Eu ainda não li ninguém aqui, nem em lado nenhum, a priorizar a economia em detrimento da saúde pública. Ninguém. Escusam de entrar em emocionalismos, deturpações de mensagens e extremismos de opinião do género, nos que queremos salvar o mundo vs. eles que querem salvar a economia. Ninguém está interessado em ter mortes, mas parece haver muitos gente interessado em colapsar o país.
A saúde não se paga com feijões. A comida não nasce nas prateleiras do supermercado. As empresas não renascem do ar. O dinheiro não cresce nas árvores.
Se querem salvar o máximo de pessoas, a abordagem não pode ser emocional e irracional por parte dos agentes de autoridade em saúde. Pode sê-lo de qualquer um de nós, mas não de quem toma decisões, têm que estar acima do instinto básico. Tem que se combater este problema de saúde, sem destruir uma economia que já estava frágil e que, ao contrário do que se vendia por aí, nunca recuperou verdadeiramente. Se se prolongam medidas extremas de congelamento da atividade económica por tempos excessivo, não só não vão haver meios económicos, sociais e de saúde disponíveis para minimizar as consequências deste vírus, como teremos consequências que durarão anos a resolver, com consequências em saúde pública e social provavelmente mais gravosas que o cenário atual.
É provável que no outono haja um novo surto, e quem que dinheiro, meios e recursos humanos se vai combater esse surto, se se for por uma via puramente emocional, do género "que se lixe a economia"? Vamos todos imprimir notas de 500 na impressora lá de casa? É preciso ter pés e cabeça, conta, peso e medida. Da mesma forma que algumas doenças nos matam pela reação do corpo e não pelo microorganismo, não queiramos matar-nos pela reação.
E cautela nas acusações, que ninguém anda aqui a querer matar ninguém. Eu, o
@frederico, todos os médicos, enfermeiros e restantes profissinais de saúde não sacrificaram boa parte da adolescência a queimar pestanas para matar gente. Se fosse para isso escusava de tirar umc curso de 10 anos.