Biodiversidade

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por psm 15 Nov 2008 às 20:50.

  1. belem

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    Hoje de manhã aqui na Aldeia de Azinhoso, indiferente ao vento e frio que se faziam sentir:

    [​IMG]
     
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    #3857 Snifa, 27 Dez 2020 às 15:46
    Última edição: 27 Dez 2020 às 16:11
  3. belem

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  4. Pek

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    Camurças (Rupicapra pyrenaica) na estrada de acesso ao vale de Ordesa (província de Huesca) ontem:

     
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  5. Snifa

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    A surpresa do dia de hoje, nunca pensei ver uma raposa aqui a pouco mais de 400 metros da Aldeia de Azinhoso quando atravessava o caminho à minha frente a grande velocidade, não estava minimamente preparado para a foto, mas cá ficao registo possível e tirado numa fração de segundo, ainda a pensar se seria um cão ou algo diferente :D vale pelo momento.

    Era um animal bastante grande e ainda olhou para mim desconfiado mas sempre a fugir..:D

    [​IMG]
     
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  6. Pedro1993

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    Há cerca de 1 mes, ás 20 horas, aqui mesmo no jardim de casa, estava uma raposa, a cerca de 2 metros de mim, e ela nem se mexeu, e ontem ao inicio da noite ouvi-a novamente a fazer barulho, aqui nos terrenos próximos.
     
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  7. belem

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  8. João Pedro

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    Grande registo! :thumbsup: Mesmo de fugida! :D
     
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  9. frederico

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    Apesar de todos os abusos que se fazem em Espanha, a superioridade Espanhola no conservacionismo acaba sempre por emergir.

    O tetraz e ave que ja ocorreu nas serras do Norte de Portugal. A variedade do Noroeste, Asturias e Cantabria e uma sub-especie muito particular, adapatada a Uma paisagem mosaico com bosques de folhosas, agricultura tradicional e pastagens. A sua extincao em Portugal esta associada nao so a caca mas tambem a destruicao dos bosques de carvalho e castanheiro, e a sua substituicao por matos, pinhais e mais recentemente eucaliptais.

    Em Espanha a quase extincao da ave deve-se a multiplos problemas. Um e o excesso de turistas e de presenca humana nos seus habitats, especialmente na epoca de acasalamento e choco. Outro e o excesso de predadores naturais. Ha tambem a caca, pela perturbacao que impoe no sossego de populacoes tao frageis, e os incendios ou destruicao de habitat por outras vias.

    Ha muito tempo que digo que algumas areas da Peninsula devem ser reservas integrais sem qualquer presenca humana que nao seja previamente autorizada. Barbaridades como o turismo de massas no Geres ou na Ria Formosa tem o seu preco a medio prazo.

    De resto, gostaria muito que a postura do ICNF fosse outra, mais arrojada e dinamica, e que Portugal participasse neste programa, tendo em vista o regresso da especie ao Norte de Portugal.

    https://www.google.com/amp/s/www.el...a/el-retorno-del-urogallo-a-galicia-HJ5649966

    Recordo que o regresso do lince foi em certa medida uma imposicao da UE...
     
  10. JPAG

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    Teria que mudar muita coisa para a espécie voltar ao território português..

    Acho que estes esforços são fundamentais nos locais onde a espécie ainda ocorre e será importante "criar" habitat e programas de conservação nas zonas potenciais de ocorrência. Havendo bons programas e habitats favoráveis, boa monitorização e técnicos a trabalhar no assunto será meio caminho andado para a espécie crescer de forma sustentada, e quem sabe, expandirem-se para outras zonas potenciais mais perto de Portugal, e aí sim, deverá ser pensada a possibilidade de expansão para território português. Outro esforço diferente poderia ter a charrela, espécie que está em declínio na PI, mas tem populações perto do território português e que poderia ter uma postura diferente por parte das entidades portuguesas.

    No entanto, acho que em Portugal, no que diz respeito à avifauna, existem outros problemas mais graves que devem ter (ou continuar a ter) uma maior atenção e devem-se fazer mais esforços de conservação para que não ocorram situações semelhantes à que aconteceu com o Tetraz ou a Charrela. Existem muitas espécies em declínio que merecem maior esforço, nem que seja uma maior monitorização e preservação de habitats, como o chasco-preto, a calhandrinha-das-marismas, o sisão, o rolieiro, o francelho, a maioria dos tartaranhões, entre outros. Eu diria mesmo que a situação do sisão está o tornar-se complicada e se nada mudar tornar-se-á dramática. É verdade que algumas destas espécies têm programas próprios e gente empenhada, mas é necessário fazer ainda mais (e para isso é preciso mais ajuda - €).
    Houve coisas que se fizeram bem em Portugal e devem ser replicadas para outras espécies, casos como o da águia-pesqueira, o caimão e algumas rapinas estão a ser casos de sucesso e devem ser tidos em conta.
     
  11. frederico

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    O caimao foi um caso de sucesso mas a especie tem uma particularidade que ajudou, alguma tolerancia a presenca humana, algo que nao se replica noutras especies.

    Quanto ao sisao, abetarda, rola ou codorniz creio que so ha uma solucao, uma especie de reserva nacional de montado tradicional e estepe cerealifera que cubra uma dada percentagem dos seguintes distritos, Braganca, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarem, Beja, Evora e Faro. Eu nao sou contra os Oliviais intensivos em si. O problema surge quando passamos para a monocultura, Como sucedeu com o pinheiro ou o eucalipto. Nem e prudente o regime de monocultura, basta uma crise no sector ou Uma praga e o impacto imediato e logo brutal e sem atenuantes. Eu conheco o terreno e vejo que a queda de algumas especies esta muito ligada ao abandono da agricultura tradicional, ao abandono da Cultura de cereais e leguminosas. Isto e notavel na Serra algarvia ou no Alentejo. Passamos do 8 ao 80, da loucura das campanhas do trigo que arrasaram os solos de meio Pais para o abandono das culturas tradicionais.
     
  12. frederico

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    Em termos de conservacionismo gostaria de frisar que o povo espanhol nao e propriamente exemplar ou muito diferente do nosso. A grande diferenca esta na qualidade do funcionalismo publico do Estado Central e das regioes autonomas, muito mais capacitado, culto, dinamico. Uma diferenca que noto e que as pessoas em Portugal estao la por obrigacao, para justificar o salario, salvo as devidas excepcoes. Em Espanha vejo muito mais amor a actividade, funcionarios que Sao capazes de andar centenas de quilometros do seu bolso para ver Uma especie ou colher umas sementes, como um conhecido meu que trabalha na Junta de Extremadura, que se cultivam e sabem as sub-especies e especie de cor e salteado. Para mim e esta a grande diferenca entre os Dois paises, a qualidade tecnica do funcionalismo e o seu amor a Arte.
     
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  13. frederico

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    Se eu mandasse no ICNF, e tendo em conta o dinheiro que vem da UE, exigiria...

    - a preparacao da zona do Nordeste para o regresso do urso ate 2040. Para tal, e preciso proteger colmeias, informar a populacao e acelarar a regeneracao florestal autocne.

    - o regresso da charrela em dez anos.

    - o regresso do tetraz ao Geres em 20 a 30 anos, caso a experiencia em curso em Leao e Galiza corra bem.

    - o regresso do toirao em 20 a 30 anos, em colaboracao com a Junta andaluza e as autoridades de Marrocos.

    - o regresso do ibis-eremita em 10 anos, em colaboracao com a Junta da Andalucia.

    - o regresso da Cabra a Serra da Estrela, em 10 anos, e talvez a outras serras do Norte e Centro.

    - o regresso do castor-europeu ao Noroeste, em colaboracao com as autoridades galegas.

    - o regresso do saramugo a cursos de agua do Baixo Guadiana e Alentejo, em 20 a 30 anos. Para tal seria necessario um longo trabalho de recuperacao ambiental mas e algo possivel.

    Nem mencionei no post especies vegetais, fica para outro post.
     
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  14. belem

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    Ainda existem charrelas em Portugal:

    https://ptjornal.com/video-especie-acreditava-estar-extinta-portugal-captada-camara-biologo-156743

    Contudo a espécie se calhar precisa de um empurrão.

    Na lista que colocastes (que está boa na minha opinião) eu adicionaria a camurça.
     
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  15. belem

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    Sim, como o caso da águia imperial ibérica:

    https://tvi24.iol.pt/sociedade/repr...rial-iberica-mais-do-que-duplicou-em-portugal
     
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