Seguimento Rios e Albufeiras - 2020

Tópico em 'Seguimento Meteorológico' iniciado por SpiderVV 1 Jan 2020 às 01:10.

  1. AnDré

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    Claramente falou sem conhecimento de causa.
    A albufeira da Aguieira só enche a partir de Abril. Até lá tem que ter espaço para defender Coimbra e o Vale do Mondego das cheias do rio.

    Com a Serra da Estrela cheia de neve, e com a circulação de sudoeste prevista para os próximos dias (chuva + degelo), o caudal do Mondego irá certamente aumentar.
     
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  2. AnDré

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    Hum... Então, se actualmente o Alqueva não garante o caudal ecológico mínimo no Guadiana, ao se fazer um transvase a jusante da barragem é secar o rio de vez.

    Se é para se fazer isso, então que se faça um transvase de onde realmente há água.
     
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  3. algarvio1980

    algarvio1980
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    Quanto tempo achas que levam a fazer um transvase desde do Alqueva até Odeleite cerca de 100 kms em linha recta? Eu diria que uns 30 a 50 anos nunca antes, se obras tão prometidas há tantos anos vão sendo adiadas, quanto mais isso.

    Aliás, essa medida nem sei ao certo se é fiável ou não, o único conhecimento que tenho é que a influência da maré chega a Mértola e como não tenho conhecimento sobre esse assunto e como seria ultrapassada essa mesma influência, mas ainda bem que existe pessoas com mais conhecimento a levantarem e fazerem estas alternativas, porque neste momento todas as alternativas viáveis ou não viáveis devem ser apresentadas, debatidas e estudadas.
     
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    frederico e "Charneca" Mundial gostaram disto.
  4. "Charneca" Mundial

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    Por que razão até agora ninguém falou nisto? :huh:
    [​IMG]

    Não poderíamos compatibilizar as coisas, fazendo uma barragem e, ao mesmo tempo, criar escadas para os peixes passarem? :unsure:
     
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    #64 "Charneca" Mundial, 26 Jan 2020 às 20:50
    Última edição: 26 Jan 2020 às 22:48
    Aristocrata, Pedro1993 e frederico gostaram disto.
  5. slbgdt

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    Cumulus

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  6. slbgdt

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    Cumulus

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    Isso já existe. Ponte de Lima no açude, coimbra no açude e Penacova.
     
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  7. Pedro1993

    Pedro1993
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    Super Célula

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    Celuloses usam mais de 38 mil milhões de litros de água do Mondego

    As duas empresas de celulose localizadas no município da Figueira da Foz consomem, anualmente, mais de 38 mil milhões de litros de água do rio Mondego, pela qual pagam ao Estado quase 1,4 milhões de euros.

    De acordo com a mesma fonte, a Celbi, do grupo Altri, recebe de água fornecida pelo canal adutor do Mondego cerca de 10,1 milhões de m3 de água (mais de 10 mil milhões de litros por ano), mas paga, por este nível de consumo quase três vezes inferior ao da Navigator, mais do que a sua congénere e vizinha da margem sul do Mondego.

    Sobre o consumo no Mondego, a Navigator paga de taxa de recursos hídricos à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) cerca de 679 mil euros e a Celbi quase mais 30 mil.

    Questionado sobre esta aparente discrepância entre consumo e taxa paga, fonte oficial do ministério do Ambiente remeteu para a legislação em vigor, lembrando que a Taxa de Recursos Hídricos (TRH) engloba seis componentes diversos, cuja soma estipula o valor final, mas não esclareceu o valor dos componentes específicos aplicados a cada empresa.

    As seis componentes da TRH são, no domínio público hídrico do Estado, a utilização de águas por volume de água captado, extração de inertes por m3 extraído e ocupação por metro quadrado de área ocupada. Acrescem ainda àquela taxa a descarga de efluentes (por quilo de matéria oxidável, azoto e fósforo), a utilização de águas sujeitas a planeamento e gestão pública (por m3 captado) e a sustentabilidade dos serviços urbanos de águas.

    Para além das duas celuloses, o sistema adutor do Mondego fornece ainda a central de ciclo combinado da EDP em Lares (que consome cerca de 83 mil m3 e paga 29 mil euros) e o abastecimento de água da Figueira da Foz, que dali retira anualmente 2,6 milhões de metros cúbicos (11 vezes menos do que a Navigator), pelo qual paga de TRH cerca de 126 mil euros, o dobro do preço pago pela papeleira, considerando apenas e em proporção, o volume de água captada.

    João Damasceno, diretor-geral da Águas da Figueira, explicou à Lusa que o volume de água captado pela concessionária no Mondego varia conforme a altura do ano, representando cerca de 40% do abastecimento no inverno e 60% no verão (metade do total da água consumida no concelho durante 12 meses) e que o restante vem de captações subterrâneas.

    https://www.noticiasaominuto.com/ec...e-38-mil-milhoes-de-litros-de-agua-do-mondego
     
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  8. joralentejano

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    Barragem do Caia está apenas com um terço da sua capacidade
    O volume da água armazenada na Barragem do Caia é de 63 milhões 526 mil metros cúbicos, de acordo com o dados recolhidos pela Associação de Beneficiários do Caia, na manhã desta segunda-feira dia 27. Este volume corresponde a cerca de um terço (33,4 por cento) do volume total da albufeira (190 milhões de metros cúbicos).

    Dependendo ainda da precipitação registada, nos dois meses restantes de inverno e na primavera, os agricultores dependentes do regadio desta barragem, localizados nos concelhos de Elvas e Campo Maior, ainda depositam esperanças que o volume acumulado possa ainda ultrapassar os 50 por cento do volume total da albufeira.


    Rádio Elvas
     
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  9. slbgdt

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    Ou o snirh alucionou ou temos 766m³ a entrar no Lindoso.
    1140m³ na Caniçada e 570m³ em salamonde..
     
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  10. Ricardo Carvalho

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  11. frederico

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    A tecnologia melhorou muito nos últimos 20 anos. Uma barragem custará quanto? Muitos milhões. Em termos de custo-benefício parece-me que a dessalinização é a melhor opção. Para quê destruir o vale da ribeira? Se não chove não será outra barragem a resolver o problema.
     
  12. Ricardo Carvalho

    Ricardo Carvalho
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    Cumulonimbus

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    Totalmente de acordo, e segundo as declarações do ministro o governo também está ;) As mesmas pareceram.me muito sensatas , e responsáveis , agora vamos ver se não fica tudo na gaveta se por acaso tivermos a sorte de ainda chover bem na segunda quinzena dos mês , e nos meses seguintes de Março e Abril :unsure:
     
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  13. frederico

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    O Ministro fala também num açude na Foupana e na ribeira de Monchique. Esperemos que açude não seja sinónimo de barragem.

    A última vez que estive no Algarve vi a rega automática ligada na rotunda junto ao Fórum Algarve. Um enorme desperdício de água já que choveu em Dezembro. Quando o Estado não dá o exemplo e desperdiça desta maneira está tudo dito.

    Os autarcas querem uma barragem porque acham que rende votos, ainda temos uma mentalidade muito atrasada, muito provinciana. Instalou-se a falsa ideia que «fazer obra», ou seja, erguer cimento, fazer rotundas, mamarrachos, barragens, é sinónimo de desenvolvimento, crescimento, prosperidade. E estamos nisto há décadas.
     
  14. Crazyrain

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    16 Jan 2020
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    Basta ver nos estudos de impacto ambiental para determinado empreendimento .

    Não se equaciona sequer a possibilidade de não avançar para a construção , se a avaliação for muito negativa .

    Quando se avança para o EIA , já está decidido que a obra vai avançar . Apenas se vão discutir pormenores , a natureza que se amanhe .
     
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  15. Duarte Sousa

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    Se fosse Lisboa que estivesse em risco de ficar sem água, de certeza que já havia prazos para o projecto estar concluído. Como não é, nem data de início existe.
     
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