Política e economia internacional 2020

Talvez não fosse má ideia fazer-se uma pesquisa e reflectir sobre a forma como os direitos civis, nos anos 50 e 60, passaram da teoria à prática (infelizmente não na sua plenitude mas, ainda assim, reconhecidos pela lei).
Dica: não foi a meditar nem a cantar o Kumbaya no jardim de casa com os vizinhos.
 
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Talvez não fosse má ideia fazer-se uma pesquisa e reflectir sobre a forma como os direitos civis, nos anos 50 e 60, passaram da teoria à prática (infelizmente não na sua plenitude mas, ainda assim, reconhecidos pela lei).
Dica: não foi a meditar nem a cantar o Kumbaya no jardim de casa com os vizinhos.
Obviamente que não... É feita ao pontapé até à morte aos donos de lojas ou ao assalto aos camiões da FedEx!! Isso vem em todos os manuais! Aliás foi assim que se fez o 25 de Abril...
 
Obviamente que não... É feita ao pontapé até à morte aos donos de lojas ou ao assalto aos camiões da FedEx!! Isso vem em todos os manuais! Aliás foi assim que se fez o 25 de Abril...

Estás a ficar perito em distorcer o que as pessoas dizem? Herdaste isso de um outro membro do staff misteriosamente desaparecido?
O 25 de Abril quase não foi feito com violência (e digo quase porque ao contrário do mito romântico mas falso, houve mortos, sim, e, que se saiba foram mais dos que, até agora, registados nos tumultos devido ao homicídio de George Floyd) porque o regime estava comatoso. Se o povo não fosse manso e tivesse terminado pelas suas mãos o jugo a que esteve sujeito quase 50 anos meia dúzia de anos antes ao invés de estar à espera de umas dúzias de militares descontentes, verias o que teria acontecido. Aliás, basta olhar para o lado...
Dito isto, explica lá, então, aqui às pessoas como é que os negros conseguiram, nos anos 50 e 60 do século passado, passar a frequentar as mesmas escolas que os brancos, as mesmas casas de banho que os brancos, os mesmos restaurantes que os brancos, os mesmos lugares nos transportes públicos que os brancos.
 
Daqui a nada vem alguém dizer que a lendária Brites de Almeida organizou um referendo...
Cidadãos de um país que, quase como todos, tem sangue um pouco por toda a sua História, que, entre outras coisas melhores, levou para outras paragens a violência, a morte, a evangelização à força, as violações, que praticou o comércio de seres humanos a fazer-se hipocritamente de chocado perante a constatação do simples facto de que boa parte das mudanças da civilização não se fez com paz e amor e que a liberdade e a justiça custaram muitas vidas e derramaram muito sangue. Os militares que fizeram o 25 de Abril tinham consigo armas e tanques. Não devia ser para enxotar as moscas. Não tiveram que as utilizar, felizmente, porque o regime estava já em decomposição e não ofereceu grande resistência. Mas não saíram à rua com cartazes e slogans.
 
Estás a ficar perito em distorcer o que as pessoas dizem? Herdaste isso de um outro membro do staff misteriosamente desaparecido?
O 25 de Abril quase não foi feito com violência (e digo quase porque ao contrário do mito romântico mas falso, houve mortos, sim, e, que se saiba foram mais dos que, até agora, registados nos tumultos devido ao homicídio de George Floyd) porque o regime estava comatoso. Se o povo não fosse manso e tivesse terminado pelas suas mãos o jugo a que esteve sujeito quase 50 anos meia dúzia de anos antes ao invés de estar à espera de umas dúzias de militares descontentes, verias o que teria acontecido. Aliás, basta olhar para o lado...
Dito isto, explica lá, então, aqui às pessoas como é que os negros conseguiram, nos anos 50 e 60 do século passado, passar a frequentar as mesmas escolas que os brancos, as mesmas casas de banho que os brancos, os mesmos restaurantes que os brancos, os mesmos lugares nos transportes públicos que os brancos.

Daqui a nada vem alguém dizer que a lendária Brites de Almeida organizou um referendo...
Cidadãos de um país que, quase como todos, tem sangue um pouco por toda a sua História, que, entre outras coisas melhores, levou para outras paragens a violência, a morte, a evangelização à força, as violações, que praticou o comércio de seres humanos a fazer-se hipocritamente de chocado perante a constatação do simples facto de que boa parte das mudanças da civilização não se fez com paz e amor e que a liberdade e a justiça custaram muitas vidas e derramaram muito sangue. Os militares que fizeram o 25 de Abril tinham consigo armas e tanques. Não devia ser para enxotar as moscas. Não tiveram que as utilizar, felizmente, porque o regime estava já em decomposição e não ofereceu grande resistência. Mas não saíram à rua com cartazes e slogans.

Dizem que os tanques só não funcionaram em plena Lisboa porque o povo desrespeitou as ordens e encheu as ruas.

A passividade perdeu duas vezes.
 
Dizem que os tanques só não funcionaram em plena Lisboa porque o povo desrespeitou as ordens e encheu as ruas.

Não foram precisos e ainda bem. É sempre fantástico quando os objectivos se alcançam sem violência. Mas quem sai para a rua armado e com tanques para depor um regime, sabe bem ao que pode ir. Não foi necessário porque o regime estava já morto. Faltava alguém passar o atestado de óbito. Mesmo assim morreram pessoas, ao contrário da história da carochinha que alguns tentam contar.
 
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Daqui a nada vem alguém dizer que a lendária Brites de Almeida organizou um referendo...
Cidadãos de um país que, quase como todos, tem sangue um pouco por toda a sua História, que, entre outras coisas melhores, levou para outras paragens a violência, a morte, a evangelização à força, as violações, que praticou o comércio de seres humanos a fazer-se hipocritamente de chocado perante a constatação do simples facto de que boa parte das mudanças da civilização não se fez com paz e amor e que a liberdade e a justiça custaram muitas vidas e derramaram muito sangue. Os militares que fizeram o 25 de Abril tinham consigo armas e tanques. Não devia ser para enxotar as moscas. Não tiveram que as utilizar, felizmente, porque o regime estava já em decomposição e não ofereceu grande resistência. Mas não saíram à rua com cartazes e slogans.

Eu adoro as fases das trocas de argumentos que começam a deslizar para comparações com o nazismo (e outros ismos) e para as justificações com fases da história selváticas, em que as sociedades e os padrões morais não tinham nada a ver com o mundo do século XXI, já bem entrado.

A justificação da violência é só isso mesmo, a "justificação da violência". Não tem justificação.

Permitindo-me também fazer comparações, a justificação de "violência útil" para uma suposta procura da igualdade racial está ao nível da que utilizam o Bolsonaro e os seus sequazes, portanto haja coerência!

Mas mais importante do que isso é não perceber que, a cada ano, por esse mundo fora, milhões de decisões democráticas vão permitindo o salto pacífico para padrões de nível social mais elevados, mesmo em países do designado "terceiro mundo".

Como é óbvio, tudo não passa das preparatórias para as eleições presidenciais americanas, num ambiente de crispação e sectarismo que pode destruir um grande país, que nos libertou do nazismo, do fascismo e do império soviético (aqui está!) e que tem sido o principal garante de um planeta com paz.

E é pena haver pessoal a defender a violência gratuita, também por razões ideológicas.
 
Última edição:
Eu adoro as fases das trocas de argumentos que começam a deslizar para comparações com o nazismo (e outros ismos) e para as justificações com fases da história selváticas, em que as sociedades e os padrões morais não têm nada a ver com o mundo do século XXI, já bem entrado.

A justificação da violência é só isso mesmo, a "justificação da violência". Não tem justificação.

Permitindo-me também fazer comparações, a justificação de "violência útil" para uma suposta procura da igualdade racial está ao nível da que utilizam o Bolsonaro e os seus sequazes, portanto haja coerência!

Mas mais importante do que isso é não perceber que, a cada ano, por esse mundo fora, milhões de decisões democráticas vão permitindo o salto pacífico para padrões de nível social mais elevados, mesmo em países do designado "terceiro mundo".

Como é óbvio, tudo não passa das preparatórias para as eleições presidenciais americanas, num ambiente de crispação e sectarismo que pode destruir um grande país, que nos libertou do nazismo, do fascismo e do império soviético (aqui está!) e que tem sido o principal garante de um planeta com paz.

E é pena haver pessoal a defender a violência gratuita, também por razões ideológicas.

Eu não defendo violência gratuita. Eu adoraria que a História se tivesse feito de discussões pacíficas e diplomacia. Infelizmente não foi assim. Aliás, há lá maior hipocrisia do que isto?

que nos libertou do nazismo, do fascismo e do império soviético

E fê-lo com um jantar conciliatório, não foi? Com beijinhos e abraços. Haja pachorra para tanta hipocrisia. Essa libertação é, na verdade, a admissão que às vezes não há outra alternativa. Que a liberdade e a justiça, muitas vezes, custam vidas e muito sangue derramado. Só que quando nos convém, fechamos os olhos a isso.
O Bolsonojo e os seus jagunços usam de violência para lutarem por direitos que lhes negados e de que outros usufruem? Quais, concretamente? Gostava bastante de saber.
Já me manifestei algumas vezes. Todas elas pacíficas e nunca nenhuma manifestação a que me juntei deu confusão. Mas nunca me manifestei por um direito que me fosse vedado e de que outros usufruem. E isso é porque sou privilegiada.
Num país em que a toda a hora há grunhos a andarem à porrada por causa da bola e onde no mundo do futebol o apelo à violência é frequente. Na semana passada com o campeonato parado há meses houve dois episódios de 'violência gratuita' entre fanáticos da bola. Pessoas esfaqueadas.Vou procurar os teus posts de indignação pela 'violência gratuita'.
 
Um país onde polícias já andaram à porrada com outros polícias. Onde manifestações de polícias já deram confusão. Isto tudo no século XIV, claro. É, de facto, preciso muita lata e muita falta de 'memória'.
 
Eu não defendo violência gratuita. Eu adoraria que a História se tivesse feito de discussões pacíficas e diplomacia. Infelizmente não foi assim. Aliás, há lá maior hipocrisia do que isto?



E fê-lo com um jantar conciliatório, não foi? Com beijinhos e abraços. Haja pachorra para tanta hipocrisia. Essa libertação é, na verdade, a admissão que às vezes não há outra alternativa. Que a liberdade e a justiça, muitas vezes, custam vidas e muito sangue derramado. Só que quando nos convém, fechamos os olhos a isso.
O Bolsonojo e os seus jagunços usam de violência para lutarem por direitos que lhes negados e de que outros usufruem? Quais, concretamente? Gostava bastante de saber.
Já me manifestei algumas vezes. Todas elas pacíficas e nunca nenhuma manifestação a que me juntei deu confusão. Mas nunca me manifestei por um direito que me fosse vedado e de que outros usufruem. E isso é porque sou privilegiada.
Num país em que a toda a hora há grunhos a andarem à porrada por causa da bola e onde no mundo do futebol o apelo à violência é frequente. Na semana passada com o campeonato parado há meses houve dois episódios de 'violência gratuita' entre fanáticos da bola. Pessoas esfaqueadas.Vou procurar os teus posts de indignação pela 'violência gratuita'.

O problema quando alguém defende a violência gratuita - do tipo que observamos num país democrático como os Estados Unidos - para atingir os seus objetivos ideológicos e eleitorais, é que se arrisca rapidamente a perder o controlo do monstro que criou.

Caríssima, não estamos a falar da Guatemala, nem do Burkina Faso, nem da Somália. Estamos a falar dos EUA, que neste momento têm um sistema judicial que garante a punição exemplar e atempada dos crimes.

Vou fazer-lhe um desenho:

um pacífico cidadão ucraniano, provavelmente a tentar entrar de forma ilegal no nosso país, foi este ano assassinado às mãos de funcionários do Estado, de uma forma que envergonha todos os portugueses. Portanto, no seu ponto de vista, a comunidade ucraniana deveria assaltar o aeroporto de Lisboa, deixar tudo em cacos (incluindo as lojas de lingerie, claro), vingando-se de todos estes anos em que tantos concidadãos seus têm sido humilhados em Portugal, muitos mal pagos e enganados, sem direitos, num país ainda por cima onde a justiça leva décadas a decidir. Certo?

O simples facto de estarmos os dois a discutir sobre se a violência sectária tem ou não justificação deixa-me deprimido. O mundo está mesmo a ir pelo cano.
 
Última edição:
O problema quando alguém defende a violência gratuita - do tipo que observamos num país democrático como os Estados Unidos - para atingir os seus objetivos ideológicos e eleitorais, é que se arrisca rapidamente a perder o controlo do monstro que criou.

Caríssima, não estamos a falar da Guatemala, nem do Burkina Faso, nem da Somália. Estamos a falar dos EUA, que neste momento têm um sistema judicial que garante a punição exemplar e atempada dos crimes.

Vou fazer-lhe um desenho:

um pacífico cidadão ucraniano, provavelmente a tentar entrar de forma ilegal no nosso país, foi este ano assassinado às mãos de funcionários do Estado, de forma que envergonha todos os portugueses. Portanto, no seu ponto de vista, a comunidade ucraniana deveria assaltar o aeroporto de Lisboa, deixar tudo em cacos (incluindo as lojas de lingerie, claro), vingando-se de todos estes anos em que tantos concidadãos seus têm sido humilhados em Portugal, muitos mal pagos e enganados, sem direitos, num país ainda por cima onde a justiça leva décadas a decidir, certo?

O simples facto de estarmos os dois a discutir sobre se a violência sectária tem ou não justificação deixa-me deprimido. O mundo está mesmo a ir pelo cano.

Quando se toca num ponto frágil da natureza humana, que é a sua própria coerência (ou falta da), inicia-se uma cascata interminável de justificar o injustificável.

:lmao:
 
Estamos a falar dos EUA, que neste momento têm um sistema judicial que garante a punição exemplar e atempada dos crimes.

Isto é mentira. Se fosse verdade estávamos aqui agora a discutir o Space X Dragon. É precisamente por ser mentira que as tvs mostram as imagens que mostram. Era mentira em 1991 com Rodney King e é mentira hoje com George Floyd. Recordo que o assassino de Floyd foi acusado de third degree murder e manslaughter. Muito boa gente teve de ir pesquisar o que era third degree murder. I wonder why.

no seu ponto de vista, a comunidade ucraniana deveria assaltar o aeroporto de Lisboa, deixar tudo em cacos (incluindo as lojas de lingerie, claro), vingando-se

Se durante anos (podia dizer décadas, mas estou a sentir-me generosa) Ucranianos fossem mortos às mãos de agentes do SEF e os agentes do SEF sistematicamente conseguissem evitar julgamentos ou não conseguindo fossem condenados a penas ridículas não digo que deviam ir partir tudo no SEF porque isso não ressuscitaria ninguém mas se essa fosse a única maneira de começar a levar à justiça os assassinos, eu trocava as instalações do SEF pela justiça. Sem pestanejar.