Biodiversidade

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por psm 15 Nov 2008 às 20:50.

  1. Thomar

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    Nimbostratus

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    Descoberto novo escaravelho subterrâneo em Portugal
    JORNAL I08/01/2019 19:10
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    Descoberta aconteceu na Serra do Sicó

    Foi descoberto um novo escaravelho subterrâneo em Portugal. Segundo uma investigação publicada no boletim ZooKeys, na última segunda-feira, o animal, sem olhos e sem pigmentação no corpo, é o primeiro do género a ser descoberto no país.

    A descoberta aconteceu na gruta de Soprador do carvalho, no concelho de Penela, por Ignacio Ribera, do Instituto de Biologia Evolucionária, em Espanha, e de Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca.

    A gruta faz parte do sistema de Dueça e estende-se por quatro quilómetros na serra do Sicó.

    O escaravelho, uma fêmea, é da espécie 'Iberoporus pluto' tem 2,8 milímetros de comprimento e 1,1 milímetros de largura e corpo alaranjado.

    O facto de este escaravelho não ter olhos, nem pigmentação no corpo, revela adaptação a meios onde não existe luz solar. Os membros longos e as atentas indicam que a espécie tem poucas capacidades para nadar.
     
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  2. Pedro1993

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    Super Célula

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    Mais uma boa descoberta, de um escaravelho que consegue viver na ausencia total de luz, daí ter desenvolvido essas adaptações ao longo dos tempos, é também um ser bem pequeno por sinal.
     
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  3. frederico

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    Super Célula

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    Num passado não muito distante pois tenho 30 anos havia muito abandono de cães de caça na serra algarvia no final da época. Os caçadores diziam que os cães velhos já não tinham faro e abandonavam-nos, mas nunca ouvi falar em animais abatidos a tiro pelos donos. Os pobres dos bichos acabavam por ir para os montes onde por vezes atacavam galinheiros. De vez em quando alguém lá punha um isco envenenado e era uma razia de cães e gatos. Há uns 10 anos em pleno litoral algarvio recordo-me de aparecerem vários cães mortos e desapareceram uns 10 ou 15 gatos vadios, comentava-se sobre uma «mezinha» lançada por um vizinho pois havia na zona alguns cães e gatos abandonados (há 20 anos então era um grave problema pois muitos turistas portugueses abandonavam animais no Verão). Felizmente estas práticas tendem a acabar pois as novas gerações já têm mais sensibilidade.
     
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  4. Pedro1993

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    Super Célula

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    E felizmente que passados esses anos a situação já mehorou, que a consciencia das pessoas já começa a ser outra.
    Por muito que se tente erradicar os animais, sejam eles cães ou gatos vadios, o envenenamento não é a solução, mas pronto era uma prática muito recorrente antigamente, as raposas pelo que sei aqui também levavam com a mesma "receita".
     
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  5. bandevelugo

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    Cumulus

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    Ai é, é...

    Que os meteonautas me perdoem o off-topic, mas aqui vai um intervalinho lexical (só dois exemplos, sublinhados meus):

    Abstémio [=Abstémico]
    Adj.s.m. (a1608 cf. DNLeD) 1 que ou o que não ingere ou ingere muito pouco bebidas alcoólicas; moderado, sóbrio 1.1 p. metf. <era um homem muito calado, a. nas palavras e nos gestos> [...]
    in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, tomo 1, página 87, edições Temas e Debates, Lisboa, 2005.

    Abstémio - Abstémico, abstinente, comedido, frugal, moderado, sóbrio.
    in Dicionário de Sinónimos da Língua Portuguesa, 3.ª edição, página 9, edições João Francisco Lopes, Lisboa, 1962.

    Podia dar mais exemplos, but I rest my case...

    Eu também tinha essa verticalidade ideológica... o raio é que por via do amor a Portugal e à civilização galaico-lusitana passei mesmo a gostar do vinhito e de outros acepipes moderadamente repugnantes, e agora a minha consciência adverte-me para nunca dizer "nunca"... É a chatice do mundo não ser todo a preto e branco, às vezes é branco-sujo, cinzento e, para quem gosta de certos cogumelos (muito ecológicos), ás vezes até é bastante colorido!
     
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  6. bandevelugo

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    Cumulus

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    Estamos todos de acordo, mas - novamente - isso vale para todas as atividades sociais regulamentadas. Por haver banqueiros gatunos vai-se proibir a atividade bancária?
     
  7. Pedro1993

    Pedro1993
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    Super Célula

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    Pois claro que não, isso é mesmo coisa que vender ou trocar um rebanho inteiro, só por existir um ovelha ronhosa, como se costuma dizer.
    Existe coisa em que alguns portugueses são peritos, é em meter todo o dinheiro que conseguem no seu próprio bolso, e já tivemos várias provas disso como o caso do BES e do BPN, mas pronto isso já era conversa para outro tópico cá mais em baixo.
     
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  8. bandevelugo

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    Cumulus

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    É pá, mas esse era o meu argumento: lá por haver energúmenos que não cumprem as leis e os regulamentos, não vamos proibir atividades que podem ser contributivas para a salvação (relativa) do mundo rural.

    É certo que há que ter cuidado com pessoal que tem armas de fogo, sobretudo em meios pequenos, mas com a organização existente há escapatória para todos: se não estão à vontade com a câmara local ou com a associação dos caçadores, podem sempre utilizar as linhas de denúncia anónima da GNR (http://www.gnr.pt/ambiente.aspx) ou mesmo da PJ (https://www.policiajudiciaria.pt/denuncia-anonima/).
     
    #2513 bandevelugo, 8 Jan 2019 às 23:08
    Última edição: 8 Jan 2019 às 23:47
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  9. ClaudiaRM

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    O primeiro exemplo que deste não confirma a tua teoria, na verdade. Não consumir algo não é sinónimo de ser moderado ou sóbrio. Nunca usei ou ouvi ser usado noutro contexto que não o das bebidas alcoólicas e tendo em conta as minhas fontes, nunca vou usar. O que não significa que outros não usem. O 'suportar', em Português, por exemplo, daqui a nada está nos dicionarios como sinónimo de apoiar por causa da influência do 'support' em Inglês. Há uma epidemia por aí. No entanto, suportar será sempre, para mim, sinónimo de 'aguentar', 'tolerar'. Espero que nos perdoem o off topic mas a vida é feita destas coisas.
    Não é verticalidade nenhuma. É esquisitice, mesmo. Este estômago nasceu profundamente selectivo, sensível e fracote. Se eu teimar com ele (o que já aprendi a não fazer há muito), ele ganha, if you know what I mean. Detesto passas. Nunca comia passas na passagem de ano. Um dia, estupidamente, insistiram comigo e eu na altura era nova e ainda ia em pressões psicológicas. Iniciei o ano de joelhos em frente a uma sanita. Lesson learned.
    De qualquer forma, a ligação entre o amor à Pátria e o emborcar vinho, tem graça. :lol:
     
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  10. ClaudiaRM

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    Mas onde me leste a defender a proibição? Há uma distância significativa entre querer proibir e não gostar de algo. Não gosto da actividade, não gosto de armas nas mãos de pessoas que não sejam responsáveis pela nossa segurança e não concebo que se mate o que se diz amar. E já tive essa dissonância cognitiva dentro de casa. No entanto, é legal. Enquanto for, nada a fazer. Como diria um amigo meu, os gostos não se discutem. Lamentam-se. :D
     
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  11. bandevelugo

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    Cumulus

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    De qualquer maneira, se quisermos ser mais modernaços, podemos sempre copiar as modas lá de fora...

    https://en.wikipedia.org/wiki/Sideways
     
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  12. ClaudiaRM

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    Se a intenção é convencer-me, posso garantir que invocar um mantra da carcaça velha responsável pelo nosso ainda actual atraso não é a melhor forma. Mas a verdade é que não há uma boa forma. Até o cheiro do vinho (com particular ênfase o tinto) me dá náuseas. E já nem falo das gerações de bêbados que esse mantra criou praticamente desde o berço. Já agora, também mandavam montanhas de tabaco para o ultramar para dar ânimo às tropas. Outra excelente ideia, como era costume na dita época.
    Há tanta coisa fantástica neste país que eu deixo o vinho em particular e as bebidas alcoólicas em geral para os outros. Assim como assim, não falta quem beba a minha parte. Eu cá é mais queijos. Ainda na semana passada comprei um Cerrado do Vale que é de morrer de tão fantástico.
     
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  13. frederico

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    Já houve mais de 200 mil caçadores, agora caminhamos para ter 100 mil. Não acredito que a caça acabe tão cedo mas será cada vez mais residual. É conveniente referir que a nível local é uma das actividade mais subsidiadas, acredito que sem estas ajudas ainda haveria menos caçadores. Mas por outro lado como já foi aqui dito são os caçadores que fazem algum trabalho que compete a todos nós e às autoridades, em termos de limpeza, prevenção de incêndios, manutenção de bebedouros para aves, alimentação...
     
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  14. frederico

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    Acredito que nos próximos 20 a 30 anos haverá um regresso maciço às aldeias, teremos professores a ensinar a partir de casa (já conheci uma professora canadiana que vive disso), advogados, consultores, estudantes, gestores, que trabalham a partir de casa e só vão ocasionalmente à cidade, a mudança já está em curso e chegará a Portugal. E estes novos habitantes levarão para as aldeias certos ideais urbanos conservacionistas e teremos uma integração das ideias do mundo rural com o mundo urbano. Além disso com a subida das rendas nos centros urbanos mais tarde ou mais cedo muitos pensionistas portugueses perceberão que compensa mais viver no campo que na Grande Lisboa ou no Grande Porto, aliás dezenas de milhar de pensionistas franceses ou italianos já perceberam isso e estão a viver no countryside português...
     
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  15. frederico

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    Com as novas tecnologias pode-se ter um loja online e viver numa aldeia transmontana e vender para todo o mundo. Temos de impedir os burocratas de Lisboa, não podemos permitir que estraguem a Quarta Revolução em curso, a revolução digital, pois é ai que está o futuro de interior de Portugal.
     
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