ter essa certeza mas não tenho. Quem tece loas aos discursos do Aldrabé não pode ficar assim tão chocado com Le Pens. Irmãos não sei se serão. Mas primos direitos daqueles que 'quanto mais prima, mais se lhe arrima' isso tenho poucas dúvidas que sejam.