Biodiversidade

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por psm 15 Nov 2008 às 20:50.

  1. João Pedro

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    Cumulonimbus

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    :D
    E este? (precisamos de um emoji daqueles com corações nos olhos aqui! :lol:)
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    Red Squirrel (Sciurus vulgaris). Penoita Woods, 09-10-2016
    by JoãoP74, no Flickr

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    Red Squirrel (Sciurus vulgaris). Penoita Woods, 09-10-2016
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    [​IMG]
    Red Squirrel (Sciurus vulgaris). Penoita Woods, 09-10-2016
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    Já as postei aqui há uns tempos, mas vale sempre a pena ver este bicharoco! :D
     
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  2. João Pedro

    João Pedro
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    Cumulonimbus

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    Em que zonas do país existia? Se o comportamento for igual ao do norte-americano, precisa de rios não muito grandes e com corrente não muito forte onde possa fazer as suas barragens.
     
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  3. frederico

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    Super Célula

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    Pero muy poca gente sabe que el castor ha vivido y vive en la Península Ibérica. Descrito en las obras clásicas de Historia Natural y también atestiguado por los restos paleontológicos, el castor vivió en España en las cuencas de los grandes ríos: Guadalquivir, Duero, Ebro y también en el Llobregat, al menos hasta época visigoda. Investigaciones realizadas por mi parte me hacen pensar que los últimos castores se extingueron en España a mediados del siglo XIX. Tanto en España como en Europa, los castores fueron exterminados por su piel y una sustancia extraída de ciertas glándulas, el castóreo, que tenía aplicaciones en farmacopea.

    https://www.eldiario.es/clm/ecologica/castor-Espana-oportunidad-ganada_6_723787621.html


    Históricamente, el castor también ha vivido en la Península Ibérica. Estrabón lo nombra inequívocamente en su obra “Geografía”, Libro III, y se han encontrado restos de castor en diversos yacimientos, asociados a distintos ríos del tercio Norte, datados desde la Edad del Hierro hasta el comienzo de la Edad Media. Por mi parte, en una investigación que hice, encontré un documento que hacía pensar que quedaban castores aún en España hacia mediados del siglo XIX. Mi conclusión es que el castor nunca llegó a ser demasiado abundante, y probablemente se extinguió más por la desaparición de su hábitat que por la explotación directa de su piel y su castóreo.


    http://cronicasdefauna.blogspot.com/2017/08/el-castor-en-espana-una-oportunidad.html
     
  4. belem

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    A designação de zebro por si só, por vezes, suscita dúvidas.

    Que existiam alguns (não todos) cavalos selvagens com zebruras nas patas, no ombro, (etc...) na Península Ibérica, disso não parece haver grandes dúvidas.
    Basta ver as pinturas de Ekainberri e os testes genéticos nas nossas raças, indicam a influência de cavalos selvagens locais (particularmente éguas).
    Em mustangs de origem ibérica, é possível encontrar os mesmos marcadores.
    Muitas páginas foram dedicadas ao tema e muitos poucas se lembraram dos cavalos primitivos ibéricos.
    Ainda hoje há quem chame de «burra» ao Garrano.

    Se formos procurar referências ao contexto arqueológico, na P. Ibérica, o mais parecido que encontramos a um zebro (como algo relacionado com a zebra) será provavelmente o Equus hydruntinus.
    Osteologicamente, esta espécie «extinguiu-se» na Europa, durante a Idade do Bronze (na França), mas os dados históricos sugerem-nos que sobreviveu até tempos bem mais recentes.
    Isto poderá ser assim, porque em alguns solos, os ossos não se preservam bem e nem sempre é fácil de encontrar ossadas antigas.
    Certos estudos genéticos sugerem fortemente que o Equus hydruntinus e Equus hemionus, são a mesma espécie.
    O hemíono, não é propriamente um burro, mas algo entre um burro e um cavalo, em termos fenotípicos.
    Osteologicamente e em termos gerais, é inclusivamente difícil distinguir entre E. hydruntinus e E. hemionus, apesar das diferenças temporais e espaciais.
    É cada vez mais óbvio que havia uma continuidade de habitats e espécies entre a Ásia e a Europa.

    Se formos procurar referências a um contexto histórico:

    -Textos oriundos de tribunais em Espanha escritos em latim no séc XII, usavam o termo «zebra ónagro».
    -No séc XII, o zebro é referido como peça de caça, juntamente com o corço, a lebre, o coelho, o veado ,o javali, a perdiz e o urso, num texto que se refere à região de Cuenca e Teruel
    -No séc XIII Rodrigo Jiménez de Rada, Arcebispo de toledo, usa o termo «onagrorum», em Latim.
    -No séc XIII, General Estoria de Alfonso X de Castilha, diz que os ónagros são como a zebra.
    No séc XV, Enrique de Villena, faz uma clara distinção entre carne de cavalo e de zebro.

    Realmente esta espécie (hemíono) tem interesse para reintrodução, mediante certas condições e cuidados (a variedade existente no Irão e/ou Turquemenistão serve perfeitamente para o efeito) e além do seu papel ecológico, tem também o potencial de atrair turistas e de dar uma nova oportunidade à espécie que em muitos locais, está em declínio.

    -
     
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    #3499 belem, 26 Mai 2020 às 23:24
    Última edição: 26 Mai 2020 às 23:54
  5. Dan

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    O comportamento é idêntico. Será necessário um curso de água mais ou menos natural com boa cobertura vegetal nas margens.
     
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  6. João Pedro

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    Parece-me então que em Portugal só, eventualmente, poderá ter existido na bacia do Douro. Apesar de me parecer que se calhar nem isso... devem estar mais a falar do Douro a montante das arribas, em território mais plano.
     
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  7. João Pedro

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    O Fervença poderia ser uma opção... :D
     
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  8. belem

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  9. frederico

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    Se até estava presente no Guadalquivir, especulo que poderia também ter existido no Guadiana e mais a Norte no rio Minho.

    O Guadiana ali na zona de Mérida, Badajoz, Elvas é um rio calmo, em zona plana.
     
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  10. Dan

    Dan
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    :D Por aqui ainda é capaz de haver alguns troços de rios, mais ou menos naturais, onde esses animais poderiam prosperar.
     
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  11. frederico

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    Como se sabe parte do território português é marcado por serras com solos altamente erodidos e pouco produtivos. Ao longo de séculos a população arrasou totalmente a vegetão ripícola. Porquê? Ora os melhore solos eram os solos dos vales dos cursos de água! Já os solos das serras ficavam para o gado. Isto é bem visível na serra algarvia, nos vales das ribeiras de Odeleite, Foupana e Beliche. Até décadas atrás, quando os montes algarvios eram ainda muito povoados, estes vales estavam ocupados com hortas, pomares, olivais. Por vezes era necessário caminhar quilómetros para ver um freixo. Nos últimos 15 anos, com o despovoamento, houve uma recuperação notável da vegetação ribeirinha, e agora há muitos freixos e choupos jovens a nascer espontaneamente nas margens das ribeiras. E só não há mais por causa dos incêndios e das limpezas.

    É possível que esta destruição extraordinária de habit tenha sido a principal causa da extinção do castor em Portugal.
     
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  12. camrov8

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    da ultima vez que cá andaram não existiam eucaliptais e pinhais ou melhor monocultura, na zona onde ainda habitam a vegetação é muito diferente da de cá e ainda mantém as mesmas características de outrora
     
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  13. belem

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    Tanto em Portugal como em Espanha, só existem em espaços vedados.
    Penso que deviam ampliar as zonas onde são criados e criar núcleos distintos (ainda que as vedações provavelmente tenham que ser mantidas).
     
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  14. belem

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    #3509 belem, 26 Mai 2020 às 23:43
    Última edição: 26 Mai 2020 às 23:58
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  15. frederico

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    Super Célula

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    Será que no Nordeste transmontano, na mancha de carvalhal partilhada com a Galiza, poderiam viver em liberdade total?
     
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