Urso-pardo de volta a Portugal?

Pek

Cumulonimbus
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Vídeo de un oso pardo en el entorno galaico-leonés de la Serra do Courel el pasado mes de agosto:


Más información: http://www.lavozdegalicia.es/notici...limites-sierra-courel/0003_201610M20C4991.htm

Distancia desde la zona de observación y el entorno de Montezinho de poco más de 60 km en línea recta pasando por entornos propicios sanabreses:

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frederico

Furacão
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9 Jan 2009
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Sou daqueles que também não percebo porque é que a camurça tarda em ser referida como uma espécie a ser (re)introduzida em alguns ecossistemas como por exemplo a Serra da Estrela. Será por razões económicas? É que nem me parece que possa ser indutora de grandes prejuízos, face aos domínios onde habita e vagueia. Ou é só a inércia habitual portuguesa relativamente a estas questões?
Em termos naturais, a camurça encontra-se muito perto da fronteira portuguesa, na Peneda-Gerez e nas serranias acima do Montesinho, em Espanha? ou não?

Relativamente ao tetraz, fico com dúvida se temos bosques com a dimensão e qualidade do que aparenta necessitar a espécie. Será que a Peneda Gerez e as áreas da Nogueira-Montesinho serão adequadas?

O problema na serra da Estrela e nas vizinhas serras e que os ecossistemas estao desmesuradamente destruidos. Quem passa a fronteira na zona da serra de Gata encontra logo outro mundo, extensas areas de carvalhal, entao na estrada entre Hoyos e Ciudad Rodrigo e uma maravilha, ha quilometros de carvalhal cerrado. Nao conheco toda a Cordiheira Central portuguesa, mas so vi carvalhos isolados e jovens, o que ha com fartura sao matos e pinhais. A unica floresta decente que vi era pequena, uma encosta apenas, a Mata da Margaraca, no concelho de Arganil.

Penso que a recuperacao da serra da Estrela so seria possivel com a criacao de florestas publicas, daquelas extensas, como ha nos EUA ou nos paises nordicos, e para isso e necessario investimento publico. Seria preciso expropriar terras e criar um viveiro florestal estatal, contudo nao e uma medida assim tao cara para o erario publico, mais caras tem sido as rotundas desnecessarias que estao por todo o pais.

Ja o Geres tem outras condicoes:

- o Macico Central permanece isolado, ao contrario da serra da Estrela, que tem uma estrada;

- ainda ha bons bosques de floresta nativa;

- a maior precipitacao favorece a regeneracao da flora;

- formam-se corredores ecologicos que ligam a serra ao Larouco, Nogueira, Montesinho, e a partir daqui as serras espanholas.
 

belem

Cumulonimbus
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Sintra/Carcavelos/Óbidos
Não conheço a zona da Serra da Gata (infelizmente), mas já fiz uma viagem, vindo de Salamanca (aliás vim dos Pirinéus, mas vou falar de quase todo municipio que visitei. mais próximo da fronteira) e entrei em Portugal (um pouco mais acima da Serra de Gata), e fiquei com a ideia de que pelo menos, o lado espanhol (na zona que visitei) está fortemente cultivado ou desflorestado e por distâncias bastante grandes (e quando entrei em Portugal é que comecei a ver floresta (inclusivamente várias carvalhais em fase de regeneração) e foi assim até quase chegar ao Litoral Centro do país (uma enorme sucessão de florestas). Vi muito pinhal, mas também muito carvalhal (ainda que algo jovem), etc... Lembro-me inclusivamente de ter visto alguns bons nucleos de carvalho a desenvolverem-se debaixo dos pinheiros (presumo que alguns silvicultores os deixem crescer?) e outros a vingar em zonas mais abertas, onde eram portanto a espécie dominante.

A Serra da Estrela, em si, penso que ainda não tem condições comparáveis com o Gerês ou Nogueira e fiando-me no seu testemunho (que acredito), também não com a Serra de Gata... Isto porque sofreu bastante com o excesso de pastorícia, corte de florestas e incêndios... Há 4300 anos (+-), por exemplo um grande incêndio consumiu uma boa parte da Serra da Estrela... Talvez com o tempo e dada a regeneração visivel de alguns bosques locais somada a iniciativas de replantação (como a que sugere), a Serra ganhe algum do equilibrio original..

Existem contudo alguns bosques interessantes reliquiais (além da Mata da Margaraça) como os bosquetes de teixo:

http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/resource/1-encontro-cnf-2015/5-LIFE-TAXUS.pdf

Que por vezes, se formam em conjunto com bosques de bétulas,etc...

Também existem alguns bosques de carvalho-negral (como em Manteigas, por exemplo). E bosques de azereiros, como os que se observam em Casal do Rei.

E têm havido algumas iniciativas de reflorestação com espécies autóctones, na Serra da Estrela.

Será que é suficiente? Duvido, mas isso deveria ser melhor estudado.
 
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Pedro1993

Super Célula
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7 Jan 2014
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QUATRO COMUNIDADES ESPANHOLAS AVANÇAM COM PROTOCOLO SOBRE O URSO-PARDO

Cantábria, Castela e Leão, Astúrias e Galiza querem acabar com o improviso das intervenções perante encontros entre ursos-pardos e pessoas. Estas quatro comunidades juntaram-se e fizeram o primeiro protocolo para o urso-pardo, para evitar conflitos e incidentes e ajudar animais e seres humanos.

O objectivo deste documento – que será levado agora ao Ministério do Ambiente espanhol para ser adoptado e, eventualmente, aplicado em outras zonas com ursos – é garantir a segurança das pessoas e a conservação da espécie (Ursus arctos), Em Perigo de Extinção no Sul da Europa.

Nos últimos anos, a população de ursos recuperou e tem vindo a aumentar. Estima-se que existam 250 ursos na Cordilheira Cantábrica. E também está a aumentar o número de turistas que visitam a região na esperança de um vislumbre deste animal.



http://www.wilder.pt/historias/quat...las-avancam-com-protocolo-sobre-o-urso-pardo/
 

lreis

Cumulus
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22 Dez 2010
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O problema na serra da Estrela e nas vizinhas serras e que os ecossistemas estao desmesuradamente destruidos. Quem passa a fronteira na zona da serra de Gata encontra logo outro mundo, extensas areas de carvalhal, entao na estrada entre Hoyos e Ciudad Rodrigo e uma maravilha, ha quilometros de carvalhal cerrado. Nao conheco toda a Cordiheira Central portuguesa, mas so vi carvalhos isolados e jovens, o que ha com fartura sao matos e pinhais. A unica floresta decente que vi era pequena, uma encosta apenas, a Mata da Margaraca, no concelho de Arganil.

Penso que a recuperacao da serra da Estrela so seria possivel com a criacao de florestas publicas, daquelas extensas, como ha nos EUA ou nos paises nordicos, e para isso e necessario investimento publico. Seria preciso expropriar terras e criar um viveiro florestal estatal, contudo nao e uma medida assim tao cara para o erario publico, mais caras tem sido as rotundas desnecessarias que estao por todo o pais.

Ja o Geres tem outras condicoes:

- o Macico Central permanece isolado, ao contrario da serra da Estrela, que tem uma estrada;

- ainda ha bons bosques de floresta nativa;

- a maior precipitacao favorece a regeneracao da flora;

- formam-se corredores ecologicos que ligam a serra ao Larouco, Nogueira, Montesinho, e a partir daqui as serras espanholas.

A criação de florestas públicas, embora seja de facto, algo importante, acho que é uma miragem pelo estado actual das coisas. Está-se mais próximo disso por exemplo na Serra da Malcata com a transferência de terrnos para a esfera do Estado, o que com os perimetros florestais no Alto Coa, vai fazer um continuo de área com cerca de 10000 hectares, o que será positivo para o lince, mas também para outras espécies, como o corço, veado, lobo, etc.
 
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Furacão
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Nos temos areas onde e possivel recuperar e os terrenos sao baratos, ate poderiam ser comprados pela sociedade civil e se em Portugal as associacoes de defesa do ambiente tivessem outros poderes. Nao percebo por que motivo, por exemplo, a Quercus ou a Paroquia da minha terra nao podem ter rifas legalizadas, so a Santa Casa de Lisboa pode, parece lei de ditadura mas e assim. Ha paises onde a sociedade civil faz muito pela paisagem, desde comprar terras com valor ambiental a publicar livros sobre o tema. Ha dias encontrei aqui em Inglaterra um livro sobre ingleses que vivem em Portugal, Espanha, Italia e Grecia e criam jardins com plantas nativas dos paises. Isto e algo que pode ser feito pela sociedade civil em colaboracao com o poder local sem intervencao do Estado.

Neste momento apenas cerca de 1 a 2% da floresta e publica, nos EUA ou na Finlandia fala-se em 50%. Em Portugal pelo menos 20% da floresta deveria ser de todos e nativa, penso que nao e exigir demasiado e temos espaco para isso.
 
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Nos temos areas onde e possivel recuperar e os terrenos sao baratos, ate poderiam ser comprados pela sociedade civil e se em Portugal as associacoes de defesa do ambiente tivessem outros poderes. Nao percebo por que motivo, por exemplo, a Quercus ou a Paroquia da minha terra nao podem ter rifas legalizadas, so a Santa Casa de Lisboa pode, parece lei de ditadura mas e assim. Ha paises onde a sociedade civil faz muito pela paisagem, desde comprar terras com valor ambiental a publicar livros sobre o tema. Ha dias encontrei aqui em Inglaterra um livro sobre ingleses que vivem em Portugal, Espanha, Italia e Grecia e criam jardins com plantas nativas dos paises. Isto e algo que pode ser feito pela sociedade civil em colaboracao com o poder local sem intervencao do Estado.

Neste momento apenas cerca de 1 a 2% da floresta e publica, nos EUA ou na Finlandia fala-se em 50%. Em Portugal pelo menos 20% da floresta deveria ser de todos e nativa, penso que nao e exigir demasiado e temos espaco para isso.

A associação onde trabalhei no ano passado faz isso mesmo, a Associação Transumância e Natureza. É uma associação privada, sem fins lucrativos que gere um conjunto de pequenas áreas no Nordeste da Beira Interior e Sul de Trás-os-Montes com o objectivo de promover a conservação e continua a comprar pequenas áreas à medida das suas possibilidades para aumentar as que já possui. A reserva mais importante é a Faia Brava, espaço ímpar no Vale do Côa.
 
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Cumulus
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22 Dez 2010
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Nos temos areas onde e possivel recuperar e os terrenos sao baratos, ate poderiam ser comprados pela sociedade civil e se em Portugal as associacoes de defesa do ambiente tivessem outros poderes. Nao percebo por que motivo, por exemplo, a Quercus ou a Paroquia da minha terra nao podem ter rifas legalizadas, so a Santa Casa de Lisboa pode, parece lei de ditadura mas e assim. Ha paises onde a sociedade civil faz muito pela paisagem, desde comprar terras com valor ambiental a publicar livros sobre o tema. Ha dias encontrei aqui em Inglaterra um livro sobre ingleses que vivem em Portugal, Espanha, Italia e Grecia e criam jardins com plantas nativas dos paises. Isto e algo que pode ser feito pela sociedade civil em colaboracao com o poder local sem intervencao do Estado.

Neste momento apenas cerca de 1 a 2% da floresta e publica, nos EUA ou na Finlandia fala-se em 50%. Em Portugal pelo menos 20% da floresta deveria ser de todos e nativa, penso que nao e exigir demasiado e temos espaco para isso.

No abstrato, eu concordo a 100% com essa ideia. Temos é que ver a sua concretização.
Se virmos o que a ATN, a Quercus, etc, fizeram em termos compra de prédios rústicos, para conservação da Natureza, percebemos que essas ONGA compraram na generalidade terrenos de média/grande dimensão (para mim este conceito aplica-se a prédios rústicos de dimensão superior a 10 hectares), localizados em concelhos onde predomina o latifúndio, excepcionando a zona da ATN
Ora, a Norte do Tejo, entramos na generalidade em zona País onde imperam os concelhos do minifúndio e onde aquisições de território em grande escala se tornam um quebra-cabeças/puzzle geográfico.
Acresce que os territórios a norte do Tejo, onde existem o lobo, veado, etc, etc, correspondem muitas vezes a zonas montanhosas que muitas vezes são terrenos baldios, e a estes não lhes permitido o comércio jurídico, ou seja, no caso que importa, não são passiveis de compra/venda.
Dito isto penso que esta intenção de compra deve ser claramente concretizada, também pelo Estado, mas a realidade fundiária portuguesa não pode ser ignorada.
 
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3 Out 2007
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No abstrato, eu concordo a 100% com essa ideia. Temos é que ver a sua concretização.
Se virmos o que a ATN, a Quercus, etc, fizeram em termos compra de prédios rústicos, para conservação da Natureza, percebemos que essas ONGA compraram na generalidade terrenos de média/grande dimensão (para mim este conceito aplica-se a prédios rústicos de dimensão superior a 10 hectares), localizados em concelhos onde predomina o latifúndio, excepcionando a zona da ATN
Ora, a Norte do Tejo, entramos na generalidade em zona País onde imperam os concelhos do minifúndio e onde aquisições de território em grande escala se tornam um quebra-cabeças/puzzle geográfico.
Acresce que os territórios a norte do Tejo, onde existem o lobo, veado, etc, etc, correspondem muitas vezes a zonas montanhosas que muitas vezes são terrenos baldios, e a estes não lhes permitido o comércio jurídico, ou seja, no caso que importa, não são passiveis de compra/venda.
Dito isto penso que esta intenção de compra deve ser claramente concretizada, também pelo Estado, mas a realidade fundiária portuguesa não pode ser ignorada.

Na área de influencia da ATN as áreas são bem pequenas, durante o ano de 2016 em que fiz parte da equipa técnica pude comprovar isso mesmo, muitas das propriedade compradas têm menos de 1ha.
No vale do Côa a ATN já conseguiu juntar cerca de 1000ha nas duas margens do rio, salvaguardando o habitat das espécies mais emblemáticas como as grandes rapinas que nidificam nas escarpas do vale.
A ATN está também envolvida na iniciativa Rewilding Europe que pretende renaturalizar áreas para a fauna e flora nativas em várias partes da Europa, no caso da ATN o objetivo é renaturalizar e usar todo o Vale do Côa e afluentes como corredor ecológico entre as Serras da Estrela, Malcata e por sua vez o Douro Internacional e daí para Montesinho/Nogueira.
 
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Cumulus
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Na área de influencia da ATN as áreas são bem pequenas, durante o ano de 2016 em que fiz parte da equipa técnica pude comprovar isso mesmo, muitas das propriedade compradas têm menos de 1ha.
No vale do Côa a ATN já conseguiu juntar cerca de 1000ha nas duas margens do rio, salvaguardando o habitat das espécies mais emblemáticas como as grandes rapinas que nidificam nas escarpas do vale.
A ATN está também envolvida na iniciativa Rewilding Europe que pretende renaturalizar áreas para a fauna e flora nativas em várias partes da Europa, no caso da ATN o objetivo é renaturalizar e usar todo o Vale do Côa e afluentes como corredor ecológico entra as Serras da Estrela, Malcata e por sua vez o Douro Internacional e daí para Montesinho/Nogueira.

Sim, tenho consciência do que dizes. Por isso excecionei a ATN, porque o Coa já é uma zona de minifundio.
No Norte e Centro, existem "ilhas" de concelhos onde a propriedade tem em média maiores dimensões e onde estes processos serão mais simples.
Exemplos: Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Mogadouro, etc
 
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Cumulonimbus
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Dos noticias sobre los osos en la Península Ibérica:

- Los osos pardos de los Pirineos despiertan de la hibernación y ofrecen muy buenos resultados en lo que respecta a la población catalana de dicho plantígrado. Imagen del oso Pepito en una cámara de fototrampeo en Lladorre (Pirineos Catalanes, provincia de Lérida) el pasado 18 de marzo :

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Copio la noticia completa. Está en catalá pero creo que lo entenderéis bien. Si tenéis cualquier duda me decís y os la traduzco:

Els óssos del Pirineu desperten de la hibernació
  • Primeres imatges de l’any dels exemplars, que s’han reclòs durant els mesos de fred i que aviat iniciaran l’activitat més intensa
  • La població arriba als 31 individus a Catalunya, bàsicament a la zona de l’Aran i del Parc Natural de l’Alt Pirineu
  • Fita històrica entre la població d’óssos a Catalunya des de la seva reintroducció, amb el naixement de 10 cries
  • Continuen implementant-se les accions del projecte europeu Piroslife, de consolidació del futur de l’ós bru en un entorn favorable i generació de productes i sistemes exportables a la resta del Pirineu i a d’altres zones d’Europa
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Els sistemes de seguiment i control de la població d’óssos bruns (Ursus arctos) als Pirineus han detectat les darreres setmanes que ja han despertat de la hibernació. Just abans d’aquest procés, a finals de l’any passat, s’havien comptabilitzat a Catalunya 31 individus d’ós bru, amb 5 mascles adults (Pyros, Goiat, Pelut, Esmolet, i Pepito) i 10 femelles adultes (Hvala –amb dues cries de segon any-, Bambou –amb dues de primer any–, Caramelles – amb dues de primer any–, Boavi –amb dues de primer any–, Caramellita –amb tres de segon any–,Plume –amb una de segon any–, Nheu –amb tres de primer any–, Fadeta –amb una cria de primer any-, i Patoune i una darrera óssa, sense nom, que no tenen cries). El 2016 s’ha aconseguit una fita històrica entre la població d’óssos als Pirineus catalans des de la seva reintroducció, amb el naixement de 10 cries.


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Imatge d'un mascle jove, probablement Pepito, captada el passat 18 de març al terme municipal de Lladorre (Pallars Sobirà) pel mètode del trampeig fotogràfic.


Els moviments de Goiat
Goiat ha hivernat durant 107 dies –del 28 de novembre de 2016 al 16 de març de 2017–. Durant aquests tres mesos i mig, l’ós s’ha despertat diverses vegades i ha fet alguna sortida de no més de 100 metres de distància de la cova que ocupava, situada a la Vall de Varradòs (Aran), a més 2.300 metres d’altitud, en una zona sense vegetació i totalment coberta per la neu.
Un cop s’ha posat en marxa ja ha recorregut tota la vall i ara es dirigeix cap a d’altres zones d’Aran. Tot sembla indicar que està buscant carronyes per augmentar ràpidament els quilos que ha perdut durant la hivernació, aproximadament un terç del seu pes. Ben aviat començarà l’època de zel i cercarà, de forma més que probable, femelles per copular. Goiat està permanentment controlat gràcies al collar emissor que se li va col·locar abans d’alliberar-lo als Pirineus i que permet l’equip especial de seguiment conèixer els seus moviments, hàbits i costums.


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Un seguiment exhaustiu
La resta d’óssos es controlen a través del seguiment de les evidències de pas. El 2016 s’han obtingut 809 dades a Catalunya, repartides en 205 mostres de pèls; 359 contactes fotogràfics amb sistemes automàtics de fotografia, amb 4299 instantànies; 63 contactes de vídeo de sistemes automàtics, amb 358 gravacions; 47 observacions; 87 excrements; 3 evidències d’alimentació (un formiguer depredat, una pedra aixecada i una observació d’alimentació de presa); i 19 petjades.

Impacte sobre la ramaderia i l’apicultura
Durant l’any passat es van produir 33 atacs sobre la ramaderia i l’apicultura atribuïts als óssos, vuit al Pallars i 25 a l’Aran, i s’han obert 37 expedients d’indemnització. La Generalitat de Catalunya ha indemnitzat, o indemnitzarà, aquests danys per un import de 9.332 euros.
A través del projecte Piroslife, s’estan realitzant diferents accions per a la prevenció d’atacs. A banda del pagament dels danys ocasionats, existeix un programa de suport a ramaders i propietaris de ramats en règim extensiu de muntanya perquè agrupin els seus ramats com a mesura efectiva de protecció i de vigilància quan pasturen en zones amb presència d’ós bru. S’han contractat pastors i ajudants de pastors d’ovelles i cabres, vaquers i eguassers per controlar i supervisar els animals a muntanya i també es duu a terme la col·locació, el control i el manteniment de vailets elèctrics instal·lats per protegir les arnes d’explotacions apícoles contra possibles predacions.

Coexistència entre sectors
Les actuacions encaminades a afavorir la coexistència amb aquest sector són un dels eixos principals del projecte. Representen, aproximadament, un 40% del pressupost del Piroslife, és a dir, més d'un milió d'euros, majoritàriament per al Pallars Sobirà i la Val d’Aran. Es tracta de donar suport a la conservació de l’ós bru com a element de recuperació de la biodiversitat, però també com a element dinamitzador, fent efectiva la coexistència amb els habitants del territori, donant-los suport per compatibilitzar les seves activitats amb la presència del plantígrad i fomentant, com a producte turístic, la visita del seu hàbitat i reconeixent, així, la bona qualitat ambiental de la zona.
El Piroslife està plantejat per implementar una sèrie de mesures i accions que permetin consolidar el futur de l’ós bru en un entorn favorable i generar productes i sistemes que puguin ser exportats a la resta del Pirineu i a d’altres zones d’Europa. El projecte es considera clau per a la dinamització econòmica del territori aprofitant l'atractiu i les potencialitats que pot generar la fauna salvatge i el patrimoni natural per al turisme i d'altres sectors. Entre les diferents accions que s’estan duent a terme destaquen les relatives al foment de la coexistència entre l’ós bru i la ramaderia extensiva –amb bestiar oví, caprí, equí i vaquí– i l’apicultura de muntanya; la conservació i millora de l’hàbitat; l’educació ambiental; la comunicació i la formació; i la diversificació genètica.
El projecte, d’altra banda, està contribuint a fomentar l’ocupació en el sector ramader local mitjançant la contractació de pastors, ajudants de pastor i vaquers, alguns dels quals s’han format a l’escola de pastors de Catalunya. D’aquesta manera, s’està recuperant la feina de pastor d’alta muntanya en aquest sector del Pirineu on gairebé s’havia perdut.

Nova cabana de pastor a Boldís
Enguany està prevista la construcció d’una nova cabana de pastor a la zona de Boldís, a Lladorre (Pallars Sobirà), on l’any passat se’n va cremar una impulsada per Acció Natura. La construcció serà del mateix format que la que va promoure l’any passat el Departament de Territori i Sostenibilitat a Salau, a la muntanya de Bonabé, també dins el Parc Natural de l’Alt Pirineu, amb criteris d’eficiència energètica i amb gran part de la fusta de pi negre procedent del mateix Parc. El refugi donarà protecció i confort al pastor, contractat pel projecte Piroslife per vigilar el ramat oví de diferents ramaders quan pasturen a l’estiu en una zona amb presència continuada d’óssos.
També es preveu dur a terme plantacions d’arbres fruiters i arbustos de muntanya en les zones on es detecti la necessitat de millorar la connectivitat de l’hàbitat de l’ós bru, una acció liderada per la Fundació Oso Pardo, amb la col·laboració de Forestal Catalana i els altres socis del projecte.

http://premsa.gencat.cat/pres_fsvp/...9906/ca/ossos-pirineu-desperten-hivernacio.do


- Segunda noticia, esta no tan positiva, de una zona más cercana a Portugal:

Aparece una cría de oso muerta en Somiedo
Unos senderistas encontraron el cadáver del joven plantígrado en La Llamera

Oviedo, M. G. S. 02.04.2017 | 20:57
Miembros de la Guardería del Medio Natural, adscritos a la Patrulla Oso, han recogido esta tarde una cría de oso hallada muerta en el concejo de Somiedo, en La Llamera. El cadáver, encontrado por unos senderistas que se pusieron en contacto con el 112, fue trasladado a dependencias de la Consejería de Desarrollo Rural y Recursos Naturales para realizarle la necropsia. Se trata de un osezno nacido este año y los expertos no creen que se trate de un ataque infanticidio, aunque insisten que habrá que esperar a conocer los resultados de la necropsia.
oso-1.jpg

Se trata del segundo cadáver de oso hallado en lo que va de año. El anterior fue encontrado el 8 de febrero en Moal (Cangas del Narcea). El ejemplar, adulto, estaba en avanzado estado de descomposición: tan sólo se conservaba, prácticamente intactos por el frío, la cabeza y los pies. También en Moal unos excursionistas localizaron el pasado mes de septiembre a un plantígrado, que la necropsia confirmó que murió tras recibir un disparo. El Servicio de Protección de la Naturaleza (Seprona) continúa con las investigaciones para identificar al autor de los hechos.

oso-moal.jpg


http://www.lne.es/asturias/2017/04/02/aparece-cria-oso-muerta-somiedo/2083399.html
 
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Cumulonimbus
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Obrigado pelas informações.

Então a população ocidental continua a aumentar?

De nada!

Este año aún no se han ofrecido datos de los censos, pero la tendencia en los últimos años es realmente buena:

grafico-osas-2015.jpg

La población total cantábrica se estima en una horquilla comprendida entre los 230 y los 260 animales, de los que entre 190 y 220 corresponderían a la subpoblación occidental (la más cercana a Portugal) y al menos 40 a la oriental. Con toda la precaución del mundo, la cosa, con sus sombras y puntos oscuros, va bastante bien.
 
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Cumulonimbus
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Hallados dos osos muertos en la reserva de Muniellos
Los animales fueron encontrados en el rio por un vecino. Los ecologistas apuntan al veneno como posible causa de la muerte de estos dos animales en la reserva asturiana. La administración no descarta ninguna hipótesis a la espera de la necropsia
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Cadena SER

PABLO MONTES
Asturias
21/04/2017 - 15:44 h. CEST

Dos osos adultos han aparecido muertos en un río cercano a la localidad asturiana de Cangas del Narcea, en el entorno de la reserva natural de Muniellos. Fueron encontrados por un vecino que alertó a las autoridades; ya han levantado los cadáveres y en las próximas horas se realizarán las necropsias para determinar la causa de la muerte. Con la muerte de estos dos ejemplares ya son cuatro los osos muertos en circunstancias no naturales en los últimos seis meses, cinco en el último año.

La Coordinadora Ecoloxista de Asturias apunta al veneno como posible causa del fallecimiento de estos animales, aunque tampoco pueden descartar ninguna hipótesis. El portavoz de la coordinadora, Fructuoso Pontigo explica a la SER que, si bien podría tratarse del desenlace de una pelea entre machos porque nos encontramos en época de celo, los animales han sido encontrados muy cerca uno de otro - algo que no sucede en las peleas aunque los dos osos mueran- y que no presentaban heridas ni signos de violencia. Además, añaden, cuando un animal ingiere veneno suele acercarse al rio para beber agua y calmar el dolor que le produce la sustancia. Los ecologistas piden contundencia al gobierno de asturias y a la administración cuya actuación consideran laxa. "Se están tomando muy pocas medidas contra el furtivismo, ya han muerto previamente osos por disparos y no se ha encontrado a ningún responsable". Además, solicitan a las autoridades que inspeccionen los alrededores a este lugar para averiguar si hay más cadáveres y cebos envenenados, si finalmente se comprueba que murieron a causa del veneno

También en declaraciones a la SER, el alcalde de Cangas del Narcea- concejo al que pertenece el lugar en el que han sido encontrados los dos plantígrados- Jose Victor Rodríguez pide prudencia y asegura que el gobierno no descarta ninguna hipótesis. Hasta ese lugar se han desplazado varios equipos con unidades caninas para rastrear un posible veneno. No comparte la postura de los ecologistas porque, dice, la administración actúa con contundencia y los protocolos son los adecuados. Ahora será la investigación de los veterinarios del SERIDA la que determine, tras la necropsia y el análisis toxicológico, las causas de la muerte de estos animales protegidos.

http://cadenaser.com/emisora/2017/04/21/radio_asturias/1492782243_549181.html

Más información:
http://fapas.es/index.php/fapas-hoy/1057-aparecen-dos-nuevos-osos-muertos-en-cangas-del-narcea
http://www.ecoticias.com/naturaleza...e-la-muerte-de-los-osos-del-entorno-Muniellos
http://lavozdeltrubia.es/2017/04/21...-de-narcea-dispara-las-alarmas-de-furtivismo/