Transição Energética em Portugal

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O baixo Alentejo, com alta capacidade de produção solar, terrenos pouco férteis, a meu ver é a zona mais capacitada para receber projectos destes.
Eliminar áreas de cultivo de olival só mostra os grandes erros estratégicos que foram postos em prática nos últimos 25 anos.
Destruímos o montado em favor do olival.
Agora destruímos o olival em favor do solar.

Quantos mais erros teremos de cometer, até chegarmos à conclusão de que as opções em cima da mesa são meramente económicas e não "ecológicas"? O que der mais dinheiro é a opção escolhida...

Aqui à volta vários projectos de solar substituíram coberto vegetal arbóreo e arbustivo. Enfim...
A economia verde toda ela, é feita para criar dinheiro e sacar impostos. :D

Achas que os carros eléctricos são o quê, agora não pagam IUC, tem benefícios fiscais e um carro com 10 anos, a bateria vai ao ar e comprar uma nova custa um rim e onde o português tem dinheiro para isso, quando tem um parque automóvel com uma média de 15 ou mais anos. :rolleyes:

Agora, para rever o dinheiro das garrafas, vou ter que ir de carro para rever o dinheiro, quando tenho um ecoponto ao pé de casa e quando as máquinas tiverem avariadas, vou percorrer os supermercados todos a queimar combustível já que ele está tão barato, isso é nenhum incentivo isso é uma manobra de sacar dinheiro, porque se tiveres o azar do rótulo sair e já tem acontecido quando compro garrafas de água no café ou supermercado que estão no frigorífico e andar com elas dentro do carro, o rótulo rasgar lá se vai os 10 cêntimos.

Assim, eu também vou ser verde e sacar o maior dinheiro possível disso, porque destruir ecossistemas para plantar centrais solares é sem dúvida a melhor opção, elas nem devia existir floresta era tudo corrido a painéis solares e já não haviam incêndios no Verão, bora lá criar mais alguma taxa absurda que a vida está demasiada barata.

Enquanto, uns preocupam-se com o ambiente a criarem taxas e taxinhas, outros andam a lançarem bombas verdes no Irão.
 
Deixo aqui um texto gerado pela IA sobre a situação da produção de energia fotovoltaica na vizinha Espanha, nomeadamente a crise gerada entre 2007 e 2013, com apontamentos sobre a situação actual.
Não será assim tanto diferente de Portugal, que apesar de tudo tem na energia hidroelétrica outra segurança do sistema.

Ver aqui: google
A Espanha, apesar de ser líder europeia em capacidade solar instalada, enfrentou e continua a enfrentar desafios significativos relacionados com o planeamento e investimento no setor fotovoltaico, resultando em crises financeiras, falhas na rede e desinvestimento por parte de algumas empresas.
Aqui estão os principais erros de planeamento e investimento em energia solar na Espanha:
1. Erros de Planeamento e Instabilidade Regulatória (Crise de 2007-2013)
  • Subvenções Excessivas e Alterações Retroativas: Em 2007, o governo espanhol incentivou o investimento solar com promessas de subsídios generosos. No entanto, o crescimento superou as previsões. Para conter os custos, o governo cortou retroativamente as subvenções, deixando cerca de 62.000 pessoas (muitas famílias que investiram poupanças) com dívidas que não podiam pagar, gerando falências e desconfiança no mercado.
  • Proibição do Autoconsumo Remoto (2015): Houve uma mudança na normativa em 2015 que, na prática, desincentivou o autoconsumo, proibindo o compartilhamento remoto de créditos e criando o que foi apelidado de "imposto sobre o sol".
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    Reddit +2
2. Erros de Investimento e Gestão de Rede (Situação Atual)
  • Desequilíbrio entre Produção e Capacidade da Rede: O rápido crescimento da capacidade solar levou a momentos de excesso de oferta, causando preços de eletricidade nulos ou negativos em certas horas do dia. A rede elétrica não foi planeada para lidar com tamanha volatilidade.
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    Bloomberg Linea Brasil +3
  • Falta de Investimento em Armazenamento: A falta de baterias e sistemas de armazenamento em larga escala significa que muita da energia gerada é desperdiçada quando a procura é baixa, agravando os preços negativos e dificultando a gestão da rede.
    Enel Green Power
    Enel Green Power +2
  • Baixo Investimento em Pequena Escala (Telhados): Apenas cerca de 5% da capacidade solar da Espanha está em instalações residenciais ou de pequena escala (telhados), comparado com 62% na Europa. O foco excessivo em mega-centrais no solo gerou problemas de licenciamento e rejeição local.
    Global Energy Monitor
    Global Energy Monitor +1
3. Impacto no Investimento Privado
  • "Impuestazo" e Desinvestimento: A introdução de taxas adicionais sobre os lucros das energias renováveis (conhecido como "impuestazo") levou algumas grandes empresas a congelar ou reduzir investimentos no país.
  • Venda de Ativos com Prejuízo: Algumas empresas, como a Galp, venderam projetos fotovoltaicos na Espanha com prejuízo, citando desincentivos ao investimento.
    ECO
    ECO +2
Apesar desses erros, a Espanha continua a crescer na energia solar, mas as lições de 2007-2013 e os atuais problemas de rede destacam a necessidade de melhor planeamento de infraestruturas e estabilidade regulatória.
 
Não é Portugal mas não estamos atrás disto.


"
LITTLETON, Colorado, 31 de Março (Reuters) - A produção recorde de parques eólicos ajudou a impulsionar o fornecimento total de energia limpa no Reino Unido para novos patamares em 2026 e permitiu às empresas de energia reduzir a utilização de combustíveis fósseis para níveis mínimos históricos.O crescimento da produção eólica ajudou a proteger o sistema energético do Reino Unido dos piores efeitos da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, que interrompeu o fornecimento de combustíveis fósseis do Médio Oriente e fez disparar os custos do petróleo e do gás natural. "
 
Enquanto ainda se discute qual o caminho...



Mas para um país de escassa área, a proliferação da alternativa de ocupação de solos rurais e/ou florestais com centrais solares não pode ser feita de qualquer maneira.



Renovaveis_2025-11.webp


CrescimentoPotência_2016-2025.webp
 
Última edição:
Pegando no GeoPortal do LNEG que partilhaste, e ao verificar algumas áreas que eu conheço bem, parece-me perfeitamente distópico, como é que pode sequer estar em causa ocupar estas áreas com energia eólica ou solar. No entanto, nas primeiras áreas que fui verificar, envolvente da Lagoa de Óbidos e posteriormente S.Martinho do Porto, rapidamente me caiu também a ficha que está a existir uma expansão imobiliária absurda nestes locais (que honestamente não sei como é que é sequer permitido). O que tem acontecido na envolvente da Lagoa, na minha opinião, é um absurdo, há decada e meia podíamos encontrar raposas, coelhos, aves de rapina, etc.. na encosta que ia do clube náutico até à rotunda, atualmente é só grandes moradias a serem construídas (provavelmente para imigrantes endinheirados).
Voltando ao assunto, de seguida, deparo-me com a envolvente da Sertã, mas também não me surpreende, não fosse uma das zonas em que a economia do eucalipto é mais significativa...
Infelizmente, invés de andarmos a investir em CER (comunidades de energia renovável), andamos a investir na destruição das poucas áreas que ainda apresentam algum valor ecológico relevante.. Acredito que ainda exista muita gente a considerar que a não construção da barragem de Foz Côa..
 
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Muito honestamente, parece-me pouco transparente, ou ocultaram/manipularam deliberadamente informação. Os impactes positivos não apresentam escala temporal (dando a ideia que são permanentes), enquanto os negativos são temporários. Começando pela remoção da vegetação, que é só temporária..... O ruído não é nada de especial (??) como é que é possível? Máquinas a trabalhar vão fazer imenso ruído para os animais que por ali habitam, inadvertidamente afastando-os.. Tocam em vários temas, como a compactação do solo, a infiltração da água nos solos, e os cursos de água, mas não desenvolvem as reais consequências do manuseamento destes... De seguida, passamos à paisagem, se agora é média, após a conclusão deste projeto vai ser me***..

É tudo muito bom, bonito e ecologicamente muito amigável. Esta apresentação e o plano de impacte ambiental, ou foram elaborados por pessoas extremamente positivas ou extremamente desonestas intelectualmente.
No entanto, podem prosseguir com a reconversão dos terrenos para flora autóctone.
 
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É tudo muito bom, bonito e ecologicamente muito amigável. Esta apresentação e o plano de impacte ambiental, ou foram elaborados por pessoas extremamente positivas ou extremamente desonestas intelectualmente.
As imagens/fotos incluídas no documento são mesmo, na minha opinião, manipuladoras. Com os prados verdes e os rebanhos "fofinhos" a pastar debaixo dos painéis... :dry:
E é fácil fazer promessas para daqui a 30 anos, quando as explorações forem "desactivadas" e o terreno fôr devolvido com melhorias.
 
As imagens/fotos incluídas no documento são mesmo, na minha opinião, manipuladoras. Com os prados verdes e os rebanhos "fofinhos" a pastar debaixo dos painéis... :dry:
E é fácil fazer promessas para daqui a 30 anos, quando as explorações forem "desactivadas" e o terreno fôr devolvido com melhorias.
Concordo plenamente.
Adiciono ainda, que não mencionaram os efeitos de ilha de calor, os efeitos da reflexão dos painéis versus o impacte que tem nas aves (e como foi referido existe uma largo leque de aves, apesar de só terem encontrado umas quantas.), e a óbvia humanização que irá decorrer em todo aquele espaço.. vão ter de ser criados acessos, e esses acessos vão contribuir para a compactação do solo, vai afastar a vida selvagem que por ali houver, etc.. Também não são mencionadas as consequências que a instalação destas grandes centrais têm na perda qualititativa dos solos, e em caso de uma instalação pouco pensada, e dependendo do tipo de solo, a perda quantitativa.
Ainda mandam uma laracha que só 9-10% é vegetação "natural" mas que a maior parte é arbustiva, dando a ideia de que a vegetação arbustiva tem pouca importância...

Deixar a nota que os cartogramas são maus, e faltam alguns cartogramas de temas estruturantes..
 
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