Dúvidas

hvalentim

Cirrus
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13 Dez 2007
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Ch. da Caparica
Isso faz sentido. No entanto é minha convicção que se não é presente a sua localização pelo menos no passado já foi no edifício localizado à esquerda imediatamente à entrada do parque, o qual claramente tem uma guarita de Stevenson no topo:

Bing Bird's Eye View >>

GMaps >>



A estação da Praia da Raínha fica no interior do recinto de um edifício do ICN.

Latitude: 38º 37' 1.167''
Longitude: -9º 12' 46.3098''
 


jonas_87

Furacão
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11 Mar 2012
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Alcabideche, Cascais - cota 119 mts
Não me parece que seja esse local, alias basta ver os dados de temperatura minima que a estação está instalada numa area de inversão, ou seja exactamente junto à estrada florestal. Apesar de os dois locais serem próximos devem ter registos de temperatura bem diferentes.
 
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Prof BioGeo

Nimbostratus
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19 Dez 2006
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Moura, Alentejo
Não sei se este é o tópico adequado ou se isto deveria estar antes nos tesourinhos deprimentes... se a administração assim achar, agradeço o trabalho de mudarem. Aqui vai:

Num manual escolar de Ciências Naturais do 8.º ano, no Objetivo Geral 11 (Influência das catástrofes no equilíbrio dos ecossistemas), vem a seguinte informação sobre "tempestades":
«É habitual distinguir as tempestades de acordo com a área geográfica de ocorrência por:
Tufão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades de maior intensidade que ocorrem no Oceano Pacífico Noroeste (região oeste dos EUA, Japão e China).
Furacão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades no Oceano Atlântico norte (Caraíbas, região leste dos EUA e Golfo do México).
Ciclones tropicais: ocorrem no sul do Pacífico e Índico.»

Bem, aquela do Oceano Atlântico norte parte-me todo. E depois aquela dos Ciclones tropicais... Os tufões e os furacões também o são, não é? (a pessoas lê tanta asneira que chega a uma altura já nem consegue raciocinar). E o próprio conceito de "distinguir as tempestades..." Enfim!

Isto parece-me grave. Apesar de ser informação exclusiva para o professor, a que os alunos não têm acesso, reconheço que a maior parte do professores de Ciências Naturais/Biologia e Geologia, infelizmente, não percebe nada de Meteorologia e são capazes de aceitar passivamente aquela informação e transmiti-la aos alunos...

Agradeço comentário, em especial dos mais entendidos no assunto, pois sinto-me na obrigação de contactar a editora. Mas para isso quero estar 100% seguro das correções que têm que ser introduzidas. Obrigado desde já!
 
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Paulo H

Cumulonimbus
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2 Jan 2008
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Castelo Branco 386m(489/366m)
Não sei se este é o tópico adequado ou se isto deveria estar antes nos tesourinhos deprimentes... se a administração assim achar, agradeço o trabalho de mudarem. Aqui vai:

Num manual escolar de Ciências Naturais do 8.º ano, no Objetivo Geral 11 (Influência das catástrofes no equilíbrio dos ecossistemas), vem a seguinte informação sobre "tempestades":
«É habitual distinguir as tempestades de acordo com a área geográfica de ocorrência por:
Tufão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades de maior intensidade que ocorrem no Oceano Pacífico Noroeste (região oeste dos EUA, Japão e China).
Furacão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades no Oceano Atlântico norte (Caraíbas, região leste dos EUA e Golfo do México).
Ciclones tropicais: ocorrem no sul do Pacífico e Índico.»

Bem, aquela do Oceano Atlântico norte parte-me todo. E depois aquela dos Ciclones tropicais... Os tufões e os furacões também o são, não é? (a pessoas lê tanta asneira que chega a uma altura já nem consegue raciocinar). E o próprio conceito de "distinguir as tempestades..." Enfim!

Isto parece-me grave. Apesar de ser informação exclusiva para o professor, a que os alunos não têm acesso, reconheço que a maior parte do professores de Ciências Naturais/Biologia e Geologia, infelizmente, não percebe nada de Meteorologia e são capazes de aceitar passivamente aquela informação e transmiti-la aos alunos...

Agradeço comentário, em especial dos mais entendidos no assunto, pois sinto-me na obrigação de contactar a editora. Mas para isso quero estar 100% seguro das correções que têm que ser introduzidas. Obrigado desde já!

Eu também não gosto das definições, mas, aparentemente basearam-se na informação disponibilizada nesta página em ipma:

https://www.ipma.pt/pt/educativa/fenomenos.meteo/index.jsp?page=ciclone.tropical.xml

O correto seria explicar que furacão e tufão são o mesma coisa, sendo ambos ciclones tropicais (com origem na faixa de latitude dos trópicos), que evoluem de e para tempestades tropicais.
 
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Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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Açores
Não sei se este é o tópico adequado ou se isto deveria estar antes nos tesourinhos deprimentes... se a administração assim achar, agradeço o trabalho de mudarem. Aqui vai:

Num manual escolar de Ciências Naturais do 8.º ano, no Objetivo Geral 11 (Influência das catástrofes no equilíbrio dos ecossistemas), vem a seguinte informação sobre "tempestades":
«É habitual distinguir as tempestades de acordo com a área geográfica de ocorrência por:
Tufão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades de maior intensidade que ocorrem no Oceano Pacífico Noroeste (região oeste dos EUA, Japão e China).
Furacão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades no Oceano Atlântico norte (Caraíbas, região leste dos EUA e Golfo do México).
Ciclones tropicais: ocorrem no sul do Pacífico e Índico.»

Bem, aquela do Oceano Atlântico norte parte-me todo. E depois aquela dos Ciclones tropicais... Os tufões e os furacões também o são, não é? (a pessoas lê tanta asneira que chega a uma altura já nem consegue raciocinar). E o próprio conceito de "distinguir as tempestades..." Enfim!

Isto parece-me grave. Apesar de ser informação exclusiva para o professor, a que os alunos não têm acesso, reconheço que a maior parte do professores de Ciências Naturais/Biologia e Geologia, infelizmente, não percebe nada de Meteorologia e são capazes de aceitar passivamente aquela informação e transmiti-la aos alunos...

Agradeço comentário, em especial dos mais entendidos no assunto, pois sinto-me na obrigação de contactar a editora. Mas para isso quero estar 100% seguro das correções que têm que ser introduzidas. Obrigado desde já!


O livro está certo na generalidade*/**. E é importante abordar as diferenças não obstante serem a mesma coisa.

Há coisas piores. Os EUA, por exemplo, não usam o sistema métrico. Algo muito mais significativo que a nomenclatura das tempestades.

---

*Erro 1:

Tufão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades de maior intensidade que ocorrem no Oceano Pacífico Noroeste (região oeste dos EUA, Japão e China).

É falso:

"Super-typhoon" is a term utilized by the U.S. Joint Typhoon Warning Center for typhoons that reach maximum sustained 1-minute surface winds of at least 65 m/s (130 kt, 150 mph). This is the equivalent of a strong Saffir-Simpson category 4 or category 5 hurricane in the Atlantic basin or a category 5 severe tropical cyclone in the Australian basin.

http://www.aoml.noaa.gov/hrd/tcfaq/A3.html

Tufão -> Cat. 1, 2 e 3; Super-Tufão -> Cat. 4 e 5.

Há que ter em atenção que esta escala é usada pelos Japoneses e Americanos fruto do Joint Typhoon Warning Center:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Joint_Typhoon_Warning_Center

Internamente os Japoneses usam outra escala:

The JMA scale used by the RSMC in Tokyo is completely different from the other two scales. The Japanese use these classifications: Tropical Depression, Tropical Storm, Severe Tropical Storm, Typhoon, Very Strong Typhoon, and Violent Typhoon. Confusing things even further, the Japanese definition of what's considered a typhoon requires higher winds than the other two scales.

https://www.facebook.com/Okinawatyphoonpics/notes

https://en.wikipedia.org/wiki/Tropical_cyclone_scales

Mas para todos os efeitos os ocidentais usam a escala do JTWC.

**Erro 2:

Furacão: é a nomenclatura utilizada para as tempestades no Oceano Atlântico norte (Caraíbas, região leste dos EUA e Golfo do México).

E Pacífico Central :p
 
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CptRena

Nimbostratus
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16 Fev 2011
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Gafanha da Encarnação, Aveiro
Observando a tabela que consta na seguinte ligação, consegue-se perceber como estas nomenclaturas funcionam:

EN: https://en.wikipedia.org/wiki/Tropical_cyclone#Hurricane_or_typhoon
PT: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclone_tropical#Classifica.C3.A7.C3.B5es_de_intensidade


E nesta ligação está a explicação para a origem dos nomes: furacão (hurricane) e tufão

EN: https://en.wikipedia.org/wiki/Tropical_cyclone#Origin_of_storm_terms
PT: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclone_tropical#Origem_dos_termos_usados_em_ciclones_tropicais


PS: Para os Wikipedia haters, certamente se encontra outras fontes com a informação, por exemplo verificando a bibliografia que deu origem ao texto colocado na Wikipedia.
 
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11 Mar 2016
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Ola bom dia...
Sou um bocado novata nestas coisas da meteorologia, mas como é um tópico que me interessa bastante tenho estudado por conta própria, principalmente de trovoadas.
Gostaria de esclarecer algumas dúvidas sobre a formação das mesmas.
Porque razão quando há a passagem de uma frente fria nem sempre há ocurrência de trovoadas?
Factores necessarios para a sua formação (portugal- litoral)?
Obrigada ☺
 
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Mr. Neves

Cumulonimbus
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22 Jan 2013
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Tondela-290m
As condições termodinâmicas também parecem favoráveis, com desenvolvimento de SBCAPE até 1000-1200J/kg na mesoescala, presença de gradientes de temperatura e humidade na média troposfera acentuados pelo transporte de ar seco vindo de leste acima da camada limite com gradientes até 7.5ºC/Km aos 800-600hpa e pontos de orvalho á superficie até 10-13ºC...

Olá Stormy. Antes de mais peço desculpa pela minha ignorância e pelo incómodo:o, e devo também dizer que tenho apreciado muito o trabalho que têm feito no BestWeather.

Ao ler a previsão para segunda-feira fiquei sem perceber como é que o vento seco de leste consegue acentuar o gradiente de humidade na média troposfera. Porque do pouco que sei quando o vento é de leste baixa de forma drástica a humidade relativa mas isto é à superfície, em altura tem outro comportamento? Como se processa esse comportamento? O que é facto é que na segunda feira teve de haver bastante humidade relativa em altura para gerar todas aquelas células.

O gradiente de temperatura que cita na previsão é o chamado gradiente adiabático certo? Mas e porque é que o vento de leste seco produz um maior gradiente adiabático? Porque o vapor de água tem a capacidade de reter mais energia e como tal a temperatura desce mais em ar mais seco?

Embora não tenha a ver com a previsão em si, mas talvez:unsure: com assunto em questão, quando andei a pesquisar acerca das minhas dúvidas anteriores, li que o arrefecimento adiabático do ar ocorre quando uma parcela de ar sobe e arrefece devido à sua expansão interna, que é resultado da redução de pressão.

A questão aqui é perceber como é que essa expansão interna das particulas de ar provoca um arrefecimento da mesma, pelo que se me pudesse elucidar melhor a este respeito agradecia:).

Agradeço a atenção e o tempo perdido, e mais uma vez peço desculpa pela minha ignorância:o
 
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