Aquecimento Global

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60cm é uma subida dos mares muito rápida e elevada!
Se fosse em Portugal muitas praias encolheriam dramaticamente ou desapareciam.

A NOAA tem que ter uma explicação para uma anomalia destas.
Enfim, estas cenas fora do normal parece ser a norma hoje em dia.

Nível do mar subiu 60 cm no leste dos EUA neste verão

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Foto: National Geographic

O nível do mar subiu até 60 centímetros mais que o normal ao longo deste verão, na costa leste dos Estados Unidos, o que surpreendeu os cientistas cujo trabalho é prever essas variações periódicas. A causa imediata da alta inesperada no nível das águas parece ter sido detectada, agora, informaram representantes do governo dos Estados Unidos em um novo relatório. (Uma dica: não foi obra do aquecimento global.) Mas o motivo subjacente para que isso aconteça continua a ser um mistério.
Em geral, a previsão das marés e dos níveis do mar em termos sazonais é um processo bastante direto, governado pelos movimentos conhecidos e pelas influências gravitacionais já calculadas de corpos astronômicos como a Lua, diz Rich Edwing, diretor assistente do Centro Operacional de Produtos e Serviços Oceanográficos, parte da Administração Nacional da Atmosfera e Oceano (NOAA) dos Estados Unidos.
Mas os telefones da NOAA começaram a tocar sem parar ao longo do verão, quando moradores da costa leste norte-americana reportaram um nível do mar bem superior ao previsto, semelhante ao encontrado em situações associadas a eventos climáticos de curta duração, tais como tempestades tropicais. No entanto, os mares altos que eles registravam persistiram por períodos de semanas, ao longo de junho e julho. A alta surpreendente no nível dos mares causou apenas inundações menores em certas águas costeiras, mas despertou séria curiosidade entre os cientistas.
Corrente do Golfo em misteriosa desaceleração - Agora, um novo relatório identificou dois grandes fatores que podem explicar o nível elevado das águas oceânicas: um enfraquecimento na Corrente do Golfo e ventos firmes na região do Atlântico Nordeste.
A Corrente do Golfo é uma espécie de rodovia expressa de águas oceânicas que corre em direção ao norte, ao largo da costa leste dos Estados Unidos. Quando ela está funcionando a todo vapor, a poderosa corrente arrasta água 'em sua órbita', e na direção oposta à da costa leste. Mas neste verão, por motivos até agora desconhecidos, 'a Corrente do Golfo se desacelerou', segundo Edwing, e isso fez com que mais água fosse lançada à costa, e portanto resultou em elevação nos níveis do mar.
Outro fator que reforçou essa alta foi a chegada dos ventos do Atlântico Nordeste com algumas semanas de antecedência, o que empurrou ainda mais água em direção à costa.
Praias 'devoradas' - A alta nas águas causou certa inconveniência a pescadores costeiros e a praticantes de esportes náuticos, e alterou a paisagem costeira em certas áreas. "Uma ou duas praias arenosas das quais normalmente pescamos terminaram devotadas pela água, e o volume de água era bem maior do que costuma ser normalmente", disse Paulie Apostolides, dono da Paulie's Tackle, uma loja de equipamentos de pesca em Montauk, em Long Island, Estado de Nova York. Mesmo antes do novo relatório, divulgado pela NOAA em 2 de setembro, Apostolides diz que muitos dos pescadores locais já estavam atribuindo a alta do nível de água do mar aos 'ferozes' ventos provenientes do nordeste.
No entanto, ainda resta o mistério implícito quanto à causa. "Por que a Corrente do Golfo se desacelerou? Por que o padrão de ventos que costumamos ver no outono surgiu semanas mais cedo?", questiona Edwing, da NOAA. "Não conhecemos as respostas a essas perguntas".

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: Terra
 

Vince

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23 Jan 2007
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A NOAA tem que ter uma explicação para uma anomalia destas.

A explicação tem a ver com a coincidência de vários factores, padrões atmosféricos, de vento e do comportamento da corrente da Florida. Cada um desses factores só por si nada tem de anormal, acontecem constantemente e tem os seus ciclos. O nível do mar é uma coisa bastante dinâmica conforme a temperatura e regime de ventos que estão bastante interligados. A diferença neste fenómeno parece estar na persistência de certos padrões durante bastante tempo e coincidentes no tempo. Este ano em Junho e Julho tivemos anomalias no Atlântico bastante estáveis no tempo, por exemplo aquela anomalia negativa a norte dos Açores durou bastante e deve estar também relacionada com o padrão de pressão e vento responsável por este fenómeno na costa leste americana.

SUMMARY DISCUSSION

Magnitude of Event

Sea level (SL) along much of the eastern U.S. was higher than normal for much of June and July
2009, enough to cause significant attention from coastal communities and gain noticeable media
attention. At the height of the event in the latter half of June 2009, the event was exacerbated by
the simultaneous occurrence of a perigean-spring tide (Figure 3a). In terms of observed SL, this
event was not extremely abnormal. In fact, SL in many of these locations has exceeded levels
observed during the June – July 2009 event numerous times over the last decade
(http://tidesandcurrents.noaa.gov). The June – July 2009 SL event is anomalous in terms of its
timing and magnitude compared to the site-specific predictions that CO-OPS produces at the
NOAA tidal stations (Figure 5). The ‘residual’ values, which represent the height unaccounted
for by the predictions, were anomalously high from early June into July 2009 from Florida to
Maine (Figure 6). When the site-specific SL is further normalized through adjustments that ‘deseasonalize’
and remove the long-term relative SL rise (climate-related) from the series-long (>
30 years) record, the high-water anomaly is unique in that it occurs over large regions both north
and south of Cape Hatteras, NC. Close inspection of the regional averages, defined as north of
Cape Hatteras (Eastport, MA to Chesepeake Bay Bridge Tunnerl [CBBT]) and south of Cape
Hatteras (Beaufort, NC to Key West, FL), reveal that the June – July 2009 SL event is the most
extreme high-water event to occur in both regions simultaneously during spring/summer period
since 1980 (Figure 7). The other events that matched or exceded the de-trended values of June
2009 in both regions occurred during the late winters of 1983, 1987, 1998, and 1999. The June –
July 2009 SL event was highest (> 0.2 m) from Sandy Hook, NJ to Chesapeake Bay Bridge
Tunnel (CBBT), VA although the values were substantial from Eastport, ME to Vaca Key, FL.

Inverse Barometer Effect
There are multiple mechanisms contributing to the high SL residuals during the June – July 2009
SL event. Intrinsic to SL variability are inverse barometric effects from localized changes in
atmospheric pressure. This force causes SL to rise (fall) as the overlying atmospheric pressure
decreases (increases). The inverse barometer effect is in addition to any wind-forced transport
that may result from large-scale atmospheric pressure differences and their wind fields. During
the June – July 2009 SL event, the correlation coefficient between the 7-day lowpass filtered
atmospheric pressure and SW/NE winds at Nantucket NOAA station and offshore buoy,
respectively, is 0.45 with little phase lag (not shown). This relationship implies that often times,
high (low) pressure on land is associated with SW (NE) winds at the buoy, which act to reinforce
the SL response (i.e., SW winds cause SL to drop as does higher atmospheric pressure).
However, the relationship often is reversed due to the distance between stations and the size and
position of non-stationary pressure systems causing a particular wind field. The effects of
changing atmospheric pressure were not directly removed from the SL residuals since the
residuals are already adjusted for a mean seasonal signal of atmospheric pressure inherent to SL
predictions. In order to make an adjustment would require deriving an anomalous series from a
seasonal mean signal of atmospheric pressure. Over this June – July 2009 SL event, though, the
absolute changes in atmospheric pressure are considered to cause an approximate change in SL.
20
Changes in SL residuals from the inverse barometer effect during the June – July 2009 SL event
were most prominent at Nantucket, i.e., the 25 cm SL residual rise from a ~25 mbar drop in
pressure in mid-June (Figure 9). However, at the other locations, SL residual responses
contained much smaller influences from atmospheric pressure variability. For instance, the ~20
cm SL residual increases in the first half of June at Charleston, Duck and Atlantic City occur
under relatively stable atmospheric pressure. Also, SL residuals decrease in early July with an
overall drop of ~20 cm at Duck, Atlantic City and Nantucket and > 30 cm at Trident Pier and
Charleston during a period when atmospheric pressure rises by only ~10 mbar at Duck and
Nantucket and ~5 mbar at Trident Pier. Thus, it can be seen that other forcing mechanisms are
primarily driving the SL residual variability observed during the June – July 2009 SL event.

Effects of Wind Forcing
The first is wind forcing. Winds recorded at offshore NOAA buoys ~40 nm southeast of
Charleston, SC and ~50 nm southeast of Nantucket, MA both had fairly persistent and moderate
northeasterly (NE) component during the months of May and June, respectively (Figure 8).
Though, it should be pointed out that the NE winds at the Edisto buoy in Figure 8b were
primarily concentrated over a 5-day event in mid-May (Figure 9). The direction of this wind
component is alongshore and acted to raise SL via Ekman transport, which is 90 degrees to the
right in the northern hemisphere. The absolute magnitude of the correlations between the 30-day
lowpass filtered southwesterly/northeasterly (SW/NE) winds and the stations’ residual SL values
(observed – predicted) are highest (> 0.5) between the winds at the Nantucket buoy and residuals
at the mid-Atlantic stations of Charleston, SC, Duck, NC, and Atlantic City, NJ (Table 1). In
this area, the wind forcing leads the SL response by < 3 days, a timeframe typical of a regional
wind-forced response (Emery and Thomson, 2004). The high-resolution view of the 7-day
lowpass filtered winds and residuals clearly reveal that since April 2009, the two series are
inversely related (Figure 9). However, the magnitude of the SL response varies to similar winds
and indicates that another mechanism is also affecting the residual SL values.
Table 1. Summary of correlations between 30-day lowpass filtered series. A negative value
implies an inverse relationship and the phasing is shown in days (d) and positive values indicate
that the wind and Florida Current transport lead/force a SL response at the NOAA stations.
21

Effects of Florida Current Transport
The other mechanism is the changing strength of the Florida Current (FC) transport. The FC is
measured in-situ between Florida and the Bahamas near 27°N. The FC flows northward along
the shelf break of the Southeast US and largely supplies the Gulf Steam near Cape Hatteras, NC.
Variability in the 30-day lowpass filtered FC transport strength has a high negative correlation (<
-0.6) to SL ~south of Cape Hatteras, but is still considerable north of it (Table 1). The dynamics
are such that when the FC transport is high, its cross-stream slope is steep, which causes a drop
in SL landward to the coast (Figure 10b). The opposite occurs when the FC transport is low.
Changes of SL to the longer-period (30-day lowpass series) fluctuations in the FC transport
occur quickly (< 1 day) as shown in Table 1. The geographical extent of the influence of the FC
transport is hinted at by the correlation coefficients whose absolute magnitudes progressively
decrease to the north (Table 1) similar to findings of Blaha (1984) and Ezer (2001). Similarly,
the changing influence of the FC transport is observable and inherent to the long-term seasonal
SL cycles at NOAA stations (Figure 10a). The FC signal causes a double peak in the seasonal
cycle, compared to a single peak which would be expected from normal seasonal heating/cooling
of the water column. When the FC transport is highest in July, stations approximately south of
Atlantic City, NJ have a low in their seasonal SL cycle (Figure 10a). When the FC transport is
low in October, the stations have an enhanced high. These seasonal SL patterns are quite
different than those approximately north of Atlantic City, NJ, where the signals are more
controlled by the steric cycle, peaking in late August and at a minimum in early February.
During the June – July 2009 SL event, the formation of the high SL residual coincided with a
noted decrease in FC transport strength (Figure 11). At the peak of the event, the FC transport
bottomed out at ~26 Sv and the residuals peaked at values > 0.25 m (7-day lowpass series in
Figure 11b). Changes within the two signals are nearly concurrent to one another, especially at
the more southern stations (Figure 11 and Table 1). The June – July 2009 SL event decays at all
locations in early July, when the residuals became greatly reduced and even negative with the
onset of a strong transport increase (~10 Sv) of the FC (Figure 11b), even while the winds
oscillate between SW and NE (Figure 9).

Wind and FC Transport Interactions
Short-period winds appear to influence the transport strength of the FC measured within the
Florida Straits during the June – July 2009 SL event. The 7-day lowpass filtered series
highlights a strong NE wind event at the Edisto buoy commencing on ~5/19/09 (Figure 9b) and a
subsequent drop ~2 days later in FC transport (Figure 11b). The 7-day filter makes exact
phasing of these series difficult. However, both the filtered (and unfiltered, not shown) residuals
at Trident Pier and Charleston and the NE wind peaked ~2 days prior to the low of the FC
transport (Figure 11b). Historical investigations have noted similar interactions. Lee et al.
(1985) and Lee and Williams (1988) found that short-term variations in FC transport with
periods of < 10 days were correlated to local northerly/southerly winds. For instance, a NE (SW)
wind causes a landward (seaward) Ekman transport that diminishes (strengthens) the crossstream
sea slope and slows (accelerates) the northward geostrophic transport of the current. In
addition, multi-year correlations and phasing between the January 2006 – June 2009 30-day
lowpass filtered SW/NE wind components at Edisto (0.40, 7 days) and Nantucket (0.54, 3 days)
22
and the FC transport suggest that longer-period NE (SW) winds may have caused a decrease
(increase) in FC transport. This finding is weakly supported by our results, but in agreement
with findings by Lee and Williams (1988) who concluded that the primary contribution to the
annual FC transport cycle was from weather events longer than five days, though the winds used
in the their study were regional over the Straits of Florida. Another study found a strong
relationship between monthly variability in the easterly trade winds over the Caribbean and the
seasonal FC transport patterns (Lee et al., 1996).
The correlation coefficients between the SW/NE winds at Edisto (0.40) and Nantucket (0.54) and
the FC transport suggest a quasi-independent contribution from both forces to the SL residual
along the coast. It is realized, although, that the two forces are somewhat mutually correlated
and a more complicated multivariate correlation analysis is required to determine the specific
contribution from each forcing mechanism. However, a couple points are worth noting. During
the June – July 2009 SL event, longer-period NE winds were not at their displayed series-long
highest value (Figure 8) nor was the FC transport strength at its lowest value (Figure 11a). On
the other hand, the SL residuals were at widespread highs, hinting at the importance of the
coupled effect of the two forcing mechanisms. The fact that the highest de-trended (seasonally
and long-term relative SL rise) SL values were located within the mid-Atlantic areas from
Virginia to New Jersey is supportive of the overlapping effect of the two forcing mechanisms
(Figure 6). High correlations of SW/NE winds at Nantucket (-0.67) and FC transport (-0.58) to
the SL residuals at Duck, NC (Table 1), highlight this region as heavily influenced by both
forces.

Satellite Altimetry
Satellite altimetry data offers an interesting view of the June – July 2009 SL event in terms of
other recent high- and low-transport periods of the FC (Figure 12). Snapshots of sea surface
height (SSH) derived products during the June – July 2009 event (June 21, 2009) and another
low-transport event in October 2008 reveal a somewhat weakened cross-stream gradient in the
dynamic topography, high SL anomalies along the East Coast, and the presence of a southwardflowing
current from Long Island, NY to Cape Hatteras, NC. During a high-transport period in
December 2008, the opposite conditions generally occurred. More analysis needs to be
performed to see if this type of relationship is persistent and statistically significant for multiple,
discrete periods of high- and low-FC transport. It is plausible that variability within the Florida /
Gulf Stream system might substantially affect coastal SL within the mid-Atlantic Bight (North
Carolina to Massachusetts) by regulating the strength of the southward flow normal along the
shelf (Csanady, 1978) and the higher coastal SL it requires due to geostrophic constraints.

Future Work
The bigger question exists as to what causes the inter-annual variability in both winds and FC
transport that caused the June – July 2009 SL event. On-going research is trying to decipher the
complexities involved. Some recent findings have shown that multi-year FC variability is highly
anti-correlated to variability in the North Atlantic Oscillation (NAO) though with ~18 month
23
lags between signals (Baringer and Larsen, 2001) that makes the relationship less obvious to the
observer. The NAO is a climatic phenomenon defined by fluctuations in the differences of sealevel
atmospheric pressure between the Icelandic Low and the Azores high that affects the
westerly wind strength over the northern Atlantic. The NAO also modifies the wind-stress curl
over regions of the subtropical Atlantic, which appears to be an important factor driving the FC
transport rates (Dinezio et al., 2009). Continued work focusing on the inter-connections between
the wind and currents and their effects upon coastal SL will be critical to addressing and
ultimately better predicting intra-annual and inter-annual SL anomalies along the East Coast.
The unexpected anomalous SL event during June – July 2009 will lead to further applied
research in detecting and reporting out on similar events as they occur in the future. CO-OPS is
investigating various types of new products to alert the public and to explain events to them.
http://tidesandcurrents.noaa.gov/publications/EastCoastSeaLevelAnomaly_2009.pdf
 

Ecotretas

Cirrus
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60cm é uma subida dos mares muito rápida e elevada!
Se fosse em Portugal muitas praias encolheriam dramaticamente ou desapareciam.

A NOAA tem que ter uma explicação para uma anomalia destas.
Enfim, estas cenas fora do normal parece ser a norma hoje em dia.

Não há explicação, porque não há anomalia. A observação que fiz dos marégrafos da costa leste dos EUA não revela nada de anormal durante todo o ano de 2009. Pode ter sido um problema localizado, ou uma conjugação local de factores, como refere o Vince.
Se quiserem saber o que é uma subida anormal, consultem o marégrafo de "Pago Pago", na Samoa Americana, aquando do maremoto... :surprise:
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meteo

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Sim,60 centimetros é normalissimo,a comparar com um maremoto,realmente isso é.
Quando aqui subir 60 centimetros de repente,talvez não tenha que sair de casa para ir á pesca. :w00t:
Só é pena que também não seja normal a água descer 60 centimetros de repente.Daria um belo passeio pelo areal do Tejo.:sad:
 

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Não há explicação, porque não há anomalia. A observação que fiz dos marégrafos da costa leste dos EUA não revela nada de anormal durante todo o ano de 2009. Pode ter sido um problema localizado, ou uma conjugação local de factores, como refere o Vince.
Se quiserem saber o que é uma subida anormal, consultem o marégrafo de "Pago Pago", na Samoa Americana, aquando do maremoto... :surprise:
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Editado: confundi 60cm com 60m...
 

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Sim,60 centimetros é normalissimo,a comparar com um maremoto,realmente isso é.
Quando aqui subir 60 centimetros de repente,talvez não tenha que sair de casa para ir á pesca. :w00t:
Só é pena que também não seja normal a água descer 60 centimetros de repente.Daria um belo passeio pelo areal do Tejo.:sad:

Em Agosto passei um dia na Vasco da Gama, e confesso que fiquei surpreendido com a maré tão baixa... Estava literalmente metade do mar da palha sem água. A seguir dou dois exemplos do marégrafo de Cascais, do mês de Agosto, sem preocupações de olhar para o resto do ano.

Neste caso, em pouco mais de seis horas, há uma variação superior a 3.5 metros:
2009-08-21 15:04 1.946 (Maré Alta)
2009-08-21 21:22 -1.615 (Maré Baixa)

Neste outro caso, a diferença entre maré baixa e maré alta foi de apenas 0.848 metros:
2009-08-28 21:10 0.560 (Maré Alta)
2009-08-29 03:28 -0.288 (Maré Baixa)

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Também costumo encontrar essas praias com a maré baixa principalmente com dias de levante, cá no norte. Mas só no Verão.

Já este ano, há uma semana, encontrei uma praia a norte de Aveiro, que estava praticamente comida pelo mar, e lá estavam as retroescavadoras a fazer mais um dique para o inverno que aí vem.

Quase todos os anos, o mar inunda as casas na zona de Esmoriz e Cortegaça, como se aquela zona quisesse tornar-se na segunda ria de Aveiro! Fiz ali campismo muitos anos e é das zonas no norte onde melhor se vê o avanço do mar (provavelmente até sem grande subida dos níveis).


Em Agosto passei um dia na Vasco da Gama, e confesso que fiquei surpreendido com a maré tão baixa... Estava literalmente metade do mar da palha sem água. A seguir dou dois exemplos do marégrafo de Cascais, do mês de Agosto, sem preocupações de olhar para o resto do ano.

Neste caso, em pouco mais de seis horas, há uma variação superior a 3.5 metros:
2009-08-21 15:04 1.946 (Maré Alta)
2009-08-21 21:22 -1.615 (Maré Baixa)

Neste outro caso, a diferença entre maré baixa e maré alta foi de apenas 0.848 metros:
2009-08-28 21:10 0.560 (Maré Alta)
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1 Jan 2009
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Every spring the Arctic bursts into bloom, turning a blinding white landscape green and brown. In recent years some parts of the Arctic have been getting greener, with Northern Alaska showing a 20% increase in summer greenness since 1982. Some blame climate change for the flourishing vegetation, while others believe that disturbances to the land, such as gas-field development and reindeer grazing, could be a partial cause. A new study shows that the answer isn’t simple.

http://environmentalresearchweb.org/cws/article/research/40666
 

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Mais uma semana absolutamente depressiva para os alarmistas.

Um estudo denominado "A relationship between galactic cosmic radiation and tree rings" chega à conclusão que a melhor correlação com os anéis das árvores não é a temperatura, mas sim os raios cósmicos! Uma grande machadada nos fundamentos do Aquecimento Global antropogénico, porque é baseado sobretudo na análise histórica dos anéis das árvores, destacando-se aí as aldrabices de Mann, Briffa e companhia.

Um segundo estudo tem um título muito sugestivo "Evidence for a warmer period during the 12th and 13th centuries AD from chironomid assemblages in Southampton Island, Nunavut, Canada" e que aponta para a evidência de um período mais quente durante os séculos XII e XIII. Uma machadada ainda maior naqueles que pensam que as temperaturas actuais estão no extremo do hockey stick.

:lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao:

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http://ecotretas.blogspot.com/2009/10/malhar-no-aquecimento-global.html
 

irpsit

Cumulonimbus
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Não refuto que o CO2 da actividade humana possa causar alguma alteração climática (e nas árvores), mas tb creio que os raios cósmicos tenham um papel preponderante.

Certamente o peso principal é a radiação solar / cósmica e mecanismos naturais (como correntes oceânicas) Até pode ser que a próxima década seja mais fresquinha, a julgar por esses padrões. Para já, os últimos anos de tendência ainda é tempo muito curto.

Em climatologia, pequenos factores como a actividade humana poderiam perturbar o equilíbrio. Não sou nenhum crente obsessivo pelo AG, mas tb não refuto o peso do factor humano. Principalmente em algo tão complexo de compreender como o clima. Provavelmente teremos uma resposta mais firme a esta questão, nas próximas décadas, dependendo do comportamento do clima!

Mais uma semana absolutamente depressiva para os alarmistas.

Um estudo denominado "A relationship between galactic cosmic radiation and tree rings" chega à conclusão que a melhor correlação com os anéis das árvores não é a temperatura, mas sim os raios cósmicos! Uma grande machadada nos fundamentos do Aquecimento Global antropogénico, porque é baseado sobretudo na análise histórica dos anéis das árvores, destacando-se aí as aldrabices de Mann, Briffa e companhia.

Um segundo estudo tem um título muito sugestivo "Evidence for a warmer period during the 12th and 13th centuries AD from chironomid assemblages in Southampton Island, Nunavut, Canada" e que aponta para a evidência de um período mais quente durante os séculos XII e XIII. Uma machadada ainda maior naqueles que pensam que as temperaturas actuais estão no extremo do hockey stick.

:lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao:

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http://ecotretas.blogspot.com/2009/10/malhar-no-aquecimento-global.html
 

Mário Barros

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Cavaleira (Sintra)
Verão em Portugal pode subir 8 graus se temperatura global aumentar

O Verão em Portugal poderá ser oito graus centígrados mais quente se a temperatura global subir quatro graus centígrados acima da temperatura média do planeta na época pré-industrial, indica um estudo hoje apresentado em Londres


Os cientistas responsáveis pelo estudo do Instituto Meteorológico britânico estimam que, se as emissões de carbono continuarem, é possível que o aquecimento global supere os quatro graus centígrados até ao final do século XXI, afectando o mundo de maneira diferente.

Na Península Ibérica, a temperatura média subiria em média mais seis graus centígrados em relação às temperaturas médias do período pré-industrial, entre 1855 e 1899, cujas temperaturas são consideradas para referência.

Estima-se que as temperaturas actuais estejam 0,8 graus acima das que eram registadas naquela época.

Mas, nos dias mais quentes do ano, indicam os cientistas, as subidas de temperatura podem ultrapassar os oito graus centígrados nas regiões europeias onde se verificou a vaga de calor de 2003, o que inclui Portugal.

Segundo o cenário desenhado, a localização geográfica de Portugal poderá também implicar um risco acrescido de fogos florestais e de períodos de seca mais frequentes.

Mas noutras zonas do mundo o impacto da subida da temperatura pode ser subida do nível do mar, menor produtividade agrícola e escassez de água, afectando milhões de pessoas.

No Ártico, estima-se que as temperaturas possam subir entre 14 e 16 graus centígrados, derretendo grande parte dos glaciares.

Os resultados do estudo foram apresentados hoje no Museu da Ciência, em Londres, para marcar os 45 dias antes do início da Conferência de Copenhaga, entre 07 e 18 de Dezembro.

A partir dos resultados, os cientistas desenharam um mapa onde são indicadas algumas das consequências da subida da temperatura em quatro graus centígrados, e que pode ser consultado no site www.actoncopenhagen.decc.gov.uk.

Um dos principais objectivos da conferência vai ser encontrar um consenso na redução das emissões de carbono para impedir que o aquecimento global cresça acima dos dois graus centígrados.

O mapa hoje divulgado pode ser importante para «explicar o impacto das alterações climáticas», disse o ministro do Ambiente britânico, na apresentação do estudo.

Ed Miliband, que vai integrar a comitiva britânica a Copenhaga, mostrou-se optimista quanto a um acordo. «É preciso imaginação e liderança, mas é possível», declarou.

Hoje também, o Museu da Ciência inaugurou uma exposição multimédia sobre as alterações climáticas chamada ‘Prove’, na qual se tenta mostrar os argumentos científicos do perigo das alterações climáticas e o que vai estar em jogo na Conferência de Copenhaga. A exposição termina a 31 de Janeiro.

Lusa / SOL

Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii que é que são 8ºC ? não é nada de 40ºC em Agosto passamos para 48ºC que é isso nada :lmao::lmao:

Esta notícia é mesmo :winner:
 

Mário Barros

Furacão
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Cavaleira (Sintra)
Engraçado, no mapa deste site presente na notícia dada por mim em cima, não há um único sítio do mundo que arrefeça, vai tudo aquecer nada vai arrefecer fantástica esta climatologia trigo limpo farinha amparo.

Há valores de doidos +16ºC no norte da Gronelândia...estes gajos nem vou comentar f*****, isto não é nem nunca foi climatologia é a política do medo em acção.
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii que é que são 8ºC ? não é nada de 40ºC em Agosto passamos para 48ºC que é isso nada :lmao::lmao:

Os +8ºC referem-se a extremos e não é em relação a agora mas em relação à época pré-industrial, século XIX. A notícia não está bem redigida, embora refira na mesma que é em relação a esse período. Desconheço se foi intencionalmente mal redigida para efeitos alarmistas. É possível que sim.

Olhemos por exemplo para os nossos extremos.
Amareleja por exemplo, 47,4ºC em 1/Agosto 2003. O anterior máximo nesse local foi 46,5ºC a 24/Julho 1995 e anterior a esse foi 44ºC a 17/Julho de 1991.

Ou seja, em apenas 12 anos (entre 1991 e 2003) tiveste na Amareleja +3,4ºC nos extremos. Em relação a hoje são 18 anos.

Outro exemplo:
Beja 45,4ºC em 2003. Anteriores máximos 45,3ºC em 1995 e 43,7ºC em 1991.
Ou seja, + 1,7ºC no mesmo período.

Sagres por exemplo, tens um máximo de 39,5ºC em 2003 e o anterior foi de 36,2. Uma diferença diabólica.

Quanto terá sido o aumento dos extremos desde a era pré-industrial ? Não faço ideia, mas se calhar uma boa fatia desses +8ºC até já se verificou até 2003. Tens alguma dúvida que os extremos tem subido bastante e que tem havido mais ondas de calor nas últimas décadas ?

Pode-se questionar muita coisa, causas, ponto de partida frio, forma como isto é embalado nos media, etc,etc, mas neste caso estou a apresentar dados objectivos nossos de Portugal que mostram que +8ºC no futuro em extremos desde o século XIX pode não ser nenhum disparate.
 

algarvio1980

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Em Faro, o anterior recorde era 39.6ºC não recordo-me do ano:huh:, em 2004 passou para 44.2ºC quase mais 5ºC, para não falar da mínima de 32.0ºC nesse mesmo ano, para não falar do aumento de ano para ano das noites tropicais, diminuição de precipitação, se calhar são os registos que são mentirosos e os factos estão à frente de outros. Agora se existe ou não aquecimento não sei, mas que o clima está a mudar para mais quente e seco isso ninguém pode negar.