Há um gajo que no Facebook anda a propagar informações falsas sobre a Barragem de Castelo de Bode
O que mais tenho visto é propagação de informações falsas e alarmismos bacocos.
Parece que nasceram como cogumelos "especialistas" em climatologia de um dia para o outro.
Muitos de nós somos amadores mas andamos nisso há tempo suficiente para discernir a realidade, a probabilidade, a possibilidade, do catastrofismo primário e reacionário.
Seja no facebook ou no reddit a malta aprendeu a ir sacar uns mapas ao Windy, colocar a precipitação acumulada a 14 dias e logo vem à tona as previsões de fim do mundo.
Ainda agora vi um tipo no Reddit num transe de pânico ao verificar 600mm no Gerês a 14 dias e a falar em cenário de catástrofe à escala nacional, ilustrando com cheias na bacia do Tejo e Mondego que resultam de descargas preventivas e controladas.
Quando o confrontei com o facto de que 600mm em 14 dias nas montanhas do NO, não só não é assim tão raro quanto isso, como não reflete o resto do país, e que mesmo 200mm neste período, caso não venha de forma persistente e forte, não irão criar nenhuma catástrofe digna deste nome, fui acusado de:
- Chalupa,
- Negacionista das alterações climáticas,
- Ser um agente de desinformação.
É isso que acontece neste momento. As pessoas reagem a frio, sem perspetiva, e deixam o medo toldar-lhes a razão. As redes sociais permitem que espalhem os seus receios infundados e incendeiam todo o ambiente à sua volta.
Sim, a situação tem de ser analisada com cuidado dia a dia. Mas há limites de parvoíce que não devemos ultrapassar. Medir previsões de precipitação no Gerês e usar isso como medida de potencial catástrofe em Portugal, é o melhor exemplo de como ferramentas como as redes sociais na mão de ignorantes é um perigo enorme.