Política e economia internacional 2020

Pois. That's my point:

O Hollande também ordenou ataques aéreos depois do Charlie Hebdo.

Apenas e só para mostrar determinação política à população.

De resto, há alguns anos que escrevo o mesmo:

O passado teria evitado o presente. Serve de lição para quem tenha ideias semelhantes.

O futuro se calhar vai ser o passado: guerras mediante terceiros.

Problemas económicos forçarão mais isolacionismo.

O preferível é a UE chamar russos e turcos para fazerem as "partilhas", e depois apoiar alguém com pulso firme ou promover a divisão do país, como foi feito no Sudão.

Na Síria há um rivalidade para quem consegue retirar mais riqueza para pagar o investimento: iranianos ou russos.

Nessa fase final a posição negocial já é muito tardia. Já há 'diplomacia' russa do gás na Europa. Queres mesmo acrescentar os migrantes?

O problema turco na Líbia não é só o facto de poder haver mais um acordo de extorsão. A médio/longo prazo seria (será?) mais um ponto de partida para a exportação de terrorismo islâmico para o resto do continente.

Ninguém garante que depois do Erdogan virá um moderado. E as mesquitas que a Turquia está a construir não vão desaparecer.
 
Em geral não sou grande especialista na situação da Síria, a única situação que explorei um bocado foi o alegado ataque químico. Pelo que vi na altura, penso que a história oficial era demasiado conveniente e pouco credível.
De dizer que a Líbia, para o contexto africano nem é um país assim tão "artificial", há diferenças regionais mas nada como nalguns países da África subsariana
 
Não sou nenhum especialista no assunto mas apesar de tudo a Líbia tinha tudo para ser um país muito mais governável, pois apesar de ser uma sociedade tribal a população é relativamente homogénea. Já a Síria é um país complexo, com várias religões e grupos étnicos, zonas de fronteira indefinida (Montes Golan), outra instáveis a médio prazo (com a Turquia e Iraque, por causa da questão dos curdos).
 
Não sou nenhum especialista no assunto mas apesar de tudo a Líbia tinha tudo para ser um país muito mais governável, pois apesar de ser uma sociedade tribal a população é relativamente homogénea. Já a Síria é um país complexo, com várias religões e grupos étnicos, zonas de fronteira indefinida (Montes Golan), outra instáveis a médio prazo (com a Turquia e Iraque, por causa da questão dos curdos).

As tribos da zona de Tripoli odeiam as da zona de Benghazi; por outro lado nenhuma delas gosta das tribos do deserto, da zona de Sabha. Isto numa perspectiva macro, a zona mais próxima à Tunísia é mais aberta e menos conservadora, a zona junto ao Egipto é mais radicalmente islâmica.
Depois há conflitos a menor escala, como o que opõe a tribo de Misrata à de Sirte (terra natal do Khadafi), constantemente há conflitos mortais entre estas duas cidades separadas por menos de 100km.
A nível regional não tem a complexidade da Síria, mas internamente é muito complicado de se gerir.
 
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Pashtun movement leader: 'Pakistani army is afraid of our popularity'

Addressing the Raisina Dialogue 2018 in India, Karzai said Moscow and Islamabad relations are new.

“There are ninety times more US weapons in Pakistan than Russian weapons in Pakistan,” Karzai said. “Shouldn’t we first correct the US part? Ninety percent… When they do that we will go to Russia and ask them to stop their will.”

The former president said the US has failed in Afghanistan war because it gives more importance to Pakistan compared with Afghanistan.

“When I pressed the US delegation on Pakistan and their support to Pakistan and the continuity of extremism arriving from there to Afghanistan, the trouble that it cost to Afghanistan and the US mission in Afghanistan, suddenly vice president (Joe) Biden got up from his place and said look Mr. Karzai, Pakistan is fifty times more important for us than you Afghanistan. That is the relationship that we should focus on,” Karzai said.
 
As tribos da zona de Tripoli odeiam as da zona de Benghazi; por outro lado nenhuma delas gosta das tribos do deserto, da zona de Sabha. Isto numa perspectiva macro, a zona mais próxima à Tunísia é mais aberta e menos conservadora, a zona junto ao Egipto é mais radicalmente islâmica.
Depois há conflitos a menor escala, como o que opõe a tribo de Misrata à de Sirte (terra natal do Khadafi), constantemente há conflitos mortais entre estas duas cidades separadas por menos de 100km.
A nível regional não tem a complexidade da Síria, mas internamente é muito complicado de se gerir.
Historicamente a Líbia estava dividida em três províncias: Tripolitânia (a zona de Tripoli), Cirenaica (a zona de Benghazi) e Fezzan (a zona de Sabha). Foram os italianos que resolveram unir as 3 províncias algum tempo após terem começado a colonização. Dito isto, comparado com tanto país pelo mundo, as diferenças culturais/étnicas entre estas 3 regiões não são assim tão significativas
 
Um dos problemas da UE com a situacao da Líbia é que nao existe uma diplomacia comum Europeia. Neste momento existem duas posicoes opostas (se nao estou em erro Italia vs Franca). Enquanto a UE nao tiver uma posicao unanime, nada se resolve. Enquanto isso, Malta e sul de Italia continuam a receber barcos de migrantes e as populacoes a revoltarem-se contra a falta de solidariedade Europeia.
 
Um dos problemas da UE com a situacao da Líbia é que nao existe uma diplomacia comum Europeia. Neste momento existem duas posicoes opostas (se nao estou em erro Italia vs Franca). Enquanto a UE nao tiver uma posicao unanime, nada se resolve. Enquanto isso, Malta e sul de Italia continuam a receber barcos de migrantes e as populacoes a revoltarem-se contra a falta de solidariedade Europeia.

E qual é a posição comum? Ou a que deve ser comum?

A França e a Alemanha imporem as suas posições?
 
Trump fechou os EUA e o Exército Americano aos imigrantes.
Isto é uma desgraça para os EUA e para o mundo ocidental.

Todo e qualquer exército ocidental que não seja americano poderia muito bem desaparecer, o americano deveria estar aberto a imigrantes naturalizados e os países ocidentais contribuirem com uma % para as despesas militares dos EUA.

Temos de perder a mania de que podemos ter um exército apátrida forte para se construir um mundo "multipolar" face à China.

Isso não existe. Os EUA sempre estiveram, estão e sempre vão estar aqui, para o bem e para o mal.

A divisão do Ocidente é a força dos inimigos.

Foi a nação, esta palavra é muito importante, NAÇÃO, que deu mais ou menos certo no policiamento do mundo. E ninguém pense que foi temporário. Todas as outras civilizações conseguiram a glória com pouco ou nenhum avanço científico e tecnológico. Os EUA conseguiram a glória com um avanço científico e tecnológico sem precedentes na história da humanidade e que não se voltará a repetir.

É bom que os europeus deixem a mania de que são bons, senão isto vai correr mal. A Europa não é mais que um monte de nações e povos todos diferentes que falharam miseravelmente no domínio global, mas que em compensação se puderam dar ao luxo de construir um modelo social admirado lá fora porque foram em tempos protegidos por uma grande nação com o seu complexo militar-industrial sem semelhante. Quem quiser defender as democracias liberais deveria alistar-se no exército americano.
Qual é a bandeira que um povo que deseja a democracia liberal empunha? Qual é o hino que um povo que deseja a democracia liberal canta?



Só uma pessoa sem sal pensa que uma coisa assim, feita para a paz, pode funcionar com vigor como uma nação.

Schiller e Beethoven dariam voltas na campa se soubessem que a sua música estaria a ser usada para pedir intervenções militares.