Política e economia internacional

Estado
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Eu espero é que o Presidente de lá respeite a opinião popular e não force a formação de um governo tecnocrático só para agradar a troika, contra 70% do voto popular.

Espero que haja novas eleições. Estou curioso por ver a Grécia fora da Europa. E provavelmente vai acontecer. Já cansa este impasse, e acho que os gregos, devem ser livres de dívidas e esta austeridade deve parar.

São pobres na mesma, com ou sem troika. Mas sem troika serão pelo menos responsáveis pelo seu caminho.

A troika é um horror. Destrói a vida das pessoas. Prende-as. Empobrece-as. É preciso estímulo económico e não austeridade. É uma espécie de Inquisição do Século XXI.

Aqui na Islândia o povo ri-se da sorte que teve em nunca ter entrado na U. Europeia. Espero bem que assim continue (e vai porque aqui a maioria é anti- União Europeia).

Aliás já são muitos os povos contra este tipo de União Europeia: os ingleses, os gregos, os austríacos, até alguns alemães. Então para quê insistir no mesmo? Medo de mudança?

Eu penso que o ideal era somente uma união de fronteiras livres e espaço económico livre. Mas sem moeda comum, sem parlamento comum, sem as autoritárias directivas comuns. Cada um independente e senhor do seu nariz.

Afinal a troika é tudo menos liberal. É autoritária.

Espero que as 2ª eleições aumentem a votação do syriza para avançar um governo de esquerda. Há muito trabalho a fazer para restaurar o país.
 
Exactamente é isso mesmo.

Este sistema de subsidios, reformas, salários, pensões e etc, é dinheiro insustentável, é um sistema de parasitismo de uma estrutura pela outra, e é misturado com especulação e corrupção. Tem que deixar de existir!

Se o colapso ocorrer na Grécia eles os gregos serão obrigados a reconstruir completamente a sua sociedade. Alguém precisa de começar, ser o pioneiro. Este sistema, seja à esquerda ou à direita, é velho, é insustentável. A muitos níveis, seja a crise da segurança social, seja o controlo pelos grandes poderes económicos, seja a dependência estatal para o emprego, seja a loucura especulativa dos bancos e corrupção dos grandes negócios com a mão ajuda do estado.

Isto tem que acabar.
A sociedade tem que ser reconstruída de raíz.
Ser mais livre, transparente, justa, e equilibrada / estável.

Eu pago para ver, é uma experiência política sem igual! Aqueles que apregoam que não é preciso troika, leia-se "não precisamos de dinheiro" que se entendam agora!! :)

uma coisa é certa.. Se não formarem governo, novas eleições virão, as reformas param e os mercados dão-lhes a estocada final. Daqui a poucos meses, sem dinheiro para subsídios, função pública e pensões, o povo grego abrirá a pestana, mas aí será tarde demais, pois está mais que certo que as ruas irão virar caos, depois adivinhem.. Exército a controlar as ruas e o país, e por fim ditadura militar! Não há um caminho de salvação da grécia, todas as soluções me parecem caos e fogo nas ruas, muita miséria!
 
Acho curiosa a referência, por parte dos nossos jornalistas e comentadores, a uma crise global. Em boa verdade não há nenhuma crise global. Vários países do mundo têm continuado a crescer, alguns a bom ritmo. O mundo, no seu todo, tem tido crescimento económico. Há sim uma crise nas periferias da Europa! Será que o mundo começa e acaba na UE e nos países anglo-saxónicos (EUA, Canadá, RU ou Austrália)? :lmao:

Está a ocorrer uma redestribuição maciça da riqueza global, com o empobrecimento do Ocidente. Mais da Europa do que dos EUA, Austrália ou Canadá. A globalização, a fuga de indústrias para o Terceiro Mundo ou os preços especulativos das matérias primas estão a empurrar-nos gradualmente para a pobreza.
 
A idade da reforma regressa aos 60 anos na França. Com condições, dizem eles. Não dou muito tempo para que fiquem falidos. Ainda vão ter saudades do Sarkozy.
 
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Tirado do blogue O Insurgente.

Interessante as diferenças entre a Alemanha Ocidental e de Leste.

PS: gostaria que Portugal estivesse com as cores do Norte de Itália.
 
A odisseia de Holland começou agora, é ele que vai salvar toda a Europa e quiçá o universo do demónio do neo-liberalismo, mas espera, quem é aquela Merkel que não deixa? Ahhh

Alemanha rejeita proposta de Hollande para emissão de eurobonds​

A Alemanha rejeitou hoje a proposta do novo Presidente francês, François Hollande, à margem da cimeira do G8, para a introdução de eurobonds na zona euro, considerando-a "a receita errada no momento errado".

"No momento atual, não vejo motivos para mudarmos de rumo, a introdução de eurobonds seria a receita errada no momento errado, e teria efeitos secundários contraproducentes", disse o secretário de Estado das finanças alemão, Steffen Kampeter, à emissora pública de rádio Deutschlandfunk.

Na opinião de Kampeter, a base para uma política orçamental comum na Europa "é, em primeira linha, o Tratado Orçamental", e não a emissão de títulos conjuntos de dívida pública europeia, os chamados eurobonds.

Uma tal emissão permitiria aos países da moeda única com dificuldades de acesso aos mercados de capitais financiarem-se em condições mais favoráveis.

Em contrapartida, países como a Alemanha, que beneficiam de juros muito baixos para se financiar nos referidos mercados, teriam de pagar mais.

O Governo de Angela Merkel tem recusado sistematicamente a emissão de eurobonds, considerando-os uma forma de mutualizar as dívidas públicas na zona euro.

Berlim tem alertado também para o risco de uma tal medida poder contribuir para afrouxar os esforços de consolidação orçamental e de redução da dívida pública dos países da moeda única com elevados défices estruturais.

Após uma reunião do G8, em Camp David (EUA), o novo chefe de Estado francês, François Hollande, anunciou, no entanto, que irá fazer propostas para incrementar o crescimento económico na União Europeia no Conselho Europeu Extraordinário de quarta-feira, em Bruxelas, incluindo a emissão de eurobonds.

"Não estarei sozinho a fazer essas propostas", sublinhou Hollande.

Nas declarações à Deutschlandfunk, Kampeter advertiu também o Presidente francês contra uma eventual interligação entre a questão dos eurobonds e a escolha do novo presidente do eurogrupo.

Segundo o semanário Der Spiegel, Hollande coloca reticências à eleição para este cargo do atual ministro das finanças alemão, Wolfgang Schuble, após a saída do atual titular, Jean-Claude Juncker.

"Uma tal interligação de temas bem diferentes lançaria uma luz menos boa sobre a necessidade de consolidação orçamental na Europa, e não traria vantagens políticas e económicas aos países que estão a implementá-la", disse Kampeter.

O responsável alemão esclareceu também que Berlim recusa também programas de apoio à conjuntura que signifiquem novo endividamento, ao contrário do novo Governo francês.

"O que é preciso é melhorar as condições para que haja crescimento através de reformas estruturais que não pesem nos orçamentos", referiu Kampeter.

Com Lusa

link: http://sicnoticias.sapo.pt/economia...roposta-de-hollande-para-emissao-de-eurobonds
 
O Irão fica já aqui ao lado:

El Juzgado de lo Penal número 8 de Madrid ha juzgado este lunes 28 de mayo al cantautor Javier Krahe y a la productora Motserrat Fernández por un delito de ofensas a los sentimientos religiosos por el corto ''Cómo cocinar un crucifijo''.

El cantautor Javier Krahe en declaraciones a la cadena SER a la entrada del Juzgado de lo Penal de Madrid, donde se celebraba el juicio por un presunto delito contra los sentimientos religiosos por un vídeo emitido en 2004 sobre 'cómo cocinar un Cristo para dos personas', que si le condenan "se exiliará a Francia".

(...)

En el vídeo creado por Javier Krahe en 1977 y emitido el 14 de diciembre de 2004 se narraba con imágenes cómo desprender a un Cristo de una cruz para a continuación asegurar que "los estigmas podían mecharse con tocino".

Junto a Krahe, el Juzgado de lo Penal número 8 de Madrid juzgará también a la productora del programa 'Lo + Plus' de Canal Plus Montserrat Fernández Villa, para quien la acusación solicita una multa de 72.000 euros.

Contra ambos se querelló el Centro de Estudios Jurídicos Tomás Moro por entender que el vídeo era constitutivo de un delito contra los sentimientos religiosos recogido en el artículo 525 del Código Penal.

Mientras que el grupo católico Centro Jurídico Tomás Moro ha calificado la celebración de la vista oral de "una verdadera victoria en defensa de la libertad religiosa, por cuanto supone la primera vez que se aplica el artículo 525 del Código Penal", el abogado defensor de la productora del programa ha confiado en que éste sea el último juicio que se celebre en España por motivos religiosos.

Una tensa vista oral

La acusación ha insistido en qeu la emisión de las imágenes en 2004 supuso por parte de Krahe una burla hacia los sentimientos religiosos y por parte de Canal + un delito de escarnio público. Javier Krahe y Montserart Fernández no han contestado a las preguntass de la acusación. Por parte del Ministerio Público, tampoco ha habido preguntas ya que había pedido la absolución y el archivo de la causa al considerar qeu el video podría ser ofensivo pero no un delito. La denuncia ha sido archivada dos veces, pero un juez de la Audiencia Provincial de Madrid la ha reabierto.

En su declaración, la entonces directora del programa Lo + Plus Monstserra Fernández Villa, ha aclarado que fue suya la decisión de emitir las imágenes y que se incluyeron en el contexto de una entrevista a Javier Krahe con el fin de preguntar por el polémico video, un corto "grabado en 1977 en un momento tan incipiente de la democracia" capaz superar la censura durante esos años.

Javier Krahe, en una declaración breve, ha dicho que no es responsable de la emisión en televisión y ha explicado el contexto en el que se grabaron las imágenes: Transcurría el año 1977, lo hizo con un grupo de amigos, en súper 8 y con la intención de proyectarlo "en la pared de casa o de algún amigo", en ambiente personal, sin la intención de darle difusión pública. Además, ha insistido en que no es responsable único del cortometraje; "se rodó entre varios", él "estaba por ahí", la locución es de mujer, la mano que aparece también lo es y se grabó entre varios. Dichas imágenes fueron más tarde rescatadas e incluídas en la película Esta no es la vida privada de Javier Krahe.

El abogado de la defensa, José Manuel López Campos, ha declarado durante la vista oral la intención recaudatoria y de "obtención de lucro" de la asociación católica denunciante Tomás Moro, yaque abrió una cuenta corriente para recaudar dinero para la causa contra el cantautor.

La acusación ha solicitado una multa de 400 euros diarios para Krahe durante doce meses y 400 euros diarios durante nueve meses en el caso de Montserrat Fernández Villa.

Proceso 'preconstitucional'

Tranquilo y con su habitual sentido del humor, Javier Krahe ha subrayado ser "inocente" a la entrada y salida de los juzgados. Los amigos y acompañantes del cantautor han denunciado estar alarmados ante el hecho de que la emisión de unas imágenes en 2004 hayan llevado al cantautor y a la directora del programa al banquillo de los acusados. Álex de la Iglesia aseguraba que " es lamentable, anacrónico y muy triste que la Justicia dedique tiempo a cosas como estas".

Por otro lado, Miguel Ríos calificaba el proceso como un "sinsentido" en elque se han utilizado "argumentos e ideas preconstitucionales. En los setenta estábamos todos contra lo establecido, sacarlo de contexto es peligroso". Wyoming, tras declarar como testigo, revelaba un detalle: "En el ultimo año es la tercera vez que tengo que pasar por los juzgados".

http://www.cadenaser.com/espana/art...ara-francia/csrcsrpor/20120528csrcsrnac_2/Tes
 


La JUSTICIA debe ser IMPARCIAL, ECUANIME e IGUAL PARA TODOS (en TODOS LOS CASOS).

Personalmente considero que este Javier krahe (Judío) tiene todo el derecho del mundo para escribir, leer, publicar o dirigir un video como "Como cocinar un Cristo crucificado". Esa es mi opinión, defiendo totalmente su libertad de expresión y su derecho a hacer vídeos. Y condeno el juicio, soy contrario a toda condena a este judío.

Si este judío quiere hacer un video así yo lo respeto y creo que tiene derecho a hacerlo pues "supuestamente" estamos en un país con libertad de expresión.
Soy totalmente contrario a este juicio y defiendo la libertad de expresión de este judío.

Si este judío gusta hacer esas cosas no tengo problema ninguno y yo defiendo su libertad para hacerlo.

MAS, ENTONCES........

Yo tambien quiero tener libertad de expresión para hacer vídeos, así yo también podría hacer un video llamado: "Como cocinar a un judío en una camara de gas" o "Como hacer jabón con un judío".

Yo también quiero esa libertad de expresión.

MAS eso no es posible, hay países en Europa donde es delito de prisión cuestionar el número de víctimas judías en la Segunda Guerra Mundial.
 
Yo tambien quiero tener libertad de expresión para hacer vídeos, así yo también podría hacer un video llamado: "Como cocinar a un judío en una camara de gas" o "Como hacer jabón con un judío".

Não é a mesma coisa "cozinhar" uma pessoa e cozinhar um boneco.

Yo también quiero esa libertad de expresión.

MAS eso no es posible, hay países en Europa donde es delito de prisión cuestionar el número de víctimas judías en la Segunda Guerra Mundial.

Nisto concordo totalmente contigo, há vários países da Europa onde existe delito de opinião. Em França também é crime negar o genocídio sdos arménios às mãos dos turcos.
 
Não é a mesma coisa "cozinhar" uma pessoa e cozinhar um boneco.



Nisto concordo totalmente contigo, há vários países da Europa onde existe delito de opinião. Em França também é crime negar o genocídio sdos arménios às mãos dos turcos.

Não vale a pena esta discussão..porque a liberdade de expressão NÃO existe.
Não vais andar a dizer o que achas porque se as pessoas não aceitam isso ou fecham os ouvidos ou levas tareia.
A liberdade de expressão envolve um mecanismo muito mais profundo do que uma lei que diz que podes andar ai a dizer o que te vem á cabeça ( mesmo que depois a coisa corra mal), envolve a discussão racional dos temas...não terás liberdade de expressão enquanto não houver mais flexibilidade dos outros para te ouvir e discutir os assuntos, enquanto não puderes ter a mesma credibilidade e aceitação social dos outros...ou seja, enquanto não viveres numa sociedade verdadeiramente igualitária.

Ou seja, actualmente o que há é a ilusão da liberdade de expessão...basicamente podes dizer o que penas porque a lei o permite, só que corres o risco de estar a falar para o boneco..:lol:

Alias...a liberdade em si é uma coisa muito volatil, não depende só de ti mas tambem do outro, e depois como é obvio, de factores fisicos que limitam as tuas acções.

Mas se por um lado o ser humano já é limitado por natureza ( a nivel fisico, biológico) , chegamos ao cumulo de nos limitarmos a nós mesmo...então no que toca ás religiões é clarissimo, olhem as religiões que até estipulam regras sobre aquilo que comemos! ( como se um deus criador do universo de preocupasse com o que uns biliõezitos de tipos estranhos andam a comer..:lmao:).

Por outro lado, até é bom que o ser humano se auto-limite e seja limitado....num mundo em que todas as pessoas fossem livres de fazer o que quizessem a nossa especie ficaria extinta rápidamente....o relacionamento entre os varios individuos da nossa especie nunca foi caracterizado pelo pacifismo...

Como somos animais ainda muito simples, o nosso cerebro ainda tem muitos reminescentes dos nossos instintos animais...e será precisa uma eternidade para que se apaguem esses instintos irracionais.....de momento nós tentamos esconder as nossas facetas animais, mas se repararem todo o sistema está assente em leis que no fim são darwinismo puro...por exemplo, todo o nosso sistema económico está baseado na desigualdade e na miséria alheia, na vontade irracional de ter mais (qualquer coisa que seja) do que o outro.
No entanto o pessoal olha para a economia e acha uma grande criação e sinal da nossa racionalidade e superioridade..lol...bullshit!
 
Não vale a pena esta discussão..porque a liberdade de expressão NÃO existe.
Não vais andar a dizer o que achas porque se as pessoas não aceitam isso ou fecham os ouvidos ou levas tareia.
A liberdade de expressão envolve um mecanismo muito mais profundo do que uma lei que diz que podes andar ai a dizer o que te vem á cabeça ( mesmo que depois a coisa corra mal), envolve a discussão racional dos temas...não terás liberdade de expressão enquanto não houver mais flexibilidade dos outros para te ouvir e discutir os assuntos, enquanto não puderes ter a mesma credibilidade e aceitação social dos outros...ou seja, enquanto não viveres numa sociedade verdadeiramente igualitária.

Ou seja, actualmente o que há é a ilusão da liberdade de expessão...basicamente podes dizer o que penas porque a lei o permite, só que corres o risco de estar a falar para o boneco..:lol:

Alias...a liberdade em si é uma coisa muito volatil, não depende só de ti mas tambem do outro, e depois como é obvio, de factores fisicos que limitam as tuas acções.

Mas se por um lado o ser humano já é limitado por natureza ( a nivel fisico, biológico) , chegamos ao cumulo de nos limitarmos a nós mesmo...então no que toca ás religiões é clarissimo, olhem as religiões que até estipulam regras sobre aquilo que comemos! ( como se um deus criador do universo de preocupasse com o que uns biliõezitos de tipos estranhos andam a comer..:lmao:).

Por outro lado, até é bom que o ser humano se auto-limite e seja limitado....num mundo em que todas as pessoas fossem livres de fazer o que quizessem a nossa especie ficaria extinta rápidamente....o relacionamento entre os varios individuos da nossa especie nunca foi caracterizado pelo pacifismo...

Como somos animais ainda muito simples, o nosso cerebro ainda tem muitos reminescentes dos nossos instintos animais...e será precisa uma eternidade para que se apaguem esses instintos irracionais.....de momento nós tentamos esconder as nossas facetas animais, mas se repararem todo o sistema está assente em leis que no fim são darwinismo puro...por exemplo, todo o nosso sistema económico está baseado na desigualdade e na miséria alheia, na vontade irracional de ter mais (qualquer coisa que seja) do que o outro.
No entanto o pessoal olha para a economia e acha uma grande criação e sinal da nossa racionalidade e superioridade..lol...bullshit!

Muito simples:

Na vida em sociedade, a liberdade de um acaba onde começa a do próximo!

Como não podemos estar sempre quietos, calados e de olhos fechados, a liberdade é condicionada por um conjunto de regras de ética social, religiosa e de leis produzidas pelos governos ou até pelo tribunal internacional.
 
Não vale a pena esta discussão..porque a liberdade de expressão NÃO existe.
Não vais andar a dizer o que achas porque se as pessoas não aceitam isso ou fecham os ouvidos ou levas tareia.
A liberdade de expressão envolve um mecanismo muito mais profundo do que uma lei que diz que podes andar ai a dizer o que te vem á cabeça ( mesmo que depois a coisa corra mal), envolve a discussão racional dos temas...não terás liberdade de expressão enquanto não houver mais flexibilidade dos outros para te ouvir e discutir os assuntos, enquanto não puderes ter a mesma credibilidade e aceitação social dos outros...ou seja, enquanto não viveres numa sociedade verdadeiramente igualitária.

Ou seja, actualmente o que há é a ilusão da liberdade de expessão...basicamente podes dizer o que penas porque a lei o permite, só que corres o risco de estar a falar para o boneco..:lol:

Alias...a liberdade em si é uma coisa muito volatil, não depende só de ti mas tambem do outro, e depois como é obvio, de factores fisicos que limitam as tuas acções.

Mas se por um lado o ser humano já é limitado por natureza ( a nivel fisico, biológico) , chegamos ao cumulo de nos limitarmos a nós mesmo...então no que toca ás religiões é clarissimo, olhem as religiões que até estipulam regras sobre aquilo que comemos! ( como se um deus criador do universo de preocupasse com o que uns biliõezitos de tipos estranhos andam a comer..:lmao:).

Por outro lado, até é bom que o ser humano se auto-limite e seja limitado....num mundo em que todas as pessoas fossem livres de fazer o que quizessem a nossa especie ficaria extinta rápidamente....o relacionamento entre os varios individuos da nossa especie nunca foi caracterizado pelo pacifismo...

Como somos animais ainda muito simples, o nosso cerebro ainda tem muitos reminescentes dos nossos instintos animais...e será precisa uma eternidade para que se apaguem esses instintos irracionais.....de momento nós tentamos esconder as nossas facetas animais, mas se repararem todo o sistema está assente em leis que no fim são darwinismo puro...por exemplo, todo o nosso sistema económico está baseado na desigualdade e na miséria alheia, na vontade irracional de ter mais (qualquer coisa que seja) do que o outro.
No entanto o pessoal olha para a economia e acha uma grande criação e sinal da nossa racionalidade e superioridade..lol...bullshit!

Muita lucidez neste comentário.
 
Esta medida até pode ser uma pequena "gota de água" no "oceano" que é o Orçamento anual francês, mas pelo menos, este entrou agora e já está a dar o exemplo...

Salários de grandes patrões franceses fortemente reduzidos

Governo socialista confirmou cortes substanciais nos salários dos dirigentes das empresas públicas. Presidente da Eletricidade de França vai perder um milhão de euros por ano.


Os limites nos salários dos dirigentes das empresas públicas em França entrarão em vigor dentro de poucas semanas, depois de um decreto que o Governo de Jean-Marc Ayrault anunciou ir publicar até ao fim deste mês.

Os cortes nos grandes salários foram uma das promessas da campanha eleitoral do Presidente François Hollande. Em nome da "justiça e da exemplaridade", o Governo francês vai impor que os dirigentes de todas as grandes empresas do Estado não possam receber mais de 20 vezes o salário mais baixo pago pela sua empresa.

O decreto terá aplicação imediata aos salários em curso, sem necessidade de renegociação dos contratos de trabalho.

Devido a esta regra, que abrange salários e prémios, alguns patrões vão ter de apertar, e bem, o cinto. Por exemplo, Henri Proglio, patrão da EDF, a empresa de eletricidade francesa, sofrerá um corte de 69%, perdendo um milhão de euros por ano - em 2011, recebeu 1,6 milhões de euros. Nos Correios (La Poste), Jean-Paul Bailly, o presidente, perderá 258 mil euros anuais.

Presidente da Air France sem indemnização


O Governo anunciou hoje, igualmente, que não vai ratificar o prémio de 400 mil euros que a companhia aérea Air France-KLM atribuiu, no fim do ano passado, ao anterior presidente do grupo, Pierre-Henri Gourgeon.

"Consideramos que as indemnizações atribuídas ao Sr. Gourgeon, validadas pelo precedente Governo, não se inscrevem nas regras de moderação salarial e de decência dos comportamentos anunciados pelo Presidente da República", indicam, em comunicado, Pierre Moscovici e Arnaud de Montebourg, respetivamente ministros franceses das Finanças e da Indústria.

Aumento do salário mínimo

O Governo anunciou igualmente que vai aumentar, em julho, o salário mínimo nacional (atualmente de 1398 euros), depois de negociações em curso com os parceiros sociais.

http://expresso.sapo.pt/salarios-de-grandes-ipatroesi-franceses-fortemente-reduzidos=f729604
 
Lúcido e ainda acrescento mais:

A liberdade e a ética andam de mãos dadas, sem uma a outra não é possível, enquanto der na tola de alguém de fazer um massacre na rua ou num avião, a liberdade acaba em prol da segurança.

Sim porque inconscientemente para as massas, a segurança vem primeiro que a liberdade. Implique o que custar, pois é um impulso biológico. "Prefiro viver seguro e sem crime ou guerra sem liberdade, do que em liberdade e com tudo à balda" diria o povo.

Diriam primitivo, pois é. Porque a liberdade e a segurança também andam de mãos de mãos, juntamente com a ética.

No dia em que os seres humanos tiveram total segurança, a nível material, social, psicológico e espiritual, nesse dia os seres humanos serão plenamente livres, sem necessidade de paranóia, medo ou excessos de controlo. Pois nesse dia, existirá antes do mais, ética que faz com que o ser humano se comporte em prol do melhor para si e para o colectivo.

É somente a ética que faz com que um sistema colectivo funcione. Não é mais nada.

E quando o sistema funciona, existe segurança, confiança, e logo abertura a mais liberdade.


Isso requer um passo muito para lá do ego. Efectivamente é o próximo passo evolutivo, pois se não dermos esse passo, a civilização e provavelmente a espécie humana irá colapsar (por um dos 1001 problemas existenciais de hoje em dia).


- - -

Se aplicarmos este raciocínio à economia, chegámos à mesma conclusão, A economia precisa de ser livre, segura e ética.

Primeiro, é preciso a economia ser ética.

Sendo ética, a economia será mais segura e justa.

E daí como resultado será livre.


Enquanto invertermos o jogo e desejarmos primeiro liberdade sem ética, haverá libertinagem, excessos e corrupção, inevitavelmente resultando em problemas e crises, e daí surge insegurança, e quando a insegurança surge, surge também todos os mecanismos para forçarem a segurança: austeridade, o controlo, o proteccionismo, a falta de liberdade, e o jogo continua ad infinitum.

Será isto que desejámos?
Creio que não.

Acabamos sempre por em muitos períodos não termos nem segurança, nem ética, e muitas vezes nem liberdade.

É preciso portanto economia ética.

Mas para isso é preciso uma sociedade ética.
Esse é o primeiro passo e o próximo passo.

E é o que se observa um bocadinho mais nos países nórdicos. Essa é a base do nosso futuro: a ética.


Sem isso, o ciclo continua até um dia a destruição ser grande, se calhar fatal até.




Não vale a pena esta discussão..porque a liberdade de expressão NÃO existe.
Não vais andar a dizer o que achas porque se as pessoas não aceitam isso ou fecham os ouvidos ou levas tareia.
A liberdade de expressão envolve um mecanismo muito mais profundo do que uma lei que diz que podes andar ai a dizer o que te vem á cabeça ( mesmo que depois a coisa corra mal), envolve a discussão racional dos temas...não terás liberdade de expressão enquanto não houver mais flexibilidade dos outros para te ouvir e discutir os assuntos, enquanto não puderes ter a mesma credibilidade e aceitação social dos outros...ou seja, enquanto não viveres numa sociedade verdadeiramente igualitária.

Ou seja, actualmente o que há é a ilusão da liberdade de expessão...basicamente podes dizer o que penas porque a lei o permite, só que corres o risco de estar a falar para o boneco..:lol:

Alias...a liberdade em si é uma coisa muito volatil, não depende só de ti mas tambem do outro, e depois como é obvio, de factores fisicos que limitam as tuas acções.

Mas se por um lado o ser humano já é limitado por natureza ( a nivel fisico, biológico) , chegamos ao cumulo de nos limitarmos a nós mesmo...então no que toca ás religiões é clarissimo, olhem as religiões que até estipulam regras sobre aquilo que comemos! ( como se um deus criador do universo de preocupasse com o que uns biliõezitos de tipos estranhos andam a comer..:lmao:).

Por outro lado, até é bom que o ser humano se auto-limite e seja limitado....num mundo em que todas as pessoas fossem livres de fazer o que quizessem a nossa especie ficaria extinta rápidamente....o relacionamento entre os varios individuos da nossa especie nunca foi caracterizado pelo pacifismo...

Como somos animais ainda muito simples, o nosso cerebro ainda tem muitos reminescentes dos nossos instintos animais...e será precisa uma eternidade para que se apaguem esses instintos irracionais.....de momento nós tentamos esconder as nossas facetas animais, mas se repararem todo o sistema está assente em leis que no fim são darwinismo puro...por exemplo, todo o nosso sistema económico está baseado na desigualdade e na miséria alheia, na vontade irracional de ter mais (qualquer coisa que seja) do que o outro.
No entanto o pessoal olha para a economia e acha uma grande criação e sinal da nossa racionalidade e superioridade..lol...bullshit!
 
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O cientista político francês Pierre Hilard publicou em 2005 uma obra de profunda acuidade, La décomposition des nations européennes, de que saíu, há meses, uma segunda edição aumentada.

Porque se trata de um trabalho de notável reflexão sobre a desagregação planificada dos países europeus que, com avanços e recuos, segue uma trajectória que os seus autores pretendem irreversível, e atendendo à situação que hoje se vive no Velho Continente, afigura-se conveniente tecer algumas considerações sobre tão importante obra.

No Balanço introdutório, Hillard considera que a ratificação do Tratado de Lisboa e a eleição de Herman van Rompuy para a presidência do Conselho Europeu, em 2009, marca uma viragem decisiva nas ambições mundialistas. Segundo o autor, a União Europeia não é mais do que a componente de um vasto programa visando a emergência de blocos continentais dotados, cada um, de uma moeda, uma cidadania, um parlamento único, etc., devendo o conjunto destes blocos tonar-se num governo mundial. Citam-se outros blocos em formação ou já constituídos: Comunidade Económica Euroasiática (Rússia, Bielorússia, Cazaquistão, etc.); União das Nações Sul-Americanas (todo o continente à excepção da Guiana Francesa); Sistema de Integração Centro-Americano (América Central); Organização da Unidade Africana (depois União Africana); Conselho de Cooperação do Golfo; uma união asiática (sob a égide de três actores principais: Japão, China e Coreia do Sul); uma união norte-americana (englobando os Estados Unidos, o Canadá e o México).

Procede Pierre Hillard a uma rápida digressão sobre o poderio financeiro e aristocrático anglo-saxónico, desde a instauração da Magna Carta. Refere as companhias London Staplers, London Mercers Company e British East India Company, como pontas de lança do imperialismo britânico. Detém-se em Cecil Rhodes (curiosa figura, que viveu sempre rodeado das suas jovens amizades masculinas), ardoroso defensor do Império Britânico, convencido da superioridade da "raça" anglo-saxónica cuja preeminência deveria ser assegurada pela união de todos os países anglo-saxónicos (ou, mais exactamente, pela instauração de um bloco reunindo o Império Britânico e os Estados Unidos), precursor da ligação ininterrupta do domínio britânico do Cairo ao Cabo (que inutilizou o português mapa cor-de-rosa) e cujo nome haveria de ser dado a uma colónia britânica, a Rodésia, depois dividida em Rodésia do Norte e Rodésia do Sul, hoje os países independentes Zâmbia e Zimbabwe. A sua acção foi continuada por Lord Alfred Milner, seu sucessor e filho espiritual, que foi chefe do gabinete de guerra do primeiro-ministro Lloyd George durante o conflito 1914/1918, e a quem se deve realmente a redacção da célebre Declaração Balfour (emanada do ministro britânico dos Estrangeiros Arthur James Balfour) e dirigida a Lord Walter Rothschild, líder da comunidade judaica britânica, a fim de ser transmitida à Federação Sionista Internacional, e que preconizava a instalação na Palestina de um Lar Nacional para o Povo Judeu.

Cita-se também Lionel Curtis, participante do Tratado de Versalhes e autor da expressão Commonwealth of Nations e que teve um papel determinante na criação do think tank inglês, o Royal Institut of International Affairs (RIIA), conhecido como Chatam House (1920). E a Sociedade Fabiana (1884), impulsionada por Sydney Webb, George Bernard Shaw, Robert Owen, John Ruskin, etc., e cuja designação deriva do nome de Fabius Cunctator (contemporizador), general romano do tempo das guerras púnicas que praticava a política de guerrilha a fim de atingir os seus fins sem brusquidão mas implacavelmente. Os fabianos estiveram na origem da criação da London School of Economics, que formou no seu espírito gerações de políticos não só ingleses como de outras nacionalidades. Impregnado do ideal fabiano, o escritor Herbert George Wells desenvolveu os seus pontos de vista em numerosos livros, nomeadamente em The Open Conspiracy (1928), em que preconiza um estado mundial controlando tudo, e The New World Order (1940), em que retoma o tema da nova ordem mundial.

Outra instituição visando a criação do estado mundial é a Round Table (1910), devida a Lord Milner que, sendo grande admirador de Karl Marx, convenceu Lloyd George a apoiar firmemente a revolução bolchevique. Para dotar a Round Table de maior eficácia, foi decidido criar dois think tank em ambas as margens do Atlântico: do lado inglês, o já citado RIIA, do lado americano, o Council on Foreign Relations (CFR), em 1921, sob a égide de Edward Mandell House, conselheiro do presidente Wilson e personagem central entre o grupo Milner e os grandes de Wall Street (J.P. Morgan, Vanderlip, Rockfeller, Warburg, etc.). Warburg, que esteve à frente da Reserva Federal Americana (FED) desde a sua criação (1913), foi uma figura de primeiro plano na oligarquia anglo-saxónica.

Um outro instituto chamado a desempenhar um papel de primeiro plano na construção europeia é a Paneurope. Criada devido á acção do aristocrata austríaco Richard de Coudenhove-Kalergi (1894-1972), o seu objectivo era a unificação da Europa a fim de a integrar no quadro de uma organização política mundial unificada. O seu primeiro congresso paneuropeu teve lugar em Viena, em 1926, sob a égide do presidente do Conselho francês Aristide Briand, que era o seu presidente de honra. Kalergi contribuiu largamente para a união parlamentar europeia, permitindo a criação, em 1949, do Conselho da Europa, e recebeu em 1950 o Prémio Carlos Magno, a mais alta distinção europeísta. Sucedeu-lhe à cabeça da Paneurope o arquiduque Otto de Habsburgo.

Nas manobras tendentes à concretização do governo mundial, importa referir a importância, óbvia, dos meios financeiros, muito bem explicada na obra que apreciamos. O apoio prestado pela aristocracia comercial e apátrida anglo-saxónica ao comunismo, ao nazismo e à tomada do poder por Franklin Delano Roosevelt encontra-se descrita na trilogia de Antony Sutton: Wall Street and the Bolshevik Revolution: The Remarkable True Story of the American Capitalists Who Financed the Russian Communists; Wall Street and the Rise of Hitler e Wall Street and FDR. Parecendo uma contradição, Sutton sustenta que o socialismo soviético, o nacional-socialismo e o New Deal são designações diferentes para a instalação de um socialismo monopolístico, ideal de organização que deveria ver o dia à escala planetária no quadro da nova ordem mundial. A guerra de 1939-1945 alterou os dados mas permitiu a instauração de dois blocos aparentemente antagonistas mas obedecendo ao princípio hegeliano da tese e da antítese, sendo os dois mundos irrigados pelas mesmas fontes financeiras.

Após a Segunda Guerra Mundial, foi Winston Churchill quem relançou a ideia da unificação da Europa, no discurso de Zurique de 19 de Setembro de 1946: "É preciso construirmos uma espécie de Estados Unidos da Europa".

Uma outra etapa é a criação em Montreux (Suíça), em Agosto de 1947, sob a égide de Max Habicht do World Federalist Movement (WFM) e da Union of European Federalists (UEF). A Declaração da WFM propõe, entre outras coisas, a "limitação das soberanias nacionais", a "transferência para a Confederação dos poderes legislativo, executivo e judicial", a "criação de uma força armada supra-nacional" e "uma justa perspectiva federalista que deve integrar os esforços feitos nos planos regional e funcional. A formação de uniões regionais (sublinhado do autor) - na medida em que não constituem um fim em si e não correm o risco de se cristalizar em blocos - pode e deve contribuir para o bom funcionamento da Confederação mundial". Paralelamente, a UEF defende o ideal de uma Europa unificada segundo o princípio federal e inspirada no modelo suíço. Tem "filiais" em vários países europeus e inspirou a "Constituição Giscard", que foi um prelúdio ao Tratado de Lisboa. O "grupo Milner" e os fabianos foram sempre favoráveis à unificação da Europa,desde que esta se fizesse sob direcção anglo-saxónica. Por isso, no decurso das duas guerras mundiais, as tentativas de unidade europeia sob direcção alemã, potência terrestre, não podiam ser aceites por Londres e por Washington, porque a talassocracia anglo-saxónica se encontrava excluída dos assuntos do velho continente.

O Congresso da Haia (7-10 maio 1948), sob a presidência de honra de Churchill, que reuniu cerca de 800 militantes pró-europeus, lançou os primeiros fundamentos de uma Europa unificada. A figura de proa deste Congresso foi o seu secretário-geral Joseph Retinger (1888-1960), que, como a maioria dos verdadeiros actores da história, permaneceu nos bastidores.


Não cabe aqui referir todos os aspectos, personalidades, organizações e acontecimentos mencionados por Pierre Hillard. Anotemos apenas a Fundação Bertelsmann, o Clube de Bilderberg (cujo primeiro presidente foi o príncipe Bernardo da Holanda e é hoje dirigida pelo visconde Étienne Davignon), a Trilateral (criada em 1973 por David Rockfeller e Zbigniew Brzezinski), o Komitee für eine Demokratische UNO (KDUN), a própria Igreja Católica (declarações de João XXIII e Bento XVI). Tudo coroado pelo Tratado de Lisboa. Na prossecução dos objectivos descritos importa não esquecer a acção das principais figuras das realezas europeias.

Cita-se o curioso pormenor de Herman van Rompuy, que foi convidado por Davignon para presidente do Conselho Europeu, ter sido submetido previamente a uma prova oral, em 12 de Novembro de 2009, perante os representantes do Clube de Bilderberg, entre os quais o antigo secretário de Estado americano Henry Kissinger.

Transcrevemos a conclusão da Introdução de Hillard:

«Cette rapide description de l'histoire des tenants du mondialisme remontant du Moyen Âge jusqu'au début du XXIe siècle souligne que cette tendance est très ancienne. Elle repose sur une cupidité sans limites, le contrôle complet des richesses planétaires et le rejet d'une autorité spirituelle qui rappelait la primauté de l'au-delà sur la recherche effrené des biens terrestres. Cette évolution n'a fait que prendre de la vitesse au fur et à mesure que le "clergé" mondialiste, successeur de Nimrod, réussissait à imposer son mode de pensée au niveau temporel et spirituel en faveur du nouvel ordre mondial. Depuis la chute du mur de Berlin, les événements s'accélerent; la crise aussi. La décennie 2010 sera décisive por le genre humain car le mondialisme est un messianisme pressé. Que peut-on dire d'autre? Humainement, ils ont gagné la partie... fermez le ban.»

Recomenda-se a leitura do livro para se perceber bem como a primazia outorgada aos regionalismos em detrimento das unidades nacionais é vital para o desmembramento das nações europeias. Um programa prosseguido com avanços e recuos, mas cujo objectivo permanece inalterado. Nesta obra constata-se igualmente a progressiva preponderância da Alemanha sobre o resto do continente europeu, na tradição do Santo Império Romano-Germânico (o Primeiro Reich). Aniquilados o Segundo e o Terceiro, os alemães tentam agora impor o Quarto.Uma "composição" de interesses devidamente analisada por Hillard, a partir das unidades de regionalização transfronteiriças alemãs.

Serão os homens mais felizes se, destruídas as nações, forem dirigidos por um Governo Europeu? Ou, caso extremo, por um Governo Mundial? Parece altamente improvável! Num mundo que apenas sacrifica no altar da finança, será o "socialismo" teoricamente subjacente a alguns dos ideais unitários um socialismo real ou apenas um simulacro para satisfação das oligarquias reinantes? Cabe a cada um tirar as devidas conclusões.


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Acho curioso que os dois movimentos independentistas de Portugal, o da Madeira e o dos Açores se estejam a reavivar. Estas coisas não acontecem por acaso, e de algum lado vem o dinheiro. A Flama, após o 25 de Abril, por exemplo, andou a tentar financiar-se na Líbia, com o dinheiro de Kadafi.

A Madeira e os Açores nunca serão independentes. Mesmo que Portugal de lá saia outro país controlará as ilhas. Os Açores cairão nas mãos dos EUA, como os Havai. A Madeira ficará provavelmente nas mãos do Reino Unido, ou dos EUA ou Espanha. Como tem sucedido com estas indepêndencias, as ilhas ficarão nas mãos de um grupo de famílias, pequenos tiranetes, como Angola ou outros países africanos.

Ambos os arquipélagos são culturalmente idênticos ao Continente. Um madeirense está para um lisboeta assim como um algarvio está para um minhoto. Falamos a mesma língua, temos a mesma religião e cultura de raiz católica. Situação diferente sucede em Espanha, onde ha diferenças linguísticas assinaláveis, e diferenças culturais profundas entre várias regiões. A Galiza e as Astúrias, por exemplo, são regiões com uma cultura típica da Europa Média, e línguas distantes do castelhano, mas próximas do português. O País Basco também é culturalmente idêntico à Europa Média, e tem uma língua que não descendes das línguas indo-europeias, um caso único em toda a Europa. O resto da Espanha tem uma cultura mediterrânica, mas há ainda a Catalunha, com uma língua distinta do castelhano, e diferenças históricas e culturais assinaláveis.

Na Bélgica, o norte, a Flandres, fala um dialecto idêntico ao holandês, e a região tem uma cultura idêntica à dos países vizinhos com línguas germânicas. Já o Sul da Bélgica é latino. Sublinhe-se que no passado o Sul da Bélgica era mais rico, mais próspero que o Norte. A pobreza não é sina dos países latinos, nem o atraso cultural.

Em Itália, o Norte é rico, ao passo que o Sul é pobre, e está dominado pelas famílias e redes de vários grupos de Máfia. A unificação da Itália ocorreu no século XIX. O país tem vários dialectos muito distintos entre si, alguns constituem mesmo línguas isoladas, como o sardo. Se o Norte de Itália fosse independente, seria um dos 5 países mais ricos do mundo.

Ora estas diferenças não existem entre os nossos arquipélagos e o continente. Creio até que o Continente tem sido muito generoso. A Madeira nas últimas décadas recebeu transferências generosas. Os estudantes da Madeira e dos Açores têm muito mais facilidade no acesso ao superior, e para ser sincero, creio que os contigentes regionais são uma grande injustiça. Um aluno de Mértola ou de Miranda do Douro está tão isolado como um aluno da Povoação ou de Santana. Ficando as ilhas independentes, estão em crer que os vossos futuros padrinhos seriam tão generosos como Portugal Continental? Para além disso, a larga maioria da população não deseja a independência.

É preciso ter muito cuidado com estes movimentos. Portugal no passado facilitou e ofereceu de bandeja as ex-colónias a interesses estrangeiros. Mários Soares admitiu recentemente que se arrependia da independência de Cabo-Verde. Acrescento São Tomé e Príncipe ou Timor-Leste.
 
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