Aquecimento Global

Tópico em 'Climatologia' iniciado por Minho 23 Set 2007 às 19:38.

  1. ecobcg

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    Cumulonimbus

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    Continuo sem perceber toda esta "aversão" que vai havendo por parte de alguns membros (e da própria sociedade), quanto à realidade das Alterações Climáticas!?

    O facto é que a própria designação diz tudo.. alterações CLIMÁTICAS.. ou seja... ao longo de muitos anos... não é o facto de termos 4 ou 5 meses muitos secos que nos diz que temos alterações climáticas...mas também não é o facto de termos tido o mês de Março mais chuvoso dos últimos oitenta anos que que contraria isso... alterações climáticas é falar de tendências cada vez maiores para determinado tipo de eventos... mais anos de secas... mais anos com menos chuva... mais anos com temperaturas mais altas... etc...

    Tivemos este ano 2 tornados em Faro... outro em Esposende.... será isto indício de uma alteração climática? Claro que não! Pode ser uma situação pontual associada ás condições atmosféricas...
    No entanto, se continuarmos a ter situações idênticas e com aumento de frequência ao longo de vários anos, então sim, pode-se começar a falar de alterações climáticas..

    E quanto a este mês de Março chuvoso... já se esqueceram os meses todos para trás de seca... e do stress hídrico nas plantas e terrenos, vivido nesses meses ... não é por termos tido 1 mês de chuva que vamos esquecer tudo para trás... se passarmos a ter anos com 1 mês de muita chuva e restantes meses muito secos, venham lá dizer que isso é bom venham... não há culturas que aguentem...

    Isto tudo para dizer que é um assunto que merece a nossa melhor atenção e começam a haver fortes indícios de que o clima está a alterar... no entanto... nem tudo é desde logo uma AC, mas também não são 2 ou 3 eventos que contrariam as AC's...

    Enfim.. continua a fazer-me confusão como é que não se aceita que o Homem tem tido um papel importante no lançamento de gases para a atmosfera... gases esses que, digam lá o que disserem, não existiam nestas quantidades na atmosfera antes da revolução industrial... e negar os seus efeitos também me parece algo extremamente "irracional"....

    Alguns dados para reflexão...

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    variação da temperatura desde 1900
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    A Cidade do Cabo será já uma das primeiras a poder experienciar a falta de água numa grande cidade... parece-me que este poderá ser um dos maiores problemas de futuro...


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  2. Z13

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    Cumulonimbus

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    Concordo completamente!
    Só devemos ter uma preocupação, que é a diminuição do consumo e consequentemente das emissões para a atmosfera e da produção de resíduos! É nossa obrigação!!!
    :thumbsup:

    Tudo o resto, na minha opinião, são discussões estéreis... o clima nunca foi igual (estável) em nenhum período da história do planeta.

    Mas há muita gente assanhada na causa do global warming. Em meados do século passado estávamos à espera do global cooling...!

    Enfim, em 50 anos nós os humanos mudamos os paradigmas mas falamos de 0,0000000000000000001% da idade do planeta (os zeros que coloquei foram indiscriminados!!)

    Abraço,
     
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    frederico, MSantos e criz0r gostaram disto.
  3. rokleon

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    Cumulus

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    4ESTAÇÕES e luismeteo3 gostaram disto.
  4. luismeteo3

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    Super Célula

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    Há “âncoras” que podem abrandar a perda de gelo na Antárctida Ocidental


    Equipa de cientistas verificou que o substrato rochoso na costa do mar de Amundsen está a subir mais rapidamente do que se pensava, a um ritmo 41 milímetros por ano.

    TERESA SOFIA SERAFIM
    22 de Junho de 2018

    num recente estudo na revistaNature até se verificou que era a região que estava a perder mais gelo. Mas, desta vez, façamos uma viagem por baixo do seu gelo. Aí, encontra-se o que se chama “substrato rochoso”. “Neste caso, o substrato rochoso é o conjunto das formações rochosas sobre as quais se foi acumulando neve que se foi transformando em gelo com o tempo”, descreve ao PÚBLICO António Correia, investigador no Instituto de Ciências da Terra, da Universidade de Évora, que não participou no trabalho, mas já fez oito expedições à Antárctida marítima, onde tem estudado, por exemplo, a evolução espacial e temporal do permafrost, o solo encontrado nesta região, com métodos geofísicos.

    Antárctida perdeu três biliões de toneladas de gelo desde 1992

    E há mais, como indica António Correia: “A fusão do gelo [derretimento] faz diminuir o peso que o substrato rochoso tem que suportar e, por ajustamento isostático glaciar, tende a ascender.”

    Ora, esta elevação do substrato rochoso pode resultar de fenómenos ligados aos movimentos das placas tectónicas ou ao tal ajustamento isostático glaciar, no caso deste estudo. Este ajustamento é a elevação do substrato rochoso como resposta à fusão do gelo.

    Para percebermos esse conceito, António Correia pede que imaginemos que o substrato rochoso é um colchão. Vamos por fases. Primeiro, o substrato rochoso não teve qualquer peso. “Quando ninguém está deitado sobre o colchão a sua superfície é plana e horizontal”, indica. Depois, a neve começou a acumular-se: “Quando alguém se deita o colchão deforma-se de modo a que sua superfície, inicialmente plana e horizontal passa a ter uma forma curva, para baixo, formando uma cova ou depressão.”

    Por fim, a neve começa a derreter, o peso vai diminuindo e o substrato rochoso voltar à posição quando não tinha gelo. “Quando a pessoa se levanta o colchão tende a retomar a forma original, isto é, a apresentar uma superfície plana e horizontal novamente.” Se o colchão for feito de mel, levará mais tempo a apresentar uma superfície plana do que se for feito de um material mais fluido.

    “Descobrimos que a costa do mar de Amundsen poderá abrandar o recuo do gelo”, diz Valentina Barletta. Com esse abrandamento, as camadas de gelo ficarão mais estáveis. Porquê? Como explica António Correia, com a ascensão do substrato rochoso há uma aproximação do fundo do mar à base das plataformas geladas (neste caso, as que flutuam no oceano mais perto da costa) e podem acontecer duas acções: as plataformas geladas podem ficar “encalhadas” no fundo do oceano, criando as chamadas “linhas de assentamento”, onde os glaciares assentam na terra; ou podem penetrar em pequenas elevações (já existentes) no fundo do mar.

    Há assim como que “âncoras” que dificultam o movimento das plataformas para o mar, retardando a sua desintegração. “Como as plataformas geladas são uma continuação das camadas geladas que cobrem o continente, então esse gelo continental também diminui o seu movimento para o mar e, como consequência, menos gelo funde [no oceano]”, resume António Correia. Tudo isto poderá fazer com que a subida média do mar seja mais lenta do que se previa.

    Por um lado, este estudo pode mostrar que os cálculos para a quantidade de gelo que derrete e vai para os oceanos podem estar sobrevalorizados. Por outro lado, pode indicar que os cálculos da subida média do nível do mar terão de ser recalculados. “Parece-me que são boas notícias. Contudo, não resolvem o problema da subida média da água dos oceanos nem das alterações climáticas globais”, considera António Correia. “Se nada for feito a outros níveis apenas atrasará os problemas que todos conhecem.”


    Para os cientistas do trabalho, os cálculos observados da viscosidade do gelo podem significar que não haverá um colapso total da camada de gelo da Antárctida Ocidental ou que este será mais tardio. Afinal, outros estudos científicos já tinham referido que a plataforma de gelo que existe ao longo da costa do mar de Amundsen estava a desfazer-se e que o fenómeno parecia ser imparável.

    “Para além de nos dar uma nova imagem das dinâmicas da terra na Antárctida, os novos resultados impulsionarão modelos mais precisos para a camada de gelo da Antárctida Ocidental sobre o que vai acontecer no futuro”, considera Valentina Barletta, acrescentando que o seu próximo trabalho será integrar este modelo da elevação do substrato rochoso às modelações das dinâmicas do gelo.
    https://www.publico.pt/2018/06/22/c...perda-de-gelo-na-antarctida-ocidental-1835405
     
  5. luismeteo3

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    Super Célula

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    Estudo alerta que aquecimento global pode ser duas vezes pior do que o estimado
    Estudo de investigadores de 17 países, publicado na semana passada pela revista Nature Geoscience, alerta que o aquecimento global pode ser duas vezes pior do que o estimado e que o nível do mar pode subir até seis metros. Isto mesmo se o mundo cumprir a meta do Acordo de Paris, ou seja, manter a temperatura média global abaixo dos 2ºC
    ...
    https://www.dn.pt/vida-e-futuro/int...-ser-duas-pior-do-que-o-estimado-9562821.html
     

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