Seguimento Rios e Albufeiras - 2019

Tópico em 'Seguimento Meteorológico' iniciado por Ricardo Carvalho 2 Jan 2019 às 17:28.

  1. Aurélio Carvalho

    Aurélio Carvalho
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    Cumulus

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    Bom dia
    Analisando os dados da barragem de o odeleite me parece que durante este mês a mesma baixou algo ....
    Me parece que neste todas as barragens vão descer no volume de armazenamento a menos que a precipitação prevista para o final do mês sobretudo no Minho e Douro Litoral faca aumentar o volume nas barragens do Minho e Douro litoral.
     
  2. AnDré

    AnDré
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    O regresso do vento aliviou a procura pela energia hídrica. Aliás, dia 23 de Janeiro foi batido o recorde diário de produção eólica em Portugal.

    A albufeira de Alto Lindoso está agora à cota 294,35m. Dia 22/01, segundo os dados da REN, a cota era de 292,71m.

    Problemas com Conchas e Salas?
    Salas está nos 33%, e por acaso, nos últimos anos, tem sido raro ultrapassar os 70%.
    Las Conchas está nos 42%.
     
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  3. slbgdt

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    Cumulus

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    Sim pelo que esses 2 galegos disseram.
    Porém não encontrei nada sobre isso.
    Embora já haja problemas em algumas como esta onde já passei:
    http://www.diariodevalderrueda.es/t...bligan-chd-realizar-obras-presa-embalse-porma
     
  4. AnDré

    AnDré
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    336m2/s a entrar em Alto Lindoso neste momento.

    A cota da albufeira vai nos 298,07m. Mais 2 metros e toda a aldeia antiga fica novamente submersa.
     
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  5. Pedro1993

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    Super Célula

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    A nascente do Rio Alviela, já "acordou", e já está a debitar um caudal considerável.

     
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  6. huguh

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    Cumulonimbus

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    Godim - Peso da Régua
    Deviam colocar aqui tambem as imagens com os dados e gráficos de descargas das barragens como tinham na 1ª página do seguimento do ano passado. Embora este ano não haja grandes chuvas até agora, dá sempre jeito para consulta
     
    tomalino gostou disto.
  7. slbgdt

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    Cumulus

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    AnDré e luismeteo3 gostaram disto.
  8. slbgdt

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    Cumulus

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  9. AnDré

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    A albufeira de Paradela está a 7,8%.
    Está ou vai entrar em obras?
     
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    guisilva5000 gostou disto.
  10. slbgdt

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    Cumulus

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    Por dentro da obra do Alto Tâmega

     
  11. joralentejano

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    Super Célula

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    Seca: Albufeira do Caia já está a cortar no fornecimento de água para a agricultura

    A Associação de Regantes da Barragem do Caia, distrito Portalegre, já está a aplicar restrições no fornecimento de água para a agricultura devido à falta de chuva.

    Em declarações à Rádio Portalegre, João Ramalho, da Associação de Regantes da Barragem do Caia, admitiu que a situação “é preocupante” e pode agravar-se se não chover até ao final do mês de abril.

    João Ramalho indicou que os cortes no fornecimento de água à agricultura “são cirúrgicos” e com o objetivo de assegurar uma campanha de rega dentro da normalidade.

    O mesmo responsável revelou que o volume armazenado atualmente é na ordem dos 65 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a cerca de 35 por cento da capacidade total, que é de cerca de 190 milhões de metros cúbicos.

    Questionado sobre o abastecimento de água às populações servidas pela albufeira, João Ramalho indicou que as reservas hídricas são suficientes para três anos.

    A albufeira do Caia serve as populações do concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte, no Alto Alentejo.

    Fonte: Rádio Portalegre
     
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  12. clone

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    Cumulus

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  13. joralentejano

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    Super Célula

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    Não há “água nova” no Guadiana e no Sado. Quem vive da terra e dos rios sofre com isso
    No Guadiana falta peixe e no Sado há barragens com um volume de armazenamento de apenas 12% e 16%. Nas culturas de sequeiro, só a chuva pode ajudar a minorar perdas que se prevêem “em grande escala”. Quem depende da rega, também não tem garantias. A seca não escolhe quem vai afectar e isso sente-se nas margens dos dois rios.

    Já passaram alguns anos desde que António dos Reis Soeiro, 78 anos, apanhou lampreia que se visse no Guadiana. O pescador da aldeia de Pomarão – colada à fronteira com Espanha e com a barragem espanhola do Chança quase a fazer sombra ao casario – está sentado à porta de casa a aproveitar o sol que espreita entre as nuvens negras desta tarde de domingo. “Aqui há uns anos, eu e outro rapaz chegámos a apanhar 986 lampreias. Mas tem vindo a diminuir. Cento e tal... No ano passado foram duas e este agora só uma”, diz, desalentado. A explicação, coloca-a na falta de chuva, que faz com que a água do Guadiana e das ribeiras que o engordam não se renove. “A água é sempre a mesma, está a compreender? E o peixe não entra. A água não vem da barragem, nem das ribeiras, nem dos barrancos. Isto não está nada famoso.”

    Quem olha lá para baixo, para o Guadiana a espraiar-se largo entre as margens, pode ter dificuldade em acreditar no velho pescador de boina e olhos claros. Mas ele sabe do que fala. As cheias, que ajudam à subida da lampreia e antigamente levavam as águas do rio a invadir ruas e casas do Pomarão (há marcas a assinalar a chegada das águas às habitações baixinhas), são algo que não se vê por ali desde 1997. Nesse ano, as barragens encheram tanto que foi preciso abri-las. O alerta chegou na noite de 5 de Novembro. Na manhã do dia 6 estava tudo como mostram as fotografias que Margarida, esposa do velho pescador, mostra agora: as ruas mais baixas da aldeia já não se vêem, a água chega aos patamares superiores, onde está a casa de ambos, e, atrás, poderosos jactos de água saltam ainda da barragem espanhola.
    ........................
    O Inverno que agora terminou foi já classificado pelo IPMA como o 4.º mais seco do século, com a precipitação ocorrida entre Dezembro e Fevereiro a corresponder a cerca de 41% do valor médio. Uma situação que se reflecte no volume de água armazenado nas albufeiras das barragens nacionais – e também espanholas, onde tem chovido ainda menos do que em Portugal. Em Março, havia dez barragens com um armazenamento inferior a 40% (eram apenas três em 2018), e duas delas estavam no Guadiana: a barragem da Vigia (24%) e a do Caia (32%).
    Ano perdido
    Luís Rodrigues, 38 anos, aproveitou o domingo de manhã para passar pela albufeira do Caia e procurar apanhar algum peixe com uma cana. À volta, só se ouvem pássaros ou o carro muito ocasional que atravessa a estrada lá em cima. O silêncio é tanto que se ouve o barulho de um cão a sacudir a água do pelo, depois de um banho na albufeira, a poucas centenas de metros de distância. O homem olha em redor, para as encostas em que é bem visível o local onde devia haver água – há uma faixa larga de terra castanha, despida, e só depois começam as primeiras ervas e árvores. “Isto devia estar mais cinco ou seis metros acima. Já tínhamos tido seca no ano passado. Agora já cortaram a rega em Setembro e, com os olivais intensivos, isto vai ser muito complicado”, diz.

    Há-de ser para a rega, mas Francisco Corado, 46 anos, nem nessa hipótese pode pensar. Nos 400 hectares da Herdade da Fragosa, onde cria gado, a pastagem de que os animais precisam para se alimentarem é produzida em regime exclusivo de sequeiro. Ali, diz o produtor de Arronches, já quase não vale a pena ter esperança que chova. Porque não é possível recuperar de um Inverno sem chuva. “A pastagem vai ser sempre afectada porque as plantas que estão secas já não recuperam. O ciclo da planta fechou. Isto são plantas de sequeiro, pode chover que nunca recuperam”, diz.

    Fermelinda Carvalho, presidente da Associação de Agricultores de Portalegre, que representa 3800 produtores – incluindo Francisco Corado –, diz que o que tem ouvido dos associados é que a situação “é extremamente grave”. “As secas têm sido sucessivas, mas esta já nos arriscamos a dizer que será a pior de que temos memória. Choveu muitíssimo pouco de Novembro até à data”, diz. A seca não escolhe e visa todos por igual. A também presidente da Câmara de Arronches diz que o efeito faz-se sentir “dos cereais às pastagens, às vinhas e pomares, que são poucos, ao olival, para quem não tem regadio”. Quem depende da rega “irá ser afectado mais à frente”, se não chover.

    Restante reportagem aqui
     
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  14. Ricardo Carvalho

    Ricardo Carvalho
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    Nimbostratus

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    23 Jul 2015
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    Uma triste realidade, que infelizmente muitas pessoas ainda não conseguem ver!:unsure: Um dia ainda vamos chegar a triste época , em que os jornalistas vão dar a notícia de bom tempo quando estiver de chuva!
     
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