Seguimento Rios e Albufeiras - 2010

algarvio1980

Furacão
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21 Mai 2007
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Olhão (24 m)
Situação nas Albufeiras do Algarve
Dados referentes a 31 de Janeiro de 2010

Albufeira do Arade: 18985 dam3 ( 66.87 %) (+17.51%)

Albufeira do Beliche: 38699 dam3 ( 80.62 %) (-4.41%)

Albufeira da Bravura: 34624 dam3 ( 100 %) (+26.45%)

Albufeira do Funcho: 36061 dam3 ( 75.61 %) (+ 10.26%)

Albufeira de Odeleite: 127528 dam3 ( 98.10 %) (+1.48%)

(---) - diferença em relação ao mês passado

Fonte: INAG

Só uma Albufeira no Algarve está no máximo, a Albufeira da Bravura, a Albufeira do Beliche diminuiu a percentagem de armazenamento em 4.41% em relação ao mês anterior, todas as outras subiram em relação a Dezembro.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
O rio Guadiana está de novo com um caudal muito elevado ( >1500m3/s).
A barragem do Alqueva voltou a ultrapassar a cota dos 152,0m, e deverá continuar a fazer descargas.

Descargas do Alqueva deixam Protecção Civil em alerta


A barragem do Alqueva está a descarregar 1200 metros cúbicos de água por segundo e, por isso, a Protecção Civil vai estar particularmente atenta aos efeitos que isso possa ter nas margens do Guadiana.

Uma preocupação que se justifica com a previsão meteorológica para as próximas horas. Ângela Lourenço, do Instituto de Meteorologia, fala em chuva forte para todo o sul do país e aumento da intensidade do vento.
Para amanhã e sábado há precipitação fraca.

No distrito de Setúbal já se registam problemas por causa das descargas de barragens.

No concelho de Santiago do Cacém há, nesta altura, duas estradas cortadas, devido à subida das águas da ribeira de Xarruma: a Nacional 382 e a Municipal 544.

Neste caso, as descargas estão a ser feitas por duas barragens daquele distrito: a de Pego do Altar e a de Vale de Gaio.

RR
 

Lousano

Cumulonimbus
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12 Out 2008
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Lousã/Casais do Baleal
Tenho acompanhado a situação da albufeira do Alqueva nesta últimas semanas é fico sem palavras.

Estiveram a manter a barragem sempre próxima da cota máxima e é este o resultado (qual a razão de se importar energia eléctrica a determinada hora e algumas barragens nesse mesmo período não a produzirem?).

O pior é quando estas descagas prejudicam, provocam danos e depois dizem que são inevitáveis.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Tenho acompanhado a situação da albufeira do Alqueva nesta últimas semanas é fico sem palavras.

Estiveram a manter a barragem sempre próxima da cota máxima e é este o resultado (qual a razão de se importar energia eléctrica a determinada hora e algumas barragens nesse mesmo período não a produzirem?).

O pior é quando estas descagas prejudicam, provocam danos e depois dizem que são inevitáveis.

Demorou tanto tempo a encher, que mante-la cheia seria um motivo de orgulho para um qualquer gestor da barragem.
Se tivermos em conta que num ano normal, a partir de Março, a precipitação começa a escassear na região (a evapotranspiração supera a precipitação), até faz sentido que se gira a água da barragem de forma a que se mantenha cheia, como uma reserva de água estratégica.

No entanto, se na gestão das albufeiras das barragens, se tivesse em conta as previsões de precipitação, talvez se pudesse ter uma margem de manobra melhor. ;)

Por exemplo, as do alto Minho já estão na casa dos 60/70%. À espera da chuva do final do inverno e da primavera.

Quanto à importação de energia, na teoria tratam-se de excedentes por parte de Espanha, que nos ficam mais baratos que se fossemos nós a produzir.
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Desde 2003 que Portugal não tinha tanta água nas barragens

Dados do Inag referem que mais de metade das barragens nacionais têm uma disponibilidade hídrica acima dos 80%. Bacia do Sado e Oeste são as mais preocupantes

Mais de metade das albufeiras das barragens portuguesas tinham, em finais de Janeiro, disponibilidades hídricas superiores a 80% das suas capacidades. Valores que levam os responsáveis do Instituto da Água (Inag) a falar nas melhores reservas desde 2003, e a acreditar que estão afastadas as preocupações com a disponibilidade de água nos próximos dois anos.

Para Rui Rodrigues, responsável do Inag pela avaliação dos recursos hídricos, o aumento da disponibilidade das bacias nacionais, quando comparado com Dezembro de 2009, deve-se sobretudo ao facto de, "apesar de não ter chovido muito durante o mês de Janeiro, também não se ter registado um aumento dos níveis de evaporação, o que conduziu ao aumento do armazenamento de água nas barragens".

O responsável do Inag garante que "temos água para dois anos de seca" e afiança mesmo que "em 2009 não chegou a haver preocupação com a seca". "Em Dezembro, andava toda a gente preocupada com a seca e com os níveis de água nas barragens sem razão nenhuma", salienta Rui Rodrigues.

Para ajudar a compreender a preocupação com uma situação de seca, basta analisar as sete ondas de calor registadas ao longo do ano até ao Outono (ver caixa).

Não obstante, a chuva que caiu em Novembro e Dezembro levou a que no final de Janeiro a maioria das bacias hidrográficas estivesse com uma disponibilidade entre os 61 e os 80%. Abaixo destes valores só as do Oeste e Sado (com 39,5 e 31,9%, respectivamente) enquanto acima estava já a bacia do Guadiana (83,4%), atingindo a barragem do Alqueva o seu limite máximo no início de Janeiro deste ano.

As condições favoráveis já referidas levaram a que, no final do último mês, a bacia do Barlavento algarvio tivesse já atingido a cota máxima de armazenamento. Próximas de atingir a disponibilidade máxima estavam as barragens das bacias do Cávado (Alto Rabagão, Caniçada, Paradela, Salamonde, Venda Nova e Vilarinho das Furnas) e Guadiana (Alqueva, Beliche, Caia, Enxoé, Lucefecit, Monte Novo, Odeleite e Vigia).

Apesar desta boa disponibilidade das bacias, a do Sado apresentava valores mais reduzidos. De acordo com Rui Rodrigues, "um dos problemas é que esta bacia tem pouca capacidade de armazenamento para as necessidades que tem". Outro dos motivos é que "temos uma forte agricultura numa zona que é muito seca".

Será necessário criar então novas áreas de armazenamento? Para o responsável do Inag tal hipótese não faz sentido, pois "as bacias existentes são suficientes".

Tal como não faz qualquer sentido proceder-se ao transvase de outras bacias. "Apenas estaremos a iludir o problema", frisa Rui Rodrigues, acrescentando que "com as barragens que já temos já existem grandes perímetros de rega". "Ao criar mais barragens estaríamos a incentivar, erradamente, a criação de mais perímetros de rega", diz.

Para este responsável do Inag, a solução tem de passar por "adequar as necessidades à realidade e à capacidade de armazenamento que temos". Uma medida que, admite, não é fácil de concretizar. É que se "atingiram situações muito desequilibradas", conclui.

DN
 

PedroAfonso

Nimbostratus
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18 Fev 2008
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Covilhã (700 m) / Almada
Esta é a barragem Marechal Carmona, no rio Ponsul, um dos afluentes do Tejo fazendo por isso parte da bacia hidrográfica do mesmo.

Foi construída para satisfazer as necessidades das populações no que à rega e abastecimento diz respeito, produz também electricidade. Este tem sido um Inverno bastante chuvoso inclusive para a Beira Baixa, tanto que para além da albufeira estar como está nas fotos que apresento a seguir, há uns dias atrás tiveram inclusive de abrir os descarregadores de fundo pois nem o descarregador natural conseguia dar conta do recado.

As fotografias foram tiradas no fim de semana de Carnaval. A primeira tem como pano de fundo, a aldeia mais portuguesa de Portugal, Monsanto.

dscf3495.jpg

dscf3486v.jpg

dscf3484m.jpg

dscf3480r.jpg
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Novamente o Fratel, agora ao final do almoço está a debitar um pouco mais. Impressionante realmente.

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Para vermos valores dessa dimensão no Tejo, temos de recuar a Novembro de 2006. E antes disso, só no inverno de 2000/2001. Se bem que nessa altura não foram 2000m3/s, mas mais de 4000m3/s que se verificaram em alguns dias desse inverno.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
O Tejo em Fratel já acima dos 2500m3/s.
Se ainda não galgou para as lezirias ribatejanas, pouco deve faltar. Já que em Almourol o caudal deve ascender aos 3000m3/s.

fratel.png


No Guadiana o cenário não é melhor.
1670m3/s que estão a chegar de Espanha.
A água no Alqueva está à cota 151,77m.
guadianaq.png



O caudal do Zêzere também tem vindo a aumentar, embora ainda haja algum espaço em Cabril para reter água.

zezere.png



A norte, nada a assinalar.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Cá está...


Reguengos de Alviela isolada pelas águas do Tejo

No Ribatejo, por causa da subida das águas do Tejo, a localidade de Reguengos do Alviela, em Santarém, está isolada, mas sem registo de inundações em nenhum casa.

O caudal do Tejo não parou de subir ao longo de toda a madrugada. Uma situação que obrigou ao corte da Estrada Nacional que liga Vale Figueira à Golegã.

A Protecção Civil mantém hoje o alerta de amarelo, o segundo mais baixo, para as cheias.

Já na Serra da Estrela e devido à queda de neve e formação de gelo está encerrada ao trânsito a estrada entre Piornos e a Torre.

Resgatado homem que se fez ao Tejo numa embarcação

Santarém, 23 fev (Lusa) - Os bombeiros conseguiram resgatar, são e salvo, junto a Constância, um homem que, durante a madrugada, se fez ao Tejo numa embarcação a partir de Vila Nova da Barquinha, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro, o caudal do rio Tejo continua a subir, estando as descargas a ser feitas pelas barragens de forma "mais nivelada", sendo natural que o nível das águas suba "mais um pouco".

Durante a noite, a povoação de Reguengo do Alviela, no concelho de Santarém, ficou isolada, uma vez que se deu a submersão da Estrada Nacional 365 entre Vale de Figueira e Pombalinho e da estrada municipal que liga Pombalinho a Reguengo do Alviela, disse o comandante de serviço à Lusa.


Quanto a volumes de água, ao Tejo estão a chegar 2590m3/s.
Ao Guadiana 1939m3/s. (brutal para o rio que é).
 

stormy

Super Célula
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7 Ago 2008
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Lisboa
o guadiana tem uma vasta bacia hidrografica e +600km de comprimento em grande parte, neste momento, ja com os solos saturados....com o que tem chovido nao me adimira nada esses caudais no rio;)
 

actioman

Cumulonimbus
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15 Fev 2008
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Elvas (~300m)
Olho com alegria para o panorama hidrográfico português :), mas infelizmente não é geral e ainda há barragens como a do Caia (que fornece água para Elvas e campo Maior), que apenas de encontram a 50% da sua capacidade :(.
Ainda faz falta água por aqui meus caros! :sad:

albufeiradocaia23fev10.jpg

Fonte: Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos