Política e economia internacional

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Para quem tem seguido os mercados de dívida soberana, pode verificar que os juros exigidos a Portugal têm vindo a descer de forma consistente não só no mercado primário como secundário.

Ontem os mercados fecharam a exigir 9.76% pela dívida nacional a 10 anos, cada vez mais longe da barreira dos 10%! :thumbsup:

Evolução nos últimos dias:

2012-08-17 9,76% -0,09
2012-08-16 9,85% -0,05
2012-08-15 9,90% -0,02
2012-08-14 9,91% -0,03
2012-08-13 9,94% -0,04
2012-08-10 9,98% -0,05
2012-08-09 10,02% 0,01
2012-08-08 10,02% -0,03
2012-08-07 10,05% -0,42
2012-08-06 10,47% -0,51
2012-08-03 10,98% -0,06
2012-08-02 11,04% -0,03
2012-08-01 11,07% -0,13
2012-07-31 11,20% -0,05
2012-07-30 11,25% -0,06
2012-07-27 11,31% -0,03
2012-07-26 11,34% -0,11
2012-07-25 11,44% 0,46

Para comparação:

Espanha 2012-08-17 6,44%
Alemanha 2012-08-17 1,50%
Reino Unido 2012-08-17 1,67%
França 2012-08-17 2,13%
Italia 2012-08-17 5,79%
Portugal 2012-08-17 9,76%
 
Neste momento nenhuma das 20 empresas do PSI 20 paga impostos em Portugal. Acho que isso diz muito mais sobre o estado do país do que uma descida anedótica dos juros.
 
Mais um dia positivo nos mercados de dívida soberana...

Portugal continua a baixar os juros no mercado secundário, fixando-se hoje nos 9.61%, -.15% que na sessão anterior. :thumbsup:
 
Neste momento nenhuma das 20 empresas do PSI 20 paga impostos em Portugal. Acho que isso diz muito mais sobre o estado do país do que uma descida anedótica dos juros.

Além disso, nenhuma empresa cotada no PSI 20 consegue financiamento saudável no exterior.

PS: De facto a EDP até consegue algum financiamento, através de uma empresa que devia a estar a sugá-la. :unsure:
 
Mais um dia muito positivo para o nosso país... a tendência mantém-se e Portugal consegue mesmo as maiores descidas dos dia do juros em todos os prazos... ;)

Obrigações a 10 anos: 9.25%, -.35% que ontem! :thumbsup:

Juros de Portugal a dois anos negoceiam abaixo dos 5%

A pressão continua a diminuir. As "yields" das obrigações portuguesas continuam a cair em todos os prazos e a renovar mínimos de 2011. A taxa a dois anos já se encontra abaixo dos 5% e a cinco anos negoceia abaixo dos 8%. Espanha e Itália também continuam a registar descidas nos juros.
A "yield" das obrigações portuguesas a dois anos está a descer 46,5 pontos base para 4,977%, o que corresponde ao valor mais baixo desde 9 de Março de 2011. E a taxa a cinco anos está a ceder 34,1 pontos base para 7,996%, o valor mais baixo desde 22 de Março do mesmo ano.

Já nas obrigações a 10 anos está a verificar-se uma descida dos juros de 35,3 pontos para 9,254%, o que também representa o nível mais baixo desde 20 de Maio de 2011.


As taxas destes prazos encontram-se assim em níveis semelhantes aos resgistados na altura em que Portugal pediu intervenção externa. Este pedido foi feito em Abril de 2011. Após o Estado accionar o pedido, os juros dispararam e chegaram a negociar acima dos 20%.

Nos últimos meses as "yields" têm aliviado dos máximos e recuado para níveis "pré-troika", com a pressão a diminuir sobre Portugal e a centrar-se em países como Espanha e Itália.

Contudo, nos últimos dias a expectativa de que a Europa implemente medidas para responder à crise que assola a Europa tem aumentado, o que tem também levado a uma queda das "yields" espanholas e italianas.

A taxa das obrigações espanholas a dois anos está a descer esta terça-feira 10,3 pontos para 3,482%. A cinco anos a descida é de 13,2 pontos para 5,037%, recuando para níveis de Maio deste ano. Já a taxa a 10 anos cede 7,1 pontos para 6,211%.

No caso italiano, a descida é de 3,5 pontos para 3,005%, a dois anos, de 8,4 pontos para 4,615%, a cinco anos, e de 11,4 pontos para 5,659%. Nestes dois últimos prazos, as taxas encontram-se em níveis de Maio e Julho, respectivamente.

Negócios
 
En las urnas se enfrentan hoy dos proyectos de futuro para Venezuela: la vía bolivariana del autoritarismo populista o la recuperación de un sistema democrático y liberal.

É uma visão extraordinária. Dizer que a Venezuela é um país mais perigoso que o México onde os cartéis de droga tudo controlam, matam e abandonam na beira da estrada.

Nada se diz sobre os roubos escandalosos que os brancos faziam aos índios, roubando-lhes as melhores terras e deixando-os na miséria.

Capriles já esteve mais perto de ganhar. Foi abandonado pelos moderados porque Capriles tem uma agenda escondida que quer levar ao poder.
 
Há muito madeirense com insónias nesta altura. Tal como os brancos em 75 queria uma Angola só pra eles, não faltava quem quisesse uma Venezuela no mesmo formato. Mas desta vez não há mercenários nem tropas sul-africanas para invadir o país.
 
Tenho dois colegas de faculdade, madeirenses, que regressaram da Venezuela depois da entrada de Chavez no poder. Dizem horrores do querido líder. O potencial turístico, agrícola, mineiro ou industrial está sub-aproveitado, a inflação é galopante, a criminalidade está insuportável. Maravilhas do socialismo.
 
O que vale é que a Venezuela são quase 30 milhões de habitantes. E o socialismo tem eleições. Não tem governos de salvação nacional nem governos tecnocratas.
 
...os brancos em 75 queria uma Angola só pra eles ...QUOTE]

Angola, é verdade. Como pude eu esquecer-me de Angola. Esse pais, outrora esmagado pelo Totalitarismo, trocidado pelo autoritarismo da raça branca, hoje em dia uma democracia equitativa daquelas em que quase todos vêm a Lisboa comprar à Avenida da Liberdade. Perdoe-me Agreste estas atitudes burguesas de quem hoje em dia so pode um "window shopping" na Louis Vuitton.
:(
 
Um país nunca vai à falência. Tem moeda própria. O que está a acontecer é que o Banco Central está a expurgar os dólares do país que toda a gente acumulava dos tempos Domingo Cavallo e do Carlos Meném.
 
Estado
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