Política e economia internacional 2020

Nos últimos 10 anos, poucas medidas foram feitas a nível económico no mundo. Continuamos com os mesmos problemas que tínhamos na crise de 2008, e é óbvio que isso se reflete nestes momentos de queda (como é o caso do coronavirus). :rolleyes:

Na crise dos anos 1930 foi preciso a II Guerra Mundial para que algo mudasse. Esperemos que não seja precisa nenhuma guerra para mudar algo... :pray:

Mas uma coisa é certa: uma recessão está para acontecer. Falta saber quando... :hmm:
 
O rombo na economia nao acontecera em Portugal apenas, mas em todo o mundo. O Estado de Nova Iorque acabou de publicar a seu index de producao industrial e teve a maior queda desde 2009. A coordenacao economica tem de ser global e nao local. Em breve comecarao a sair os dados das economias Europeias e serao todas afetadas, com mais ou menos casos.
 
Eu ainda não li ninguém aqui, nem em lado nenhum, a priorizar a economia em detrimento da saúde pública. Ninguém. Escusam de entrar em emocionalismos, deturpações de mensagens e extremismos de opinião do género, nos que queremos salvar o mundo vs. eles que querem salvar a economia. Ninguém está interessado em ter mortes, mas parece haver muitos gente interessado em colapsar o país.
A saúde não se paga com feijões. A comida não nasce nas prateleiras do supermercado. As empresas não renascem do ar. O dinheiro não cresce nas árvores.

Se querem salvar o máximo de pessoas, a abordagem não pode ser emocional e irracional por parte dos agentes de autoridade em saúde. Pode sê-lo de qualquer um de nós, mas não de quem toma decisões, têm que estar acima do instinto básico. Tem que se combater este problema de saúde, sem destruir uma economia que já estava frágil e que, ao contrário do que se vendia por aí, nunca recuperou verdadeiramente. Se se prolongam medidas extremas de congelamento da atividade económica por tempos excessivo, não só não vão haver meios económicos, sociais e de saúde disponíveis para minimizar as consequências deste vírus, como teremos consequências que durarão anos a resolver, com consequências em saúde pública e social provavelmente mais gravosas que o cenário atual.

É provável que no outono haja um novo surto, e quem que dinheiro, meios e recursos humanos se vai combater esse surto, se se for por uma via puramente emocional, do género "que se lixe a economia"? Vamos todos imprimir notas de 500 na impressora lá de casa? É preciso ter pés e cabeça, conta, peso e medida. Da mesma forma que algumas doenças nos matam pela reação do corpo e não pelo microorganismo, não queiramos matar-nos pela reação.

E cautela nas acusações, que ninguém anda aqui a querer matar ninguém. Eu, o @frederico, todos os médicos, enfermeiros e restantes profissinais de saúde não sacrificaram boa parte da adolescência a queimar pestanas para matar gente. Se fosse para isso escusava de tirar umc curso de 10 anos.

Felizmente alguém que me compreende.
 
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Quem mais sobrecarrega são os cidadãos nacionais. Os estrangeiros costumam ir ao privado. Para um inglês é barato pagar 80 euros por uma consulta de especialidade quando no seu país pode custar 200 libras para quem não tem seguro de saúde. Mas não culpo os cidadãos nacionais, pagam impostos suficientes para terem cuidados de saúde no Algarve. Culpo sim os sucessivos governos de Cavaco Silva a António Costa que nunca se preocuparam com a questão da população flutuante no Algarve e fizeram um estádio que está às moscas e engordaram os boys e as girls das Câmaras, em vez de terem feito um Hospital em Faro e uma unidade complementar no sotavento, tal como estava previsto logo nos anos 90.

Os estrangeiros foram ao privado, um ao hospital das Gambelas e outro a uma clínica em Albufeira, mas todos foram encaminhados para o Hospital de Faro.

No Centro comercial aqui, só entram quem vai ao supermercado e à farmácia.
 
O rombo na economia nao acontecera em Portugal apenas, mas em todo o mundo. O Estado de Nova Iorque acabou de publicar a seu index de producao industrial e teve a maior queda desde 2009. A coordenacao economica tem de ser global e nao local. Em breve comecarao a sair os dados das economias Europeias e serao todas afetadas, com mais ou menos casos.

Tem de existir uma coordenação a nível europeu, ponto. A todos os níveis. Numa primeira fase, tentar erradicar o vírus dentro de fronteiras e ver no que dá. Se resultar, fechar fronteiras externas da UE até haver vacina. Se não resultar, plano B. medidas de contenção do contágio e prioridade máxima à prevenção nos grupos de risco. Mas nada disto se consegue sem colaboração estreita e coordenação entre países europeus.
 
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Tem de existir uma coordenação a nível europeu, ponto. A todos os níveis. Numa primeira fase, tentar erradicar o vírus dentro de fronteiras e ver no que dá. Se resultar, fechar fronteiras externas da UE até haver vacina. Se não resultar, plano B. medidas de contenção do contágio e prioridade máxima à prevenção nos grupos de risco. Mas nada disto se consegue sem colaboração estreita e coordenação entre países europeus.

Obviamente. E esperemos que os governantes Europeus estejam 'a altura desse gigantesco desafio.
 
Os estrangeiros foram ao privado, um ao hospital das Gambelas e outro a uma clínica em Albufeira, mas todos foram encaminhados para o Hospital de Faro.

No Centro comercial aqui, só entram quem vai ao supermercado e à farmácia.

Sei que mesmo Gambelas não tem preparação para uma série de situações, e os doentes acabam por ir tratar-se a Lisboa, Coimbra, Porto ou mesmo Sevilha. É o caso do meu pai, que se trata numa clínica privada em Lisboa, ou de vizinhos dos meus pais, que se tratam em Lisboa ou no Porto.
 
O rombo na economia nao acontecera em Portugal apenas, mas em todo o mundo. O Estado de Nova Iorque acabou de publicar a seu index de producao industrial e teve a maior queda desde 2009. A coordenacao economica tem de ser global e nao local. Em breve comecarao a sair os dados das economias Europeias e serao todas afetadas, com mais ou menos casos.

São também necessárias medidas draconianas coordenadas a nível europeu.

Linhas de crédito para empresas, imprimir mais moeda, contenção máxima de gastos desnecessários. A prioridade agora é canalizar o dinheiro para os serviços de saúde e apoios sociais. Não podemos ter câmaras a pagar concertos de Tony Carreira ou a pôr pseudo obras de arte em rotundas. Estes desperdícios têm de parar já!
 
O dinheiro deitado para o lixo no Algarve pelas câmaras nas últimas décadas dava para um Hospital central em Faro e para outro no sotavento. Tudo isto já mete nojo. A câmara de Vila Real de Santo António gastou milhões com o Manta Beach e com as festas e festarolas, agora anda a gastar com passadiços em madeira que num país decente nunca seriam colocados em área protegida. Todo este dinheiro pagava um hospital no sotavento e ainda sobrava bastante. Mas agora o Hospital vai fazer falta e não está lá. Vão-se lixar.
 
O dinheiro deitado para o lixo no Algarve pelas câmaras nas últimas décadas dava para um Hospital central em Faro e para outro no sotavento. Tudo isto já mete nojo. A câmara de Vila Real de Santo António gastou milhões com o Manta Beach e com as festas e festarolas, agora anda a gastar com passadiços em madeira que num país decente nunca seriam colocados em área protegida. Todo este dinheiro pagava um hospital no sotavento e ainda sobrava bastante. Mas agora o Hospital vai fazer falta e não está lá. Vão-se lixar.

As câmaras municipais não constroem hospitais.
 
Eu ainda não li ninguém aqui, nem em lado nenhum, a priorizar a economia em detrimento da saúde pública. Ninguém. Escusam de entrar em emocionalismos, deturpações de mensagens e extremismos de opinião do género, nos que queremos salvar o mundo vs. eles que querem salvar a economia. Ninguém está interessado em ter mortes, mas parece haver muitos gente interessado em colapsar o país.
A saúde não se paga com feijões. A comida não nasce nas prateleiras do supermercado. As empresas não renascem do ar. O dinheiro não cresce nas árvores.

Se querem salvar o máximo de pessoas, a abordagem não pode ser emocional e irracional por parte dos agentes de autoridade em saúde. Pode sê-lo de qualquer um de nós, mas não de quem toma decisões, têm que estar acima do instinto básico. Tem que se combater este problema de saúde, sem destruir uma economia que já estava frágil e que, ao contrário do que se vendia por aí, nunca recuperou verdadeiramente. Se se prolongam medidas extremas de congelamento da atividade económica por tempos excessivo, não só não vão haver meios económicos, sociais e de saúde disponíveis para minimizar as consequências deste vírus, como teremos consequências que durarão anos a resolver, com consequências em saúde pública e social provavelmente mais gravosas que o cenário atual.

É provável que no outono haja um novo surto, e quem que dinheiro, meios e recursos humanos se vai combater esse surto, se se for por uma via puramente emocional, do género "que se lixe a economia"? Vamos todos imprimir notas de 500 na impressora lá de casa? É preciso ter pés e cabeça, conta, peso e medida. Da mesma forma que algumas doenças nos matam pela reação do corpo e não pelo microorganismo, não queiramos matar-nos pela reação.

E cautela nas acusações, que ninguém anda aqui a querer matar ninguém. Eu, o @frederico, todos os médicos, enfermeiros e restantes profissinais de saúde não sacrificaram boa parte da adolescência a queimar pestanas para matar gente. Se fosse para isso escusava de tirar umc curso de 10 anos.

Medidas agressivas agora, a priorizar a saúde publica à economia (Que deve acontecer quase sempre), não irá permitir que se volte à normalidade o mais cedo possível, e assim ser também uma medida inteligente a médio prazo para a economia? Se fizeres pouco agora, e pensares muito na parte económica, provavelmente, daqui a 15 dias, terás não só mais mortes (Devemos tentar sempre evitar ao máximo), como uma quebra ainda maior na economia, porque aí é que tinhas de fechar mesmo, mesmo tudo.
 
Medidas agressivas agora, a priorizar a saúde publica à economia (Que deve acontecer quase sempre), não irá permitir que se volte à normalidade o mais cedo possível, e assim ser também uma medida inteligente a médio prazo para a economia? Se fizeres pouco agora, e pensares muito na parte económica, provavelmente, daqui a 15 dias, terás não só mais mortes (Devemos tentar sempre evitar ao máximo), como uma quebra ainda maior na economia, porque aí é que tinhas de fechar mesmo, mesmo tudo.

Mas digam então quais são as medidas mais agressivas que devemos tomar. Justifiquem porque devemos entrar em Estado de Emergência. Porque neste momento já temos o país a funcionar nos mínimos essenciais.
 
As câmaras municipais não constroem hospitais.

Má gestão dos recursos existentes e má coordenação entre Ministérios e poder local. É esta a lição. Ainda me recordo de João Cravinho dizer há anos que não havia dinheiro para um Hospital no Algarve. O dinheiro sempre existiu. Foi sim mal aplicado.
 
As câmaras municipais não constroem hospitais.

Como é obvio. Assim como o governo não constrói rotundas.
No tópico “Estado do País” já tinha referido que há responsabilidades das autarquias (má ou boa despesa por exemplo) que não podem ser postas todas no estado central e fui crucificado. Para alguma coisa existem eleições autárquicas e eleições legislativas.