Seguimento Rios e Albufeiras - 2010

Vince

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23 Jan 2007
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Albufeira da barragem de Alqueva nunca esteve tão cheia


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As preces dos agricultores alentejanos quando já se sentiam acossados, mais uma vez, por um ano de seca, tiveram acolhimento. A chuva que alagou e encharcou abundantemente os campos da região nos últimos dias de 2009 abre boas perspectivas para a pecuária e a agricultura. E afasta o receio de uma seca monumental, como a de 2005.


O problema da escassez subsiste nalguns perímetros, mas a abundante precipitação que marcou o fim do ano serviu pelo menos para fixar um novo recorde na albufeira de Alqueva. Às 10h00 de ontem, o nível de água atingiu a cota 150,17 metros acima do nível do mar, o que corresponde a 91 por cento da sua capacidade máxima. E continuava a encher.

É o maior volume de água registado em Alqueva desde que as suas comportas foram encerradas a 8 de Março de 2002.

Em apenas 10 dias (entre 21 e 31 de Dezembro) entraram na albufeira de Alqueva cerca de 700 milhões de metros cúbicos de água. Para se ter uma ideia do "dilúvio" que em poucos dias quase encheu a albufeira, no dia 21 de Dezembro entrava um caudal médio, vindo de Espanha, de seis metros cúbicos por segundo; dez dias depois, a afluência atingia os cerca de 600 metros cúbicos por segundo, um volume que se pode manter a níveis altos nos próximos dias.

Castro e Brito, presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, diz em declarações ao PÚBLICO que a precipitação dos últimos dias "é muito bem-vinda" tanto para a reposição dos níveis de água nas barragens como para garantir novas pastagens, mas adverte que "as necessidades de água na região não se esgotam com estas chuvas", porque não estão assegurados os recursos hídricos necessários à sustentabilidade das culturas da Primavera e do Verão. A escassez faz-se sentir sobretudo nos perímetros de rega da bacia do Sado (Roxo, Odivelas, Campilhas e Monte da Rocha), onde a água presente nas barragens de apoio ao regadio continua a ser insuficiente para assegurar em pleno as culturas das próximas estações.

Agricultores satisfeitos

Mesmo assim, o agricultor Luís Peres de Sousa está convencido de que os níveis de precipitação já permitem aos produtores "acalentar alguma esperança". "Quem diria, há 15 dias, que íriamos ter níveis tão elevados de precipitação?", observa. Em Novembro último, muitos produtores temiam a repetição de cenários de seca idênticos ao da grande seca de 2005. Há cerca de um mês, também as autoridades espanholas chegaram a admitir uma "redução significativa nos recursos hídricos disponíveis".

Quanto a Alqueva, a reserva armazenava, ontem de manhã, perto de 3900 milhões de metros cúbicos de água. Para atingir o enchimento pleno, têm de entrar mais 330 milhões de metros cúbicos. Caso isso acontecesse, seria atingida a almejada cota 152, o nível de pleno enchimento, que nunca foi alcançado desde que as comportas da grande barragem do Sul foram encerradas. À cota 152 correspondem 4150 milhões de metros cúbicos de água.

No restante ano de 2009, o nível de armazenamento oscilou entre a cota máxima de 148,90 (3500 milhões de metros cúbicos), em Fevereiro de 2009, e a cota mínima de 147,58 (3221 milhões de metros cúbicos) registada no dia 21 de Dezembro.

Com o volume de água que apresenta neste momento, Alqueva continua a superar a reserva existente nas 29 albufeiras instaladas nos afluentes do rio Guadiana em território espanhol.

Enxurrada em ribeira seca

No primeiro dia do presente Inverno, as 29 barragens espanholas retinham 2935 milhões de metros cúbicos. De então para cá receberam mais 610 milhões. Na província de Ciudad Real, onde nasce o Guadiana, algumas ribeiras que estiveram permanentemente secas durante os últimos 13 anos registaram enxurradas que provocaram cortes de estrada, devido a estes fenómenos meteorológicos inesperados.

Na bacia do Guadiana, a afluência de caudais repõe as reservas em níveis razoáveis, mas a do Sado pouco tem beneficiado do Inverno chuvoso. Das 12 barragens desta bacia, só duas (com pequena capacidade) têm um caudal superior aos 80 por cento, enquanto oito têm menos de metade e duas (Roxo e Campilhas) continuam abaixo dos 20 por cento.

http://www.publico.clix.pt/Local/albufeira-da-barragem-de-alqueva-nunca-esteve-tao-cheia_1416007
 

trovoadas

Cumulonimbus
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3 Out 2009
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Realmente é de facto impressionante essa reviravolta e a maioria das pessoas nem imagina o que isso significa para a vida dos milhares de pessoas que dependem desse rio(Guadiana) e não só em relação ao rio mas a toda a região onde a água era necessária numa questão de vida ou de morte como era o caso de todo o Alentejo, Ribatejo, Algarve, Estremadura Portuguesa e Espanhola e Andaluzia.
Em relação ao rio Guadiana, estive em Badajoz no dia 29 de Dezembro e o caudal era impressionante semelhante a um Douro enraivecido como aquele a que nos habituamos a ver no Peso da Régua ou na Baixa do Porto. E para aqueles que pensam: "olha que novidade é um rio depois de muita chuva" digo esqueçam esse censo comum pois o Guadiana é um rio cada vez mais fustigado pela seca e onde situaçõe dessas tendem a ser motivos de festa e quase dignos de marcação de feriados nacionais em ambas as nações.
Com isto só tenho a dizer, venha mais chuva e que o Alqueva "rebente pelas costuras".
 

Vince

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23 Jan 2007
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Chuva forte ainda não chegou para encher todas as barragens

Armazenamento de água melhorou em todo o País e afastou cenário de seca, mas ainda nem todas as alfubeiras estão cheias

As chuvadas que caíram em força durante todo o mês de Dezembro no País, e que continuam a marcar o novo ano, não foram ainda suficientes para encher todas as albufeiras. Contudo, a situação de seca meteorológica que estava instalada em quase todo o território, em Novembro, e causava já preocupação nalgumas bacias, foi fortemente atenuada. Fica assim, por agora, afastado o cenário de escassez no próximo Verão.

Segundo o boletim mensal do Instituto da Água (Inag), divulgado no fim de semana, no final do ano, as bacias do Oeste e do Sado ainda estavam com as suas reservas abaixo da média. Se nesta altura do ano, na zona Oeste o armazenamento costuma estar a 58%, a 31 de Dezembro não chegava aos 40%. A sul, no Sado e no Mira, a média para esta época é de 54%, mas a água só chegava para encher 32% da bacia hidrográfica.

Pelo contrário, as barragens a norte estão com bastante água armazenada. O Douro e o Mondego estão com as reservas acima dos 72%, e o Lima e o Cávado excedem os 86% de água. A bacia do Ave está já, neste momento, no limite do seu armazenamento: a 100%.

No Algarve, onde a escassez de água é sempre mais complicada nos meses de Verão, a bacia do Arade está quase nos 60%. Uma situação bastante diferente da registada em Novembro, quando havia apenas 14% do volume total de água. Os mesmos registos tranquilizadores registam-se no Barlavento, onde a água armazenada é até superior à média dos últimos anos: 73,5%.

De Novembro para Dezembro, as melhorias foram sentidas de forma significativa em todas as bacias. Das 55 albufeiras monitorizadas pelo Inag, 23 apresentavam no final do ano disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 13 tinham disponibilidades inferiores a 40%
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1461302
 

AnDré

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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Ontem de manhã, um dos afluentes espanhois do rio Douro encontrava-se assim:

douro.jpg


À tarde, da Guarda à Covilhã, via-se água a descer por todas as encostas da serra.

A 15km da Norte de Castelo Branco (na A23), o cenário era este:

12kmncastelobranco.jpg


Curiosamente, o rio Tejo na zona de Abrantes, nem tinha tanta água quanto isso.
Segundo os dados do INAG, o volume de água em Almorol até está a baixo da média. O que deve significar que o Tejo internacional continua "internacional", com a água toda do lado de Espanha.
 

Mário Barros

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Cavaleira (Sintra)
Alqueva atinge novo máximo

A albufeira do Alqueva atingiu ontem novo recorde de água armazenada. Em 24 horas, o nível subiu 15 centímetros, fixando-se na cota 150,62 – a 1,4 metros do máximo (cota 152). No sábado, registava 150,47 metros.

O valor máximo de armazenamento tinha sido estabelecido a 8 de Março de 2007, com 150,13 metros. Mas a chuva que tem caído em toda a região banhada pela albufeira levou o nível da água a subir aquela marca.

Nas últimas monitorizações registadas em Dezembro pelo Instituto da Água, o maior lago artificial da Europa – com uma área inundável de 25 mil hectares – encontrava-se a 85,6% da capacidade total de armazenamento. Em Novembro estava a 77,2 %.

CM
 

Vince

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23 Jan 2007
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Zona histórica de Évora sem abastecimento de água

Dúvidas quanto à qualidade da água para consumo público levaram à interrupção parcial do abastecimento na cidade de Évora, uma situação que poderá atingir todos os habitantes como avançou à TSF o presidente da Câmara, José Ernesto Oliveira.

«Há uma alteração da qualidade da água da Albufeira de Monte Novo, que abastece a cidade. Essa alteração foi provocada por enchimento demasiadamente rápido, com isso arrastou quantidades significativas de alguns elementos que neste momento não permitem atingir uma água com qualidade para abastecimento público», explicou o autarca.

Devido à interrupção do abastecimento de água poderão ser afectados os cerca de 60 mil habitantes da cidade de Évora, avançou José Ernesto Oliveira.

Os serviços da Protecção Civil já foram accionados para o caso de surgirem ocorrências urgentes. Esta quarta-feira às 9:00, a autarquia vai reunir com as Águas do Centro Alentejo e com a Protecção Civil para fazer um ponto de situação.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1462742
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Às 20h de ontem a cota da barragem do Alqueva era de 151,37m. Estava apenas a 0,63m do limite máximo (152m).
E a essa hora, o caudal afluente à barragem era de 1683m3/s.
Um valor extremamente elevado.


Em Almourol, o caudal do Tejo ultrapassou a meio da tarde os 1000m3/s. Ainda assim um valor "normal" para o rio, zona e época do ano em que estamos.

A norte o Douro em Miranda do Douro, manteve-se estável o dia todo, também na casa dos 1000m3/s.
 

David sf

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8 Jan 2009
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Oeiras / VN Poiares
Chuva de Dezembro garante ano sem restrições ao uso de água

As chuvas intensas de Dezembro acabaram com a seca meteorológica registada há dez meses em Portugal e permitiram ao Instituto da Água assegurar que este ano não vai haver quaisquer restrições ao uso da água.
"Está afastado o cenário de restrições ao uso de água em 2010", afirmou á Lusa o presidente do Instituto da Água (Inag), Orlando Borges, assegurando que, mesmo no Verão, não vão ser impostas restrições ao uso de água na agricultura e pecuária, na produção de electricidade e no abastecimento público.

A possibilidade de uma seca hidrológica este ano em Portugal, que obrigasse a restrições, foi totalmente afastada devido às fortes chuvas dos últimos dois meses, em especial de Dezembro, que aumentaram o nível de água armazenada nas barragens.

O último boletim do Inag, relativo a Dezembro, revela que em 24 das 56 albufeiras monitorizadas em Portugal existem já disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total e que os armazenamentos foram superiores à média das últimas duas décadas.

"Mas o facto de se dizer que não vão haver restrições ao uso de água não quer dizer que os portugueses não devam fazer um uso eficiente da água", ressalvou Orlando Borges.

As fortes chuvas de Dezembro permitiram ainda retirar Portugal da situação de seca meteorológica que, em 2009, se registava desde Março e que em Novembro passado ainda se mantinha em 60 por cento do território nacional (do qual 29 por cento em seca severa).

"A seca desapareceu em quase todo o território, mantendo-se apenas situações pontuais de seca fraca em algumas zonas do sul do país", afirmou à Lusa o presidente do Instituto de Meteorologia, Adérito Serrão.

Baseando-se ainda em dados preliminares, uma vez que o boletim climatológico de Dezembro ainda não está concluído, Adérito Serrão explicou que a seca desapareceu em quase todo o território porque "choveu anormalmente" em Dezembro, "além do normal nos últimos 30 anos".

"Em Dezembro chegámos a ter anomalias de precipitação de 70 milímetros e em alguns sítios do país a chuva foi 200 por cento mais do que a média dos últimos trinta anos", afirmou o presidente do Instituto de Meteorologia.

Para o corrente mês, e ressalvando que as previsões meteorológicas são falíveis, Aderito Serrão diz que a chuva vai continuar, assim como as baixas temperaturas e alguma "instabilidade" no clima.

Aqui: http://www.publico.pt/Sociedade/chuva-de-dezembro-garante-ano-sem-restricoes-ao-uso-de-agua_1416641
 

ecobcg

Cumulonimbus
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10 Abr 2008
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Sitio das Fontes e Carvoeiro (Lagoa - Algarve)
Barragem de Odelouca já está a 25,9 por cento da sua capacidade

O mau tempo que chegou em grande, com o Inverno, não trouxe só estragos e inundações para o Algarve. Também trouxe boas notícias no que toca ao abastecimento de água para o próximo Verão, tendo afastado o cenário de seca que já se previa, devido aos baixos números de armazenamento de água nas barragens registados no Outono.

Um dos exemplos mais significativos desta reviravolta é a Barragem de Odelouca, situada nos concelhos de Silves e Monchique.

É que esta é a mais recente do Algarve, tendo sido fechada a sua comporta no passado dia 28 de Agosto pelo primeiro-ministro José Sócrates, já está a 25,9 por cento da sua capacidade de armazenamento de água.

No entanto, «no caso de Odelouca, por questões de segurança, já estão a ser feitas descargas, porque é uma construção nova e não poderá encher muito mais», explicou ao «barlavento» fonte da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve.

Ainda assim, aquela que é a maior barragem do Algarve, com capacidade máxima para 157 milhões de metros cúbicos, já tem tanta água como a de Beliche, no concelho sotaventino de Castro Marim - 40,6 milhões de metros cúbicos (Odelouca) e 40,7 (Beliche).

A principal diferença é que a do Beliche tem uma capacidade máxima muito mais reduzida (48 milhões), por isso a percentagem é superior (84,8) quando comparada com Odelouca, segundo os dados de 4 de Janeiro fornecidos ao «barlavento» pela ARH.

Quando analisados todos os números das albufeiras algarvias é mesmo caso para dizer que se passou do 8 para o 80, até porque a mesma fonte da ARH admitiu que «já estavam a ser preparados planos de contingência em relação a uma possível seca».

A barragem do Funcho, por exemplo, apresentava em Outubro uma situação muito delicada, tendo apenas 19,5 por cento em relação ao valor máximo.

No passado dia 4, o armazenamento de água já tinha conseguido chegar aos 75,3 por cento. Isto, traduzido em milhões de metros cúbicos, significa que, face aos 47,7 máximos, a barragem já se situa nos 35,9.

Também no Barlavento algarvio, com números um pouco mais altos, a barragem da Bravura, no concelho de Lagos, tinha no início da semana passada, 84,2 por cento do valor máximo de referência.

«Se não tivesse chovido, estaríamos numa situação de um à vontade relativo, mas com alguma preocupação. Agora podemos dizer que não haverá problemas» para a rega. Se continuar a cair muita água, a barragem começará a fazer descargas, pois «só faltam cinco milhões de metros cúbicos» para encher, adiantou Hélder Henriques, presidente da Associação de Regantes e Beneficiários de Alvor.

Neste momento, «a Bravura tem 29 milhões de metros cúbicos de água, mais nove do que antes das chuvas de Dezembro», avançou ainda.

É no Sotavento, porém, que se encontra a albufeira mais cheia do Algarve. Em Odeleite, a segunda maior barragem algarvia já está a 95,8 por cento da sua capacidade total (130 milhões), enquanto os valores caem na barragem do Arade, que está a 51,1 por cento, (14,5 milhões).

No entanto, «o Arade, por questões técnicas, não pode encher mais», afirmou a fonte da ARH.

Contactado pelo «barlavento», o presidente da Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão José Vilarinho explicou que a «Protecção Civil obriga a Barragem do Arade a estar à cota 55 para prevenir as cheias», o que, num ano de seca, pode gerar problemas para a rega.

E isto era algo que poderia ter acontecido este ano, pois, em Outubro, o volume de água armazenado situava-se apenas nos 9,9 por cento. Mas a chuva veio salvar a situação, estando agora a albufeira com 51,1 por cento (14,5 milhões), quase no limite imposto.

José Vilarinho admitiu ao «barlavento» que, com aquela restrição, «estão a ser perdidos cerca de três milhões de metros cúbicos de água, para que haja essa folga de segurança».

Por sua vez, a associação entregou na Direcção Regional de Agricultura um projecto de recuperação que permitirá que as comportas passem do sistema hidráulico para o eléctrico, pois «estas já não estão fiáveis e têm que ser mantidas sempre abertas», justificou.

É que a barragem do Arade é uma das mais antigas do país, tendo sido concluída em 1956.

Apesar do Algarve ter passado do mínimo para «o máximo de água armazenada que poderia ter», isso não invalida que sejam lançados planos de sensibilização quanto ao consumo da água, acrescentou a fonte da ARH. É que nunca se sabe se para o próximo ano chove tanto...

11 de Janeiro de 2010 | 09:27
ana sofia varela

retirado de Barlavento Online
 

Mário Barros

Furacão
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Cavaleira (Sintra)
Barragem do Alqueva atinge cota máxima pela primeira vez

A albufeira da Barragem de Alqueva, no Alentejo, atingiu hoje, pela primeira vez, a capacidade máxima, tornando-se o maior lago artificial da Europa, e iniciou descargas controladas, revelou fonte da empresa gestora do projecto

A chuva que tem caído nas últimas semanas na região banhada pela albufeira, situada no rio Guadiana, levou o nível de água armazenada a atingir hoje a cota máxima de 152 metros, entre as 14h e as 15h, segundo as medições da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA).

Trata-se de um volume de água armazenada de 4.150 hectómetros cúbicos e que corresponde ao nível de pleno armazenamento à cota de 152 metros, um metro abaixo do nível de máxima cheia para que albufeira está preparada, precisa a empresa.

Segundo a EDIA, as afluências de água que continuam a registar-se em Alqueva e as previsões meteorológicas para os próximos dias levaram a empresa a decidir abrir hoje à tarde as comportas da barragem para «libertar algum caudal».

A EDIA mantém «descargas controladas, através dos descarregadores de meio fundo, permitindo, desta forma, que a capacidade de encaixe continue com folga suficiente para fazer face a eventuais subidas nas afluências».

Após a abertura de comportas em Alqueva, também a barragem de Pedrógão, situada a 23 quilómetros a jusante, está a descarregar para o rio Guadiana, «prevendo-se que o caudal do rio se mantenha alto nos próximos dias».

«Todas estas acções, já previstas, estão a ser articuladas com os Serviços de Protecção Civil, que acompanham e monitorizam as operações», garante a EDIA.

O enchimento à cota máxima, frisa a EDIA, «corresponde ao cumprimento do primeiro objectivo do projecto Alqueva: a constituição de uma reserva estratégica de água, com capacidade para fazer face a três anos consecutivos de seca, com garantia de disponibilidade para abastecimento público, agricultura e produção de energia».

A encher desde 8 de Fevereiro de 2002, quando se fecharam as comportas, Alqueva já é o maior lago artificial da Europa, com uma área inundável de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.100 quilómetros de margens.

Lusa / SOL
 

Chingula

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Barragem do Alqueva atinge cota máxima pela primeira vez

A albufeira da Barragem de Alqueva, no Alentejo, atingiu hoje, pela primeira vez, a capacidade máxima, tornando-se o maior lago artificial da Europa, e iniciou descargas controladas, revelou fonte da empresa gestora do projecto

A chuva que tem caído nas últimas semanas na região banhada pela albufeira, situada no rio Guadiana, levou o nível de água armazenada a atingir hoje a cota máxima de 152 metros, entre as 14h e as 15h, segundo as medições da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA).

Trata-se de um volume de água armazenada de 4.150 hectómetros cúbicos e que corresponde ao nível de pleno armazenamento à cota de 152 metros, um metro abaixo do nível de máxima cheia para que albufeira está preparada, precisa a empresa.

Segundo a EDIA, as afluências de água que continuam a registar-se em Alqueva e as previsões meteorológicas para os próximos dias levaram a empresa a decidir abrir hoje à tarde as comportas da barragem para «libertar algum caudal».

A EDIA mantém «descargas controladas, através dos descarregadores de meio fundo, permitindo, desta forma, que a capacidade de encaixe continue com folga suficiente para fazer face a eventuais subidas nas afluências».

Após a abertura de comportas em Alqueva, também a barragem de Pedrógão, situada a 23 quilómetros a jusante, está a descarregar para o rio Guadiana, «prevendo-se que o caudal do rio se mantenha alto nos próximos dias».

«Todas estas acções, já previstas, estão a ser articuladas com os Serviços de Protecção Civil, que acompanham e monitorizam as operações», garante a EDIA.

O enchimento à cota máxima, frisa a EDIA, «corresponde ao cumprimento do primeiro objectivo do projecto Alqueva: a constituição de uma reserva estratégica de água, com capacidade para fazer face a três anos consecutivos de seca, com garantia de disponibilidade para abastecimento público, agricultura e produção de energia».

A encher desde 8 de Fevereiro de 2002, quando se fecharam as comportas, Alqueva já é o maior lago artificial da Europa, com uma área inundável de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.100 quilómetros de margens.

Lusa / SOL

Lembro-me de opositores da construção desta barragem dizerem, na comunicação social, que ela nunca encheria...
 

lsalvador

Nimbostratus
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18 Nov 2006
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Alhos-Vedros / Tomar
Tomar, Rio Nabão

"TOMAR - Apesar da chuva, não há risco de cheias

A forte precipitação que tem ocorrido nas últimas horas colocou o distrito sob alerta para eventuais cheias, um pouco como acontece, aliás, em todo o país, onde a chuva apenas se limita a dar pequenas folgas. No que diz respeito a Tomar, a Protecção Civil está precavida para qualquer eventualidade apesar de, na parte da manhã, já terem sido visíveis alguns transtornos, nomeadamente em Carvalhos de Figueiredo, uma situação já recorrente.

O vereador Luís Ferreira fez, para a Hertz, o ponto de situação: «Não é normal que chova tanto em tão pouco tempo e foi esse o problema, principalmente, nesta manhã de terça-feira. Por exemplo, o nível do Agroal aumentou em cerca de 50 cm apenas no espaço de duas horas. Houve registo para um conjunto de lençóis de água por dificuldade de drenagem das valetas e com alguns pequenos entupimentos, nomeadamente junto à Galp, em Carvalhos de Figueiredo, uma situação que já é recorrente e que só ficará resolvida com o projecto que iremos executar durante os próximos anos, ou seja, a requalificação do troço da Nacional 110». Está previsto que até às 20 horas, o Nabão recebe um maior volume de água. Questionado sobre uma possível cheia na zona da Levada, Luís Ferreira garante que tal não irá acontecer: «Foram abertas as comportas laterais da Levada por forma a ganhar encaixe para a água que vai chegar a Tomar, nomeadamente desde as 18 até às 20 horas». Fonte Radio Hertz 2010-01-12 18:17:44"
 

trovoadas

Cumulonimbus
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3 Out 2009
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loule-caldeirao

Boa informação!!!! Realmente achava estranho a barragem do Arade estar sempre a 60-70% no final do Inverno, pensava que estava a haver um enorme défice de precipitação naquela bacia, algo estranho pois os afluentes da barragem a meu ver dão para encher duas barragens iguais.
E depois choram sempre que a barragem todos os anos vai abaixo dos 20%, e vá de activar os furos do aquífero Querença-Silves para a rega.