Seguimento Meteorológico Livre - 2023

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StormRic

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23 Jun 2014
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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Os Açores têm um núcleo extratropical exclusivo :lol:
Exacto. Essa cut-off começou como satélite da depressão atlântica principal, mas um anticiclone proveniente da costa Leste dos EUA cortou a ligação de ambas e depois remeteu a satélite, já em cut-off, para sul/sudoeste dando o "salto por cima dela" e vindo assim cair a noroeste da Península Ibérica: fica iniciada uma corrente de nordeste para o continente, que talvez dure apenas alguns dias.




A cut-off dos Açores vai dissipar-se a sudoeste. Aquele vale entre os dois anticiclones, mais próximo da costa Leste americana e estendendo-se desde as Caraíbas à depressão no sul da Gronelândia, vai continuar a deslocar-se para Leste em conjunto com os anticiclones. Irá gerar dois núcleos de baixa pressão: um mais a norte que conseguirá atravessar o estrangulamento entre os dois anticiclones, encetar uma breve ciclogénese quase explosiva bem a norte das altas pressões e depois encher rapidamente para no fim de vida cair para sueste, passar a Irlanda de raspão já em trajectória para SSE e depois para Sul vindo morrer no noroeste peninsular no dia 28; o outro núcleo, gerado bastante mais a sul, irá beber águas quentes longe, a SSW dos Açores, e produzir uma ciclogénese enquanto voltar rapidamente para norte. Esta ciclogénese passaria a Oeste dos Açores com centro muito perto do Grupo Ocidental e 990hPa para mais tarde muito a norte do arquipélago atingir um mínimo central < 985hPa no dia 28. Por fim este núcleo em fase de enchimento teria tendência a descair para sueste, eventualmente aproximando-se do continente no último dia do mês. Esta é a história de futurologia contada pelo ECMWF na sua saída 00z de hoje.
Não ponho aqui o filme porque já deve estar a saír nova história, das 12z.
 
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StormRic

Furacão
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23 Jun 2014
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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
um mais a norte que conseguirá atravessar o estrangulamento entre os dois anticiclones, encetar uma breve ciclogénese quase explosiva bem a norte das altas pressões e depois encher rapidamente para no fim de vida cair para sueste, passar a Irlanda de raspão já em trajectória para SSE e depois para Sul vindo morrer no noroeste peninsular no dia 28
:nono:

Nova história (12z): aquela depressão é pouco "explosiva" e já não vem "morrer" no Noroeste peninsular, vai para o nordeste peninsular/sul de França.

o outro núcleo, gerado bastante mais a sul, irá beber águas quentes longe, a SSW dos Açores, e produzir uma ciclogénese enquanto voltar rapidamente para norte. Esta ciclogénese passaria a Oeste dos Açores com centro muito perto do Grupo Ocidental e 990hPa para mais tarde muito a norte do arquipélago atingir um mínimo central < 985hPa no dia 28
:hmm:
Pressão já não desce tanto, 990hPa.

Por fim este núcleo em fase de enchimento teria tendência a descair para sueste, eventualmente aproximando-se do continente no último dia do mês.
:nono:
Imobiliza-se porque virá uma perturbação de SSW dos Açores, de fraco cavamento mas com bastante precipitação. Esta perturbação vai talvez fundir-se com a outra em fase de enchimento e o que daí pode resultar é futurologia a mais, por enquanto. Note-se que o movimento destas baixas pressões estará em parte bloqueado por um anticiclone robusto a norte delas, a SW da Islândia.

Fica só aqui a carta do ECMWF para o último dia do mês, a 240 horas portanto. O filme é fraco, tem pouca acção... :sono: (excepto para os Açores :bombar: )

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jamestorm

Cumulonimbus
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12 Jan 2010
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Lisboa e Alenquer
Pico de NAO+ nestes dias e por isso, verificamos um fortalecimento do anticiclone e um jet stream forte à latitude da Islândia.
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Posteriormente, a NAO vai voltar a terreno negativo e a partir de dia 25 começa a confusão nos modelos com uma possível tempestade tropical nos Açores para fechar a temporada de 2023.
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ECM mostra um cenário idêntico e depois, um forte anticiclone junto à Gronelândia no final do mês.
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Talvez lá para meados de dezembro apareça chuva mais significativa, mas não deve ser fácil derrubar a barreira anticiclónica sobre a Península.
Neste momento, a única coisa certa é que pouca ou nenhuma chuva vai cair até final do mês que irá ser extremamente seco na Região Sul.
Pois é , a chuva fez uma visita curta mas intensa, no entanto já nos virou costas. Não seria nada de especial, mas dado o histórico dos últimos estranhos invernos em Portugal... Nunca se sabe quando estará de volta, fica sempre uma grande incógnita...e a possibilidade de instalação de um anticiclone potente durante o inverno é real ...para só voltar a chover já na primavera de 2024. A ver vamos onde isto nos leva, para já Novembro a ficar aquém do esperado.
 

trovoadas

Cumulonimbus
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3 Out 2009
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loule-caldeirao
O gfs para os últimos dias do mês está generoso nesta saída para o sul. Mas vejo algum pessimismo nos comentários. Será que não vai dar em nada? Vinha tanto a calhar quase 30 mm para o sul.
Falta muito tempo ainda e em contrapartida o ECMWF não vê nada disso! É um cenário de "bom senso" do GFS que melhorava um pouco este mês de Novembro mas não quer dizer que se venha a concretizar ou pelo menos com essa intensidade. Aguardemos...
 

Meninodasnuvens

Cumulus
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9 Fev 2020
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Carvalhais de Baixo, Coimbra
Falta muito tempo ainda e em contrapartida o ECMWF não vê nada disso! É um cenário de "bom senso" do GFS que melhorava um pouco este mês de Novembro mas não quer dizer que se venha a concretizar ou pelo menos com essa intensidade. Aguardemos...
Na última saída a partir de dia 26 viria chuva.
 

N_Fig

Cumulonimbus
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29 Jun 2009
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Figueira da Foz
Na passada semana vi um documentário na RTP acerca das Cheias na Alemanha em 2021

Cheias Mortais: Uma Catástrofe Climática​

Cheias Mortais: Uma Catástrofe Climática

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INFORMAÇÃO ADICIONAL​



A ciência de ponta mostra como uma catástrofe regional está intimamente ligada às alterações climáticas globais e porque é que isto pode acontecer em qualquer outro lugar do mundo.
Em julho de 2021, uma inundação quase destruiu um pequeno vale na Alemanha Ocidental. 134 pessoas morrem ao longo do rio Ahr, que normalmente é um destino turístico de eleição. O que aconteceu naquela noite e quais as razões deste acontecimento inesperado?


Uma das situações apresentadas é acerca da diminuição de velocidade do JetStream, a qual estará a provocar instabilidade ou estabilidade mais prolongadas no tempo, conforme o local do Mundo. No caso da instabilidade, o aumento da humidade na Atmosfera, incrementa o fenómeno de chuvas intensas prolongadas e persistentes...
...e outra das razões foram as casas construídas claramente em leito de cheia, coisa que deu para ver claramente pelas imagens que houve na altura. Os valores que tenho ideia na altura foram coisas do tipo mais de 100 mm em 24 horas - forte, mas nada que não tenha havido múltiplas vezes no Minho ainda neste último outubro. As alterações climáticas podem modificar a intensidade e/ou a frequência de certos fenómenos, mas há outros fatores em jogo
 

joralentejano

Super Célula
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21 Set 2015
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Arronches / Lisboa
...e outra das razões foram as casas construídas claramente em leito de cheia, coisa que deu para ver claramente pelas imagens que houve na altura. Os valores que tenho ideia na altura foram coisas do tipo mais de 100 mm em 24 horas - forte, mas nada que não tenha havido múltiplas vezes no Minho ainda neste último outubro. As alterações climáticas podem modificar a intensidade e/ou a frequência de certos fenómenos, mas há outros fatores em jogo
Valores que podem ter sido registados nas localidades que foram afetadas, mas a montante das mesmas podem ter sido muito mais elevados e num menor período de tempo. Daquilo que me lembro de ver, também já tinha chovido muito em dias anteriores, o que resultou em solos saturados e havendo assim grande potencial para esta situação.

Provavelmente são regiões onde não é comum serem registados acumulados tão elevados e por isso, não faz sentido comparar ao Minho. Além disso, são zonas mais planas, o que numa situação de chuva extrema mais facilmente os rios transbordam, mesmo fora das localidades.

De referir que não desprezo o facto de se construir em leitos de cheia, isso em Portugal também acontece muito e depois há consequências. No entanto, cada região tem o seu clima e claro que no Norte do país é menos provável construir-se em leito de cheia ou então grande parte das vezes está tudo debaixo de água.

O objetivo do documentário penso que será alertar para os riscos destas situações se tornarem mais frequentes a nível global devido às alterações climáticas. No entanto, não é preciso relembrar este evento, basta olhar para o presente ano para pensar que algo não está bem.
 
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algarvio1980

Furacão
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21 Mai 2007
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Olhão (24 m)
Uma excelente altura para emigrarmos todos para o centro da Europa. :cold::cold::cold:


Ver anexo 8429
Para mim, só se eu hibernasse até à Primavera tipo urso polar. :cold:

Aí até as miragens congelam, só a Vodka é que deve ajudar a descongelar. :lol:

Venha é a chuva. :D
 
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