Política e economia internacional

Estado
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Um breve resumo:

24 bancos falharam nos testes de stress, incluíndo o BCP:

De acordo com o BCE, dos 130 bancos europeus que foram alvo dos testes de stress 24 chumbaram, apresentando necessidades de capital totais de 25 mil milhões de euros. Deste montante, a fatia de leão pertence ao italiano Monte dei Paschi que precisa de captar agora 2,1 mil milhões. Por nacionalidades, é Itália quem lidera os maiores chumbos: com 9 bancos, com um total de necessidades de capital de 9,4 mil milhões de euros.

DN

Dificilmente o Banco de Portugal diria algo diferente disto:

O Banco de Portugal (BdP) diz que os resultados dos testes de stresse à banca portuguesa, com base na análise à qualidade dos ativos dos bancos (AQR) e no cenário "base", "permitem verificar a resiliência dos bancos portugueses abrangidos pelo exercício e demonstram que têm níveis de capitalização adequados"

Expresso

Sendo que o BES é maior prova de "capitalização adequada".

Em Hong Kong, os pobres não podem votar:

A possibilidade de os residente da antiga colónia britânica elegerem livremente os seus dirigentes permitiria aos mais pobres dominarem o processo eleitoral, deu a entender o chefe do Executivo de Hong Kong, CY Leung, segundo notícias publicadas hoje na imprensa internacional.

Numa entrevista de que fazem eco os jornais Wall Street Journal e o New York Times, Leung Chung-ying, também conhecido por CY leung, considerou novamente que seria impossível organizar eleições livres em Hong Kong.

As declarações de CY Leung são publicadas poucas horas antes de responsáveis do governo de Hong Kong e líderes estudantis reunirem pela primeira vez após mais de três semanas de protestos pró-democracia nas ruas de Hong Kong.

"Se é uma questão de jogo de números e de representação numérica, obviamente que estamos a falar de metade da população de Hong Kong que tem um vencimento inferior ao equivalente a 1.400 euros mensais. Então teríamos de acabar com esse tipo de políticos e políticas", disse.

Sapo

Por fim:

O ex-presidente francês Valéry Giscard d'Estaing acredita que a França poderá «estar em risco de viver um situação como a da Grécia» e que deve «pedir a ajuda» do Fundo Monetário Internacional (FMI), numa entrevista hoje publicada no Figaro.

(...)

«Apesar da dívida elevada, hoje estamos protegidos pelas taxas de juros muito baixas, mas isso é provisório», explicou Valéry Giscard d'Estaing.

Sapo
 
esta senhora riu-se....

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Aécio Neves obtém os melhores resultados em Miami, Atlanta e Houston nos Estados Unidos.

Penso que dispensa comentários.

Mais significativo que isso é que a único país em que a Dilma ganhou foi Cuba (salvo erro, estive a pesquisar sobre isso e tive esta indicação mas não investiguei o assunto com maior profundidade, falta-me pachorra para tal).
 
No extremo oriente, mais mentiras acerca do verdadeiro desempenho económico da China:

The gap between China’s reported exports to Hong Kong and the territory’s imports from the mainland widened in September to the most this year, suggesting fake export-invoicing is again inflating China’s trade data.


China recorded $1.56 of exports to Hong Kong last month for every $1 in imports Hong Kong registered, leading to a $13.5 billion difference
, based on government data compiled by Bloomberg. Hong Kong’s imports from China climbed 5.5 percent from a year earlier to $24.1 billion, figures showed yesterday; China’s exports to Hong Kong surged 34 percent to $37.6 billion, according to mainland data on Oct. 13.

Bloomberg
 
Situação constrangedora para o ex-ministro francês das finanças. Passará ele multa a 'si próprio' (mentira, pois serão os contribuintes a pagar) por não ter conseguido alcançar as metas?

Comissão Barroso lavou as mãos. Decisão de aplicar multas fica a cargo da Comissão Juncker e do ex-ministro das Finanças francês que não conseguiu, ele próprio, cumprir as regras europeias quando esteve no governo.

Depois de enviar para Bruxelas alterações ao orçamento para o próximo ano, França escapou a uma violação grave das regras europeias. Mas isso não significa que não venha a ser obrigada a rever ou acrescentar medidas ao documento, ou até mesmo a ser alvo de multas. Tudo vai depender agora da análise do ex-ministro das Finanças de França e novo comissário para a Economia, Pierre Moscovici.


Mas o ainda comissário europeu para a Economia Jyrki Katainen - que vai ser vice-presidente para o Emprego e Crescimento na Comissão Juncker -, disse hoje que a análise aos documentos ainda vai continuar e não é de excluir recomendações ou até mesmo multas. "Não pode ser excluído que a Comissão possa adoptar acções ao abrigo dos Procedimentos por Défices Excessivos para alguns Estados-membros", disse Katainen.

Essa análise já vai é ser feita "pela nova Comissão", ficando o processo a cargo de Pierre Moscovici e do vice-presidente para o Euro e o Diálogo Social, Valdis Dombrovskis. Ou seja, a decisão de aplicar multas ou exigir mudanças adicionais a França e Itália vai cair no colo da Comissão Juncker e do ex-ministro das Finanças francês, que não conseguiu, ele próprio, cumprir as regras europeias quando esteve no governo.

Na sua última conferência de imprensa como presidente da Comissão Europeia - em que leu um poema de Miguel Torga -, Durão Barroso negou hoje que, ao não atribuir "incumprimento particularmente grave" a Paris e Roma, esteja a lavar as mãos do problema antes de abandonar Bruxelas. Certo é que França e Itália também não deverão ser alvo de multas por violarem as metas do défice em 2014.

Económico

Federalismo no seu melhor.
 
e vai metendo para o bolso

Eu sempre me perguntei, foi o facto de ela ter apertado com o Sócrates para que a PT entrasse na OI (na altura falava-se em falência técnica da OI), e depois a negociata sobre a fusão das duas empresas, que teve o Zeinal Bava como tontinho de serviço. Sempre me perguntei se a intenção não seria sempre o que se sabe hoje.

Até porque do ponto de vista da PT, a OI estava em sérias dificuldades, e não representava um valor para que se podesse investir nessa empresa. A fusão das duas empresas sempre representou mais para a OI do que para a PT. E depois negociar uma partilha de capital social de 70% para os investidores brasileiros e apenas 30% para os portugueses... O valor estava todo na PT, a OI não tem tecnologia própria, não tem infra-estruturas modernas, quase não tem presença no móvel, tudo o que tem são clientes, apesar de como já disse, não ter sequer a capacidade de manter esses clientes sem entrar em mais endividamento.

Pergunto se não foi tudo uma tramoia para que a Oi conseguisse capital sem ter a necessidade de se endividar, pergunto, se não terá sido sempre essa a intenção da OI.

Se eu fosse investidor da PT, e não sou nem coisa que se pareça, eu certamente nunca teria dado aval para entrar numa empresa dessas.
 
Mais um dia mais uma meia verdade (o termo mais correto é mentira):

The Federal Reserve confirmed it will end an asset-purchase program that has added $1.66 trillion to its balance sheet and maintained a pledge to keep interest rates low for a “considerable time.”

Fim do QE? :nono: Falso. Mais abaixo no artigo...

The Fed said it will continue reinvesting proceeds from a balance sheet that swelled to a record $4.48 trillion in the course of three rounds of so-called quantitative easing that started in November 2008 during the longest and deepest reces sion since the 1930s.

A FED vai continuar a reinvestir os juros, continuando assim uma forma encapotada de QE (não fazendo contas, assumo que os juros de 4 biliões de dólares devem ser largas dezenas de milhares de milhões. Juros obtidos -> Mais compras -> mais juros -> mais compras). E as taxas serão mantidas no mínimo até ao limiar do possível.

Bloomberg

Por fim:

Allan Greenspan, que liderou a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos entre 1987 e 2006, acredita que o fim do programa de estímulos da autoridade americana vai provocar perturbações nos mercados financeiros.

"Não penso que seja possível" a Fed pôr um fim ao programa de estímulos sem causar perturbação nos mercados financeiros.

O programa de compra de obrigações tem sido "um terrível sucesso" no que respeita a impulsionar os preços dos activos, mas não galvanizou efectivamente a procura da economia real.

O programa "não tem sido um sucesso no lado da procura fundamentalmente por uma razão", salientou o antigo presidente da Fed, explicando que "o que se tem visto tem sido uma explosão de activos, uma explosão de reservas nos balanços, e estas são as únicas duas estatísticas que estão a mexer", acrescentou.

JdN

Por outras palavras... o QE de útil pouco ou nada foi (na economia real).
 
Última edição:
Ainda acerca do Greenspan:

Mr. Greenspan said gold is a good place to put money these days given its value as a currency outside of the policies conducted by governments.

WSJ

Publico artigo completo porque pode não aparecer (é pago):

Former Federal Reserve Chairman Alan Greenspan said Wednesday that the Fed’s bond-buying program, which aimed to lower unemployment and spur stronger economic growth, fell short of its goals.

Mr. Greenspan’s comments to the Council on Foreign Relations came as Fed officials were meeting in Washington, D.C., and expected to announce within hours an end to the bond purchases.

He said the bond-buying program was ultimately a mixed bag. He said that the purchases of Treasury and mortgage-backed securities did help lift asset prices and lower borrowing costs. But it didn’t do much for the real economy.

“Effective demand is dead in the water” and the effort to boost it via bond buying “has not worked,” said Mr. Greenspan. Boosting asset prices, however, has been “a terrific success.”

Mr. Greenspan, who ran the Fed from 1987 to 2006, was generally downbeat on the economy and the state of central bank policy around the world. Once lauded as the “The Maestro” for his stewardship of central bank policy, he has come in for criticism for his handling of monetary policy during the housing market bubble that burst and was followed by the most severe financial crisis and economic downturn since the Great Depression.

Asked whether he regrets not doing more with Fed policy to stop the financial-market bubbles that preceded the crisis, Mr. Greenspan said “no.”

He observed that history shows central banks can only prick bubbles at great economic cost. “It’s only by bringing the economy down can you burst the bubble,” and that was a step he wasn't willing to take while helming the Fed, he said.

The Fed has held its benchmark short-term interest rate near zero since the crisis in an effort to spur economic activity. Many investors believe the central bank will start raising rates in the middle of next year, a view some top officials have encouraged.

The question of when officials should begin raising interest rates is “one of those questions I cannot answer,” Mr. Greenspan said.

He also said, “I don’t think it’s possible” for the Fed to end its easy-money policies in a trouble-free manner.

“We’ve never had any experience with anything like this, so I’m not going to sit here and tell you exactly how it’s going to come out,” Mr. Greenspan said. But he noted that markets often react to changes in central bank policy unpredictably and not entirely rationally. Recent episodes in which Fed officials hinted at a shift toward higher interest rates have unleashed significant volatility in markets, so there is no reason to suspect that the actual process of boosting rates would be any different, Mr. Greenspan said.

He said the Fed may not even have that much power over the timing of interest-rate increases. The problem as he sees it is an interest rate the Fed pays on the money banks park at the central bank, called reserves. Fed officials plan to use this tool as their primary lever for raising interest rates when the time comes. If bankers decide to put this money to work, creating inflation risks, the Fed may be forced to raise rates, even if the economy isn't ready for it, he warned.

“I think that real pressure is going to occur not by the initiation by the Federal Reserve, but by the markets themselves,” Mr. Greenspan he said.

Mr. Greenspan said gold is a good place to put money these days given its value as a currency outside of the policies conducted by governments.

He was also downbeat about Europe and said the only way the euro can survive over the long run is through full political integration of the 18-country area that shares the currency. Anything short of that will allow imbalances to fester and build, eventually leading to a collapse of the currency, he said.
 
Reação dos mercados (taxa de câmbio euro-dólar):

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BI

Metais preciosos também a cair.

Enquanto uns trocam papel, na Rússia:

Russia boosted gold reserves by the most since defaulting on local debt in 1998, driving its bullion holdings to the largest in at least two decades.

The country expanded its stockpile, the world’s fifth-biggest, by 37.2 metric tons in September to 1,149.8 tons, according to data on the International Monetary Fund’s website.

Bloomberg
 
óptimo... vamos activar os planos de equipamento militar com compras avultadas para acabar tudo em escabrosa corrupção. Os americanos têm muito material pra vender... os submarinos alemães é capaz de serem poucos. Toda a gente tem fábricas de guerra pra vender. Nós temos uns estaleiros navais pra fazer barcos turísticos.

Gosto de paranónias securitárias sobretudo quando a política de negócios estrangeiros da europa é deixar-se espiar pelo seu grande aliado e não responder.

The bomber and tanker aircraft from Russia did not file flight plans or maintain radio contact with civilian air traffic control authorities and they were not using on-board transponders. This poses a potential risk to civil aviation as civilian air traffic control cannot detect these aircraft or ensure there is no interference with civilian air traffic.

Seriam os russos suicidas? :lol:
 
Estado
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